Notas iniciais
Mas oi... cheguei para mostrar quem é o nosso querido chefe do Kurt o/ Espero que gostem ♥

Kurt e Blaine observavam Mike de longe. O mesmo ensaiava um passo de dança na tentativa de se animar. Todos estavam apavorados com o sumiço de seus amigos. Estavam já preparados para o pior acontecer.

Quando ninguém estava olhando, Blaine viu Kurt pegar Mike por trás, tapar sua boca e simplesmente desaparecer, aparecendo ao longe e fazendo um sinal para Blaine segui-lo. Então, sem muito aparecer, Blaine correu para o encontro de Kurt.

— Você tem que me prometer que ficará ao meu lado o tempo todo, pois eu sou o único que pode entrar e sair daquele lugar. É arriscado levar alguém comigo, vamos esperar que nada dê errado e que ele aceite Mike em troca da nossa visita. – Kurt disse, vendo Blaine assentir rapidamente.

O castanho explicou como tudo iria funcionar e saiu a andar com ele, dizendo que os dois precisariam estar o mais relaxado possíveis, não podiam aparentar nervosismo perto daquele que Blaine nem conhecia, mas já temia. Não importava que ele estivesse morto, ele temia quem poderia ser esse tal “chefe” que Kurt tanto falava. Aparentava ser alguém amedrontador.

Kurt mandou que Blaine fechasse os seus olhos e permanecesse assim até que fosse ordenado para abri-los novamente, o que só aconteceu muito tempo depois ao ponto de vista do moreno.

— Pode abrir. – Kurt sussurrou no ouvido de Blaine, que abriu seus olhos lentamente.

Ele podia jurar que estava no inferno, porque aquele lugar era exatamente como ele imaginava o inferno. Um lugar enorme, quente e escuro. Blaine conseguia enxergar que aquele lugar era cheio de almas, provavelmente as não merecedoras do “paraíso”, se é que essas coisas realmente existiam.

— Cadê o Mike? – Blaine perguntou assustado.

— Já se foi. Não se preocupe, ele nem sofreu. – Afirmou o castanho, entrelaçando sua mão na de Blaine. – Vem comigo, vamos conhecer o meu chefe.

Os dois andaram, andaram e andaram mais um pouco. Blaine apertava cada vez mais a mão de Kurt, com medo daquelas almas que estava ali. Ele não enxergava como elas realmente eram, pareciam apenas borrões, mas ele ouvia seus gritos. Eram gritos que imploravam por ajuda.

— Fique calmo, B. Eu te protejo.

Aquilo não tranquilizou muito Blaine, que só faltou fundir seu corpo com o de Kurt, de tanto que se apertava contra ele. Eles entraram no que aparentava ser uma sala. Era um pouco mais escura do que o restante daquele lugar. Uma enorme cadeira estava atrás de uma mesa, onde um homem todo de preto estava sentado com um sorriso perverso estampado em seus olhos.

— Suponho que esse seja o seu precioso Blaine. – Falou o homem, amedrontando um pouco o moreno. – Por que não veio me ver antes? Não pude nem fazer seu julgamento.

— Julgamento? – Perguntou o moreno. – Oh... entendi.

— Isso não importa mais. Ele vai permanecer comigo. Esse foi o nosso trato. – Kurt disse e o homem assentiu. – Seria menos assustador se você parasse de fita, sabia? Ele já está morto, não tem motivos para você o assustar ainda mais.

O homem então tirou um tipo de capuz que usava e andou mais para frente, permitindo que todo o seu rosto aparecesse na luz. Ele tinha os olhos claros e cabelo preto, mas o sorriso maléfico permanecia em seus lábios.

— Me chamo Elliot Gilbert. Estou ao seu dispor Blaine. – Falou o tal moreno.

— Você é o demônio? – Blaine perguntou e ouviu uma risada vindo do outro.

— Prefiro dizer que sou seu pior pesadelo. – Riu Elliot. – Mas, pode-se dizer que sou o demônio, capeta ou qualquer codinome que queira me dar. Não me importo com isso. – Blaine engoliu em seco. – Mas o que trouxe vocês aqui? No que posso ajudar?

— E-eu... eu quero pedir uma coisa. – Blaine disse, vendo Elliot fazer um sinal para ele prosseguir. – Quero que poupe a vida do meu melhor amigo.

— Por que eu faria isso? Eu não poupo ninguém, meu amor. É por isso que as pessoas me veem como alguém do mal. Não acha? – Ele deu uma risada maléfica. – Mas, posso repensar se eu ver esse tal amigo. Me levem até ele.

Blaine olhou nervoso para Kurt, que apenas assentiu e logo os dois voltaram a andar, agora com a companhia de Elliot.

— Por que o desgraçado não tira esse sorriso da cara?— Pensou Blaine, ouvindo uma risada.

— Porque eu quero sorrir. Isso te incomoda? Porque se incomoda vou continuar a fazer. – Elliot disse rindo e viu o espanto de Blaine. – Eu escuto pensamentos, sabe? Pelo menos os dos mortos...

Então Blaine permaneceu em silêncio e pensou em coisas que não fizesse sentido, pelo menos para tentar confundir Elliot. Logo os três estavam de volta ao plano terreno, mais especificamente estavam no acampamento. Todos estavam sentados em uma roda e alguns perguntavam onde Blaine estava e se ele tinha algo a ver com os desaparecimentos.

— Se aquele castanho de olhos claros é o seu melhor amigo, você tem muita sorte, apenas me perguntou por que são só amigos. – Falou o Gilbert.

— Ah, por favor, Elliot. Sebastian e Blaine namoraram, agora será que dá para esquecer isso?

— Ciúmes, Hummel? – Perguntou ele, recebendo um olhar fulminante.

— Olha, eu trabalho para você, mas algumas vezes tenho muita vontade de te bater até amassar a sua cara ou te encher de facadas até ver você sangrar.

— Ficaria me esfaqueando para sempre, então.

— E não iria me cansar.

— Será que as crianças podem parar de brigar? – Se pronunciou o Anderson. – Sim, aquele é o Sebastian, meu melhor amigo. Será que seria pedir demais se eu te pedisse para poupar a vida dele?

— É claro que seria demais. Não posso impedir que ele morra, quem decide isso nem sou eu. – Elliot deu de ombros e Blaine já ficou triste, pensando que tudo aquilo tinha sido para nada, — O que posso fazer com ele é o mesmo que fiz com você. Deixo ele viver a morte dele do mesmo jeito que você.

— Ótimo. Isso significa que temos um trato? – Elliot deu uma risada debochada, negando com a cabeça. – O que quer que eu faça?

— Eu quero ele para mim. Enquanto ele ainda está vivo.

— O QUE? — Kurt e Blaine gritaram ao mesmo tempo.

— Vocês ouviram o que eu disse.

— Mas como eu vou fazer ele te querer? – Blaine perguntou apavorado. – Com respeita a Kurt, você é lindo, mas não poso fazer alguém querer outra pessoa assim, do nada.

— Você sabe que pode, Blaine. É só persuadi-lo a isso. E se está com ciúmes do seu amiguinho, posso te convidar para fazermos algo os três, ok?

— O que? – Blaine permanecia incrédulo. – Eu meio que sou compromissado, Elliot. Mas enfim... eu vou falar com ele e ver se consigo algo, mas já aviso que pode ser um pouco difícil, porque ele é apaixonado por...

— Opa, Blaine, não vai me apresentar o seu amigo lindo? – Sebastian apareceu do lado deles e Blaine fez a melhor cara de “de onde ele surgiu?”.

— Me chamo Kurt. – Falou o Hummel, esticando sua mão para cumprimentar Sebastian. – Você deve ser o Sebastian, certo? Meu namorado me fala muito de você.

— Namorado? – Perguntou o Smythe, sorrindo em seguida. – Desde quando? Porque até ontem eu me lembro de ter Blaine para mim, sabe...

— Seb, cala a boca. – Disse o moreno, ainda tentando entender como que o amigo estava vendo Elliot e Kurt. – Esse é o...

— Elliot Gilbert, totalmente ao seu dispor.

Enquanto deixou Sebastian e Elliot conversando, Blaine puxou Kurt para um lugar mais afastado.

— O que esse cara tem na cabeça? Ele tem a maior cara de psicopata e aparece assim do nada na frente do Sebastian, sendo que nossos colegas estão sumindo repentinamente? O que foi isso?

— Planos, Blaine. Ele tem planos. Não se preocupe... as coisas vão dar certo.

— Tudo bem... namorado. – Blaine falou bobo, se aproximando de Kurt e bicando seus lábios. – Eu acho que eu te amo.

— Engraçado... eu acho que também te amo.

Notas finais
Mas awwwn esse final foi tão amor ♥ Esse Elli *-* Gostaram? Me deixem saber ♥