Death Is Calling

12 Finn, Artie e Mercedes


Notas iniciais
Tá acabando, gente... Agradeço a Gabi que me destravou desse capítulo ♥♥ Boa leitura! ♥

Kurt, Blaine e Elliot decidiram que eles mesmos cuidariam das mortes que faltavam para que completassem sua “missão”. Decidiram pegar um grupo por vez, indo primeiramente atrás de Finn, Artie e Mercedes. Optaram por mores rápidas, como quebrar o pescoço ou arrancar o coração. Esses três não mereciam sofrer.

Elliot ainda não havia tirado de sua mente o beijo que roubou de Sebastian e a confissão de que o mesmo o queria. Aquilo era o suficiente para deixa-lo alegre como não esteve nos últimos anos de pura solidão e sofrimento, onde passava suas noites com Kurt por nenhum dos dois ter alguém que realmente importasse. Agora os dois possivelmente tinham.

Quando encontraram os três jovens escondidos, perceberam que seria mais fácil do que imaginavam a morte dos três. Sentaram-se na frente dos três, que estavam no chão. Kurt materializou cordas, que automaticamente amarraram as mãos dos três presentes.

Mercedes e Finn se debatiam, enquanto Artie apenas encarava-os de maneira horrorizada. Os três jovens tinham o terror estampado em seus olhos.

— Que lindos, os três juntinhos. – Elliot tomou sua forma mais irônica. Era sempre divertido para ele aterrorizar antes de matar suas vítimas. – Um vai assistir a morte do outro.

— Nos deixa em paz! – Pediu Finn, aterrorizado.

— Vocês estarão em paz quando morrerem. – Kurt disse, rindo. – A morte está chamando...

— Vocês são loucos. – Balbuciou Mercedes, ouvindo risadas vindas em sua direção. – Blaine, você não era assim.

— Verdade... – Refleti o moreno, em seguida dando um grande e sombrio sorriso. – Mas agora eu sou. Fazer o que? Esse sou eu. Mudei para muito melhor.

A garota começou a tagarelar e Blaine se irritou com aquilo. O moreno, sem pensar duas vezes, fez um sinal para Elliot, que apenas deu de ombros e enfiou sua mão no peito de Mercedes, arrancando seu coração em seguida.

— Wow! – Uma exclamação foi escutada e eles viraram na direção da voz: era Sebastian. – Eu pensei que vocês estivessem brincando!

— Seb, não se mete nisso, por favor. – Pediu Blaine, vendo o amigo ter um surto.

— Não me meter? Vocês têm noção do que estão fazendo? Vocês são assassinos, vocês... – Elliot interrompeu Sebastian de seu surto com um beijo desesperado.

— Vem comigo! – Elliot sussurrou no ouvido de Sebastian, que se arrepiou por completo e se deixou ser guiado para um lugar qualquer.

Elliot mudou os dois de ambiente e os colocou em um enorme amontoado de areia, com direito a uma perfeita vista para o mar. Os dois se situaram em um silêncio desagradável, mas que, por algum motivo, não conseguia ser quebrado de maneira alguma por nenhum dos dois.

Ambos se sentiam um pouco nervosos, sentiam as mãos até um pouco trêmulas. Talvez fosse a paixão deles que estivesse falando mais alto, ou talvez eles estivessem conseguindo ouvir o quão acelerado seus corações estavam por estarem juntos, ainda que Elliot esteja morto.

— Então... – Os dois falaram ao mesmo tempo, rindo timidamente em seguida.

— Você confessou que me queria, mas depois disso tudo ficou meio estranho... Você pareceu ter vontade de fugir. – Começou Elliot, sentindo Sebastian escorar sua cabeça em seu ombro e o movimento o fez sorrir.

— Sei disso. – Afirmou o castanho. – Eu me assustei. E eu pensei que as coisas não fossem mesmo da maneira que elas são. Eu me assustei por saber que vocês são três... bom... assassinos.

— Eu não tenho mais problema com isso. – O Gilbert deu de ombros. – Não me importo com mortes, já que meu emprego é justamente cuidar delas. O que me importa mesmo é que em menos de uma semana você fez eu sentir coisas que eu não senti em todos esses anos que eu existo.

— E você fez com que eu praticamente esquecesse tudo que já senti por Blaine. Como isso é possível? – Indagou o Smythe, vendo Elliot sorrir. – Seu sorriso é lindo...

— O seu também é. – Rebateu o Gilbert, sorrindo mais ainda. – E é possível pelo simples fato de que talvez o seu destino seja ao meu lado.

— Mas eu vou morrer, não vou? Isso me afasta de você... não?

— Não. Vou te dar a mesma condição que dei a Blaine. – Explicou Elliot.

— E quando eu vou morrer?

— Dentro de alguns dias. Mas não se preocupe com isso agora, por favor. Não te trouxe aqui para isso. – O moreno pediu. – Você precisa aproveitar enquanto ainda está vivo, porque depois disso tem certas coisas que você não vai mais sentir.

— Tipo o que?

— A areia, o mar... tudo se tornará apenas algo onde você está tocando. Você ainda poderá sentir eu, Kurt e Blaine, mas nenhuma outra pessoa irá sentir você a tocar.

— Mas eu sinto você. – Sebastian disse confuso. – Como isso é possível? Eu sinto Blaine também...

— É porque você está perto de morrer. – Sebastian sentiu um nó se formar na sua garganta ao ouvir tais palavras. – Não é minha culpa.

— Tudo bem... – Sebastian suspirou. – Tem algo que eu quero fazer antes de morrer, então... – Elliot ficou o encarando sem entender nada, até que foi puxado pela sua mão. – Vamos dar um mergulho, anda!

Sebastian corria alegre pela areia enquanto ia largando suas roupas pelo caminho, vendo Elliot fazer o mesmo, até que ambos estavam apenas em suas roupas íntimas, entrando no mar, que estava com a água extremamente gelada naquele dia. Nenhum dos dois se importou: Elliot por não sentir e Sebastian por estar hipnotizado com o corpo do moreno em sua frente.

O Smythe se aproximou de Elliot e sentiu as mãos do mesmo alcançarem sua cintura, o trazendo para ainda mais perto. O castanho levou suas mãos ao pescoço de Elliot, aproximando dele o seu rosto e o beijando. O contato se aprofundou e os dois não queriam mais se soltar.

Sentiam-se completos quando estavam um com o outro. Era agradável, como só conseguia ser quando estavam juntos.

[...]

Três horas mais tarde, Sebastian e Elliot, de mãos dadas e um relacionamento finalmente valendo, foram de volta ao encontro de Kurt e Blaine. Ao chegarem lá, viram que Kurt e Blaine se beijando felizes e contentes, ignorando os três corpos sem vida que estavam ao seu lado.

— Pelo visto já terminaram o serviço por aqui. – Comentou Elliot, vendo os dois permanecerem se beijando e, só após alguns segundos, se soltarem sem nem se importar com a presença dos outros dois. – E estão muito bem um com o outro...

— Ah, sim, eles estavam nos deixando entediados, então acabamos resolvendo o problema. – A Morte deu de ombros. – E vocês também parecem estar muito bem um com o outro.

— Estamos sim. – Afirmou o Gilbert, vendo Sebastian corar e apertar mais a sua mão. – Mas, por mais que eu esteja muito feliz com essa situação, precisamos terminar nossos trabalhos, não acham?

— Claro que sim. – Concordou o Anderson. – Quem são os próximos?

— Prefiro deixar de maneira confidencial. Apenas já deixo bem claro que, esses serão os melhores. – Elliot sorriu de maneira sugestiva, deixando os outros confusos.

Melhor que estivessem mesmo confusos... isso aumentaria a diversão.

Notas finais
Se foram mais três... tá acabando mesmo :/ Bjo ♥