Death of a Monarchy

25 Choices somehow are to be made.


– Não, mas... —

– Volte comigo Anne! — ele disse alto.

– Anne não vai a lugar nenhum. — Henrique Disse.

– Tu aprovastes meu casamento! — Vlad disse apontando o dedo indicador a Henrique.

– Posso anulá-lo. — Henrique respondeu calmamente.

– Quer causar uma guerra? —

– Ninguém vai fazer guerra! — eu disse.

– Não respondeu nenhuma de minhas cartas, Anne. — Vlad disse.

– Não recebi nenhuma. —

– Mandei-lhe centenas, e nenhuma resposta. Meu país está em paz. Já podes voltar, está segura. —

– Eu não posso Vlad. —

– Por quê? —

– Preciso falar-lhe a sós. — disse e todos retiraram-se, somente eu e Vlad ficamos lá.

– Agora diga-me. —

– Eu estou grávida. — comecei a chorar.

– Mas o que foi Anne, ele será o príncipe da Valáquia. -

– Eu não sei. — disse aos prantos.

– Como não sabe? —

– Não sei se a criança é sua. -

– Dormistes com outro? —

– Eu não me lembro. Acredito que tinha algo no vinho. —

– Como ousas humilhar-me assim? —

– Vlad, eu errei! Eu sei disso! E peço seu perdão. Nunca foi de minha intenção humilhar-te. -

Ele começou a retirar a aliança e a segurou entre os dedos.

– Não Vlad! — chorei desesperadamente.

– Anne, olhe em meus olhos, e diga que não ama Henrique. -

ainda chorando, olhava em seus olhos.

– Diga! — ele segurou forte meus ombros. — Diga Anne!

– Não posso. —

– É isso o que quer Anne!? — ele gritou.

– Vlad, por favor. — caí em prantos.

– Não posso conviver com tamanha desonra. —

– Vlad. -

– Quer saber de algo? Fique aqui! Case-se com ele. Nunca mais me procure. —

– Mas e se essa criança for sua? -

– Pois escolha o pai que a queira criar! Tu escolhestes um marido que não sabe lidar com traições. —

– Mas.. — tentei dizer algo, me explicar, mas não havia como.

– Seja feliz, Anne. — ele se virou e caminhou depressa. Corri em sua direção e segurei seu braço.

Vlad virou-se e segurou fortemente meus dois pulsos em uma de suas mãos.

– E se procurar-me novamente, te arrependerás. — lançou-me contra a parede e foi embora.

Levantei-me e tentei me recompor. Precisava de ar fresco, fui até o jardim. Sentía-me de alguma maneira calma naquele lugar.

Comecei a caminhar pelos roseirais e a observar tudo ao meu redor, sentir o ar fresco e gélido, a brisa que balançava as folhas das macieiras.

Sentei-me em um dos balanços que ficava perto de um dos labirintos. Ouvi que alguém se aproximava, olhei e vi que era Henrique.

– Como está? — ele perguntou sentando-se ao meu lado.

– Está tudo bem. —

– Mesmo? —

– sim. — repeti diversas vezes em minha mente para convencer-me.

– Não parece, minha cara. —

– eu preciso de um tempo. Talvez eu deva voltar para Hever Castle, ou casar-me com um comerciante, para não chamar a atenção. —

– Anne, não diga essas bobagens. — ele depositou suas mãos sobre as minhas. — Eu não a deixarei só. —

– Será melhor para todos, tente entender Henrique. — eu disse segurando suas mãos. —

– Não Anne. —

– Eu preciso de um tempo. — eu me retirei e fiquei vagando por aqueles jardins até a madrugada.

O sol ainda tardava a aparecer, deitei-me sob a sombra de uma árvore. As palpebras começaram então a pesar, repousei por alguns minutos.

Notas finais
REVIEEEEEEEEEEWS