Death of a Monarchy

22 A servant of a new master


Notas iniciais
REVIEWSS

– Tens razão minha irmã. — beijou meu rosto.

– certo George, e quanto a você? —

– Esteve muito tempo longe da corte Anne. —

– Sei disso, agora me conte as novidades. —

– Lembra-se da megera Jane Parker? -

– Claro que sim, infelizmente lembro-me dela. —

– casei-me com esta víbora. Papai forçou-me. —

– Que horror, george! -

– graças a Deus eu quase não a vejo.- ele respirou fundo. — Anne, é a única pessoa em quem eu posso confiar. —

– podes me contar tudo. —

– Eu amo àquela moça. Jane Guildford. — olhou para uma moça que estava lendo um livro. Ela olhou para nós, sorriu e acenou, acenamos de volta

– Ela é casada com John Dudley, Duque de Nothumberland. — disse.

– Ah se o marido impedisse nosso amor. —

– São amantes? — perguntei.

– Sim, mas as paredes têm ouvidos, não conte a ninguém. -

– pode deixar. — sorri. — Senhorita Jane! — chamei-a para perto.

– Sim, sua graça. — ela aproximou-se.

– Gostaria de ser uma de minhas damas de companhia? -

–Adoraria, marquesa. É uma honra. —

– eu agradeço. — sorri. — se nos der licença. —

nos afastamos um pouco.

–Anne, tem alguém que quero que conheça. — Ele segurou minha mão e levou-me até os apartamentos do rei.

Entramos em uma sala totalmente ampla, haviam pessoas que conversavam e dançavam. George levou-me até um rapaz que tocava violino lindamente.

– Este é Mark Smeaton. — ele parou de tocar imediatamente. — Músico oficial dos apartamentos do Rei. Mark, esta é minha irmã, Anne. -

– Encantada. — reverenciei-o com a cabeça. —

– Encantado estou eu! Que bela moça. — beijou minha mão e olhou fixamente em meus olhos enquanto o fazia.

Mark era um jovem atraente, cabelos cacheados e castanhos claros, poucas mechas possuiam coloração ocre e avermelhada dependendo da luz. Olhos castanhos escuros penetrantes, a barba era um pouco mais escura, ele usava um cavanhaque e barba nas bochechas era mal feita.

– Toque algo. — pedi.

– Com prazer. — ele disse, pegou o violino e o colocou sobre o ombro e tocou a melodia de vossa Majestade. "Pastime with good company".

Logo um copeiro apareceu com uma caixa.

– Senhorita Anne. —

–Sim. —

– O rei lhe pede que aceite este presente. — ele abriu a caixa e lá tinha um belo colete cravejado com pedras.

– é lindo. — toquei-o. — Diga ao rei que eu agradeço, e devolva-o. —

– Senhorita? —

– devolva-o! -

o copeiro retirou-se.

– Anne, o que está fazendo? —

– Devolvendo o que não é meu. —

– Mas o rei lhe deu como presente. —

– Mas não devo aceitar, o que dirão? Mal cheguei a corte. —

–Anne, o rei ficará furioso. —

– Se ele quiser que eu aceite algo, que venha ele entregar pessoalmente. —

–Anne, Anne. -

– Vou me arrumar para o jantar. —

– Certo, encontramo-nos depois. —

– sim. — retirei-me.

Voltei aos meus aposentos, pedi a uma de minhas damas para preparar um banho quente e deixar separado um vestido e as jóias.

Banhei-me brevemente e comecei a vestir-me. O vestido era um belo modelo frances, da cor azul da prussia com pedrarias pretas e brancas.

Arrumava meu cabelo quando o serviçal chegou.

– Lady Bolena, o rei lhe envia este presente. —

–Diga ao rei que agradeço, e devolva-o. — o serviçal fez o que pedi.

Continuei a arrumar meu cabelo e coloquei meu capelo sobre os penteados fios. Adicionei o colar da família.

Ia me preparando para sair, e quando saí esbarrei em alguém enquanto me apressava.

– Perdão. — eu disse sem olhar quem era.

–Anne! — reconheci a voz.

– Majestade, perdão. —

– Eu que peço, por acaso não gostou de meus presentes? —

– Muito pelo contrário Majestade. —

– Então por que insultou-me devolvendo-os? —

– Não era minha intenção insultar Vossa Majestade. —

– Pois aceite-os. —

– Não posso, majestade. —

– Insulta-me cada vez mais. -

Notas finais
REVIEEEEEEEEWS PLEASE