Death of a Monarchy

21 Taking over the part - Part 2


– Acho que já estou pronta. Podemos? — ela disse segurando sua capa de arminho.

– Sim, eu vou buscar minhas coisas e nos encontramos na carruagem. -

– Certo. Muito obrigada Majestade. —

– Sua graça. — eu me retirei.

Pedi ao copeiro que levasse nossas coisas a carruagem para que assim voltassemos para a Inglaterra.

Encontrei-me com a rainha Catherine antes de sair do palácio.

– Já contou a ela? ­ — Catherine perguntou.

– Entregarei a carta logo que a carruagem começar a andar. —

– ótima ideia. Preciso de um favor seu. —

– O que quiser, sua Graça. —

– Arranje alguma desculpa para se livrar da amante do rei. Ela é inglesa. —

– Posso mandá-la como uma das servas de minha ex-esposa. —

– ótimo, mais tarde a execute. —

– veremos.-

Sai do palácio e entrei na carruagem, Anne já estava lá.

–Me perdoe pela demora. —

– Sem problema. — ela sorriu.

A carruagem começou a andar e eu hesitava, não sabia se deveria ou não entregar a carta.

Creio que Anne percebeu.

– Anne, não acha a paisagem daqui espetacular? — perguntei tentando criar coragem.

– é sim, majestade. Perdoe-me Majestade. Mas está tudo bem com a vossa Graça? —

– Não Anne, não está, não sei como vai reagir a isso, eu realmente não sei. —

– Diga-me majestade. —

– Esta cuarta chegou noite passada, é da Valáquia. E o conteúdo... —

– Está me assustando Majestade. —

– Leia. Mas prepare seu coração. —

Ela retirou a carta de minhas mãos e começou a lê-la.

– Não pode ser. — ela colocou a mão sobre a boca e deixou lágrimas caírem sobre suas bochechas.

– Anne, por favor não chore. —

– Oh Vlad!Eu deveria estar ao seu lado. — Ela chorou mais e mais.

– Não se culpe Anne. -

– Mas... Mas... -

– Tu deves começar uma vida nova. —

– Talvez tenha razão. Mas eu nunca o esquecerei. —

– Eu entendo Anne, e vou estar ao seu lado. — eu a abracei e ela deitou a cabeça sobre meu ombro. —

Durante a viagem tentei entreter Anne para lidar com a notícia. Fizemos algumas paradas, mas optamos em passar a noite viajando na carruagem.

Quando passamos pelos portões de Londres foi quando ouvimos as trombetas.

Passamos pelo Tâmisa e chegamos em Hampton Court. Sir Thomas More cumprimentou-nos.

– Majestade, me dê licença, devo ver meu pai. —

– claro. — Concedi.

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Deixei a presença do Rei e fui aos aposentos de meu pai. Encontrei-o em sua sala, sentado e assinando documentos.

–Anne! — ele se levantou e abriu os braços.

– Papai! — o abracei.

– O que fazes aqui?- ele pegou minha mão e me levou ao recamier para que eu me sentasse. —

– Ah papai. — o abracei e comecei a chorar.

– O que foi querida? —

– Vlad. Vlad morreu.-

– como? —

– Recebi a notícia ontem. — limpei as lágrimas. — Há algumas semanas, Vlad mandou-me de volta por questões políticas e de segurança. Durante a viagem parei em Paris, e lá encontrei-me com a vossa Majestade. — tentei me recompor.

– E então vieram para cá? —

– Há pouco tempo, descobri que estou grávida. -

– Anne! — Ele sorriu. — Isso é Magnifico. —

– Mas pai! Eu não sei quem é o pai. —

– é Vlad, não? — olhei para ele e uma lágrima caiu. — Oh céus, o rei a possuiu. —

– Somente uma vez. Eu não sei... eu não sei... tudo está tão confuso. -

– Anne! Não entende, tens um trunfo em suas mãos. —

– como? —

– Querida, diga que o filho é de Henrique. —

– Mas ele viu a consumação. E eu disse a ele que Vlad havia me possuido poucos dias antes. —

– ele viu tudo? —

– Não exatamente. Somente o início.E eu disse a ele que Vlad havia me possuido poucos dias antes. —

– Minta! Diga que nada aconteceu. Que Henrique é o verdadeiro pai! -

– Mas eu amo Vlad. —

– Não entende minha criança. Uma aliança com o rei da Inglaterra é tudo que sua família poderia querer, tudo o que eu quero! Todas as mulheres da corte a invejam. -

– Não é justo, se me casar com a vossa Majestade, deve ser por amor. —

– Faça-o se apaixonar por você. — ele segurou minha mão. — De verdade. -

Alguém bateu a porta. E quando abriu-se, corri em direção à pessoa.

– George! Meu irmão! Só Deus sabe da falta que me fizeste. — eu disse o abraçando, ele levantou-me e girou-me.

– Ah Anne! Posso dizer o mesmo! Minha doce Anne! — beijou meu rosto.

– Onde está Mary? — perguntei.

– Casou-se com William Stafford e mudou-se para o sul. —

– Por que não me contou? — perguntei a meu pai. — há algo mais? —

– Ela carregava um filho do rei, no entanto, Mary abortou. —

– Do Rei. — engoli seco.

– Sim, mas agora ela está bem. — George complementou.

–que bom! — levantei-me — vamos George, caminhe comigo. — puxei-o pelo braço para fora do quarto.

– E você Anne como está? —

– Não bem, sou uma viúva agora. —

– Mesmo? — ele olhou para mim. — Sinto muito. —

– está tudo bem. — respirei fundo. — George. — parei e olhei em seus olhos. — Papai quer que eu flerte com a vossa Majestade. —

– entendo. Papai é um homem ambicioso. —

– sim. O que eu faço? —

– ele é seu pai, deve obedecê-lo. —

– Farei de tudo para o deixar orgulhoso. —

– claro. —

– E há algo mais. Estou grávida. -

– é de Vlad? —

– Este é o problema. Pode ser de Vlad ou de Vossa Majestade. —

– Deitou-se com o Rei? —

– George! —

– Desculpe. -

– Sim, George. Me arrependo de ter bebido tanto. —

– Anne... —

– Mas George, vamos nos alegrar! Cada dia é um novo dia! — eu disse.

Notas finais
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