Death
8 Contagem Regressiva: 2.
Leon se espreguiçava e saltava para o chão ao lado de Luna.
—Nenhuma objeção né? –Sorria ele mostrando as presas.
—Por que retornou? –Perguntou o senhor de todos.
Ele parou de sorrir aos poucos e fechou os olhos.
—Eu tenho uma promessa.
“Impeça-o de se tornar algo maior... Proteja a única esperança...”
—Promessa?
—Sim... Uma única promessa. –Ficando em silêncio por um momento, ele sorria. –De se tornar novamente o pai de todos... e agir por meu egoísmo!
—Maldito..!
Ele saia andando, passando a porta enquanto acenava sorrindo.
“Então você assumirá?”, as letras em runas surgiam na frente de Leon, assustando-o... Akhira.
—Irei.
—Sei....
—Você não é de falar muito né?
“Não é atoa que sou o Silêncio”
—Entendo. –O olhar gentil dele atravessava a alma de Akhira, esboçando um sorriso caloroso. –Bom, quais são minhas missões depois de realizar as minhas?
“Sua missão é se tornar a mesma coisa que sua mestra!”
—Por que?
“Por que se tornará o equilíbrio.”
—Equilibrio não... quero bota o terror!
“Deseja mesmo isso? Esta em seu coração que não”
—Huh... Dragões realmente são um espelho de nós.
“Você não é um demônio...Muito menos Elclar...Mas se auto nomeiam um... Por quê?”
—Não de sua conta, escamosa... –Leon ficava sério.
“Não se estresse...”
Dando as costas ele colocou as mãos dentro do casaco e parou quando ouviu um bater de palmas.
“Esse símbolo...”
—O que tem...?
“Realmente ela lhe foi especial né?”
Leon esboçou um sorriso fraco e ao ouvir o abrir da porta e um grito de Luna, se virou rapidamente para pegá-la pelo braço... Encarando-a por alguns segundos até se afastarem, não disse uma só palavra. De repente no braço tocado por ela surgiu um símbolo de uma lua cheia.
—Death, tenho uma missão muito demorada para lhe dar...
—Tá né...
—Traga dentro de si todas as personalidades antes que se corrompam.
—Dela?
—Dela.
—E meus afazeres?
—Ir atrás da Preguiça e devolver-lhe não é ruim é? Afinal, você só disse aquilo para atrair inimigos... Ninguém pode se tornar dois pecados.
—Tsc. Descobriu.
—Vai... –Ela sorria. –Estarei esperando...
Dando as costas ele passou a andar devagar, caminhando num corredor que aos poucos perdia sua imagem para um vasto branco, até uma porta no final de tudo... Ao abri-la Leon ultrapassava-a fechando logo atrás.
—~-
Era noite e finalmente outubro em Inglaterra, dia das bruxas e todos se preparavam para a festa. Caminhando entre os humanos estava uma sombra que ninguém conseguia enxergar de fato, seu corpo musculoso, braços com cicatrizes não mostravam que era tão imortal assim. O cabelo era curto, bagunçado, mas nada que o impedisse de torna-lo ainda sociável ou bonito, a única coisa que estragava seu estilo eram os olhos vermelhos cheios de ódio.
—Um brinde à nós! Hahahaha!
—Os sete reunidos novamente no luto da morte, haha!
Elclar estava encostado na parede de braços cruzados enquanto Leon mostrava o braço com a tatuagem. Parecia bastante conturbado.
—Você aceitou mesmo?
—És minha mestra.
—Por que isso? Finalmente estava livre para realizar o que quisesse...
—Ainda sou.
—Só você mesmo irmão...
Leon esticava a mão e mostrava a espada esmeralda, mas estava diferente.
—Tome.
—Cadê a minha espada....
—Ér...
—Eu sei o que houve com ela, relaxe. Eu estava vendo tudo, assim como ela também.
—Quê?
—Nada... Bom, agora que é a Ira, o que fará?
—Hum... –Leon cruzava os braços pensativo. –Talvez... Juntar nós assim de novo, para que não fique essa guerra somente no nosso aniversário, afinal somos irmão ,não somos?
—É... –sussurrou ele, preguiçoso.
—Hahahaha, você falando demais estava me preocupando.
—A mim também...
De repente todos os outros se levantavam de suas cadeiras e encararam a porta, junto dos outros dois um pouco distantes. A porta se abria lentamente e um corpo físico entrava no bar, bocejando baixo o rapaz correu com os olhos em todos os cincos.
—Faltam dois... –Sussurrou. –Bom, isso não importa...
—Maldito, ninguém lhe chamou!
—Maldito...? –Uma cobra de quatro metros passou a rodeá-lo pelo corpo até chegar com a cabeça no pescoço. –Meu nome não é esse... Vamos... Chamem pelo meu nome...
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