Death Note: Reborn

2 Capítulo II: Traição


Notas iniciais
Olha, eu demorei um pouquinho pra fazer. Tive a ajuda de um amigo do colégio para a idéia do que fazer nesse capítulo! Boa leitura, e aproveitem. Esse foi o melhor capítulo de todas as histórias que eu já criei.

Capítulo II: Traição

Aquela coisa, Misa, estava me olhando com aqueles olhos vermelhos. Algo me dizia que ela já estivera em meu lugar, humana, com um caderno, e vendo uma... Como ela disse? Shinigami! Isso... Vendo uma shinigami.

O coração saltava de meu peito, e o medo ardia em meus pulmões. Eu sentia muito calor por dentro, e suava frio por fora.

A shinigami, sem ver resposta minha disse:

- Ah! Parece que você ainda não está pronta para conversar comigo... Mas vá se acostumando, Misa pode aparecer de surpresa. Ah! Tome cuidado com quem você mata viu? Não tenho uma Death Eraser ainda.... Ainda. Bem, eu vou indo. Se precisar me chamar, é só falar Misa. – ela abriu um sorriso. Sua boca era pequena.

De repente, surgiram asas de morcego vermelhas nas costas de Misa. Elas foram crescendo, e crescendo, até Misa conseguir levantar vôo e ir para o além.

Meu Deus! O que eu faria agora? Nada. Eu estava totalmente exausta, eu precisava ir dormir. Deitei em minha cama, fechei os olhos, e rapidamente adormeci.

Acordei na outra manhã. Fora isso tudo um sonho?

Varri o quarto com os olhos, em busca de um caderno preto. Ele estava exatamente onde eu havia o deixado: na mesa de meu computador.

Minha reação foi normal. Tampei os olhos, e comecei a chorar. Eu, a sagaz Nina assassina. Imaginem os comentários “Nossa, uma garota como ela. Eu nunca iria pensar nisso...”

Ok, se eu era portadora de uma arma fatal, o que mais eu poderia fazer se não conviver com isso. Levei o caderno para o colégio, mas deixei-o na mochila, sob montes e montes de livros.

Era o primeiro dia de aula do terceiro ano, eu estudava nessa mesma escola desde o maternal, e tinha um menino que também estava na escola desde o maternal. O nome dele é Johnny Rowland, e ele é meu melhor amigo... Ah! Eu também tinha minha melhor amiga, Alice Pevensie.

Fui para a escola a pé, não era muito longe de minha casa. Os portões do colégio Ethan Wizard estavam abertos, e do lado de dentro, muitos amigos se abraçavam e se beijavam alegres. Eu procurava meu único amigo, e melhor amigo, o John.

Eu o avistei perto da entrada principal, conversando com a diretora Molly.

- John! John! – eu gritava, acenando.

Ele olhou para mim, falou alguma coisa para a senhora Molly, ela assentiu com a cabeça e então ele veio correndo até mim e me deu um forte abraço.

- Nossa! Nina! Que saudades! – e continuava me apertando.

- Eu também senti sua falta John! Você viu a Alice?

- Ah! Aquela chata...

- John! Ela é minha amiga...

- Você sabe que eu não gosto dela. E ainda mais agora.

- Ainda mais agora? O que você quer dizer com isso?

- Nada, deixa pra lá.

Bem, era estranho o John agir assim. Algo aconteceu, e eu tinha que perguntar a Alice o que houve. Acho que alguém ouviu meus pensamentos, e trouxe Alice para perto. Ela também acabara de chegar na escola, e sorria para mim, muito feliz.

- Alice! – eu disse enquanto corria para abraçá-la.

- Minha amiga! Como foram suas férias?

- Foram ótimas! Tirando ontem...

- Por quê? O que houve?

- Fora alguns acontecimentos pessoais, presenciei o suicídio do homem na estação.

- Eu fiquei sabendo desse caso. Que horror né?

- É...

Olhei para trás, e John vinha se aproximando.

- Ah! Alice, o que houve entre você e o John?

Olha, eu assumo que eu estava morta de ciúmes. Eu fui modesta ao dizer “melhor amigo”. Na verdade, John e eu começamos um namoro no final do ano letivo passado.

- Entre eu e o John? Hm... Nada. – ela disse sorrindo, e deu uma piscadela, olhando pro John, que desviou o olhar na hora.

Ok, ok. Quem não acharia estranho: seu namorado está evitando sua melhor amiga, e ela fica dando piscadela pra ele.

Fingi não ter visto, e os puxei para a sala de aula.

Primeira aula: Espanhol

O professor entrou em sala, todas as garotas soltaram um profundo suspiro, menos eu, que bufava de raiva desse segredinho entre Alice e John. O professor era loiro, os cabelos ondulados, cara de santinho, olhos verdes, e muito alto.

- Yo tengo que hablhar español? – ele perguntava para a classe

- Fuck you misery teacher (se f*** professor miserável) – era a resposta que nós dizíamos a ele. Ele quase não entendia inglês, sorte a nossa.

Segunda aula: Biologia

A professora de biologia era baixa, cheinha, ruiva dos olhos castanhos claro.

- Bem turma, hoje estudaremos o corpo de um gato. Por favor, não vomitem. Alunos com estômago fraco, não venham a mesa.

Haha! Quem iria deixar de ver a professora gorda abrir um gato? Er... Todo mundo menos eu e John? Só nós e a professora estávamos ao redor da bacia com um gato morto dentro. Ela pegou uma faca medicinal, e abriu a barriga do gato. O cheiro não se espalhou na sala, porque o gato fora banhado de limão. Caso contrário teríamos inúmeros desmaios.

O sinal para o intervalo tocou, e todos pegaram seus materiais, deixaram nos armários e rumaram ao refeitório. Eu fui uma das últimas a chegar no refeitório, juntamente com o John. O John não largava de mim, e eu amava isso nele. Ainda amo, na verdade.

Quando chegamos no refeitório, todos começaram a soltar risadinhas. Sentei em uma mesa, perto da de Alice. Lá estava Linda, minha colega. Eu acho que ela me considera muito, porque o resto do colégio evita ela devido a ela ser negra. Enfim...

- Oi Linda. Como vai? – eu perguntei.

- Oi Nina... Eu vou bem, mas acho que não posso dizer o mesmo de você. – ela respondeu, e lançou um olhar feio para John, que sentara do meu lado. – Como você ainda anda com esse cafajeste?

- Como assim? Cafajeste?

- Nina, desculpa-me, devia ter te contado... – John dizia do meu lado.

- Contado, o quê? – eu dizia com os dentes cerrados.

- Esse seu queridinho aí deu uns pegas na Alice nas férias.

- COMO?! – eu falei bem alto.

- Não foi bem assim. – ele tentava se desculpar.

- Por isso você ta evitando ela! Seu babaca! Sai de perto de mim! – eu berrei, e comecei a chorar. – Aquela vadia da Alice vai pagar!

- Isso mesmo amiga! Bota pra quebrar, arrebenta ela! – Linda me apoiava.

John ainda estava do meu lado, ele estava chorando.

Meu plano era o seguinte: eu esperava Alice levantar, esperava ela ir ao banheiro, e eu seguia ela, chegando no banheiro eu ia quebrar o pau.

Não demorou muito, ela se despediu das amigas da mesa, e caminhou até o banheiro. Eu também me levantei, levei duas palmadas de carinho da Linda, e segui ela.

Alice entrou no banheiro, e antes de a porta fechar, eu também entrei, e tranquei.

- Sua vagabunda, falsa, mentirosa, cachorra! – eu falei, aumentando o tom de voz a cada palavra.

- Hum... Tá braba corninha? – ela disse, num tom sarcástico. E gargalhou. – Coitado do seu John, graças as drogas isso aconteceu... – outra gargalhada.

- Como assim?

- Você sabe querida, droguei, ele desmaiou, e então eu chupei aquele gostoso viado todinho.

Chamar meu namorado de gostoso e viado foi a gota da água.

- Sua puta!- eu berrei. – Agora eu te quebro!

Ela olhou para mim, seu rosto estava todo maquiado. Pena... Ia ficar borrado de sangue.

Eu investi contra ela, dei uma volta em torno dela e puxei seus cabelos longos e negros com toda a força. Ela começou a me arranhar, eu não sentia a dor. Seus dedos foram parar em meu queixo, eu consegui então, mordê-los. Ela berrou.

Com a outra mão, ela soltou minha mão de seu cabelo. Olhou para mim, havia puro ódio em seus olhos. Mais um motivo para eu derrubá-la no chão e começar a socá-la. Enquanto eu a socava, ela puxava meus cabelos. Dei um murro com toda a minha força no seu maxilar, que ficou caído. Ela me empurrou, eu bati a cabeça na parede. Senti o sangue quente escorrer.

Novamente, agarrei seus cabelos, mas desta vez, eu joguei sua cabeça no espelho, que ficou rachado e sujo de sangue. Ela virou nossas posições, eu estava de costas para a pia e o espelho quebrado.

- Sua vaca! – ela gritou, e cuspiu em mim.

Ela me empurrou com tanta força, que meu peso fez a torneira se quebrar, e jatos de água começarem a escorrer pelo banheiro.

Um dos pedaços da pia havia cortado o lado de minha barriga. Eu me levantei, morrendo de dor. Chutei a canela dela, fazendo-a cair. Eu comecei a chutar a cara dela, e dei um piso bem forte no nariz dela. Foi bem como eu queria: ela estava ensangüentada. Eu de certo modo também estava, mas isso não vem ao caso. Meus cabelos voltaram ao normal, ondulados. Eles pingavam água e sangue. Minha blusa social do uniforme estava manchada de maquiagem e sangue, e ela estava completamente molhada, e rasgada dos lados. Peguei papel em um dos boxes do banheiro, e tampei meus seios. Minha mini-saia azul do uniforme também estava molhada. A única coisa que não estava molhada eram minhas botas de couro. Eu destranquei o banheiro, saí, fechei a porta e corri para meu armário.

Abri o armário, peguei minhas coisas, e corri para minha casa.

O Death Note... Aquela vagabunda ia pagar! Com certeza... Ah, se ia. Pobre dela, que escolheu esse caminho para viver a vida. Eu acho que pessoas como ela deviam morrer.

Correndo para casa, todos na rua me encaravam, com medo. Parecia que eu era uma drogada, sério. Cheguei em casa, ninguém lá. Subi para o meu quarto, deixei a mochila na cama, a abri e puxei o caderno negro. Sentei na cadeira, coloquei o caderno na mesa e o abri. Puxei uma caneta do depósito da mesa, e a posicionei em cima da folha de caderno.

- Adeus, Alice Pevensie.

Pensei no rosto de Alice, borrado de sangue. Minhas mãos também pingavam sangue, mas parecia que o caderno absorvia esse sangue.

Comecei a escrever seu nome.

- Alice... Pe... Vem.. Sie.

Alice Pevensie

Após acordar ensangüentada no banheiro, segue para a sala de aula. Fala todos os seus segredos, fala que nada sobre Nina (não escrevi meu sobrenome com medo) era verdade. E depois pule do último andar do prédio de astronomia do colégio. Suicídio, às... (olhei o relógio, eram 15:32) 15:45.

Pronto, estava escrito. A maldita ia se matar! Nada podia reverter isso, nada!

Passei as mãos no meu cabelo, olhei para elas, estavam completamente sujas.

- Ai... Aquela piranha.

E fui tomar meu banho...

Se o Death Note realmente funcionava, essa era a hora de provar. Estava tudo bem, só que agora, eu tinha que enfrentar uma série de perguntas na escola. E se eu fosse presa? Eu tinha que inventar uma história.

Nossa! Meu Deus, o que eu fiz? Essa não sou eu. Mas eu gosto dessa nova Nina. Por que não posso ser assassina e boazinha ao mesmo tempo? Hm... Eu acho que eu estava pronta para conversar com ela.

- Misa.

Notas finais
Então, gostaram? Mandem reviews. O que será que vai acontecer nessa conversa de Misa e Nina?

O que acontecerá no dia seguinte na escola?

Bem, como autor da série, eu peço uma coisa: por favor, poderiam aumentar minha popularidade?

Eu mereço.. :B Pode mandar, que eu aumento a sua também :-)

Beijos no coração de vocês.