Death of a Monarchy

23 Falling just once again


– Sinto muito Majestade! Mas o que será de mim? Tenho uma reputação a zelar, ao contrário, que nobre aceitaria se casar com uma viúva mal-falada? E ainda por cima grávida. -

– Anne. — ele respirou fundo e bufou. — Irá recusar todos os presentes que mandarei? — ele perguntou irritado.

– Irei. — disse firme. -

– Como ousas? — Ele se aproximou furioso. —

– Sabes que não serão presentes que comprarão meu coração. — Sussurrei em seu ouvido. —

– Ah Anne, como consegues me deixar louco! -

– Majestade. — Curvei-me e me retirei.

Eu e minhas damas nos dirigíamos para o salão do palácio para o jantar, mas alguém segurou meu braço. Virei-me rapidamente e vi que era meu pai.

– Deixem-nos a sós. — As damas obedeceram.

– Algum problema, papai? —

– George contou-me que anda recusando presentes do Rei! Como ousas Anne? Está estragando tudo! Criança insolente! — Ele deu um forte tapa em meu rosto e ainda agarrando meu braço com força. Ele o prendia com tremenda força e encrustava suas unhas em meus braços.

– Papai! — toquei meu rosto, estava quente e doía. — Por que fizeste isto? —

– Nunca ouse brincar comigo! Eu sou seu pai! Antes de tudo, me deves honra! E até agora não me mostrou isso como filha! —

– Nunca mais encoste um dedo em mim! -

– Ou o que? —

Olhei em seus olhos, e deixei uma lágrima cair. Tentei soltar meu braço e consegui. Me retirei.

Cheguei um pouco ofegante, e com o rosto corado. Fiquei no canto do salão, antes de me apresentar, para tentar respirar e me acalmar um pouco.

–Céus Anne! O que aconteceu? — Henrique tocou meu rosto.

– Não é nada, Majestade. -

– É claro que aconteceu. Existe algo que eu possa fazer? —

– Não se preocupe Majestade. — eu disse.

– Quero levá-la a um lugar. —

– Mas Majestade, e o jantar? —

– Não se preocupe. — ele segurou minhas mãos. — Charles! Diga que estou indisposto e não jantarei esta noite. —

– Claro. Majestade. — ele o reverenciou.

Henrique me levou até os jardins, ele se sentou na beirada do chafariz e ele fez menção para que eu me sentasse ao seu lado.

– Agora Anne, me diga, o que lhe aflige? —

– Alguns problemas com meu pai. —

– Existe algo que eu possa fazer? —

– Nada que eu não consiga resolver, Majestade. Eu agradeço. —

– Tens certeza? Peça e eu faço. —

– Majestade, não se preocupe quanto a isso. -

– Anne trouxe-lhe um presente. Aceite-o desta vez. — retirou um anel com as iniciais H e A.

– Majestade, é muito bondoso e gentil de sua parte, mas... -

– Anne, por favor, abra-o. —

Abri aquele anel e dentro dele pequenas pinturas, um retrato meu, e um de Henrique.

– é lindo majestade! — coloquei-o em meu dedo. — E tem as nossas iniciais... espere... -

– Anne, quer ser a rainha da Inglaterra? — ele se ajoelhou a minha frente.

– Majestade. — me curvei.

Ele se levantou, me abraçou, e girou-me.

– Não lhe prometo algo mais se não a felicidade! — ele disse.

– Pois mande estampar em todos os selos, "La plus Heureuse"(trad. A mais feliz).-

– Assim o farei. — ele tocou meu rosto. Passou seus dedos suavemente em meu rosto, e então tocou meus lábios. Sua outra mão prendia meu corpo contra o dele. Desceu mais a mão que tocava meu rosto para o pescoço. Logo ficamos a centímetros de distância. E finalmente, o beijo. Pouco tempo depois, ele parou.

– Venha comigo. — pegou minha mão e levou-me para dentro do palácio.

Ele começou a correr pelos corredores e me puxava para acompanhar seu ritmo.

Até que ele parou na frente da porta de seus aposentos e prensou-me contra a parede.

– Não vou deixá-la ir. — ele disse ao pé do ouvido e e começou a beijar-me.

– Eu não iria a lugar algum. — consegui dizer em meio aos beijos.

– Que bom. — ele parou e abriu a porta. Entramos e então ele a fechou.

Notas finais
REVIEEEEEEEEEEEW