Death

10 Contagem Regressiva: 0.


—Logo é natal e nada de eu juntar meus irmãos... –Sussurrou Leon olhando Um de Novembro marcado com um x. –Quem diria que estaria de volta na casa do ínicio dessa Era..

Ele encarava a porta fechada que dava ao quarto de um casal que morou ali, sabia a história de sua mestra quanto aquilo, era perturbador pois podia ouvir os gritos de desespero da mulher que ali faleceu. Deitado na cama antiga e quase totalmente destruída por cupins de sua mestra, fechou os olhos e sentiu o corpo começar com os efeitos colaterais como fraqueza a ponto de afetar os músculos em dores múltiplas.

—Está bem na merda heim. –Sussurrou uma voz, fazendo Leon ficar em alerta. –Que coisa...

—Quem é...

—Ora. Sou a foice, banhada no sangue do rei do clã, criada por ele e forjada por ele.

—Tá, enferruja ai.

—Não, você vai precisar criar uma arma em base de mim, você sabe.

—Eu sei, mas não agora.

—O fim esta chegando.

—Eu sei...

—Deixará seus irmãos morrerem como Elclar?

—Cale-se... Quero dormir.

—A beleza, dorme ai, relaxa ai, dorme enquanto poderemos SER MORTOS AMANHÃ!

—Você era dramático assim?

—Claro que não, não falava por que ela me entortava.

...

—Ih rapá, fudeu.

Três segundos depois.

—Eu não sou uma roupa pra você me por no varal rapá!

—Uma foice entortada... Duas foice entor... –Começou leon a roncar.

—Me tire daqui!!!

—~-

Quando Leon despertou percebeu a escuridão mas o relógio marcava onze da manhã de dois dias depois, ao chegar perto da foice a viu inquieta. Sem mais delongas ele saltou próximo ao varal e pegou-a pela lâmina.

—Finalmente! Élice começou a agir desde ontem! Ele retornará a vida!!! AAAAA!

O silêncio de Leon se manifestava enquanto caminhava até o porão e ali adentrava.

Ao chegar lá, ele jogava uma pequena magia de fogo para usar como forno, jogando em seguida a foice lá dentro. Usando os dedos foi diminuindo ou aumentando a pressão do fogo, o contanto da chama com o sangue recém derretido criava a imagem de uma caveira e tornava o natural em chama negra que avançava na direção de Leon, fazendo-o queimar as mãos.

—Acha-se digno de criar qualquer coisa sobre a mim, falsa Ira?!

—Não estou o criando para ser da Ira.

—Não? Então de quem?

Ele recuava dois passos para trás e abria bem as mãos fazendo a lâmina que não havia derretido de erguer mostrando a caveira mais próximo, a sombra de Leon dançava pelo porão até se tornar numa imagem perturbadora, uma criatura sem rosto, dentes enormes e manchados de sangue, seu corpo todo perfurado e aberto, tendo somente um sangue negro escorrendo e banhando-o com o mesmo...

—Sombra, o ínicio da vida.

A caveira retornava a lâmina e passava a brilhar.

—Veremos se serás útil!

Leon aproveitou a mão queimada e levou aos dentes rasgando a pele junto da carne, derramando seu próprio sangue na lâmina, vendo-a se tornar tão brilhante quanto o sol ou pelo seu brilho, a lua. Levando até uma mesa, começou a socar ainda com a mão sangrando tornando-a mais fina, próprio para uma espada japonesa, em seguida tocou em uma madeira e criou detalhes para separar a lâmina do cabo, que também não foi difícil modelar, onde era somente apertar até seu ponto essencial. Ao terminar ainda quente, ele pegou a arma e balançou no ar três vezes até o brilho do fogo se tornar um brilho prata.

—Uma bela forma. –Sussurrou a espada. –Como presente... –O cabo ficava coberto por cordas pretas enroladas tanto no fim da bainha como até o fim do cabo. –Qual será o meu nome?

—És unissex?

—Hum... não importa isso agora.

—Colocaria de acordo com seu desejo mas já que é assim...

Um nome... Um único nome que podia combinar bem... Um que está enfiado em minhas memórias... Qual era o nome dela mesmo...?

Hayato... Yasu. Sim, era esse o seu nome. Aquela por quem tanto amei, mas que preferiu meu irmão, nunca o odiei por isso, mas ela era... Tudo pra mim...

—Já sabes?

—Hayato Yasu.

—Significado?

—Ágil com tranquilidade.

—Belo nome.

—Eu sei. –Disse secamente pegando a bainha e guardando a lâmina. –Está na hora de caçar nossos irmãos.

—Nossos?

—Você faz parte da família agora.

—Família... –Sussurrou a voz... No fundo de sua consciência lembrou-se de alguém que lhe disse a mesma coisa. –“Não adianta dizer não, você é de nosso clã agora!”

—Cada um tem um medo não é? Uma memória inesquecível. –Leon dizia baixo, saindo do porão e voltando para a casa, entrando no quarto proibido, a do casal. –Algo que não quer esquecer.

Ele retirava toda a roupa e abria o armário, caçando roupas que pareciam atuais e não velhas. Começando por uma camisa extraordinariamente limpa, depois uma luva de couro muito parecida com a de sua mestra, em seguida um casaco onde colocava um capuz fazendo sombra no seu rosto todo, girou como se dançasse vendo surgir uma calça com correntes... Realmente estava pegando o estilo de alguns dos atuais, seu tênis surgia num belo estilo skatista.

—O que achou ?

—Estiloso meu senhor.

—Realmente, bem estiloso. –Sussurrou Luna ao lado dele em forma espectral.

—Eta porra! Que susto!

—Vai atrás de seus irmãos né?

—Sim, começando pelo mais novo... O orgulho.

—Boa sorte, estarei torcendo.

—Valeu.

—Não se esqueça... –Ela tocava nos ouvidos dele e criava uma headphone no volume máximo, junto de uma faixa que cobria seus olhos. –Para vencer o orgulho terá de ver e ouvir bem mais do que o normal!

—Se eu vencer né. –Leon se virava e tocava o queixo de Luna, que se tornava fisíco mesmo sem o desejo dela, puxando-a para perto, roubando um beijo não muito demorado e ao se afastar ajustou a katana na cintura. –Falou.

—...Mas é... um idiota mesmo... –Murmurou Luna, sorrindo, sem graça. –O pai poderia ter puxado o gênio palhaço dele...