Death
7 Um dia de conto de fadas
—Enlouqueceu?!
—Não... –Sussurrou Luna.
Luna se encontrava dentro de um salão cujo corpo de Death estava ao seu lado.
—Ele traiu sua mestra matando-a!
—Ele não traiu-me! –Gritou Luna estremecendo os outros deuses. Com um suspiro longo ela ficou com um olhar sério. –Eu o tornarei próprio para meus trabalhos, como vocês chamam os seus de semideuses chamarei o meu de quimera.
—Quimera? Aquelas criaturas já extintas? –Disse um dos deuses.
—A ultima quimera existente foi a mestre dele.
—Sério?!
—Nenhuma objeção? –Tentou ela encerrar.
Um silêncio foi tomado na sala até que uma criança se levantou e ficou ao lado de seu mestre na qual representava o Deus da Guerra.
—Esse cretino matou meu irmão mais velho.
—Acalme-se. –Sussurrou o Deus, obviamente também irritado...
—Então eu estaria de igual para igual se eu matasse a mestre dele né?
—Nã-!
Antes que o próprio Deus pudesse impedí-lo, a criança já se encontrava com sua espada próximo ao rosto de Luna, pronto para golpeá-la, um grito veio da sala, uma voz abafada e muito baixa que somente ela pôde ouvir. A morena ergueu a mão na direção da voz, mas era tarde, seria morta ali mesmo...
—O que? Ele não estava dormindo?
Luna retornou sua visão nítida no que estava a sua frente. Leon segurava a ponta da espada ainda de olhos fechados.
—Uma coisa... Que eu vi muito na história da minha mestra... –Sussurrou ele. –É que nós.... O clã Devil não seremos subestimados por pirralhos...
—O que?! –A lâmina ficava em chamas enquanto a criança começava a rir. –Irei me vingar dele matando vocês dois então!
Leon foi abrindo os olhos lentamente, mostrando-os parados, sem vida, emoção, aquilo faziam os outros deuses engolirem em seco e pensarem em se armarem para impedir uma guerra, mas não fora necessário quando uma energia negra envolvia a espada daquele semideus, forçando-o a soltar e mostra-la totalmente normal, parecia que não havia sido usada habilidade alguma.
—Você estava ouvindo tudo...? –Sussurrou Luna,
—Estava... Desculpa. –Leon recolhia a energia e sorria de canto para ela.
—Se continuar assim sua aparência natural retornará...
—Está tudo bem. –Ele esfregava os pulsos. –Ai...
—Recuperou sua energia?
—Está menos da metade, mas já me recordei de muitas coisas.
—Conte-os sua história. –Ordenou Luna.
—Tá... né...
—Ei, por que isso?
—Vocês o devem respeito! –Gritou ela, batendo na mesa.
—Ei, relaxa gatinha.
—Que falta de respeito a sua nova mestra!
—Mestra né... –Sussurrou ele vagamente, pulando em cima da mesa, deixando-os aterrorizados –Começarei. Prestem atenção moças.
Death girou o corpo e chutou a espada da criança contra a parede, pretendo-a ali em seguida respirou fundo afastando as mãos.
Há muito... Muitos séculos atrás...O clã Devil era o glorificado, antes mesmo de vocês deuses considerados da era grega terem sido criados! Eramos em quatro, o pai criador e seus dois filhos junto do irmão do criador do clã. Elclar, Élice, Liar e à mim, Death!
—Élice?! Aquele... maldito que se tornou o rei dos reis?!
—Em seguida a rainha foi sua filha... A quimera... Mas, por que ele se tornou o servo dela?
Vocês não me deixam contar...Tsc tsc. Elclar e eu lutamos no famoso três dias de escuridão da terra, mas isso não vem ao caso, estávamos fracos, treinamos cada um, Elclar era conhecido por sua calma e inteligência, na qual foi ensinado a Liar que deve estar por ai... já Élice por mim lógico ganhou a ganância como prêmio, além da força física acima do normal e da impaciência. Porém, o desejo de poder subiu na cabeça dele o tornando-o um impossível de matar, um verdadeiro imortal das era antigas, então com o impulso ele criou uma habilidade nomeada “Copy”, onde todas as habilidades vistas durante um curto período de tempo seriam projetadas e guardadas no corpo dele como se fossem deles.
—Isso é possível?
—É. –Disse Leon e Luna juntos, sérios.
Então, ele mexeu as mãos e criou imagens por toda a sala, mostrando de um lado Élice e do outro sua mestra, desde pequenos até a fase antes de suas mortes.
Élice encarava de frente Elclar, ainda criança, de repente seus olhos ficavam dourados por meros segundos e sua postura ficava idêntica a de seu pai, segundos depois ambos se jogaram um contra o outro rebatendo as lâminas onde nem o som do choque era escutado de tão rápidos que eram, espelho, todos os golpes que seu pai realizavam nele eram projetados do lado contrário, ou seja, um corte em Élice do lado direito, seria realizado no lado esquerdo... Além dos golpes altamente sincronizados, a força exercida acabava se tornando o mesmo, até ambos chegarem ao golpe final, antes que Elclar perfurasse seu peito, o mesmo girava o corpo surgindo atrás o decapitando.
—Agora... –sussurrou Leon, apontando para o outro lado, para a loira.
A garotinha loira estava de cara com um albino alto, forte. Seus olhos ficavam dourados como de seu pai, fazendo um couro de “Oh”, em seguida o albino a golpeava no peito, aquela mesma força utilizada era para segurar o braço daquele até arrancar de seu dono, porém com uma pequena diferença de seu progenitor... Ela devorava o membro daquela criatura e de repente puxava uma lâmina escrita Elclar em esmeralda enquanto esticava a outra mão fazendo-a ficar coberta por uma luva de couro, por um momento o albino tentou recuar enquanto a loira se jogava contra o mesmo, golpeando-o no rosto com a mesma força exercida naquele soco, além dos cortes diagonais que o faziam gritar de dor...A velocidade foi aumentando gradativamente até que afastando a lâmina, e enfim cortando-o ao meio.
—Não... Como?
—De tanto vê-los... –Leon sorria. –Eu aprendi a como realizar isso.
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