Death
11 Nickel
Leon aceitou o mini treinamento proposto por Luna, andar com um fone e vendado não parecia tão ruim até começar a se esbarrar em postes de luz ou com automóveis parados virando motivo de risadas da maioria que o olhava, mas por alguma razão mesmo com o volume alto ele conseguia ouvi-los com nitidez o que não era tão ruim...
—Quem será nossa presa?
—Não é presa, só irei lá para conversar...
—Qual o nome?
—Nickel... O pecado do Orgulho...
—Credo... ele fala sozinho... –Murmurou uma voz ao lado dele.
—A...h...
Envergonhado Leon iniciou uma breve corrida até o fim da rua sendo surpreendido por um braço que o derrubava no chão.
—Ai! –Gritou. – Quem foi?!
—Desculpe. –Disse a voz secamente e conhecida. –Você iria morrer... Que roupas são essas Death?
—Dea... Perai. –Ele retirou a fenda e arregalou os olhos ao observar...
Nickel seu irmão mais jovem entre os sete, também mais forte fisicamente... Aquilo o irritava sempre que o via, mas não naquele dia. Ele era alto com os cabelos lisos na cor preto, seus olhos formavam um castanho degrade, ou seja, do mais claro para o mais escuro terminando na pupila, suas roupas eram mais normais que Leon usava deixando-o mais irritado ainda.
—Por que está vestido assim? Virou punk? –Perguntou Nickel franzindo o cenho.
—Si-Silêncio seu...! –Gritou Leon, mostrando as presas.
—Mestre concentração na missão! –Gritou a lâmina na mente de Leon.
—Oh merda... –Sussurrou Leon, batendo no próprio rosto. –Nickel eu tenho que lhe...
—Pode parar por ai, por que eu deveria? Me lembro muito bem que a muitos anos atrás você se rebaixou à nível de servo para uma pirralha, filha de seu pupilo no caso e para piorar o caso disse “Eu consigo me cuidar sozinho”.
—Nickel esse problema é maior... É sobre Éli-
—Nem precisa dizer o nome do fedelho. Já disse que não. –Ele deu as costas. –Você sabe se cuidar não é mesmo? Vá em frente.
Leon se levantou e trincou os dentes gritando:
—Que tal engolir seu orgulho também?!
Nickel parou de andar e ficara intacto, quando Leon percebeu o que havia dito já era tarde já estava sendo golpeado no rosto pelo punho do próprio irmão onde fora tão forte que o jogou até a duas quadras além daquela.
—Esse é o poder do orgulho... –Sussurrou a lâmina.
—Ah. –Leon tossia sangue caído entre estrondos de uma loja, ainda atordoado tentou se levantar –Ele ficou mais forte...?
—Não sou um servo de inúteis. –Disse Nickel já ao lado dele. –Seu olhar de desespero diz muita coisa... Chega a ser uma bela refeição, irmãozinho...
—O que... você disse?
—Que é uma bela refei...-
—O que você disse de minha mestra ?! –Gritou ele.
—Ah aquilo... Que é inú-
Leon desferia um golpe no rosto de Nickel o erguendo aproximadamente na altura máxima de um prédio de quinze andares, enquanto rosnava o mesmo dobrou os joelhos e saltou na direção do irmão não dando chance de desvio e pegando-o de surpresa com uma cabeçada no queixo.
—Repita! Repita! Repita! –Gritava Leon, cada vez mais furioso enquanto pegava a perna direita do irmão e o jogou de volta ao chão abrindo uma cratera. –Repita!!
—Tá de tpm é? –Zombou Nickel.
—Diga o que quiser de mim, mas dela não! –Gritou se jogando contra o mesmo, preparando o punho. –Não insulte ela! Nunca na sua vida!!
—O amor... –murmurou ele baixo, porém já estava de pé surpreendendo Leon com dois dedos na testa do mesmo. –É uma fraqueza, Senhor Ira.
“Meu corpo não se mexe...”, pensava Leon desesperado.
Em seguida um brilho forçava-o a fechar os olhos, sentindo uma lâmina ser fincada a partir do dedo do meio até o fim do antebraço enquanto Nickel sussurrava:
—Você ficou fraco, sombra... Ou melhor dizendo Death... Você prefere os nomes que ela te deu né? –Disse enquanto retirava a lâmina.
Leon abria os olhos aos poucos e podia ver a sombra do irmão afastar a lâmina do próprio corpo, de acordo com a sua a lâmina que se aproximava em velocidade lenta sabia que não teria escapatório e pelo local que estava focado... Seria decapitação.
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