Death Is Calling
11 We Need To Hide
Notas iniciais

FINN HUDSON
Quando dei por mim eu já estava correndo feito um louco para longe de tudo e todos. Saber que Blaine havia matado Rachel tinha destruído meu mundo. Eu já estava sentindo uma tremenda dor por ela estar desaparecida, mas agora com a certeza de sua morte tudo que eu sentia era uma enorme dor em meu peito.
Queria poder parar de respirar. A garota que eu amava estava morta e a pessoa culpada por sua morte era simplesmente alguém que estudava comigo, que até mesmo já me ajudou nas matérias escolares com as quais eu tive problemas.
Se me contassem, eu não acreditaria. Não é como se fosse normal alguém chegar e dizer para você que você vai morrer. Não é nada interessante conhecer a própria dona Morte e saber como ela é, com seus olhos azuis e suas roupas pretas. Não é bem o que eu esperava. Eu queria entender o que estava acontecendo, mas não conseguia.
Eu só conseguia correr e correr, sem nem saber para onde iria agora. Acho que isso responde aquelas perguntas de testes da internet como: você prefere saber como vai morrer ou quando vai morrer? Eu preferia nenhum dos dois e agora sei que morrerei em breve e que talvez seja nas mãos de alguém que já considerei meu amigo.
A vida definitivamente já não me surpreender mais, já a morte...
ARTIE ABRAMS
Mercedes e eu fomos na mesma direção, ainda mais por eu precisar de ajuda para mover mais agilmente minha cadeira. Por sorte consegui a destravar e saímos em alta velocidade feito dois loucos. Como Blaine podia ser capaz de fazer aquelas maldades das quais nos contou? Como ele podia ter tido coragem de matar Tina? E agora Santana, Brittany, Tina, Rachel, Mike, estavam todos mortos, além de Puck, mas esse nós já suspeitávamos. É tudo tão confuso e tão complicado.
Não sabíamos em que direção precisávamos ir, não sabíamos como fugir. A vida agora era um mar de incertezas, mas sentíamos que precisávamos fugir. Aquelas palavras ditas por aqueles seres estranhos ficavam ecoando em minha mente:
— Você não pode fugir da Morte. Pode correr, pode tentar se esconder, mas ela sempre vai te achar.
Será que era verdade? Será que a morte nos acharia? Será que seriamos pegos e mortos? Não queria que esse fosse o meu fim. Sou tão jovem. Quero conhecer o mundo, fazer faculdade, ter uma família. Coisas que talvez eu nunca tenha.
MERCEDES JONES
Eu corria o máximo que podia junto com Artie. Era difícil sair correndo e ainda por cima empurrar uma cadeira de rodas, mas eu fazia isso por meu amigo. Não queria perdê-lo. Na verdade, não queria perder ninguém que perdi ou que ainda perderia. Queria que todos tivéssemos seguido os conselhos de Sebastian e tivéssemos permanecido na escola.
Não precisávamos dessa viagem, podíamos ter nos divertido nos arredores da escola. Não teria sido muito melhor? A última coisa que fizemos nessa viagem foi nos divertir.
RYDER LYNN, SAM EVANS & MARLEY ROSE
Os três saíram correndo na mesma direção, juntos e esgotando todas as forças que tinham ou pensavam ter. Estavam sem ar, não sabiam em que direção correr, mas corriam mesmo assim. Saíam na direção do nada e seguiam em frente.
Queriam entender o que estava acontecendo, mas seus corações acelerados os mantinham indo sempre em frente e em frente. Ficavam próximos um ao outro, não queriam se perder, afinal se distanciaram de todos os outros do coral. Apenas queriam que as coisas voltassem ao normal.
Mas sentiam que nunca iria voltar ao normal. Nada voltaria ao normal jamais.
SEBASTIAN SMYTHE
Como Blaine pôde ter coragem de se virar contra eu, que sou seu melhor amigo, e ficar ao lado de assassinos sem coração que pouco ligam para a minha existência? Aqueles ridículos desvirtuaram Blaine e ainda por cima fizeram ele se afastar de mim. Eu sempre o amei e me preocupei com sua saúde mental e física.
Sempre estive ali para ele, até mesmo quando ele precisou de uma distração e usou meu corpo para provocar Kurt. Eu só queria entender o que se passa na cabeça de Blaine para estar ao lado de alguém que não dá a mínima para a morte de todos na volta dele. Não faz sentido.
Ok, eu confesso que Elliott mexeu – e muito – com as minhas estruturas emocionais e até mesmo físicas. Seu jeito é um tanto quanto misterioso, além de ele ser provocante com poucas palavras e gestos que provocaram reações em mim que eu jamais iria esperar. Ele realmente sabe ser persuasivo e por um momento quase conseguiu arrancar minhas roupas no primeiro canto que encontrasse.
Mas eu me contive, coisa que não garanto da próxima vez.
QUINN FABRAY
Então Blaine é o culpado da desgraça que está acontecendo com nosso grupo? Supostamente deveríamos ser um time, um coral unido, mas Blaine destruiu com toda a união que existia.
Eu me sinto louca, correndo sem rumo, pensando sem foco, louca, pirada, totalmente distante, alta em pensamentos. Sinto vontade de me matar, ouço vozes inexistentes e enxergo vultos que não estão presentes, não são reais. Sei que não são reais, sei que não. É tudo coisa da minha cabeça.
Estou me perdendo. Preciso me matar.
BLAINE ANDERSON
Quando todos começaram a correr, Kurt, eu e Elliott resolvemos nos dividir e cada um resolveu pegar alguns dos alunos. Eu corri primeiro atrás de Quinn, ainda não era a hora dela, mas ainda assim eu gostei de ficar por perto dela, a rondando e sussurrando palavras sem sentido.
Eu queria mesmo que ela pensasse estar ficando louca. Queria ser o responsável de sua loucura e, mais que isso, o responsável por sua morte mais tarde. Era divertido brincar dessa maneira. Eu me sentia um maníaco, mas... estou morto de qualquer maneira, então, qual o problema de me divertir um pouquinho?
KURT HUMMEL
Segui Mercedes e Artie por seu caminho. Acabei os derrubando, rindo maleficamente após ver os dois no chão. Eles estavam preocupados um com o outro e eu estava preocupado em rir e os amedrontar. Corri por trás deles quando voltaram a seguir seu caminho e permaneci aprontando com eles.
Dava tapas do nada para eles se culparem, soprava seus ouvidos, soltava risadas exageradas sem que eles me vissem e dava visões loucas em suas mentes.
A culpa é deles por terem fugido. Suas mortes poderiam ser indolores, mas agora eu faço questão de os ver sofrer.
ELLIOTT GILBERT
Quando todos fugiram eu segui atrás de um em especial: Sebastian. Eu queria ver ele, tocar nele, tê-lo para mim.
— Olá, Sebastian! – Interrompi seu caminho o vendo cambalear para trás.
— O que você quer comigo? – Sua voz parecia mostrar seu medo eminente e eu me aproximei mais, o puxando pela cintura.
— Não vou fazer rodeios. Eu quero te beijar e vou fazer isso agora mesmo.
Dei um sorriso sarcástico e puxei seu rosto com as mãos enquanto selava nossos lábios em um afoito e apressado beijo. Aos poucos ele cedeu aos meus toques e se entregou a mim, permitindo que eu aprofundasse o beijo e o tocasse melhor. Passou suas mãos para o meu pescoço e se grudou a mim.
— Eu te quero, Elliott. Você venceu. Eu quero você.
Fale com o autor