Declaro-me Mais Tarde!
16 Capítulo 16 - Guerra das Fãs - I'll Protect You
Notas iniciais
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- Como disse no capítulo anterior, estou fazendo de tudo para toda semana trazer um capítulo novo, e até o momento estou conseguindo fazer isso... Agora antes que me pergunte,' então cadê o cap da semana passada?'... Eis que esse na verdade o fiz em formato de especial... Especial de Natal, mas não postei aqui na fanfic, postei como uma fanfic a parte...
(link da fanfic DECLARO-ME MAIS TARDE, ESPECIAL DE NATAL: http://fanfiction.com.br/historia/309617/Declaro-me_Mais_Tarde._Especial_De_Natal/ ).
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-Bem não esqueçam de dar uma olhada no especial de Natal, pois embora seja uma fanfic separada desta, a historia faz parte da fanfic. (e não esqueçam também de comentarem no especial).
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-Recomendo que leia esse cap ouvindo a música do JaeJoong(JYJ) I'll Protect You.
Dentro daquela agencia, a grande Fairy Tail, era fato dizer que todos estavam apavorados. Tinham medo de qualquer repórter e de qualquer fã vestida com jaqueta vermelha ou branca. Todos estavam receosos com os últimos acontecimentos e não tinham esperança que as coisas melhorariam... Pelo menos até aquela amanhã.
Esse conceito modificou assim que o presidente convidou repórteres de várias emissoras e jornalistas de revistas e jornais famosos, para uma coletiva de imprensa. E ao contrário que todos da agencia e os convidados para aquela coletiva pensava, o assunto não era os fervorosos rumores – quase confirmados – que rondava a poderosa agencia de entretenimento Fairy Tail, e sim um assunto banal, por assim dizer, e grandioso. Um baile de máscara. Como que querendo desse modo mostrar para todos os presentes – e não presentes – que a agencia estava realmente bem e que não era necessário preocupações, e os tais rumores não passavam disso e ponto final.
Então, antes das três da tarde, durante a coletiva, o baile de máscara da Fairy Tail era o assunto número um na internet e na TV, como se o Japão tivesse parado para ouvir um importantíssimo comunicado, qual poderia ser a salvação ou a perdição de todos dentro do país.
Milhares de pessoas conectadas, falando da mesma coisa... ‘ A fairy Tail dará um Baile *-*’ ‘Aposto, que será algo fechado T.T ‘ ‘Fiquei sabendo que terão artistas estrangeiros’ ‘ O presidente acabou de informar na TV que serão vendidos convites \\o/’ ‘ A agencia Fairy Tail abrirá as portas de seu evento ao público em geral’ ‘Isso afirma que nada de ruim os assombra...’ ‘ Fairy Tail é a melhor, sempre mostrando que podemos confiar nela...’ ‘O presidente declarou que esse evento é uma amostra que dentro da Fairy Tail não há nada acontecendo...’ ‘ O Sr. Dreyar realmente surpreendeu a todos...’ ‘ Viva a Fairy Tail \\o/’
E em menos de duas horas o baile era o único assunto que envolvia a agencia, e teria continuado dessa forma caso uma guerra ainda não fosse travada. A outra coisa que deixava os funcionários de Fairy Tail receosos ainda era uma sombra fria e perigosa que assombrava a agencia, que meia hora depois do anuncio do presidente cobrira a fachada da agencia. Dois grandes grupos de garotas e garotos defronte a Fairy Tail, pedindo melhores esclarecimentos aos acontecimentos que afrontavam todos os fãs ali presentes – e aqueles que eles representavam. Eles queriam que o presidente declarasse em palavras claras – ou quem pudesse fazê-lo – qual era o verdadeiro culpado no julgamento que corroia vorazmente o coração de cada fã ali presente, cada qual jogando a culpa para o outro.
Os U.Fs, aqueles que vestiam jaqueta vermelha – cor símbolo da Banda Fairy Law – apontava Loki como culpado; já os Celestials, que estavam com jaquetas e camisetas brancas – cor símbolo da Style Angel – acusava Natsu. E a única coisa que ambos os fãs clubes tinham em comum era que queriam a verdade, nada mais que a verdade.
E eles estavam sabendo do baile? Sim, mas aquilo pouco interessava a eles, ou sim, mas primeiro eles queriam esclarecimentos, depois pensariam em como conseguiriam convites para um baile onde poderiam ter contato com seus ídolos. A guerra simplesmente fervia diante ao belíssimo prédio da Fairy Tail.
Lá dentro da agencia buscando estar alheia a tudo aquilo, buscando desesperadamente ocupar sua cabeça com seus novos afazeres; Lucy olhava desalenta a mensagem que recebeu de sua nova “chefe”.
Minerva, a tigresa como era conhecida ali dentro, não era uma mulher fácil em se lidar, ela era do tipo de pessoa que gostava de humilhar aqueles que passavam em sua frente – claro quando esse na visão dela fosse extremamente inferior á ela. Um fator que abala Lucy a cada minuto diante daquela mulher, já que a loira se tornara o alvo principal da morena... Entretanto era melhor aquilo do que sair de vez da agencia. Embora algumas vezes ela desejou aquilo.
Na verdade aquele momento era um desses, segundo o que estava escrito na mensagem Sting e Rogue – cantores jpop , que ainda estavam no inicio de suas carreiras – haviam esquecido suas capas que fazia parte do novo figurino deles, e era necessário leva-las para a emissora onde eles estavam, e até para que fosse feito isso, o carro que era exclusivo para eles, estava a esperando do outro lado da rua. Isso, é claro, não era o que preocupava Lucy, mas o fato de que teria que sair da agencia... E ter que enfrentar aquela legião de fãs.
Ambos os fãs clubes muitas vezes em seu site oficial, ou mesmo em rede social, deixara claro o ódio deles por ela, e até mesmo por isso que Lucy chegou a agradecer por estar ao lado de Minerva e aqueles dois excêntricos cantores — embora não fosse nenhum mar de rosas está ao lado deles.
Olhando pela janela, vendo aquela multidão enfurecida vermelha e branca, querendo explicações detalhadas do que realmente estava acontecendo, Lucy sentia-se frágil. Como um pequeno ratinho num beco repleto de gatos famintos. Entretanto naquele instante ela não poderia fazer nada... Então ela respirou fundo e com as capas de Sting e Rogue numa sacola da marca patrocinadora dos dois, ela se retirou do escritório. Este se localizava um andar abaixo da Angel Style , outro grande alivio para o abalado coração de Lucy. Afinal para a loira somente em ver os meninos em programas de TV, ou em alguma revista ou jornal, a deixava triste, e seria mil vezes pior caso os visse todos os dias na agencia. E por isso lhe era um alivio estarem separados por um andar. Embora, ás vezes, ela desejasse que estivessem no mesmo andar, pelo simples fato de ao menos ouvir as conversas descontraídas do dia-a-dia daqueles três garotos distintos. Mas no fundo ela sabia que era bem melhor daquela forma.
Suspirosa ela adentrou o elevador. Assim que saiu no hall de entrada da agencia, o temor de antes voltou a invadi-la. A grande porta de vidro que havia na entrada, permitia á ela em ver com perfeição o que lhe esperava do lado de fora.
Garotas e garotos de diversas idades, segurando cartazes com seus protesto, tento, cada fã clube com seu representante á frente, gritando por esclarecimentos. Lucy viu que também começava a chegar repórteres, ver aquilo não lhe animou nem um pouco. Ela olhou para as pessoas que se encontravam no hall de entrada, notando que algumas lhe lançavam olhares significativos.
Sim, Lucy, eles culpam você. Pensou ela amargurada.
Ela segurou firme a alça da sacola, como se dessa forma tudo que poderia vim lhe acontecer, deixaria de acontecer devido esse simples gesto. Com firmeza ela deu um passo em direção á porta. Notava a cada passo que dava que ninguém sai do prédio, ou mesmo entrava. Ela era única que estava disposta a enfrentar aquele inferno... Mesmo sendo quem era. Em outras palavras, a inimiga número 1 daqueles que estavam diante do prédio.
Ela poderia sair do prédio pela garagem, mas de nada adiantaria, uma vez que a saísse dessa levava para o mesmo lugar que a entrada da Fairy Tail... Aquela calçada invadida pelos fãs. Então o melhor era enfrentar de frente aquilo. desde que tudo aconteceu ela foi a única que não foi atacada de frente, sempre indiretamente. Ela nunca foi chamada para um programa de TV, nunca teve que ficar diante aos fãs, nunca precisou esclarecer nada... E isso alguma hora chegaria.
Ela ergueu a cabeça e deu mais um passo, a porta automática se abriu, deu mais dois passos e enfim saiu do prédio... Mais dois e a porta se fechou atrás de si. Um silêncio se estendeu entre todos os fãs, como que incrédulos diante a visão.
*Mesmo com os olhos abertos, não posso olhar para você.
Seu coração que esbateu-se com as memórias desgastado, eu não posso encontrá-lo
Eu chorei muito e estou cansado, não posso mais fazer isso.
Apesar de eu ter esses pensamentos, eu sinto que vou ficar bem se eu vê-la
Lucy soltou o ar devagar, sentindo dificuldade em fazê-lo, o ar, embora aparentasse normal ao seu redor, não chegava assim em seu pulmão, esse pesava como chumbo. Ainda com a cabeça erguida ela começou a descer a escada defronte ao prédio, e antes que conseguisse finalizar essa, algo atingiu seu braço esquerdo, ao olhar para baixo viu uma garrafa de água quase vazia. Logo uma gritaria invadiu o local e dezenas de coisas foram de encontro ao seu corpo, mais garrafas, copos com água, cartazes... Tudo que estava ao alcance daqueles fãs enlouquecidos.
Lucy virou as costas, a sacola que carregava estava agora envolva em seus braços, qual ela defendia bravamente. Cambaleante ela subiu um degrau, algo pesado então atingiu a sua perna direita, fazendo-a cair de joelhos. Novos objetos foram de encontro á ela.
Lucy continuava a apertar firmemente a sacola, enquanto também segurava as lágrimas que queriam cair. Ela sentiu seu celular vibrar no bolso de trás da sua calça, mas o ignorou. Tentou novamente se locomover daquele lugar, mas falhou miseravelmente quando outro objeto lhe atingindo nas costas, seu grito saiu forte e desesperado por sua garganta, enquanto ela equilibrava agora todo o seu corpo no braço que estava apoiado num dos degraus.
Quero protegê-la,
até mesmo seus hábitos errados e má
me faz sorrir quando estou cansado
Embora seja um pouco duro,
Eu até vou te dizer que eu te amo,
até o dia que você estiver no meu primeiro abraço
–Lucy!
Alguém no topo da escada gritou seu nome.
A loira levantou a cabeça, ao mesmo tempo em que as fãs exclamavam o nome daquele que poderia ser seu salvador.
–Olha é o Loki!
–Loki, não a salve!
–Ela merece isso, Loki!
Eu não posso sorrir, mesmo quando eu faço, eu não me lembro.
Mesmo hoje, eu te vejo, parece que você vai desaparecer como um sonho quando eu abrir meus olhos,
e ele ainda não se sente como se você estivesse ao meu lado.
Devo ser muito inábil em expressar-me que a amo.
Lucy tentou novamente se levantar, e a única coisa que conseguiu fazer foi se virar para frente, vendo o exato momento que uma das meninas de jaqueta vermelha erguia uma garrafa de água, essa cheia. Lucy não teve tempo de pensar em nada, a não ser fechar os olhos, a espera do ataque.
Qual nunca chegou a atingir seu verdadeiro alvo. Devagar, ainda receosa, ela abriu os olhos. E aquele perturbador e radiante sorriso estava ali, diante de seus olhos. Cujo dono tinha os cabelos róseos molhados, como provavelmente seu casaco e costas.
Quero protegê-la,
até mesmo seus hábitos errados e má
me faz sorrir quando estou cansado
Embora seja um pouco duro,
Eu até vou te dizer que eu te amo,
até o dia que você estiver no meu primeiro abraço
Natsu se encontrava com os braços abertos, cada mão segurando a barra do casaco marrom que usava, formando uma bizarra asa para seu dono, e uma armadura para a loira.
Um silêncio tenso reinava no local, que foi quebrado aos poucos, pelas fãs surpresas com o aparecimento do rosado.
–Você está bem? – indagou ele ainda lhe sorrindo.
–Sim.
Eu sou aquele que te ama ..
Estou de pé na sua frente e mais ninguém
Eu sou aquele que está segurando a sua mão
Eu não posso lhe afastar para outra pessoa lhe abraçar,
Eu estou tentando, tanto, para sorrir,
Por que você faz isso em meu coração, é que não posso lhe deixar ir...
Ele abaixou seus braços e estendeu a mão para ela. Lucy prontamente o aceitou. Assim que ele a levantou, ele se virou para a multidão de fãs, todos ainda perplexos.
–Ele não estava no Estados Unidos? – era a frase que mais se ouvia delas.
Natsu subiu mais alguns degraus e com a mão pediu silêncio, que veio em seguida.
–Não a culpem pelo o que aconteceu! Caso querem culpar alguém, então que culpem a mim! Lucy, como Loki, não tiveram culpa alguma nessa história. Não peçam maiores explicações, pois eu, o verdadeiro culpado, não irei dá-las... Uma vez que é algo meu, é sobre minha vida particular. – ele olhou para baixo, encarando o rosto surpreso de Lucy. – Desculpa-me... Por ter sido um idiota.
Sem dizer mais nada ele se retirou, as fãs eufóricas gritavam para ele, Natsu apenas ignorou seguindo para dentro do prédio. Lucy o acompanhou com o olhar, viu o momento que ele passou por Loki, dando para este um leve sorriso... E vendo ele sair daquela forma, a fez também querer se desculpar, por ter sido uma idiota... Por ter esperado demais. Mesmo sentindo dores pelo corpo, ela subiu as escadas em passos rápidos deixando de lado, pela primeira vez, a sacola com as capas; entretanto antes que pudesse chegar á porta de entrada, Mira, que acabara de sair, a impediu.
–Deixe as coisas dessa forma, Lucy. Simplesmente deixe assim, ok?
Lucy tentou dar mais um passo e desvencilhar de Mira, mas acabou desistindo, embora a albina não lhe segurasse. Afinal ela sabia que o melhor a fazer era aquilo mesmo.
‘-Não é justo. – aquele dia invadiu sua mente.
Lá estava ela novamente naquela sala, naquele dia infausto. E lá estava ele, desprovido daquele seu radiante sorriso, mas possuindo um debochado e frio.
–Não é justo? – repetiu ele a olhando. –Por que não é justo? — ele voltou a olhar o painel arrancando uma das fotos dali...-Só porque você vez tudo isso? É por isso que não é JUSTO?...’
Cabisbaixa ela virou as costas para entrada da Fairy Tail, mancando ela voltou a descer a escada, Loki lhe chamou, mas ela ignorou. Com dificuldade ela voltou a pegar a sacola, já rasgada, com as capas. Abraçando essa ela seguiu para o mar vermelho e branco de fãs, essas, embora a olhasse com raiva, foram lhe dando espaço, o mar sendo dividido ao meio. Logo Lucy chegou ao carro que estava estacionado do outro lado da rua, qual lhe levaria a emissora, como Minerva lhe informara na mensagem. Os fotógrafos ainda tiravam fotos dela e cinegrafistas lhe filmavam. Ela sabia de seu estado lastimável, mas naquele momento aquilo era o de menos, ela só queria terminar logo com tudo aquilo e mais nada. Entrou no carro e assim que o fez o motorista saiu dali, a afastando de tudo aquilo... Deles. O que era certo. Ela melhor que ninguém sabia que precisava ficar longe deles...Dele.
Notas finais
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