Death Note - Por J
3 Capítulo 2
Notas iniciais
Depois de ir sair da lanchonete, Fox me levou até a Wammy’s House, para que eu falasse com Roger Ruvie. Ele tem contato direto com Watari. Fox tocou o interfone, e eu fui atendida por uma das serventes.
- Sim?
- Aqui é J. Preciso falar com Roger Ruvie.
- Um minuto. – demorou cinco minutos e 49 segundos para ser exata, então o portão de bronze se abriu, e eu entrei, seguida por Fox. As crianças brincavam no gramado, corriam, e escalavam arvores, mas eu sabia que não encontraria nenhum dos meus 4 pequenos ali. Near estava com toda certeza no seu quarto montando um quebra cabeça. Matt provavelmente esta em algum lugar da mansão jogando games, Mello... não faço idéia de onde Mello possa estar, mas tenho certeza quem tem chocolate com ele, e Megumy está provavelmente, brincando com explosivos. – o Sr. Ruvie está no escritório esperando pela senhorita. – disse a servente quando pus os pés nas escadas que levam a varanda da mansão. Caminhei até o escritório, não é muito longe da entrada. Ordenei a Fox que ficasse do lado de fora, então entrei no escritório.
- Roger.
- Bom dia Minu. Vejo que veio para sua visita semanal. Mas acho que desta vez, não é para ver as crianças.
- Exatamente. Minha conexão com Watari foi completamente cancelada, por ele estar “ausente por tempo indeterminado”. Mas eu tenho certeza de que esta ajudando algum agente com a investigação ao caso Kira.
- É isso mesmo. No momento, apenas eu posso contatar Watari.
- Bom então faça. Eu tenho informações de importância crucial para o caso. É urgente Roger.
- Não sei se será possível... Ele pediu para não ser incomodando... Mas já que se trata de você... E com informações sobre o caso... Suponho que ele gostaria de ouvir suas palavras. – eu continuava de pé em sua frente, com a minha postura totalmente inaceitável, os pés descalços (deixei os Vans na entrada da mansão), as calças largas, as olheiras já aprofundando a minha pele e minha habitual blusa branca de manga comprida. Enquanto Roger teclava alguma coisa no notebook, Então uma a tela ficou branca, e apareceu a inicial W.
- Diga Roger. Algum problema na Wammy’s? – ouvi a voz de Watari saindo do notebook. Roger abriu a boca para responder, mas eu girei o notebook para minha direção e falei por mim mesma.
- Watari. É J. Tenho algumas informações importantes sobre o caso Kira. – Ele ficou em silencio por alguns minutos depois voltou a falar.
- Onde você está?
- Na Wammy’s.
- Vou mandar um carro lhe buscar. Está na hora de rever um velho amigo. – e a tela se apagou. Encarei Roger por alguns segundos, depois sai do escritório e fui falar com Fox.
- Vou encontrar com Watari. Você já pode ir.
- Se cuida chefia. – ele disse isso e foi embora. A Wammy’s ficava a 60 km da cidade. Demoraria no mínimo 35 minutos até alguém chegar.
- Ei você. Chame para mim Near, Mello, Matt e Megumy. – eu disse para uma das serventes do orfanato. Ela acentiu, e eu fiquei de pé na varanda. Com as mãos nos bolsos, observando as crianças correrem, e lembrando de quando eu corria por aquele gramado. No sentido figurado, porque quando eu era criança, certamente não corria no gramado. Ficava na biblioteca, comendo doces e trocando idéias com um amiguinho. Ou as vezes nós montávamos dominós em uma seqüência especifica de cores, que se olhada do angulo certo, formavam uma mensagem. O que Watari quis dizer com “Está na hora de rever um velho amigo.”? Será que... eu ia rever... ele?
- J! – ouvi duas crianças gritarem, e seus passos cada vez mais perto. Me virei rapidamente, e vi Near e Megumy correndo na minha direção. Mello e Matt caminhavam logo atrás deles. Eu me agachei, e os dois menores me abraçaram.
- Boa tarde meus pequenos prodígios. – Levantei os olhos em direção aos meninos.- São maduros de mais para me abraçar? – eu levantei, e eles me abraçaram.
- O que está fazendo aqui? Não é dia de visita. – Mello perguntou, tirando um chocolate do bolso e devorando metade em uma só mordida.
- Vim tratar de negócios com Roger. Watari esta vindo me buscar. Eu só queria dar uma olhada em vocês. Não sei se poderei vir na sexta, como de costume.
- Aah porque? – chorou Megumy, segurando a barra da minha camisa.
- Eu.... vou estar ausente. Mas prometo que quando voltar... venho direto ver vocês. – Nesse momento, uma limusine preta parou na frente do orfanato, e um homem grande, mais ou menos como Fox, desceu e parou frente ao portão e ficou me encarando. Megumy o viu, e apertou a minha camisa. Near chegou mais perto e mim, Matt e Mello o ficaram encarando de volta. Assim como eu.
- Vou indo. Se cuidem. – Andei até o portão, examinei o segurança, e o portão abriu. Watari desceu da limusine, e me examinou. Depois baixou os óculos com a ponta dod dedos e me examinou mais uma vez, parecendo surpreso e incrédulo.
- Santa semelhança... – ele disse com sua voz idosa, fazendo sinal da cruz. É bom vê-la de perto novamente J. Você cresceu muito, e esta... bem diferente.- A julgar pelo seu terno, a limusine, e o segurança engomadinho, ele não era do tipo que admirava pessoas... como eu. A ultima vez que tive de me envolver fisicamente em um caso, passei por uma estudante de direito, no Brasil, supostamente, morava no mesmo prédio do meu professor de defesa, o qual eu estava investigando, pela suspeita de estupro, homicídio, e ocultação de cadáver de várias meninas da faculdade.As vizinhas me chamavam de maluca. Meus colegas sempre mantinham distancia de mim, e os professores tinham medo, ao ponto de ignorar todas as minhas manias, como o meu modo de sentar. No fundo eu achava muita graça daquilo tudo. Eu só tinha 17 anos. Peguei o cara na primeira semana de investigação. No entanto... eu nunca pensei que alguém como Watari, pudesse julgar pelas aparências. Mas lá estava ele, examinando cada centímetro de mim. Meus pés descalços, minhas calças folgadas, minha blusa torta, minhas mãos nos bolsos, meu olhar vago, meu cabelo preto, minhas olheiras, e aquela mania que o meu pé tem de coçar em momentos como esse. O mais conveniente é coçar com o outro pé. Que decepção. A única pessoa no mundo que eu admiro... estava ali me julgando... sendo que não me via a... mais de 10 anos. Ele fez um gesto para que eu entrasse na limusine. Foi o que eu fiz. Mas antes... dei uma ultima olhada no orfanato. Vi os 4 prodígios parados frente a escada, me olhando. Megumy de mãos dadas com Mello, me abanava sorridente. Crianças... são apenas crianças.
Fale com o autor