Death of a Monarchy
15 Be safe to suffer
– querido, por favor não. — me aproximei dele e segurei sua mão.
– temos que conversar. — – Agora alteza, se me der licença. — ele se retirou.Esperei até o sultão sair. Um dos criados pediu qual seria o artesão e o ourives para confeccionar o túmulo de seu pai e seu irmão e então Vlad deu todas as orientações serenamente.– Querida. Você deve partir. — – partir? como assim? pra onde vou? Quero dizer, não vou a lugar nenhum! — comecei a me exaltar.– você não está segura aqui. Retornará a Inglaterra. -– Não vou não. Não pode me forçar! — – Sou seu marido! Deve se sujeitar as minhas decisões! — – E eu como sua esposa devo estar ao seu lado para lhe apoiar! —– Mas prefiro que me apoie em suas orações e em um lugar seguro! — – Não pode fazer isso. — deixei algumas lágrimas caírem.– Não caia aos prantos em frente a mim. Por favor. — – Não permita que eu vá. — eu me ajoelhei e segurei suas mãos. — Eu lhe imploro. Como posso chegar a Inglaterra sozinha? -– Criado! Arrume os pertences de Lady Anne, e traga a melhor carruagem para buscá-la e levá-la a Inglaterra ainda nesta noite. — Vlad ordenou.– Por favor! Eu lhe imploro! — – Por favor, és uma Lady, não faça isso! Não se rebaixe como uma camponesa. — – Deixe-me ao menos ficar mais tempo! — – Partirá hoje! — Me levantei enfurecida e ao prantos e então fui ao meu quarto e ajudei aos criados a guardarem o necessario. – Katherine, onde estão meus vestidos ingleses? — – bem alí, milady. — ela apontou para um balcão proximo a cama. -– obrigada. — Revirei-os tentando decidir qual vestir. — Qual visto? — – O vermelho é muito belo. — – tem razão. — peguei o vestido vermelho e o vesti. – Está frio, gostaria de sua capa? — Katherine perguntou.– Ah, sim, claro. — estava distraida enquanto guardava algumas joias. — deixe-o em cima da cama para que eu não a esqueça. -– Sim. — – obrigada.- Eu e mais três criadas estavamos guardando tudo. Conforme cada coisa era empacotada, já era levada a carruagem. – Madame, tudo pronto para a viagem. — um criado bateu a porta.– certo. Vamos ? — Andamos todos até a carruagem e não vi Vlad em momento algum, talvez ele estivesse me evitando. Mas quando ia entrar percebi que havia esquecido algo. –Céus, esqueci meu anel de casamento. Logo volto. — Corri pelo palácio e passando pelo corredor algo puxou-me para a parede e bati com força na mesma. Estava ofegante, mal conseguia respirar após a corrida. Fechei os olhos e tentei respirar e senti nesse momento uma respiração e o hálito fresco que conhecia bem. – você sabe que eu não quero vá. — Ele disse serenamente me pressionando contra a parede. Nossos rostos a millimetros de distancia.– por que faz isso comigo? — mal conseguia resistir. – Quero que esteja segura. — – me sinto segura ao seu lado. — – por que é tão teimosa?- – por que eu não costumo me conformar com tudo que me dizem. — – deveria, é polido, sabia? — – quem se importa? — sorri maliciosamente.– eu gosto disso. — ele sorriu maliciosamente também e me beijou. Nos beijamos louca e apaixonadamente como se fosse a única coisa que nos restasse e ainda sim era. – está procurando isso, não é? — ele tirou o anel do bolso. – como sabia? — – eu precisa te dar adeus. — –obrigada. — ele me beijou novamente.– precisa ir. — – eu sei. — –Adeus. — ele disse. – Até logo. — respondi.Voltei então a carruagem e pela janela olhei pela ultima vez aquele belo castelo. Olhei pela últimas vez aqueles jardins que iam diminuido conforme a carruagem se afastava. Tudo aquilo que era grandioso magnifico, se perdeu de vista.
Notas finais
REVIEEEEWS POR FAVOR!!
Obrigada para quem estiver lendo :*
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