Notas iniciais
Cheguei o/ Espero que gostem ♥♥

Amanheceu o quarto dia de acampamento com uma leve chuva, que incomodou todos os estudantes. Quer dizer, aqueles que permaneciam vivos. Eles achavam estranho o sumiço de Puck, mas preferiram ignorar aquilo e seguir com suas vidas.

Kurt e Sebastian estavam na cachoeira, rindo um com o outro enquanto se salpicavam com água. Estavam sentados com apenas as pernas dentro da água, que estava incrivelmente deliciosa naquela manhã, ainda que chovesse fracamente.

Eram os únicos que tinham tido coragem para saírem de suas barracas e irem aproveitar o dia.

— Sinto falta do tempo que namoramos... – Sebastian disse simples, surpreendendo Blaine.

— Não posso dizer que não sinto, estaria mentindo... – Blaine riu envergonhado. – Você sempre me fez bem, sinto falta desses tempos.

— O que acha de revivermos os velhos tempos? – Sebastian perguntou esperançoso. – Todos estão em suas barracas, tem só eu e você aqui.

— Seb, e-eu...

O castanho interrompeu Blaine com um beijo um tanto quanto desesperado. Blaine queria poder dizer que sentia alguma coisa, mas a verdade é que ele não sentia nem que estava sendo tocado por alguém, diferente de quando tocou nas mãos de Kurt no dia anterior – quando sentiu até um formigamento em seu corpo.

Blaine tomou um susto ao ver Sebastian simplesmente cair na água, logo tentando procurar ar para poder respirar. O moreno olhou para o outro lado da cachoeira e encontrou Kurt, que possuía um pequeno sorriso nos lábios.

— A morte está chamando... – Avisou ele, logo saindo dali.

Blaine pulou na cachoeira e tirou Sebastian de lá, logo o ajudando a recuperar o ar. O Smythe estava confuso, não tinha entendido o que havia acontecido e olhou assustado para Blaine, que o encarava preocupado.

— Você está bem, Seb? – O moreno perguntou, puxando o amigo para um abraço.

— Estou, eu acho. Que coisa estranha. – Sebastian disse ainda atordoado.

[...]

Blaine e Sebastian voltaram para as barracas e o Smythe resolveu dormir um pouco, sentia-se cansado e com dor de cabeça. Blaine resolveu ir à procura de Kurt, já que já estava anoitecendo. Quando o encontrou, o encarou com o olhar irado, cheio de raiva.

— Que porra foi aquela, Kurt? Enlouqueceu de vez? – Blaine perguntou irritado.

— Estou poupando você de sofrer mais tarde com a morte dele. – Kurt disse simples, não perdendo sua pose superior.

— Isso é papo furado. Aquilo foi uma atitude de puro ciúme. – Blaine chegou mais perto da árvore que tinha atrás dele. – Você pensa que o que? Que por que eu aceitei te ajudar eu vou ser seu? Não. Não é porque você me matou que tem o controle sobre mim.

— Blaine, cala a boca!

— Então vem calar!

Blaine mal terminou de falar e Kurt grudou ele contra a árvore e o beijou ferozmente, o apertando contra si o máximo que conseguia. Eles se separaram por alguns segundos, então Blaine tomou a iniciativa de puxá-lo novamente, em um beijo ainda mais agressivo praticamente.

Era engraçado, pois com Kurt ele sentia todas as sensações que poderia. Seria por conta da morte de ambos? Ou seria simplesmente porque Kurt era diferente de qualquer outra pessoa? Blaine certamente não sabia responder, só sabia que queria mais. Queria muito mais do que apenas os beijos de Kurt.

Quando se separaram de vez se olharam e não conseguiam simplesmente desviar os olhos um do outro. As roupas de Blaine estavam agora completamente amassadas, mas ele não se importava. Não se importaria principalmente se já estivesse sem elas.

— Já está escuro, precisamos resolver problemas do destino. – Kurt disse, vendo Blaine assentir lentamente, ainda sem tirar os olhos dele. – Está preparado para ajudar o destino a tirar a vida dela?

— Tina é a próxima? – Kurt assentiu, então Blaine movimentou sua cabeça para cima e para baixo, ainda fazendo movimentos lentos.

Eles andaram por meio das árvores que tinha por ali e avistaram Tina andando para lá e para cá, falando sozinha sobre ter ouvido um barulho que jurava ser de assombrações, vampiros ou coisas do tipo. Blaine se segurou para não rir e olhou para Kurt, pensando como seria a morte da garota.

— Eu quero matar ela. – Blaine disse, vendo o castanho sorrir com o canto dos lábios. – Como tinha planejado a morte dela?

— Afogamento. Tem uma ideia melhor? – Os dois continuavam a observar a garota, que andava olhando para todos os lados, sem saber exatamente para o lugar que encarava.

— Só se eu matar ela com minhas próprias mãos... – Pensou alto o moreno.

— O que tem em mente? – Um sorriso diabólico surgiu nos lábios de Kurt.

— Sendo honesto, nada. – Blaine riu. – Só quero acabar logo com isso.

— Planos para mais tarde? – Kurt continuava com aquele sorriso diabólico nos lábios.

— Sumir por aí com você por algumas horas. O que acha?

— Acho que você não poderia ter tido uma ideia melhor.

Eles se entreolharam novamente e trataram de guiar, por meio de suas fortes hipnoses em forma de sussurros, Tina até a cachoeira. Teria que ser daquele jeito mesmo, porque queriam acabar logo com aquilo e irem aproveitar um com o outro.

A menina tropeçou em uma pedra e caiu lá, mas ela sabia nadar, então precisaria de um empurrãozinho a mais. Kurt tentou dizer que não era para Blaine fazer aquilo daquele jeito, pois ela o veria, mas pouco ele ligava.

O moreno pulou na água e começou a puxar Tina para a mesma afundar com ele, mas ela estava resistindo até demais.

— Blaine? O que está fazendo? Me ajuda a sair daqui. – Ela pediu desesperadamente e seu desespero apenas aumentou ao ver ele abrir um sorriso sombrio para ela.

— A morte está chamando. Você deveria escutar... – O moreno disse e começou a empurrar a menina mais forte ainda para dentro d’água.

Ele ficou a segurando lá embaixo por uns bons minutos, até que ela simplesmente perdeu seu ar. Kurt pulou na água e se aproximou de Blaine, o afastando do corpo de Tina.

— Isso foi, de certa forma, excitante. – Kurt disse, deixando Blaine puxá-lo pela cintura dentro da água, aproveitando para colocar suas mãos no pescoço dele. – Você não deveria me provocar desse jeito.

— Vou ter que pagar uma punição por ter feito isso, é? – Blaine perguntou com o melhor sorriso safado no rosto. – Porque se for, estou mais do que preparado.

— Onde esse garoto safado esteve nesses últimos dias? Parecia tão santo... – Kurt disse rindo, um sorriso que certamente encantou Blaine.

— Estava escondido ainda pensando no relacionamento passado. Mas já que estou morto, por que não aproveitar com a minha morte, não é mesmo? – Blaine aproximou mais seu rosto do de Kurt.

— Então vamos aproveitar.

Kurt e Blaine logo se grudaram em um beijo tão feroz quanto os de mais cedo, com certa violência claramente estampada. Por mais que fosse possível que sentissem algo mais do que apenas uma atração um pelo outro resolveram apenas ignorar isso, porque aquela violência toda só excitava os dois ainda mais.

Aquela noite ainda seria muito longa.

Notas finais
E então? O que acharam? Espero que tenham gostado ♥♥ Comecei uma fic original, caso alguém queira ler... https://fanfiction.com.br/historia/694920/Hurricane/ Bjo ♥