Death Is Calling
6 First Time
Notas iniciais
Kurt e Blaine logo se grudaram em um beijo tão feroz quanto os de mais cedo, com certa violência claramente estampada. Por mais que fosse possível que sentissem algo mais do que apenas uma atração um pelo outro resolveram apenas ignorar isso, porque aquela violência toda só excitava os dois ainda mais.
Aquela noite ainda seria muito longa.
Os dois saíram da cachoeira e andaram até uma caverna que ficava lá no final do penhasco que tinha ali. Nenhum dos adolescentes tinham sequer chegado a pensar em ir até perto daquele penhasco, pois morriam de medo.
Já Kurt e Blaine, como não tinham mais vida alguma, podiam facilmente pular lá, bater nas pedras que fosse e ainda entrar na caverna com água que tinha lá no final. E assim eles fizeram, com as roupas encharcadas e rindo sem parar, adentraram o lugar escuro. Mas quem disse que eles precisavam de claridade para o que estavam a ponto de fazer?
Sem nem pensar duas vezes Kurt puxou Blaine e o agarrou em um beijo urgente, apressado e, obviamente, delicioso. Blaine apertava com certa força a cintura de Kurt e o prensava contra a parede de pedra do lugar, que poderia machucá-lo, caso ele pudesse sentir dor.
Kurt puxava com força os cabeços de Blaine e mordia seu lábio inferior em certos momentos com pouco espaço de tempo. Blaine passou a beijar o pescoço de Kurt, que continuava a puxar seus cabelos e mordiscava, ou melhor, mordia com força, aquela região, distribuindo beijos por cima do que poderia ficar marcada – mesmo que não visível.
Kurt trocou de lado com Blaine e também atacou seu pescoço, já tirando a sua blusa. O moreno também tirou a de Kurt e, enquanto beijava o castanho, foi já tirando a calça e tudo que tivesse por baixo daquilo, o deixando totalmente nu. Sim, era verdade que Blaine era experiente, mas como ele não podia sentir dor, não se incomodava nem um pouco com aquilo.
Kurt também despiu totalmente Blaine e mais uma vez tornou a beijá-lo, puxando suas pernas para se enroscarem em sua cintura e o prensando mais ainda contra a grande parede de pedra.
O castanho encaixou seu membro na entrada de Blaine e o penetrou com certa força que não era necessária, mas que fez o calor entre eles apenas aumentar. Eles estavam amando aquilo, cada momento. O moreno estava com as costas sendo arranhadas por estarem entrando em contato com aquela pedra enorme, mas o resquício de dor que podia sentir apenas aumentava seu prazer.
Podia parecer algo doentio de se dizer, mas era incrivelmente delicioso e excitante.
Ambos gemiam coisas totalmente sem sentido um no ouvido do outro e soltavam frases sem nexo algum enquanto lutavam o máximo que podiam para tocar um ao outro máximo possível.
Quando ambos chegaram ao seu ápice e se soltaram Kurt se sentiu ser pressionado contra a outra extremidade da rocha, o que o fez soltar um sorriso muito malicioso.
— Não cansou ainda? – Perguntou o castanho, mesmo sabendo da óbvia resposta.
— De você? Nunca vou cansar, não depois disso...
Kurt novamente sorriu e então puxou Blaine pela cintura para beijá-lo. Ele empurrou o moreno, que caiu sentado com metade de seu corpo mergulhado na água e foi para o colo do moreno, sentando em suas coxas enquanto ainda o beijava, com ainda mais desejo, dispondo de um olhar maligno e repleto de luxúrias e pensamentos nada bons – dependendo do ângulo por onde se avalia, claro.
— Eu quero você... – Kurt disse enquanto beijava o pescoço de Blaine, que assentiu puxando o castanho ainda mais para cima de si, o fazendo se encaixar em seu membro e soltar um suspiro forte.
Gemidos altos, força sendo colocada entre os toques agressivos entre os dois, frases totalmente sem sentido e murmúrios desentendidos ecoavam dentro daquela caverna, se misturando com o movimento dos dois na água. Não podia melhorar.
Blaine se sentiu ousado o suficiente para levar sua mão ao membro de Kurt e massageá-lo, o fazendo enfiar o rosto em seu pescoço mordê-lo com força. Eles sentiam uma certa dor, mas era momentâneo e tudo acabava se tornando prazeroso, até as coisas que realmente os machucavam.
Pode parecer algo louco dizer que sentiam prazer com qualquer dor que sentissem, mas se a vida já não faz sentido, por que a morte faria?
Os dois chegaram aos seus ápices praticamente gritando feito loucos e finalmente se separaram. Os pensamentos de Blaine estavam borbulhando em sua mente. O que tinha acontecido, afinal? Ele tinha tido inúmeras novas experiências ali em menos de duas horas? Aquilo era sério? Como ele tinha conseguido fazer tanta coisa após seu fim do que quando ainda estava vivo?
Ele realmente nunca entenderia nada disso, mas agora ele honestamente não ligava para mais nada disso.
— Está pensativo até demais... devo me preocupar? – Perguntou Kurt, materializando uma nova roupa para ele, fazendo Blaine o olhar arregalando os olhos. O castanho não se aguentou e precisou rir. – Quer uma roupa também?
— Como você fez isso? Você tem poderes? – Blaine permanecia com os olhos arregalados e aquilo só piorou quando Kurt encostou nele e uma nova roupa o cobriu. – Que droga é essa? Você é mágico, por um acaso?
— Blaine, eu sou a Morte, você acha que o que? Que eu brinco com o destino como se ele fosse um alguém qualquer? Pelo amor, Blaine... – Kurt revirou os olhos.
— Espera, o destino é uma pessoa?
— O que? Claro que não. – Negou com a cabeça. – Eu quis dizer que eu não posso brincar com o destino das pessoas sem nenhum preparo ou poder. Algumas vezes preciso materializar algo rápido para poder fazer com que eles morram. Se alguém escapa de um atropelamento eu preciso fazer algo para intervir, entende? Sei que parece algo horrível o que eu faço, mas a questão é que apenas sigo ordens.
— De quem? Deus? – Blaine perguntou um pouco assustado, mesmo que não acreditasse nessas coisas de religião.
— Ele está mais para um demônio. – Kurt riu. – Ele tem uma lista com todas as pessoas que precisam morrer, é o destino delas, ainda que pessoas do bem, seja Deus ou como você as queira chamar, tentam proteger essas pessoas. Meu trabalho é garantir que o destino termine seu trabalho, ou eu mesmo preciso terminar.
— Isso parece um filme...
— Ou uma boa história contada por um louco, não? – Kurt riu. – O que importa é que eu ainda posso te levar para conhecer ele, caso queira.
— Existe céu e inferno?
— Claro que existe. – Kurt afirmou com a cabeça. – Quer saber para onde você vai?
— Eu matei Tina, então acho que está bem óbvio... – Blaine disse um pouco cabisbaixo. – Não que eu ligue para isso, mas...
— Você iria para o céu. Deus te perdoaria, ele sempre perdoa. – Kurt afirmou para ele. – O que você fez após sua morte não pode ser considerado no seu julgamento, não se preocupe.
— Mas isso significaria que você não poderia mais me ver?
— Eu não posso entrar no céu, Blaine... Olha, não fica pensando nisso agora, ok? Eu estou com você e não vou sair do seu lado.
Blaine se deixou ser abraçado por Kurt e se sentiu perdido, desolado. Ele estava agora morto e, o pior, tinha se apaixonado por sua própria morte. Não podia piorar.
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