Death Note: Resurgence

19 Death Note - Lapso


Notas iniciais
Hmm... acho que não tenho nada para dizer hoje. Melhor né? Não precisam ficar lendo essa parte aqui e partem logo para o que realmente interessa! Boa Leitura!

Porque sempre o faziam de bobo? Sempre acreditavam que o pobre Matsuda era um coitado, era um burro, um lerdo... que imagem mais suja...

- Você sabe que isso é verdade, não é? Eu me sinto assim quando estou repleto de injustiças... sei como é, Matsuda. Eu te compreendo.

Nas sombras às costas de Matsuda, um sorriso se abriu. Raito sentia que Matsuda podia estar caindo perfeitamente no seu truque.

— Então? O que você fará? Vai viver... ou vai perder...?

— Yagami.

Raito virou seus olhos escarlates de vermelho para o lado, com visível ódio por uma voz ter lhe interrompido. Da janela, a silhueta curvada mostrou-se. Um par de olhos azuis claríssimos cintilava no escuro. L moveu seus lábios:

— Te peguei, Kira.

Os policiais continuavam ali, olhando apenas imóveis. Near ergueu o braço para impedi-los de alguma ação.

— Agora não está mais conosco, homens. – sussurrou.

Ambos os homens se olharam. Matsuda ficara mudo ao ouvir aquela voz... Conhecia aquele timbre...

— Ryuuz...

— Quieto. – ordenou Raito, empurrando a ponta daquela faca mais contra as costas de Matsuda, que gemeu minimamente.

— Não seja bruto, Kira. Deixe-o ir. Essa luta agora é apenas entre mim e você. – falou L, descendo da janela e andando para o quarto.

Raito conseguiu ver, mesmo na pouca luz: L estava completamente reconstruído... ah, não podia crêr...

— Fique onde está, ou Misa irá...

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— Onde? Onde Amane-chan está, Kira? – zombou L.

Raito virou os olhos pela sala procurando. Nem mesmo Ryuuku estava presente. Raito arfou meramente confuso e nervoso. Girou o olhar para L, lentamente, mostrando ódio. Misa... aquela garota infame... será possível que ela o trairia?

— Misa Amane-chan se cansou de você. Ela foi embora. Ela não gosta mais de Kira.

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- Mentiroso... – rosnou Raito, e Matsuda sentiu o ódio dele contra suas costas.

— Será que você não expõe demais o que não precisa dizer?

— CALE-SE IDIOTA!

Raito enfiou a faca nas costas de Matsuda. Mogi fez menção de ir até o homem no momento em que foi feito, mas Ide o segurou; ordens de Near eram não interferir por absolutamente nada aquele embate.

O rapaz sentiu o metal penetrando sua pele e o sangue quente vertendo de seu corpo. Foi jogado por Raito com um empurrão com o pé, até atingir o chão pesadamente. Respirava com visível dificuldade. A dor...

L pulou para cima de Raito. O ruivo teve seu braço com a faca preso contra o chão quando ambos caíram. L o segurava ambos os braços do homem, que parecia ter sua sanidade inacreditavelmente abalada.

— ERU*! FILHO DA PUTA! TIRA AS MÃOS DE MIM!

— Fique quieto, Kira...! Já acabou pra você.

— JÁ ME DISSERAM ISSO UMA VEZ! NÃO É AGORA QUE VAI SER DIFERENTE! MISA! MISA!

— R-Raito...?

Misa estava às costas de L. Raito parou de se contorcer. Abriu um sorriso falso e urgente para a mulher, que sussurrara seu nome tão lento e hesitante.

— Misa...! Ah, Misa...! Ajude-me! Tire esse idiota de cima de...

— Não.

Raito parou e esvaiu gradativamente seu sorriso. Não podia acreditar que...

— Misa... – sussurrou Raito parecendo perdido, algo muito raro de acontecer.

A garota juntou as mãos na frente do corpo e olhou-o com os olhos d’água e com sua vista embaçada.

— Misa não vai mais atrapalhar Raito. Juro. – as lágrimas brilhantes escorreram por cima das maçãs do rosto de Misa, refletindo a pouquíssima luz que provinha do lado de fora. – Descobri que Raito não ama Misa. Aliás, descobri isso tardiamente, quando ouvi a verdade dita pelos próprios lábios de Raito...

Puta merda. Ela tinha ouvido o que Raito havia dito anteriormente, enquanto persuadia Matsuda. Porque foi abrir sua boca absurdamente grande?!

— Misa... não... Misa eu jamais diria... – Raito tentou explicar tentando traze-la de volta para seu lado – Eu jamais diria algo do tipo... aquilo foi apenas... e-eu... eu te amo, Misa... – ele tentava mostrar um sorriso convincente e trêmulo — podemos viver juntos, se quiser... Misa... eu te...

— MENTIRA! – vociferou Misa, despejando todas as lágrimas possíveis. Contorceu o rosto o máximo que pôde – SEU MENTIROSO... MENTIROSO... EU NÃO ACREDITO EM VOCÊ, MENTIROSO!

Raito perdeu sua paciência, com o pé chutou a barriga de L – que estava levemente distraído pela comoção de Misa – e o fez ir para longe. Com a faca, Raito se levantou e aproximou-se de Misa. Ela andou apressada de costas com pânico estampado no rosto.

— PARA DE SER IDIOTA! VOCÊ NÃO PODE! VOCÊ NÃO PODE!! – Raito dizia com o rosto demente de raiva, tentando golpear com a faca para acertar Misa.

L, num movimento esperto e já impulsionado pela queda, agarrou as pernas de Raito com seus próprios pés e o fez cair no chão. A faca voou para longe de seus dedos e caiu aos pés da garota assustada.

— ME SOLTA! IDIOTA!

— AMANE! FAÇA! FAÇA! – L gritava para a garota.

Misa olhou para Raito tentando alcançar descontrolado o cabo da faca. Ela ainda chorava. O que deveria fazer? No fundo, queria Raito só para ela, mas... ele estava mentindo este tempo todo. O que deveria fazer...? O quê...?

— MISA! OUÇA A VOZ DA RAZÃO! – insistia Raito, mesmo sem razão alguma em sem rosto.

— É AGORA, AMANE! VAMOS! – a voz de L persistia – NÃO ATURE MAIS MENTIRAS!

Ela estava em profunda confusão... L...

— Raito... Ryuuzaki... eu... eu... – ela fechou os olhos em perfeita contradição consigo mesma. A única e última solução que encontrou: – EU QUERO MORRER!

— AMANE!!

Misa abaixou-se e pegou a faca. Ela afastou o braço e esticou-a para frente com a lâmina na direção do próprio coração. Raito conseguiu pegar a perna de Misa e, antes que ela pudesse se suicidar, e a faca voltou a voar para o chão. Raito se livrou das mãos de L e correu voraz para a faca com um sorriso vitorioso. Contudo...

— K-Kira... seu....

O seu pé voltara a ficar preso, o fazendo retornar para ao piso. Matsuda havia abraçado o tornozelo de Raito, impedindo-o de prosseguir.

— Seu... cof... – Matsuda cuspiu sangue, com os olhos embaçados – cof... eu vou te matar...!

— Nem por cima do meu cadáver – retrucou Raito, dando um chute no rosto de Matsuda. Mas ele não se soltou – IDIOTA! SOLTA!

L pulou habilidosamente por cima dos dois. Ao alcançar o chão de novo, deu uma cambalhota e agarrou a faca. Sem pestanejar, ele bradou-a e abaixou seu braço vigorosamente contra o peito de Raito. A lâmina prateada reluziu antes de perfurar o peito do homem. Misa gemeu quando isso aconteceu. L fazia força para afundar o objeto perfurante em Raito, que olhava para cima dolorosamente.

— É o seu fim – declarou L, olhando com a cara mais justiceira que já conseguiu fazer em toda sua vida e pós-vida.

— Eru... – gemeu Raito. – seu... – ele tentava falar, mas a faca cravada parecia impedir que suas palavras soassem pelos lábios – seu...

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Eu perdi?

Não é possível.

Eu zelei tanto, até tive uma segunda chance.

Eu não posso perder.

Isso é... ... ...

... ... injusto.

Notas finais
*Eru: É o mesmo que "L", só que em extenso, da forma como deve ser dito em japonês. Achei que ficaria melhor para leitura e muito mais... bonitinho. ~ ~ ~ Aí, gente. Não acabou ainda não, ok ? Ainda tem uns dois ou três capítulos, não me lembro, porque o arquivo de texto não está aqui comigo. Só pra avisar! : )