Death Note: Resurgence
18 Death Note - Convicção
Notas iniciais
Achei que o site nunca mais voltaria. Achei que fosse o fim do Nyah! Fanfiction!
Tá, nada de drama. Eles nunca fariam isso com a gente... talvez fizessem, ham. Enfim.
O que eu prometi em no máximo dois dias, se tornou semanas. Em compensação tive mais um tempo pra [s]vagabundear[/s] revisar a fanfic, é. Ta aí o novo capítulo. Divirtam-se.
Pobre gente viva... Todos ocultavam suas faces com capacetes de viseira escura. Porém, Raito não podia subestimá-los demais; eles tinham armas. Conforme havia questionado Ryuuku sobre seu estado, tinha a informação de que, diferente dos Shinigamis nascidos no Reino, os ex-humanos tinham mortalidade em relação a humanidades, como tiros a queima roupa. Isso o enfraqueceria terrivelmente.
— Yagami: Abaixe-se no chão, ponha as mãos na cabeça. – instruiu um deles destacando-se dos demais homens posicionados estrategicamente em um círculo perfeito em torno de Raito e Matsuda. Este tinha uma estatura bem inferior aos outros.
Raito sentiu a franja castanha deslizando para cima dos olhos. Ele não fez alusão de seguir ordens, porém, apenas abriu a mão para que Matsuda caísse no chão penosamente.
— Yagami. Abaixe-se e ponha as mãos na cabeça – repetiu firme — Você não tem por onde fugir desta vez.
Ryuuku passeava bobamente pela cena, sem que nenhum deles, exceto Raito, pudesse vê-lo. Ele enfiava a cabeça para dentro do capacete dos homens, um por um, dizendo certos nomes ao léu:
— Edward Callister... Christopher Buckarter...
— E o que você vai fazer se eu não obedecer...? Near – replicou Raito, abrindo um sorrisinho escondido pelas sombras.
— Theodor Runesford... Yammi Sohma... Ethan Peverell...
Mogi elevou ainda mais a arma ao lado de Near, intuindo os companheiros policiais a fazer o mesmo.
— Você apenas vai se arrepender, só isso.
— Leon Histen... Simon VanBotin...
— Porque não tenta? – desafiou Raito – Mal sabe o que sou agora. Tenho seu nome aqui, bem aqui comigo. – ele tocou a cabeça com o indicador. – Esqueceu que você se ofereceu para morrer, aquela vez, me entregando seu nome... Nate River?
— Marconi Macortne... Lucca D’Chervally... Sebastian Valmont... Hugo Winchester...
O rapaz virou o corpo cauteloso para eles.
- Não tenho medo de morrer uma segunda vez, ao contrário de vocês. Aliás... eu temeria morrer sim, se estivesse achando que estaria totalmente protegido por viseiras.
— Hikuru Ootani... Shuichi Aizawa, Hiroshi Tamaki...
Matsuda respirou uma única vez, fundo. No instante seguido, estava em pé e quase tropeçou num passo em falso.
— E o que você quer fazer, Raito? Vai matar a gente com uma gilete escondida no bolso, agora? – ironizou Matsuda.
O outro virou o rosto para ele, revelando seus olhos no mais puro vermelho.
— Huhu... não... vocês não vão morrer pelas minhas mãos...
Um dos homens mais ao fundo gemeu, caindo de barriga no chão e largando a arma. Os outros se afastaram nervosos, mas já era tarde demais. Do outro lado do quarto, um segundo homem gritou e caiu. Foi seguido de outros três, quatro...
— Não... – exclamou Matsuda, olhando em volta e vendo um por um seus homens serem mortos – Não...!
Aizawa sentiu um aperto no peito. Tossiu, levando a mão ao pescoço e ao peito. Puxou o capacete para cima e o jogou para o lado. Caiu de frente no chão.
— Aizawa...! – chamou Mogi – Não... ATIREM! ATIREM TODOS, AGORA!
Foi como uma reação simultânea. Os homens anteriormente estavam impressionados demais para pensar em agir, contudo, ao mando de Mogi todos eles puseram suas armas para gritar, lançando inúmeros projéteis na direção de Raito. Matsuda abaixou-se no chão antes mesmo do berro de Mogi, protegendo-se das balas. Era procedimento obrigatório este tipo de movimento ao menor toque dos gatilhos.
Near... Near... porque Near não está morto?!
Ryuuku ria em descompasso com Misa, em meio à sinfonia de disparos. Mais um humano trouxa. Como todos aqueles humanos o divertiam... Depois que tudo acabasse com certeza sentiria falta daquele passatempo.
As cargas acabaram. Ninguém tinha mais balas. A chuva de metal cessou. Matsuda ficou no chão, erguendo lentamente o rosto para cima. Raito... onde estava Raito...?
Ficaram apenas alguns policiais vivos, menos de seis, mas isso foi quase um milagre. A sala ficou em completo silêncio. Todas as sombras pareciam estar contra os humanos presentes, que olhavam atentos e assustados para o denso negro. Matsuda arfava de nervoso, olhando cauteloso igualmente os companheiros, ajoelhado. A luz da janela refletia a cor mortífera da morte.
— Huhuhu...
Matsuda agarrou a pistola carregada da cintura e apontou na direção em que acreditou estar vindo aquela risada sussurrante, ou seja, às suas costas.
— Matsuda...
Ele voltou para frente, pois a voz se desviara naquela direção. Os demais policiais seguiam os atos de Matsuda, mas sem compreender perfeitamente o que faziam. Ao contrário dele, eles apenas continuavam sendo incomodados pelo silêncio inconveniente.
— Matsuda...– ele ouvia a voz de Kira – ... O que acontece se você morrer agora?
Os hormônios do medo fluíram assustadoramente por suas veias. Sentiu algo pontiagudo contra suas costas. Não se atreveu a mover um músculo... Morrer...
— Será que você vai conseguir ir para o Paraíso?
Matsuda olhava fixamente para frente, transpirando.
— Será que Ele vai aceitá-lo? Será que o Senhor vai perdoar seus pecados?
Será que Deus vai aceitar...?
— Acha que Ele vai fazer diferente só porque você se julga... bom? Matsuda... você não vai à lugar algum se morrer agora... por já matou pessoas...
Condições. Saídas. Viver... Queria viver. Queria continuar a viver. Tudo não ia passar de um sonho fracassado se morresse agora... Ele engoliu saliva excessiva, mas nem isso fez sua garganta umedecer o bastante.
— Porque não os mata, então? Mate todos. Seremos só eu e você... Nem mesmo Misa irá nos encher mais, nos atrapalhar, a partir de agora...
Virou os olhos para os policiais, que olhavam difusos para ele. Sentiu uma gota de suor frio escorrendo por sua têmpora.
- Se os matar, você poderá sair ileso daqui e eu o deixarei viver. Você viverá se os matar para mim... do contrário, quem morrerá será você.
Matsuda fechou os olhos.
— Senhor? – chamou um dos policiais, talvez esperando ordens – Onde ele está?
— Matsuda... pense... Se você vir comigo, você vencerá e provará o quanto vale para estes otários...!
Dentro da mente de Matsuda, algo parecia se repetir. Uma imagem vista há algumas horas...
- Como assim? – exclamou Aizawa, andando para próximo do homem e verificando sua expressão – O que quer dizer com isso?
— Eu quero dizer que eu sou o novo Kira. – confessou Matsuda, fechando os olhos.
Segundos de silêncio. Matsuda esperou alguma reação escandalosa e repreensiva vinda de algum deles, mas foi o contrário que o fez abrir os olhos. Todos eles caíam na risada.
— Hahaha!, Matsuda, o novo Kira?
— Pára de brincadeira...! Com isso não se brinca, ok? – falou Ide, o mais controlado entre eles – Se você fosse o novo Kira, não teria sobrevivido nem duas horas com o Death Note...
Porque sempre o faziam de bobo? Sempre acreditavam que o pobre Matsuda era um coitado, era um burro, um lerdo... que imagem mais suja... Até certo ponto, ele tinha razão...
— Você sabe que isso é verdade, não é? Eu me sinto assim quando estou repleto de injustiças... sei como é, Matsuda. Eu te compreendo.
Nas sombras às costas de Matsuda, um sorriso se abriu. Raito sentia que Matsuda podia estar caindo perfeitamente no seu truque.
— Então? O que você fará? Vai viver... ou vai perder?
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