Death Is Calling
8 Rachel
Notas iniciais

— O que? Você é o meu assunto pendente? – Blaine perguntou incrédulo.
— Sei que é louco, mas você precisa confiar em mim. – Kurt disse e Blaine riu em forma de deboche.
— Tudo que eu tenho feito desde que te conheci é confiar em você e mesmo assim você vem mentindo para mim. Até quando você vai ficar fingindo as coisas? Até quando vai agir desse jeito ridículo? Eu cansei de você e das suas mentiras, Kurt. – Blaine disse irritado e saiu andando, ouvindo ainda Kurt gritar por ele.
Ele chegou de volta a sua barraca já era de madrugada, mas ele não tinha nem um relógio que o dissesse a hora exata. Ele entrou, assustando Sebastian, até porquê ele já entrou se deitando por cima do castanho.
— O que você está fazendo, Blaine? – Perguntou o Smythe, confuso por ter sido acordado daquela maneira.
— Esquece tudo que está acontecendo, principalmente o sumiço dos nossos colegas. – Pediu Blaine, vendo o outro assentir lentamente. – Agora só fica quieto e me beija logo.
Sebastian, ainda tentando entender o que estava acontecendo, não conseguiu tomar uma atitude e então foi surpreendido por lábios o beijando. Não era ruim, apenas o pegou de surpresa. Já para Blaine aquilo seria apenas diversão e, por um milagre ou pelo que fosse, ele estava sentindo o beijo, como não tinha sentido anteriormente, e isso era bom.
Blaine beijava Sebastian com tanta urgência que rapidamente o mesmo ficou totalmente sem ar. Mas Blaine não parou, logo descendo seus beijos para o pescoço do “amigo”.
— Bee, para, por favor. – Pediu o Smythe.
— Vai me negar agora? Você disse que ainda gostava de mim. – Blaine disse, logo sentando no chão da barraca e sentindo alguém o abraçando por trás. Era bom sentir os toques de Sebastian, pois da última vez não tinha sentido nada.
— Eu ainda te amo... – Sebastian sussurrou no ouvido de Blaine, mordendo sua orelha em seguida.
— Eu também te amo, Seb... – Blaine disse honesto. Era verdade que amava o castanho, só não sabia exatamente de que maneira. – Por que parou, então?
— Não prefere ir para outro lugar comigo? Como para o lago, onde a água não é tão gelada quanto a cachoeira. – Sebastian disse de um jeito provocante, já saindo da barraca e puxando Blaine consigo.
O moreno sorriu sapeca ao ser puxado e andou de mãos dadas com o Smythe até o lago. Quando estava em frente ao mesmo, ambos voltaram a se beijar, porém de uma maneira mais apaixonada. Blaine estava confuso perante seus sentimentos, já Sebastian tinha certeza de que o amor que sentia pelo moreno permanecera ali.
Um despia o outro sem muita pressa e ambos entraram juntos no lado. De fato, assim como Sebastian disse, a água não estava tão gelada. Os dois voltaram a se beijar e os toques entre eles ficavam cada vez mais urgentes e repletos de desejo. Em um impulso Blaine entrelaçou suas pernas na cintura de Sebastian, que aproveitou e encaixou seu membro na entrada de Blaine, o penetrando lentamente.
Diferente do que tinha acontecido com Kurt, os toques não eram tão violentos. Eram um pouco mais carinhosos e Blaine não tinha vergonha de admitir que eram maravilhosos. O moreno gemia loucamente no ouvido de Sebastian, logo beijando o pescoço do mesmo sem medo de deixar uma marca ali.
Os dois chegaram aos seus ápices não muito depois e continuaram se beijando, aproveitando e nadando um pouco no lago. Blaine viu Kurt o observar ao longe e ele apenas sorriu de uma maneira sarcástica, puxando Sebastian e o beijando de propósito para provocar o castanho.
Após saírem do lago e se vestirem devidamente, ambos voltaram para suas barracas enquanto ainda era noite, mesmo sabendo que logo amanheceria. Sebastian pegou no sono abraçado em Blaine, que o fazia um cafuné maravilhoso.
Uma silhueta podia ser vista do lado de fora da barraca e, com todo o cuidado do mundo, Blaine saiu do lado de Sebastian e foi ao encontro de Kurt. Os dois caminharam para longe dali sem nada falar, até porque ninguém enxergaria Kurt e seria louco demais enxergar Blaine no meio da noite falando sozinho.
— Por que fez isso, Blaine? Que inferno! – Kurt disse um pouco irritado.
— Por que eu quis?! – Blaine disse óbvio. – Acredito que eu não seja propriedade sua.
— Pensei que as coisas mudariam depois de...
— Depois do que? De você tirar minha virgindade? De nos esfregarmos nas paredes e no chão daquela caverna praticamente gritando o nome um do outro? – Blaine falou rude, vendo Kurt revirar os olhos.
— Não, não é por isso... – Blaine novamente o interrompeu.
— Então é por quê? Porque eu te contei sobre o meu passado sujo que, a propósito, você já sabia sobre?
— Não é por nada disso.
— Então é por conta do que? Será que pode me dizer?
— Porque eu estou apaixonado por você, Blaine. Será que é tão difícil assim simplesmente entender isso e aceitar? – Kurt disse no mesmo tom de Blaine, também um pouco irritado por conta da teimosia do moreno. – E já faz muito tempo dessa paixão e eu não aguento mais isso, Blaine. Você pensa que é fácil para mim amar uma pessoa que não me ama?
— Eu não acredito em você.
— Pois então acredite. – Kurt disse, cortando o Anderson. – Doeu em mim mais do que qualquer outra coisa ver você transando com Sebastian e, o pior, gostando do que estava fazendo. Você pensa que nada me afeta por causa da minha condição, mas eu tenho sentimentos, Blaine. Sentimentos que eu só consigo sentir por você, porque eu escolhi você para amar e agora eu não consigo mais parar de fazer isso, porque além de matar te amar é a única coisa que sei fazer.
— Eu não ligo.
— Blaine? Com quem você está falando aí? – Blaine olhou na direção da voz, era Rachel ali parada com aquela cara de quem não estava entendendo nada.
A raiva de Blaine no momento era tanta, que ele nem se preocupou se era a vez de Rachel, ele simplesmente prendeu ela contra a árvore e apertou seu pescoço com as duas mãos. Ele a ouviu gritar e se debater, mas não poderia ter ligado menos. Aquela sensação era boa.
Blaine continuou a apertar o pescoço da garota até vê-la parar de resistir. Quando a viu caída no chão ainda bateu com sua cabeça contra a parede e uma enorme poça de sangue se formou na volta da mesma.
— Ninguém anda percebendo os sumiços? – Kurt perguntou, vendo que Blaine ficou nervoso. – Não se preocupa, ela era a próxima.
— Por que eles nos seguem do nada? – Blaine perguntou, olhando fixamente para o corpo morto de Rachel.
— Isso é o destino os guiando em seu caminho. – Explicou Kurt. – Você não me respondeu.
— E-eu... olha, eu estou um pouco confuso com tudo ultimamente. – Blaine disse sincero. – Mas respondendo a sua pergunta, eles andam confusos, por isso não querem andar sozinhos por aí. Acredito que todos já estejam temendo o pior.
— Está confuso, é? Sobre o que, exatamente? – Kurt perguntou, se aproximando do moreno e o puxando pela cintura.
Ele pensou que o moreno se afastaria, mas pelo contrário, ele o abraçou e muito apertado, como se fosse perdê-lo caso o soltasse.
— Calma, B. – Disse Kurt, abraçando Blaine na mesma intensidade em que era abraçado. – Vai ficar tudo bem com você.
— Não vai, porque ele vai morrer, eu estou morto, eu amo ele, eu estou apaixonado por você. Eu não sei o que estou sentindo. – Blaine encarou Kurt, que até se assustou, pois o moreno estava chorando. – Me ajuda.
— Olha, eu não posso mudar o curso das coisas, principalmente para defender Sebastian. Mas... eu posso te levar até o meu “chefe”, aquele que eu disse que está mais para o demônio, sabe?
— Ele pode salvar o Seb? Eu não posso perder ele. Eu o amor de verdade. – Blaine admitiu. – Só tem um problema.
— Que seria?
— Eu usei ele para te provocar, eu queria te ver com ciúmes. Não estou dizendo que não gostei ou que não aproveitei, mas eu queria mesmo era te provocar. – Admitiu ele novamente, vendo um sorriso brotar nos lábios do Kurt. – Para de sorrir, me sinto péssimo por ter feito aquilo, eu usei alguém que gosta de mim de verdade.
— E você o ama, então não há problemas. Pelo menos ele teve um prazer incomparável antes de morrer. Isso é melhor do que a morte da Rachel. – Kurt disse rindo. – Não quero te ver triste e como sei que ele é o seu melhor amigo, nós podemos ir encontrar esse meu “chefe”.
— Então vamos lá agora. – Blaine disse animado.
— Só tem um pequeno problema... – Kurt disse um pouco pensativo. – Não podemos entrar lá sem uma alma para dar em troca. Alguém vai ter que morrer.
— Podemos pegar o próximo da lista, não? Acho que não seria legal mudar a ordem... – Kurt assentiu para o moreno.
— Espero que não se dê muito bem com Mike, então, pois ele é o próximo!
Fale com o autor