Death of a Monarchy

26 Ainsi sera, groigne qui groigne


Estava ficando mais frio, despertei sentindo arrepios que desciam pela espinha. Levantei-me e dei alguns tapas na saia do vestido para que a grama caísse ao chão. Caminhei até o hall, onde encontrei com alguns musicos que ensaiavam para o aniversário de Henrique, que seria em algumas semanas.

Cheguei à fonte dava entrada aos apartamentos reais, e lá alguns oficiais conversavam. Passei por eles e cumprimentei-os : " Senhores" — e abaixei a cabeça.

– "Milady" — eles fizeram o mesmo.

Caminhava tranquilamente e poucos segundos depois alguém tocou as pontas de meus dedos.

– Anne! — virei-me rapidamente para ver quem era.

– Sir William Brereton? — fiquei surpresa. — O que fazes aqui na corte? -

– Bom, a Vossa majestade convocou-me a corte. — ele sorriu. — Anne, sinto falta de nossos momentos de juventude. Por que não nos encontramos alguma destas noites? — ele sussurrou em meu ouvido. -

– Com quem pensas que estais falando? — irritei-me.

– com a mais nova meretriz da corte. E a futura bastarda! —

– Como ousas! —

– Da mesma forma que tu ousastes insultar-me. Lembra-se? Tínhamos 16 anos, e tu me dissestes que se casando comigo não teria um futuro. Eu não sou o tipo de homem que tolera desprezo. -

– Tu sabias que isto não cabia a mim! —

– Eu a amava Anne! E sei que tu também me amavas. —

– Já passou, eu era uma criança. —

– Anne. Melhor tomar cuidado! Eu consigo tudo o que quero! —

– és louco! — disse saindo de sua presença e andando mais rápido.

– Tudo Anne! Tudo! — ele gritou.

Caminhava com passos largos e pesados, até que esbarrei em meu irmão.

– ah irmão! Que bom vê-lo. — o abracei.

– Digo o mesmo! — abraçou mais forte e beijou a minha bochecha. — Onde esteve? —

– pensando... A corte é opressiva. —

– Nem me fale. — ele olhou triste para o chão.

– Está tudo bem George? — segurei seu queixo.

– é Jane Parker, mal consigo acreditar que me casarei com aquela serpente. —

– A pior espécie da corte, com certeza. — eu disse.

– Responda-me Anne, e como anda seu relacionamento com o rei? —

– Eu preciso acabar com isso, nosso pai ficará furioso, eu sei. —

– Ele iria querer lhe matar se desprezares ao Rei. —

– Sei disso, mas é tudo tão complicado. Gostaria de que nada disso tivesse acontecido. Talvez continuar na Valáquia tivesse sido melhor. —

– Anne, não soube? —

– o que? —

– Vlad é um monstro. Ele é conhecido pelos turcos como "o empalador". —

– Eu suspeitava de algumas coisas, mas ele é diferente comigo. —

– "era". — George completou.

– é assim que será, doa a quem doer. — eu disse.

– O velho lema dos Bolena. —

– o melhor de todos. — disse.

– Gostaria de juntar-se a mim para um chá? -

Notas finais
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