Alguns dias depois aos acontecimentos que se seguiram, finalmente, o garoto ao qual Near havia mencionado chega ao Japão, ele tinha cabelos e olhos azul escuro, um metro e quarenta de altura.

No Q.G todos estavam concentrados no caso Kira, e a espera do garoto, quando de repente a porta se abre e um garoto com ar animado entra na sala.

– Oi pessoal. – disse ele alegremente – Meu nome é Owen, meu amigo me disse que vocês precisavam da minha ajuda.

– Ótimo, nesse caso, podemos ir à escola hoje, tudo o que você deve fazer é... – Matsuda foi interrompido pelo garoto.

– Não, não, não se preocupe, já sei o que fazer.

– Tudo bem então, Mogi e Arisu estão prontos?

– Sim, para essa cena ridícula. – Disse Mogi.

– Ridículo pra mim, eu mãe de um pirralho dessa idade. – Disse Arisu.

– Você deveria estar orgulhosa de sequer fingir que é minha mãe, porque você nunca terá um filho com esse idiota aí, com um Q.I igualado ao meu. – Disse Owen apontando pra Mogi.

– Vão logo, isso é sério, vocês não precisam ficar discutindo. – Disse Matsuda. Os outros abrem a porta e saem.

Enquanto isso, Misa escreve alguns nomes que haviam sido divulgados no último “hora da justiça”, ela estava no canto de uma lanchonete quase vazia. Até agora, tinha conseguido despistar a força-tarefa, mas não poderia negar que estava receosa ao saber que alguém havia descoberto.

“Eu preciso ajudar a força-tarefa a prender aquele homem de alguma forma, mas como?” Pensou Misa. “Acho que irei fazer uma visita ao Q.G”

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Mogi e Arisu chegam a escola, juntamente com Owen. Eles já haviam matriculado o garoto, mas estavam o acompanhando pro primeiro dia. Eles se dirigem a Sala do diretor, para saber informações.

– Então esse é o seu filho? – Disse o diretor.

– Sim. – Respondeu Mogi.

– Não se parece com vocês. – Disse ele sorrindo.

– Ele puxou aos meus avós. – Disse Arisu.

– Qual é mesmo o nome dele?

– Hikaru.

– Vocês não acham que o fato dele estar entrando no meio do ano, pode atrapalhá-lo nos estudos?

– De forma nenhuma, pode ter certeza que minhas notas vão superar as de qualquer outro aluno dessa escola, afinal, nenhum deles tem um Q.I comparado com o meu. – Respondeu Owen.

– Convencido hein rapazinho? – Disse o diretor rindo. — De que turma ele é mesmo?

– Ele está no Primeiro ano. – Respondeu Arisu.

– Se bem que eu tenho capacidade para estar concluindo o ensino médio. – Disse Owen.

– Bem, está ocorrendo uma palestra sobre (História Japonesa), vamos Hikaru? – O diretor então olha para Mogi e Arisu — Não se preocupem seu filho está em boas mãos.

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Enquanto isso, no Q.G, Matsuda está sozinho, revisando as fichas dos funcionários da escola, quando a porta se abre, e Misa entra.

– Matsuda já faz quase três meses que Light está desaparecido e você não deu nenhuma notícia. – Disse ela.

Matsuda então retira um objeto de uma gaveta, e o coloca sobre a sua mesa. – Até agora, essa é a única coisa relacionada ao Light que eu encontrei, e por incrível que pareça, eu encontrei no escritório, talvez o Light tenha fugido Misa.

Misa dá um sorriso imperceptível. – Fugindo de que?

Matsuda fica calado por um tempo. – Talvez ele esteja fugindo de você. – Diz ele rindo.

– Matsuda, eu não quero brincadeiras, eu quero que você encontre o Light, e rápido. Eu não vou deixar você em paz até você o encontrar.

– Está bem Misa, eu vou tentar.

– Você não acha que isso talvez tenha a ver com Kira? Afinal de contas ele voltou a matar pessoas.

– Talvez tenha, mas não podemos ter certeza.

– Eu quero ajudar no caso Kira. – Disse ela decidida.

– Não vejo como você pode ser útil.

– Eu já ajudei você no passado, e posso ajuda-lo de novo.

– Na verdade, você poderia nos ajudar e muito, nós estamos com uma criança, e não entendemos muito de cuidar de crianças. Você poderia nos ajudar com isso?

– E o que é que isso tem a ver com o caso Kira?

– Ele era amigo do Ryuzaki.

– Está bem então. Mas eu tenho o meu emprego, não posso abrir mão por causa de um pirralho.

– Misa, você só vai precisar levar e busca-lo na escola.

– Qual é a escola?

– É a Manabu Kento. Você conhece?

– Não foi o motorista dessa escola, que sofreu um ataque cardíaco? Isso tem a ver com o Kira não tem?

– Não temos certeza ainda.

– É preciso que eu vá busca-lo hoje?

– Sim, porque Arisu e Mogi foram leva-los, mas combinaram de ir ao cinema depois e eu não confio que aqueles dois vão voltar a tempo de busca-lo.

– Qual é o nome do menino?

– Seu nome é Hikaru. Osamu Hikaru. Ele está se passando pelo filho do Mogi e da Arisu.

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Após deixarem Owen na Escola, Mogi e Arisu seguem para o cinema. Assistir o filme que haviam combinado. Eles conversavam de modo formal, com Arisu dando respostas curtas e Mogi tentando não tirar atenção da Estrada.

Ao chegarem no cinema, compram comida e os ingressos e esperam a sessão começar. Alguns minutos depois, eles entram na sala e sentam na cadeira designada, e aguardam o início do filme.

“O filme começa com uma garota de cabelos negros e longos em um extenso Jardim, minutos depois a sua casa pega fogo, e ela perde a sua mãe no incêndio. Algumas cenas se passam, a menina cresce, e em uma parte do filme ela está em um quarto com o seu namorado após ter descoberto que ele havia a traído. Ambos se deitam, trocam carinhos e então o homem começa a bater nela, o estranho era que a protagonista não parecia estar odiando aquilo, na verdade ela pedia para que ele batesse com mais força. Após o término do ato, ela o deixa dormindo e sai do quarto. Vai a Biblioteca, e retira uma espada da parede, e volta ao quarto. Ela segura a espada firmemente e com frieza se dirige até a cama onde está o seu namorado. Então, com a espada em punho ela acerta um golpe em seu coração, que faz ele se acordar com uma dor imensa e gritando muito alto até sua morte. Depois, ela corta os seus membros e sua cabeça.”

Após o término da cena, Arisu comenta: — Eu deveria ter feito isso.

Mogi vira-se para ela e pergunta: — O que? Sadomasoquismo?

–Não! Matar o meu ex-namorado a golpes de espada.

– Mas você gosta de sadomasoquismo?

– Imbecil! – Arisu dá um tapa no rosto dele. – Na verdade gosto.

– Então isso já é um começo? – Diz Mogi segurando o rosto.

Arisu fica com vergonha e sem resposta, e dá um pequeno empurrão no seu braço, fazendo-o derrubar bebida em seu vestido.

– Olha o que você fez seu idiota! – Grita Arisu fazendo todos do cinema, a olharem com olhar de repreensão. – Desculpem-me. – Diz Arisu saindo da Sala, com Mogi a seguindo.

Ao chegarem do lado de fora, Mogi pergunta: — Você está com raiva de mim?

– É claro seu babaca, você sujou um dos meus melhores vestidos!

– Então você vestiu um dos seus melhores vestidos, pra sair comigo?

Mais uma vez Arisu fica sem resposta.

– Você gosta da minha companhia? – Perguntou ele.

– Talvez um pouco. – Ela começa a corar.

Mogi se aproxima de Arisu e a beija lentamente e com carinho.

– O que você achou?

– Você poderia ter sido mais selvagem, desse jeito. – Arisu puxa-o e começa a beija-lo intensamente, e então morde os seus lábios.

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As crianças estão sentadas no auditório aguardando o professor chegar. Hideki aparece sorrindo.

– Olá crianças, para quem não me conhece, sou o professor Katashi Hideki. Ensino estudos sociais para a turma do segundo ano, e pretendo falar um pouco sobre a Era Meiji.

– O que foi a Era Meiji? – Perguntou uma criança.

– Foram quarenta e cinco anos de governo do Imperador Meiji.

Enquanto o professor palestrava, Owen o observava. “Ele é inteligente, mas esses sorrisos dele são claramente falsos, o que você está a esconder Hideki?”

A palestra durou duas horas, e foi cheia de brincadeiras e dinâmicas. Quando esta acabou, eles voltaram as suas atividades normais. Owen foi pra aula de matemática, e sentou-se em uma das cadeiras da frente, a professora o apresentou pra turma e pediu para que ele fizesse um tipo de avaliação já que estava entrando no meio do ano letivo. Ele responde rapidamente a atividade e entrega a professora. Fazendo-a ficar impressionada com a eficiência e rapidez do garoto. Ela diz que irá entregar depois, e começa a aula.

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Misa continua no Q.G conversando com Matsuda, de repente a porta se abre e Mogi acompanhado com Arisu entra.

– Achei que vocês não iriam chegar a tempo. – Disse Matsuda.

– Nós saímos no meio do filme. – Explicou Mogi.

– O que aconteceu com o seu vestido? – Perguntou Misa para Arisu.

– Esse imbecil derramou refrigerante em mim. – Disse Arisu dando um tapa na cabeça de Mogi.

– Sua maquiagem está um pouco borrada, isto também foi culpa de Mogi?

Arisu cora com que Mogi diz: — Digamos que sim.

– Eu não dou permissão pra vocês namorarem no trabalho. – Disse Matsuda.

– E você? Já marcou a data do casamento com Sayu? – Perguntou Misa.

– Não, mas estou pensando em fazer. Já comprei até uma aliança.

– Por que você não vai agora? Pode deixar eu cuido desses dois.

– Uma ótima ideia Misa, estou indo.

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Matsuda sai do Q.G e se dirigiu a Casa dos Yagami. Ao chegar lá, ele convida Sayu e sua mãe para almoçarem num Restaurante caro. Ele espera elas se arrumarem e as leva até o lugar marcado. Chegando lá, eles fazem o pedido e comem. Após o término da refeição, Matsuda põe a mão no bolso do paletó e retira uma caixinha vermelha, então ele diz: — Bom, eu não vim aqui apenas para almoçarmos, eu sei que pode parecer muito cedo, mas o que eu sinto pela Sayu é grande demais para que eu possa esperar mais tempo, então eu resolvi pedir a sua mão em casamento, ele abre a caixinha de onde tira uma aliança dourada, com um pequeno rubi, e o nome deles escrito dentro.

– Eu aceito, eu aceito, eu aceito. – Disse Sayu sorrindo por fora, mas pulando de alegria por dentro.

– Eu espero que você faça minha filha feliz. – Disse Sachiko. – E também marque a data logo, não quero minha filha sendo enrolada.

– Pode deixar. – Disse Matsuda.

Matsuda as leva em casa, em seguida retorna para o Q.G, afinal ele ainda tinha trabalho pra fazer.

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No Q.G, Misa conversa sobre a criança que ela vai ter que buscar na escola.

– Como é o Hikaru? – Perguntou Misa.

– Hikaru? Mas achei que você estava falando do...- Mogi é interrompido por Arisu, com uma cotovelada. – Ah! O Hikaru, é uma criança muito esperta.

– Falando nele, está na hora de ir busca-lo, tem certeza que quer fazer isso? – Arisu perguntou a Misa.

– Claro, claro, estou indo. – Misa passa em seu apartamento e pede a Moriko que a ajude a escolher uma roupa, ela pega uma peruca ruiva e longa, e um vestido branco, ela também pega um óculos escuro, ela queria o máximo evitar ser reconhecida. Então ela seguiu até a escola.

Ao chegar na Manabu Kento, Misa para e olha para a sua Shinigami.

– Moriko, é melhor que você fique aqui fora, tome estas balas de cereja, prometo que não demorarei. – Disse ela.

– Qual a razão de você me deixar aqui fora? – Perguntou Moriko.

– Este lugar é suspeito demais.

– Então tudo bem. – Moriko demonstra indiferença, e volta a comer suas balas de cereja.

Em seguida dirigiu-se a Sala do diretor e pediu autorização para levar Hikaru.

– Sim, já foi avisado que quem ia buscar seria a babá. – Disse o diretor. – Mas qual é o seu nome mesmo?

– Sayuri Rika.

– Eu recebi um telefonema avisando que era você mesmo que ia vir buscar.

– Obrigada, o Senhor sabe onde ele está?

– Ele deve estar no Pátio, junto com as outras crianças.

Misa, sai da Sala do diretor, e vai ao pátio. Percebe que um menino está sentado em um banco, fazendo cálculos em um caderno, rápido demais para um criança da sua idade. “Deve ser ele” Pensou ela.

Então, ela se aproxima dele, e pergunta: — Você é o Hikaru não é?

O garoto, sem tirar os olhos da folha responde: — Sim.

Misa então observa que o garoto fazia cálculos e estatísticas avançados demais.

– Eu sou sua babá, e vim busca-lo. – Diz Misa.

– Francamente, eu não preciso de uma babá, isso deve ser coisa daqueles imbecis da Força-tarefa. – Responde ele ainda concentrado em seus cálculos.

– Bom, precisamos ir agora.

– Está bem, mas eu não quero que você me trate como um filho que você não teve.

– Mas que... – Misa respira fundo e continua: — Vamos. – Ela puxa-o pelo braço.

Ao passarem pelo corredor, Misa nota a presença de alguém muito familiar. “Ryuk!” Pensou consigo mesma. Ela percebe que ele estava acompanhando um homem de aparência familiar. “É ele!”

Misa então se vira pra Hikaru e pergunta: — Hikaru querido, você conhece aquele homem que acaba de entrar na biblioteca?

– Eu não deveria estar dialogando com você. Isso não faz parte do meu trabalho. Mas, sim eu conheço, ele deu uma palestra pra escola hoje.

– Ele é seu professor?

– Não, não da minha turma.

– E o nome dele? Você sabe?

– Você não acha que está querendo saber demais? Você não acha que está muito interessada? O que você esconde?

– Nada, eu só achei ele fofo. Enfim, qual o nome dele?

– Katashi Hideki e não fale mais comigo, faça-me esse favor.

– Tudo bem, você poderia me esperar aqui, preciso ir na Sala do diretor da escola, e avisar que eu já lhe encontrei.

Misa apressa-se e vai até a diretoria.

– Com licença, eu preciso do número de um professor, me disseram que ele dá aulas particulares, e o Hikaru precisa de ajuda. – Disse ela.

– Engraçado você dizer isso, porque todos os professores que deram aula a ele, disseram que ele é excepcionalmente inteligente. – Disse o diretor.

– Mesmo assim, é sempre bom uma ajuda não é?

– Sim, de qual professor você quer o número?

– Katashi Hideki.

Ele passa o número a Misa e então se despede. Ela sai da sala, e sair da escola com Owen.

Eles entram no carro, Owen senta no banco trás e Misa começa a dirigir.

O silêncio continua, até que Owen começa a falar: — Você realmente gosta de balas de cereja não é? – Perguntou ele observando a grande quantidade de embalagens de balas abertas pelo chão do carro.

– Achei que você tinha me pedido pra não falar com você. – Respondeu Misa. — Mas como eu sou muito boazinha, tome. – Misa entrega duas balas a Owen.

– Você está dando as minhas balas de cereja a ele?! – Exclamou Moriko.

Misa permanece calada, e segue dirigindo. Ela deixa Owen no Q.G e vai pra casa.

Chegando lá, ela põe sua bolsa num canto do sofá, e pega o telefone. E disca um número.

Uma voz atende rapidamente: — Sim?

– Senhor Katashi Hideki? – Diz ela com um tom diferente do usual.

– Sim, é ele mesmo.

– Eu estou vendendo um conjunto de apostilas de diversas matérias, você estaria interessado? Está constando aqui que você é um professor. Nós somos de uma empresa especializada em ensino infantil, e achamos que nosso material será de grande ajuda em suas aulas.

– Desculpe, não estou interessado.

– Espere, por favor, não desligue. Você não quer saber nem meu nome? Eu achei sua voz tão interessante.

– Não me interesso em nada que você me oferecer. Quando eu digo nada, eu quero dizer nada mesmo. Tchau!

– Espere, espere, só um minuto.

– Eu tenho o que fazer, minha senhora.

Neste momento, Misa voltou a usar o seu tom habitual, e falou: — Meu nome é Misa Amane, acho que você já deve me conhecer, passar bem Katashi Hideki.