Death Note - Phoenix
13 Go
Após ter recebido a ligação de Misa, Hideki ficou apreensivo. Pois agora, ele não tinha mais vantagens sobre ela, Ambos sabiam seus respectivos nomes.
Ryuk percebe a expressão de Hideki e pergunta com indiferença: — O que foi Hideki, não que eu me importe, mas o que foi?– Você acha que Misa fez o acordo?– Como assim?– Ela descobriu o meu nome.– É possível.– Mas espera, ela tinha que ter me visto novamente, certo?– Sim.– Então onde ela me viu? Eu não fui a lugar algum depois do restaurante, a não ser a Escola. Talvez ela estivesse lá. Bem que você poderia me ajudar Ryuk. – Estou lhe dizendo pela milésima vez, eu não ajudo humanos!– Bom, preciso investigar isso. _____________________________________________________________________________Enquanto isso, Misa está em seu apartamento, com uma expressão de satisfação, ela olha pra Moriko e ri ironicamente.– O que foi Misa? Não que eu me importe, mas o que foi?– Eu consegui descobrir algumas coisas sobre o Senhor Fukuda, você sabe que o nome dele não é Fukuda, não é? Agora eu também sei disso.– Como você descobriu?– Digamos que estou ajudando a força-tarefa.– Espera, não é a força-tarefa encarregada do caso Kira? – Sim. – Você é muito esperta, fazendo isso você diminui as suspeitas sobre você.– Não, Light era um dos principais agentes da Força-Tarefa e isso não o deixava imune a suspeitas.– Quem era esse Light? Vocês falam muito deles, mas nós nunca tivemos uma conversa sobre ela, vamos conte-me, estou entediada.– Por onde começo? Yagami Light, o único homem a qual eu amei.– Sim, disso eu já sei. Mas o que te fazia ama-lo tanto?– Pra mim ele foi um herói porque ele vingou meus pais. Algumas pessoas não entendiam o que eu sentia por ele. E também não compreendia o seu propósito, mas eu o entendia e isso pra mim já bastava. – O que aconteceu com ele?– Essa parte você já deve saber. E é por isso que eu quero continuar o que ele começou, e eu preciso da sua ajuda.– O caderno já não é o bastante? Eu não posso mais te ajudar garota. Isso é tudo que eu posso fazer por você.– Está bem, mas já está ficando tarde, vou assistir a novela e esperar o “Hora da Justiça” começar, preciso matar alguns criminosos. Você tem certeza de que as câmeras foram desativadas não é? Por que se não estiverem, estou numa fria. Estive falando com você esse tempo todo.– Claro, eu lembro que elas tinha um pequeno dispositivo que tinha uma pequena luz vermelha que piscava, e há alguns dias atrás, a luz parou. Misa então senta-se no sofá, liga a TV e começa a assistir a novela. _____________________________________________________________________________ Todos estavam no Q.G, quando a porta se abre e Near entra.– Vim ver o Owen, e saber como andam as investigações. – Disse ele.– Ultimamente você tem saído mais de casa, não é Near? – Disse Matsuda.– Não, eu só saio quando é necessário, e eu não confio muito em vocês cuidando de uma criança.– Não se preocupe, temos a ajuda de uma mulher.– A Arisu? A Arisu não conta, ela é mais homem que vocês dois juntos. – O que você quer dizer com isso? – Disse Arisu.– Que você é mais dura que eles ora. Você não saberia cuidar de uma criança.– Realmente, detesto crianças.– Mas não estávamos nos referindo a Arisu. A nova babá do Owen é a Misa. – Disse Matsuda.– O que? Vocês já se esqueceram de que ela foi suspeita de ser o segundo Kira? E a propósito, esse nunca foi descoberto. – Falou ele calmamente como de costume.– Mas se fosse assim ela teria continuado a matar, mesmo com o Light morto.– Você não acha quinze dias uma pausa muito curta? A propósito, onde está Owen?– Ele está estudando no andar superior.– Por que vocês o deixam sozinho? – Porque ele não gosta de ficar acompanhado por muito tempo, então preferimos respeitar a vontade dele. Até porque ele me lembra você.– De certa forma sim, mas não é pra tanto, preciso ve-lo. Near sai da sala, e sobe as escadas onde encontra uma porta fechada. Ele entra e vê Owen sentado sobre uma escrivaninha, onde ele parecia estar fazendo cálculos.– Sempre em seus cálculos, não é Oliver. – Disse Near.– Achei que você tinha me dito para não usar esse nome aqui. Alguém pode escutar.– Enfim, vim aqui perguntar se já obteve resultados sobre o assassino de crianças, e saber como você estava.– Se foi por causa disso, não precisa se preocupar, esses idiotas não me farão nenhum mal. Quanto a escola, tive algumas aulas hoje e já pude traçar o perfil dos professores. Chiasa Ayame, é a professora de matemática, ela é doce e gentil, porém não é muito inteligente, e não teria capacidade de fazer tal coisa. Katashi Hideki, professor de estudos sociais da segunda série, é frio e inteligente, ele tem um olhar impactante, chega a me dar medo. Fumiko Chinatsu, professor de estudos sociais da minha turma, ele é um pouco chato e não parece gostar de sua profissão, também é inteligente, não tanto quanto Hideki mas é inteligente. Por enquanto só tive essas aulas.
– Isso descartaria a Senhorita Ayame?– Não, mas não me parece que ela seja esse tipo de pessoa.– Tudo bem. Fique de olho em Hideki e em Chinatsu. E não deixe de analisar os outros profissionais da escola. O que você achou da sua nova babá?– Está se referindo a Misa?– Sim.– Não gostei dela, ela é tão imbecil quanto os outros da força-tarefa.– Está bem, assim é melhor. Espero que você não se apegue a ela, e nem a ninguém aqui. Não confie nem nas paredes.– Estranho você dizer isso aqui depois de ter falado meu nome.– Você ainda está pensando nisso? Tenho certeza que ninguém escutou isso é o que importa. Bem, preciso ir. Near desce as escadas, dá algumas instruções a Força-Tarefa e vai embora. _____________________________________________________________________________ Eram 19:58, Hideki estava sentado no sofá , assistindo a TV Sakura , quando ele se lembra que o "Hora da Justiça" estava prestes a começar , então ele tem uma ideia, ele pega o celular e liga pra Misa.– Alô? — Respondeu Misa.– Você está assistindo seu programa preferido não está? – Perguntou Hideki ironicamente.– O que você quer idiota? você já deve saber que estou ocupada.– Sim, mas vamos conversar eu sei que você pode fazer isso outra hora.– Você está tentando me atrapalhar? Não tem o que fazer? Se você continuar, eu juro, eu juro que te denuncio.– Eu também posso lhe denunciar. – Por que? Por eu conhece-lo?! Eu estou ocupada, Passar bem. – Misa desliga o telefone, bem em tempo dos nomes começarem a ser divulgados. Ela então anota todos os nomes, e vê as mortes do dia anterior. Ela se sente feliz com isso. _____________________________________________________________________________ Matsuda e os outros membros da Força-Tarefa, também assistiam o Hora da Justiça, e ao programa acabar, Matsuda se levanta e começa a falar. — Temos que acabar com isso! Dezenas de pessoas já morreram por causa disso, eles podem ser criminosos, mas também são seres humanos. A verdadeira justiça sabe como penaliza-los e não cabe a nenhum de nós interferir nisso, por isso precisamos acabar com Kira. De repente, um plantão surge na tela. – Boa noite, eu sou Emiko Demegawa, do plantão da TV Sakura. Na tarde de hoje, quinze crianças, da cidade de Kanto, morreram de diferentes formas cada. Mas há algo em comum entre eles, todos eles são filhos de ex-estudantes de uma escola, o Colégio Hakura Fuyuki, atualmente fechada. Isso foi descoberto quando os pais se encontraram no instituto de medicina. Estaremos divulgando mais informações assim que possível. Eu sou Emiko Demeg... – De repente, Emiko fez uma expressão de dor, e percebeu-se que seu corpo começa a suar muito. Então, ele põe a mão sobre o peito e cai no chão. A programação da TV Sakura é interrompida por instantes. E depois volta com a programação habitual.– O que simplesmente acaba de acontecer? – Perguntou Mogi assustado.– Mais uma do Kira, com certeza. – Disse Matsuda.– Mas o que Demegawa fez pra ele? – Perguntou Arisu.– Talvez ele tenha falado demais, vamos precisar analisar essa gravação. _____________________________________________________________________________ Misa desliga a TV, com uma expressão mista de raiva e surpresa. – Aquele desgraçado! Não poderia ter feito isso. – Misa pega o seu telefone rapidamente e liga pra Hideki. – Sim? – Falou a voz do outro lado da linha.– Por que você fez isso? – Gritou Misa.– É isso o que acontece com quem se intromete em meus planos.– Você não deveria ter feito isso.– Bom, o que está feito, está feito, não posso voltar atrás.– Eu acho que você se precipitou.– Sim, eu tenho consciência disso. Mas eu fiz o que foi necessário naquele momento. Era apenas isso que você tinha pra falar?– Sim, adeus. — Ela desliga o telefone. Misa toma banho e vai dormir. Ela estava com muita raiva e precisava descansar. _____________________________________________________________________________ No dia seguinte, os membros da Força-Tarefa estavam cedo no Q.G. Havia muita coisa para ser analisada. Eles pegam tudo o que possuem sobre a investigação e põe sobre uma mesa. Eles analisam a gravação e as fichas dos funcionários da Manabu Kento. Então percebem que alguns dos professores estudaram no Colégio Hakura Fuyuki durante a infância. Entre eles, Hideki. – Parece que essa escola era muito frequentada, pelo atual corpo docente da Manabu Kento, não é? A Porta do Q.G se abre, e Misa entra perguntando: — Olá todos, Hikaru está pronto?– Sim Misa, ele está lhe esperando. Eu pensava que você não iria chegar, não gosto de atrasos. — Disse Matsuda. Misa percebe a expressão de todos quando ela entrou na sala.– Interrompi alguma coisa? – Perguntou ela.– Não, não, nada, só estamos analisando a grav... – Mogi é interrompido por Matsuda.– Não estávamos fazendo nada. Hikaru vai se atrasar pra escola, se você não se apressar. O garoto tinha acabado entrar na sala, e não pôde deixar de ouvir a conversa.– Como se eu precisasse de escola, enfim, vamos Misa. Eles então entram no elevador e seguem até garagem. Misa entra no carro e Owen senta no banco traseiro.– Por que você não está mais com aquela peruca ridícula e está usando roupas escuras dessa vez? – Ele perguntou.– Eu sou uma modelo, e tinha acabado de sair de um trabalho, por isso estava com aquela roupa.– Você poderia ter tirado ela antes.– Tenho um presente pra você. – Misa retira um cubo mágico já desorganizado da sua bolsa. – Está brincando comigo né? – Perguntou Owen.– Não. Resolva. Owen retira o cubo das mãos de Misa e em menos de um minuto, o objeto já estava totalmente organizado.– Não subestime minha inteligência, por favor.– Eu sabia que você conseguiria, não era isso que eu queria ter dar. – Ela retira um caixa de uma bolsa que estava no banco da frente, e joga ao lado dele.– O que é isso? – Perguntou o garoto.– Abra. Ele abriu a caixa que estava no banco ao seu lado e percebeu que dentro havia um celular , um pingente , um tabuleiro e várias peças de um jogo que ele não conhecia .– Que jogo é esse? E por que está me dando um celular? E quem é este velhinho nesse pingente?– Bom esse jogo aí chama-se Go , ele exige bastante estrategia dos seus jogadores , é jogado com dois adversários , você pode fazer cálculos para joga-lo , esse é o tabuleiro profissional , comprei ele porque achei o mais adequado , você me parece ser muito inteligente , desculpe não saber muita coisa , mas com o tempo você aprende mais. Ela continuou: — Esse "velhinho" é uma miniatura de Fukurokuju, Deus da Sabedoria, da Riqueza e da Felicidade. Ele pode ressuscitar os mortos, e pode viver sem comer. Dizem que passar a mão na testa dele aumenta a inteligência. Fukurokuju é frequentemente identificado com Jurōjin, outro Deus .Alguns dizem que os dois podem habitar o mesmo corpo. Por isso os dois são freqüentemente confundidos.– Obrigado pelo Go, vou procurar entende-lo, Também agradeço pelo pingente, mas de qualquer forma não preciso de mais inteligência. Mas enfim, Pra que o celular? Acho que ainda não preciso de um.– Você precisa de um celular sim senhor , quero saber como vai , e eu vou ligar sempre que necessário , então o mantenha carregado , e saiba usa-lo bem . Eles chegam na escola. Owen sai do carro e se dirige a sua sala, todos os seus presentes estavam na bolsa. Enquanto caminhava, ele pensava como estava começando a simpatizar com Misa, e não sabia se isso era bom ou não. Ele apenas sabia que a Misa tinha sido legal com ele e tentaria ao máximo ser legal com ela também. As aulas demoraram a se passar , mas o garoto observava tudo atenta e friamente , ele não estava interessado em fazer amigos , já que não era muito sociável e bastante focado no profissional , apesar de alguns garotos quererem uma certa aproximação com aquele novato que aparentava ser o mais inteligente da classe , mas Owen não deixava brechas para qualquer tipo de relação , com os outros alunos . Assim o dia passou-se , a cada aula um novo professor e a cada novo professor uma nova impressão , mas nada que tirasse Owen do tédio, ele sabia que nenhum deles era inteligente o suficiente para ser um Kira e assim a lista de suspeitos diminuía cada vez mais. E toca o sinal, as aulas acabam, para a felicidade de Owen. Mas ele ainda tinha que esperar Misa. Então, senta em um dos bancos do pátio, abre a bolsa e retira o tabuleiro do jogo recém-adquirido. Ele põe o tabuleiro em cima de uma mesinha, e espalha as peças,Percebe que dentro da caixa havia uma página, que aparentemente eram as regras, ele começa a folhea-las.De repente, ele pôde escutar uma voz conhecida falando: — É meio incomum ver um jogo como o "Go" em uma escola primária, não acha? — O garoto olha pra cima e sorri um pouco, depois volta a se concentrar no seu jogo. — Nesse jogo se jogam dois sabia? Posso ser seu adversário?
– Claro , eu nunca joguei isso , mas se fosse jogar com alguém da minha idade ou com qualquer outro professor dessa escola certamente ganharia , apesar de nunca ter tido uma aula sua considero você muito inteligente , sente-se aqui , vamos jogar.– Mas não pense que eu vou pegar leve com você, só porque é o seu primeiro jogo ou pelo fato de você ter me falado algo óbvio, de qualquer forma obrigado. Bom antes de começamos preciso saber o seu nome.– Pode me chamar de ''O'' -Respondeu o garoto.– Bom acho que você já sabe meu nome , mas não custa me apresentar novamente , agora como seu adversário, me chamo Katashi Hideki. Hideki sentou-se com Owen e escolheu as peças pretas e Owen pegou as brancas, então o jogo começou , o tempo se passou rapidamente e mesmo sem experiência alguma ''O'' não ficou atrás do professor . O que o impressionou bastante.– Você disse que nunca jogou isso certo ? — Perguntou Hideki.– Sim , essa é minha primeira vez.– Não posso acreditar, você é realmente muito inteligente garoto. Enquanto eles se divertiam, Misa chegava a Escola. Ela parou o carro em frente ao Prédio. E com passos acelerados, entra no mesmo. "Droga, por que eu sempre tenho que me atrasar?! Matsuda vai me matar". Ela vai ao Pátio que é onde a maioria das crianças esperam pelos seus responsáveis, ela podia ver que o Pátio estava quase deserto, todos já haviam ido embora, só haviam poucos funcionários e Owen. Ela percebe que Owen está sentado com alguém familiar, com que ela vai se aproximando o rosto da outra pessoa, fica cada vez mais familiar, de repente, ela arregala os olhos, e corre pra se esconder em um corredor. — Por que Hikaru está conversando com Hideki?! Por que o Hikaru está com aquele homem? Isso não pode estar acontecendo.
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