Death Note: Resurgence

16 Death Note - Companheiros


Notas iniciais
Enfim, enfim... a fanfic está finalizada nos meus arquivos. Espero que tenha ficado ao menos aceitável... medo! Rs. Mas por aqui, ela continua. Estou postando agora aqui o capitulo 16. Está curto e pouco emocionante, mas foi necessário para dar algumas explicações de ocorridos anteriormente. Espero que façam bom proveito... boa leitura!

Aquela noite já começara com notícias estranhas. Não que toda aquela semana não fora cheia de excentricidades, junto ao medo do retorno de Kira. Foram-se sete dias desde que tudo recomeçou. Sete dias para Deus reconstruir seu império com efetividade.

A TV mostrava a última informação. A tela revelava um amplo número de pessoas com óculos escuros e rostos cobertos protestando revoltados em frente à administração do Japão.

“O número destes inusitados protestantes aumenta a cada hora. Já são mais de quatrocentos civis no local, cobrindo suas identidades e criando uma paralisação completa em frente à sede do poder japonês, em Tóquio. Eles querem saber sobre o paradeiro de Kira, quem é o responsável pelos atos. Segundo o governo, esta informação é mantida de sigilo por uma organização que finalizou, ou que achou ter finalizado, o Caso Kira, iniciado há seis anos. Até o momento, nenhuma informação foi vazada. Os protestantes tornam-se cada vez mais violentos, e parecem pretender invadir o Palácio Imperial para forçar as autoridades a revelar seus conhecimentos. Manteremos nossos enviados especiais em contado, para lhes deixar informados sobre a parada anti-Kira que ocorre no coração de Tóquio.”

A apresentadora sumiu. A TV foi desligada. O controle foi solto em cima da mesa de centro, com violência.

— Preciso me livrar desse negócio antes que eu morra – falou o homem, andando nervoso para a janela. O barulho do lado de fora era ensurdecedor. Inúmeras pessoas berravam pelas ruas. O protesto estava um pouco mais longe de sua casa, mas alguns otários seguiam pelo asfalto atrapalhando o fluxo do trânsito, causando brigas e buzinadas que incomodavam bastante. – Aliás, porque eu não me suicido? Seria mais prático. Certo... eu pego o caderno, ateio fogo nele e me queimo junto. Assim nem o caderno nem eu seremos encontrados, e todo mundo fica feliz.

Matsuda passou a mão pelo queixo, tentando pensar. Era hoje que Raito voltaria para vê-lo. Tinha até pensado em pegar um avião para o Chile antes que este dia chegasse, mas não fazia idéia de como fugiria dele assim. Provavelmente Raito o encontraria mesmo se estivesse na Antártida. Por isso lhe ocorrera a idéia de suicídio, e não fora algo por pensar. Tinha que raciocinar algo além do suicídio. Pensar... pensar... ah, ele não era algo bom nisso.

O som do telefone. Matsuda foi ligeiro pegá-lo e atendeu.

— Moshi-moshi?

— Aqui é Mogi.

— Ah, graças a Deus!

— Você está bem? Pediu para que eu ligasse, certo? Preciso de explicações mesmo.

— Sim, por enquanto estou. Poderia vir aqui em casa você e os outros?

— Quem exatamente?

— Mais Ide e Aizawa.

— Vou convidá-los... mas, você não pode me adiantar mais sobre o assunto?

— Creio que não, Mogi. Por favor, não demorem...

— Ok.

Alguns minutos se passaram até que Matsuda foi abrir a porta. Lá estavam seus companheiros Ide, Aizawa e Mogi. Aizawa deixara seu cabelo crescer um pouco mais de novo, mas isso não pareceu impressionar aquele Matsuda inquieto.

— Ahm? Matsuda? O que houve com você?

O último a entrar, Aizawa, fechou a porta.

— Gente... por favor, não me interpretem mal... mas eu andei matando gente demais. – disse Matsuda, virado de costas e apertando os próprios dedos, nervoso.

— Como assim? – exclamou Aizawa, andando para próximo do homem e verificando sua expressão – O que quer dizer com isso?

— Eu quero dizer que eu sou o novo Kira. – confessou Matsuda, fechando os olhos.

Segundos de silêncio. Matsuda esperou alguma reação escandalosamente repreensiva vinda de algum deles, mas foi o contrário que o fez abrir os olhos: Todos eles caíam na risada.

— HAHAHAHAHAHAHA!, Matsuda, o novo Kira?!

— Pára de brincadeira...! Com isso não se brinca, ok? – falou Ide, o mais controlado entre eles – Se você fosse o novo Kira, não teria sobrevivido nem duas horas com o Death Note.

Matsuda franziu o cenho, parecendo nervoso pela descrença deles. Deixou-os na porta, caminhando a passos duros para longe de suas visões. Eles pararam de rir, de repente, quando viram Matsuda voltando, com um caderno de capa preta em suas mãos.

— Isto aqui não é um caderno de receitas – ironizou Matsuda estranhamente, quando colocou o caderno bem em frente aos olhos dos homens assombrados e apontando com vigor. – Agora acreditam em mim?

— Mas... i-isso... é...

Eles não fizeram menção de tocar no caderno. Temiam a aparição de uma criatura sanguinária por isto. Já tiveram experiências terríveis demais com o caderno da morte, ao ponto de repudiarem qualquer relação com o objeto assassino.

— Onde você o conseguiu, Matsuda? – perguntou Mogi, parecendo o mais corajoso para tentar tocá-lo.

Matsuda puxou o caderno para perto do corpo, evitando que o companheiro encostasse suas mãos.

— Raito. Foi Raito quem me deu.

— Raito não está morto?

— Era o que eu achava. Eu disse que deveríamos ter ateado fogo naquele demônio quando tivemos chance. Agora ele está por aí, numa forma horrível, esperando que eu mate gente para ele até poder ter este caderno de volta. – explicou o proprietário do Death Note.

— E você matou essas pessoas. – completou Aizawa, olhando-o de soslaio.

— Não tive outra escolha... Não quero ver nenhum de vocês mortos. Não me julguem mal, por favor...

— Matsuda... porque não nos avisou antes?! – exaltou Mogi, agora com uma expressão de censura – Você é muito burro, mesmo. Quando foi que ele te deu isso?!

— Há uma semana – disse Ide – Não vê que este transtorno recomeçou faz exatamente uma semana, Mogi?

Matsuda encostou a testa na parede, batendo-a com certa força e murmurando maldições. Mogi puxou-o com violência para trás, o fazendo quase perder o equilíbrio. Matsuda o olhou assustado, enquanto Aizawa e Ide tentavam segura-lo para não bater no companheiro.

— VOCÊ NÃO FAZ IDEIA DO QUANTO É IDIOTA? ESTAMOS LIDANDO COM VIDAS HUMANAS, MATSUDA! – estourou Mogi, fechando os punhos e tentando se soltar – NÃO É SIMPLESMENTE ACEITAR O MAL! VOCÊ TEM QUE LUTAR CONTRA ELE!

— E O QUE QUERIA QUE EU FIZESSE? MATASSE ALGUÉM QUE NEM MAIS HUMANO É?! – berrou Matsuda em resposta, com os olhos cheios d’água.

— Mogi, Matsuda...! Acalmem-se! – recriminou Aizawa, dando um puxão igualmente violento em Mogi – Nós iremos buscar uma solução juntos! Não adianta gritar; isso não fará qualquer diferença daqui para frente.

Mogi fechou os olhos e puxou seu braço das mãos de Aizawa, parecendo conter sua insanidade enquanto ajeitava sua camisa. Pigarreou, voltando a abrir as pálpebras, mas sem despedir a má expressão. Matsuda ainda parecia inconformado com os parceiros. Eles podiam ao menos cooperar com sua situação.

— Tudo bem, tudo bem. – disse Ide, tomando a frente de Aizawa e Mogi, depois de um vasto silêncio – Matsuda. Estamos juntos mais uma vez para deter o verdadeiro Kira. Não é? – ele olhou para Aizawa e depois encarou Mogi.

O último girou os orbes um pouco para cima. Limpou a garganta novamente, e então disse:

— Pode contar comigo.

— Creio que eu também estou dentro. – falou Aizawa, com o olhar confiante à Matsuda – Se eu sobrevivi no caso durante seis anos, acho que tenho coragem o bastante para prosseguir.

Matsuda suspirou, apertando os lábios. Mostrou um sorriso bobo, e logo em seguida seguiu a expressão de Aizawa.

— E o que pretendemos fazer? – perguntou Mogi, virando-se para o restante.

— Raito virá aqui hoje à noite, às duas horas. – avisou Matsuda – Vai vir verificar se eu matei todos que ele mandou: os criminosos, vocês todos e Near.

— E aquela notícia da TV, ein? Sobre a morte de três integrantes da Central e do FBI?

— Isso sobre isso que estou falando. – colocou o rapaz com o Death Note em mãos – Eu os informei de suas possíveis mortes. Mas, quanto à morte do pessoal do FBI e CIA... isso é completamente da parte deles...

Eles foram andando para a sala de estar, enquanto Matsuda ia explicando.

— Será que eles sacaram que a informação era falsa? – ponderou Aizawa.

— Certamente – Mogi colocou-se a sentar no sofá – E se aproveitaram dessa informação para informar a morte deles próprios também.

— Com o intuito de blefar o acontecido até chegar aos ouvidos de Kira. Excelente – Ide completou o raciocínio. – Será que deu certo?

— Só nos resta esperar. É hoje à noite. Somente às duas horas saberemos...

— Até as duas horas... Eh! Ainda faltam mais sete até lá... k-k-k...

A sombra de voz e aparência ameaçadoras, além de incógnita pelos presentes, deslizou pela parede, transpassando-a como se fosse uma mera película d’água.

Notas finais
Preciso pedir reviews ou vocês já sabem que eu ATORO reviews?