Acordei com uma forte dor de cabeça, como se alguém ou algo tivesse acertado-a com brutalidade. Estava em meu quarto, deitada na cama. Parecia um pouco tarde, estranhei eu não ter acordado antes.
Tentei me lembrar do que acontecera anteriormente, e somente flashes voltavam, nada muito claro, talvez aqueles flashes sejam só um pesadelo.
Alguém bateu na porta e eu perguntou que poderia entrar. Era Vlad.
–Olá, desculpe-me ainda não estar devidamente vestida, não sei como acordei tão tarde. — eu disse e me sentei na beirada da cama.
Ele fez um olhar estranho por um momento, mas logo disse.
– ah.. sem problema. — ele se aproximou. — Posso me juntar a milady? -
– Claro. — ele se sentou ao meu lado. Vlad, temos que passar mais tempo juntos, somos casados. —
– Entendo minha querida. Mas existe algum problema? -
– Não, nada, eu só estou com um pouco de dor de cabeça. E ainda por cima tive um sonho estranho. —
– um sonho... logo passa minha querida. —
– sim. Certo que sim. -
Começamos a nos beijar e Vlad me trazia para mais proximo dele. E enquanto estávamos nos beijando alguém bateu a porta.
– perdoe-me alteza. Mas o senhor tem uma visita. — o servo disse.
– quem? —
–O sultão Mehmed II. -
– Oh céus. — ele se levantou da cama e colocou o roupão. — Tragam-me roupas! Anne, vista-se também, por favor. — ele saiu do quarto. — Encontre-me na sala do trono.
– claro. — me apressei.
Coloquei um vestido bastante ornamentado e arrumei meu cabelo e desci até a sala do trono. Algo estava estranho, por que Vlad ficou estarrecido quando soube que esse tal sultão chegou?
Às pressas cheguei à sala. Sentei-me no trono ao lado de Vlad.
– Alteza, lhe apresento o Sultão Mehmed II.
Um homem alto com roupas típicas turcas se aproximou. Ele usava um turbante e varios colares de ouro.
– Olá Mehmed, há quanto tempo não o vejo. —
– digo eu o mesmo. Quem é esta adorável criatura? — ele disse.
– é minha bela esposa. Venha aqui Anne. — me aproximei calmamente e nos cumprimentamos. — Mas o que faz aqui? — Vlad perguntou.
– Creio que devemos discutir isso em particular. —
– O que disser a mim, o mesmo deve ser dito a minha esposa. —
– trago más notícias, Alteza. —
– Diga! —
– Seu pai e seu irmão. Estão mortos.

– mortos? — ele ficou perplexo.
– trouxemos seus corpos. Ambos foram assassinados pelos aliados de corvino. —
– mas como isso aconteceu? — Vlad deixava poucas lágrimas caírem. — Tragam os corpos. —
Logo quatro homens, dois segurando cada corpo envolto em lençóis.
– Este é Mircea. -Vlad abriu os lençóis e mostrou o pobre garoto enquanto Mehmed falava. — Foi cegado e enterrado vivo. — Vlad respirou fundo.
– Meu pai está pior? — Vlad perguntou.
– Sofreu menos, posso dizer. —
– o que aconteceu com ele? -
– foi morto no pantano de Bălteni. —
– Mas como? Como isso pôde acontecer? -
– Agora Vossa Alteza e o príncipe Radu, seu irmão, devem disputar o trono. — Mehmed disse.
– Não vou lutar com meu irmão. —
– Se você não o fizer, ele fará. -
– Ele não tentaria contra minha vida. — Vlad ficou irritado.
– Ele pareceu interessado quando o homem que matou seu pai lhe deu a notícia de que poderia se tornar o rei da Valáquia. -
– Que ele tente me matar então. -

Notas finais
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