Death Note - Phoenix
14 Reviravolta
Misa rapidamente retira o celular do bolso e liga para Owen.
_____________________________________________________________________________ “O” está concentrado no jogo, quando de repente o telefone toca. Ele se interrompe, pede desculpa ao seu adversário e atende.– Alô. – Responde ele sem vontade alguma.– O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO COM ESSE HOMEM?! – Diz Misa.– Misa? Ao ouvir o familiar nome, Hideki ficou atento, suas sobrancelhas se arquearam e seus pelos se arrepiaram.– Do que você está falando? – Continuou Owen.– Hikaru, saia já daí. – Disse Misa em tom autoritário. – Já estamos atrasado, Matsuda está nos esperando, ou você pretende dormir na escola?– Ok ok , eu vou. — Diz ele revirando os olhos.– Estarei na frente da escola esperando por você. Ele desliga o telefone, se desculpa mais uma vez, e joga o tabuleiro e as peças do jogo dentro da bolsa apressadamente, Hideki percebeu isso.– Está apressado? – Perguntou Hideki.– Sim, minha babá está me esperando. – O garoto então se levanta.– É melhor que eu lhe acompanhe, já está ficando tarde e eu também preciso ir pra casa. — Hideki também se levanta. Eles seguem até o portão, Owen vai na frente, e Hideki o segue. Ao chegarem na entrada, Hideki vê quem é a tal babá, então dá um risada discreta.– Ora ora ora, então sua babá é uma modelo famosa. Eu não quero que isso pareça superficial, mas eu sou seu fã. – Disse Hideki com um sorriso irônico.– Hikaru entre no carro agora. – Disse Misa com aquele mesmo tom autoritário. O garoto obedece. Hideki então se aproxima mais de Misa. — Fique longe dele. – Esse seu joguinho de tentar chama-lo por outro nome, não vai adiantar, esqueceu que eu fiz o acordo, eu sei muito bem que o nome dele não é Hikaru, e sim “Oliver Peterson”. – Por favor, não faça nenhum mal a ele. – Eu não pretendo fazer nada com ele, até porque ele se parece muito comigo quando era mais novo. Mas eu preciso que você mantenha as informações que você tem sobre mim em sigilo, ou eu terei que fazer algo que nem eu, nem você iria gostar.– Está certo, não direi nada. Só isso?– Também não fale nada a Oliver.– Eu não ia dizer mesmo. Só isso?– E lembre-se, suas vantagens sobre mim acabaram, estamos em igual pra igual de novo. Misa volta pro carro.– Por que você demorou? – Perguntou Oliver.– Por que você nunca me revelou seu verdadeiro nome, Oliver?– Como você descobriu isso?– Não interessa, a questão aqui é que você não confia em mim.– Foi o Near que lhe disso isso, não foi?– Você é um membro da força-tarefa?– Não exatamente um membro, mas eu estou ajudando na investigação de um assassino de crianças. – Que bom, eu também estou ajudando a força-tarefa nesse caso. — Misa sorriu.– Você já tem algum suspeito?– Na verdade tenho, e acho que é o mesmo que você. — Ela o encarou.– Mas eu nunca te falei que eu tenho um suspeito, na verdade eu nunca conversei sobre isso com você.– Convenhamos que você sabe muito bem qual a pessoa mais capaz de fazer isso entre todos os membros da escola.– Mas talvez não seja ele, ele foi muito legal comigo hoje. Eles seguem para o Q.G, Misa o deixa e vai pro seu apartamento. Ao chegar em casa, ela liga a TV, senta-se na poltrona e como de costume, espera o Hora da Justiça. _____________________________________________________________________________– O que Oliver tem a ver com Misa? Há alguma coisa que eu não sei aqui. – Diz Hideki pensativo, enquanto guardava os seus materiais no armário de sua casa. – O que você acha Ryuk?– Eu acho que aquele menino me lembra alguém conhecido, mas não sei exatamente quem. – Duvido que você já tenha conhecido alguém tão inteligente quanto, além de mim é claro. – Aí é que você se engana, os antigos portadores desse caderno eram superiores a você.– Mas no fim todos morreram.– É que às vezes, o ego das pessoas causam a ruína das mesmas. Você deveria tomar cuidado. Mas enfim, não é problema meu, minha única preocupação é ter que encontrar um novo portador quando você se for.– Eu já tenho alguém a quem dar o caderno caso algo aconteça comigo.– E quem seria essa pessoa?– Oliver. Enfim, o Hora da justiça já está começando, é melhor que eu assista. _____________________________________________________________________________– Sinto falta do nosso antigo Q.G. – Diz Halle reclamando sobre o atual da SPK, realmente ele era minúsculo comparado com o anterior- Esse tem uma tela muito reduzida. — diz ela apontando pra uma TV de parede.– Mas não se preocupe, não pretendemos passar muito tempo aqui no Japão, esse Kira será mais fácil de ser capturado. – Diz Near confiante.– Como você pode falar isso com tanta certeza? Near pega seus bonecos, e começa a explicar. – Nessa altura do campeonato, vocês devem saber que temos dois Kiras, mas nenhum deles é o Kira do passado, até porque sabemos que ele está morto. O primeiro é um seguidor do Kira original, que resolveu continuar o seu trabalho, dessa forma, Misa Amane e Keiko Mari são nossas principais suspeitas. O segundo mata crianças, isso é muito infantil da parte dele, mas sabemos que trabalha na Manabu Kento. Temos como principais suspeitos Katashi Hideki e Fumiko Chinatsu. Sendo assim, devemos permanecer atento às ações dessas pessoas.
– Falando em Kira, aquele programa dedicado a ele irá começar em minutos não é? – Sim, e nós vamos assistir. – Diz Near ligando a tela não tão grande do Q.G. _____________________________________________________________________________ Misa aguarda o início do programa ansiosa. A abertura ocorre normalmente, e Keiko Mari surge, ela tem uma expressão triste. “Boa noite, hoje além das mortes do criminosos, teremos o desprazer de anunciar que Emiko Demegawa, o meu tão amado colega e patrão morreu ontem de ataque cardíaco. Kira, você tem a ver com isso?” Indícios de lágrimas começavam a surgir em seus olhos. “Por que você o levou? Você sabe de alguma coisa que eu não sei? Ele estava lhe ajudando! O meu trabalho é anunciar o nome daqueles que realmente merecem a morte, aqui está a lista”. Uma lista com cinco nomes surge na tela. Após o fim do programa, Misa desliga a TV irritada. – O que aquele idiota fez?! — Disse ela com uma expressão de raiva. – Se ele pensa que vai ficar assim, está muito enganado. Ela então levanta-se, pega o seu gravador, e se tranca no quarto. _____________________________________________________________________________ Near também estava assistindo ao programa. Ele desliga a TV.– Ou essa mulher é muito burra, ou ela está fingindo muito bem. Desse ponto, é óbvio que há dois Kiras. – Near é interrompido pelo seu telefone celular que toca. – Que estranho, a essa hora? Alô? – Responde ele.– Near? – Diz a voz do outro lado linha.– Sim?– Sou eu Oliver, eu queria conversar com você.– De quem é o telefone que você está falando?– Eu ganhei da Misa, a propósito, por que você disse meu nome a ela?– Eu nunca disse o seu nome a ela, não se preocupe você está seguro.– Então como ela o descobriu?– Eu acho que sei como.
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