Notas iniciais
Tenho que parar de fazer promessas kkkkk
Ok, vou direto ao ponto. Estava MORRENDO DE PREGUIÇA.
Sério. MORRENDOOOOOO.
Mas aí está um fresquinho xD
Dedicado às leitoras novas >< Ainda não acredito que a fic tem mais de 40 capítulos e ainda ganho novos leitores =D
Obrigada a todos. Mesmo!!!!!!!!!!!!!!!!
Beijos
♥

03 de fevereiro

Cinco meses de gravidez.

Após minha conversa com Monique, embora eu tenha ficado relativamente mais feliz, a dúvida sobre os médicos não deixava minha cabeça.

Eu tinha total certeza de que minha mãe seria a culpada sobre os médicos. Será que ela tinha mentido quando falou que não sabia de nada?

— Delai? – Alicia chamou minha atenção. Olhei para ela um tanto perdida. – Vamos?

Assenti vagarosamente e levantei. O intervalo havia terminado e, segundo o anúncio que o diretor fez, todos deveriam ir para o auditório. Não estava lá muito feliz pelas aulas terem recomeçado. Muito menos ser obrigada a ficar trancada dentro de uma sala cheia, com pessoas que provavelmente não veem a hora de fofocar sobre minha situação.

— Só quero ver o que estão aprontando. – Mirella reclamou.

Desde o chá de bebê, tenho ficado um tanto mais próximas dela e das irmãs Greham. Fora Nath e meus irmãos, as três são minhas únicas amigas.

— Que acham que é? – Perguntei, pegando nos cabelos ruivos e lisos de July.

— Ah, qualquer coisa. Só espero que eu não tenha que ficar ouvindo o professor de biologia falar. – Ela fez uma careta. – É horrível ficar ouvindo ele falar!

— Ainda bem que não tenho mais aulas com ele. – Sorri.

Entramos no auditório e então nos separamos. Não havia quatro lugares, um do lado do outro, desse modo fomos forçadas a ficar distantes umas da outras.

Embora a escola inteira ali, não consegui localizar JJ nem Sammy.

As cadeiras eram separadas por setores. Haviam 5 setores, com vinte fileiras e com doze cadeiras em cada fileira. Grande, eu sei.

Me sentei no segundo setor, mais no fundo. Qualquer coisa, poderia puxar a touca e dormir que ninguém perceberia. Olhei para frente e, inconscientemente, coloquei os pés na parte de trás da cadeira da frente. Para meu azar, a pessoa se incomodou e virou. Quando cruzamos nossos olhares, senti vontade de sair dali e sentar o mais longe possível.

— Dá pra tirar o pé? – Ela reclamou, me olhando com raiva.

Revirei os olhos e abaixei-os, xingando-a mentalmente.

— E então, garota Phelps. – Ela disse, meio que virando para mim. – Quando o monstrinho vai nascer?

Olhei para o palco e não respondi. Não daria esse gostinho para ela.

— Parece que a aberração alfa não tem modos. – A líder de torcida resmungou, ainda olhando para mim.

— Porque não vai calcular o quanto deve pedir para seus clientes de esquina, em vez de me encher o saco, Sarah? – Perguntei, sentindo minha paciência se esgotando.

— Porque não cala essa sua boca e para de ter inveja de mim? – Ela retrucou, me olhando com os olhos faiscando.

Dei uma risada descrente e olhei para ela.

— Inveja? Ah, querida, não se esqueça que seu namoradinho está correndo atrás de mim. – Cruzei os braços.

— Porque você é umazinha qualquer que deu para ele e agora engravidou. – Ela rosnou para mim.

— Eu não dei para aquele imbecil. Ele me obrigou. – Falei, tentando não elevar a voz. Aquela menina me irritava muito.

— Quando um não quer, dois não fazem. – Ela estreitou os olhos.

— Ah não ser que um te estupre, aí dois fazem. – Vociferei.

— Essa sua história de estupro não vai enganar a ninguém. Não muda minha opinião sobre você ser uma vadiazinha. – Ela sorriu.

— Como se sua opinião fosse mudar minha vida.

Ela estreitou os olhos e fechou a cara. Parecia querer me matar. Só não saímos no tapa, porque nesse momento o diretor subiu no palco e atraiu a atenção de todos.

— Ainda não terminamos. – Ela disse, se sentando novamente.

Olhei para o garoto ao meu lado como em uma desculpa. Ele encolheu os ombros e disse que estava tudo bem.

Passei as mãos na barriga e bati a cabeça no estofado.

— Boa volta às aulas. Espero que todos tenham comemorado as festividades e que estejam prontos para mais um semestre. – Ele disse, sorrindo. – Para animar, antes de eu falar algumas coisas sobre esse semestre, uma grande salva de palmas para...

Ah, não!

— The Mill Hil’s Band! – Ele anunciou e saiu do palco, enquanto a cortina abria e eu via a banda da escola (Mill Hil School, da qual tiraram o nome da banda, obviamente). Ali estavam, Spencer, Ryan, Jon, Ian e... Brendon.

— Não acredito. – Sussurrei.

Vi o moreno dar um sorriso para todos. Ainda bem que não estava me vendo.

— Olá! – Ele disse, fazendo algumas garotas suspirarem. Idiotas. Sarah bufou na minha frente. Isso me fez dar um sorrisinho. – Abriremos com uma música que eu, particularmente, gosto bastante. – Ele sorriu mais ainda e vi Ian começar a toucar alguns acordes.

Eu poderia ficar acordado só para ouvir você respirar

Ver você sorrir enquanto você está dormindo

Enquanto você está longe e sonhando

Não preciso nem falar que Sarah ficou se sentindo toda, preciso?

Eu poderia passar minha vida nesta doce rendição

Eu poderia ficar perdido neste momento para sempre

Cada momento gasto com você

É um momento precioso

Revirei os olhos e fiquei passando as mãos distraidamente na barriga. Meus pensamentos estavam longe... Eu precisava arranjar logo um emprego. O restaurante onde Nath trabalhava não pagava muito bem, as gorjetas eram baixas e as contas apertavam cada vez mais. Eu precisava achar uma solução...

Não quero fechar meus olhos

Eu não quero adormecer

Porque eu perderia você, baby

E eu não quero perder nada

Essa música é linda. Mesmo. Aerosmith é demais e eu sou devota do Steven Tyler há anos. Mas, por favor Brendon, nunca mais estrague uma música deles...

Porque mesmo quando eu sonho com você

O sonho mais doce que nunca tive

Eu estaria te perdendo, baby

E eu não quero perder nada

A música continuou até o fim e eu fiquei com meus pensamentos bem longe dali.

O problema é que ninguém quer empregar uma garota grávida...

Suspirei. A vida podia ser mais fácil, não?

Não quero fechar meus olhos

Não quero adormecer, yeah

Eu não quero perder nada

Dei um sorriso de alívio quando vi que a música tinha acabado.

— Desejo um bom semestre a todos. – Ele diz, com seu sorriso que deve cativar muita gente. – Sei que muita coisa nos espera nesses últimos meses. Quero agradecer à todos que estiveram comigo em longos três anos... Sei que não é fácil me aguentar. – Revirei os olhos. Eu que o diga. – Agora, para não ocupar muito o tempo do nosso diretor, apenas uma última música antes de ouvirmos o que ele tem a dizer.

Ouvi acordes que eu conhecia muito bem e arregalei os olhos. Sarah endureceu em minha frente.

Olá Delilah

Como são as coisas aí em Nova Iorque?

Eu estou a mil milhas de distância

Mas menina, esta noite você está tão bonita


Não. Acredito. Que. O. Cretino. Está. Cantando. Justamente. Essa. Música!

Levantei da cadeira e atraí o olhar de todos, principalmente o de Brendon. Fui para o corredor e comecei a rumar até a porta. Ao fundo, ouvi o idiota parar de cantar, deixando apenas os instrumentos soarem.

Com raiva e pisando duro, puxei a touca para cobrir minhas sobrancelhas e, chegando à porta, senti algo segurando meu braço.

Virei para a pessoa e fechei a cara quando vi que ele estava na minha frente. Desvencilhei-me de seu aperto e ficamos nos encarando por dois segundos.

— D, por favor... – Ele pediu, mas eu já estava saindo do auditório. Comecei a andar cada vez mais rápido, vendo que o menino me seguia. Uma hora, comecei a correr, sentindo um grande desconforto na região do ventre.

— Me deixa. – Falei, diminuindo o ritmo, enquanto minha respiração ficava escassa por conta do ar gélido.

— Delilah, me perdoa... – Ele falou, ficando em minha frente.

— Não vou perdoar coisa nenhuma! – Gritei, me apoiando em um armário. Estava ofegante. – Você é um idiota, canalha, sem vergonha! Como espera que eu te perdoe depois de tudo o que fez? COMO? Primeiro você se aproxima de mim, a garota que nunca foi vista por ninguém, muito menos por um astro – dei um sorriso de escárnio ao falar a palavra – como você. Depois me estupra. ESTUPRA! BRENDON, EU FUI PARAR NO HOSPITAL! EU QUEBREI MEU TORNOZELO! ESTAVA ENSANGUENTADA E VIOLADA! Depois ainda teve a cara de pau de fingir que nada tinha acontecido. Então, eu, A IDIOTA AQUI, ACREDITEI QUE O SENHOR TINHA MUDADO. Pra que? Pra que? Você só estava me enganando com uma aposta ridícula! E depois ainda diz que o Nathaniel não vai ser um pai melhor que você? – Perguntei com ironia. – Olha... – Tentei me acalmar. – Nunca mais chegue perto de mim de novo. Nunca mais me toque. Nunca mais fale comigo ou pense em mim. Eu, como mãe dos seus futuros filhos, te proíbo de fazer qualquer merda dessas. Eu te proíbo de correr atrás de mim, em todos os sentidos. Eu quero você há quilômetros de mim. Eu quero que meus filhos saibam o menos possível sobre você. Eu quero que você suma. SUMA. Porque você poderia ter sido feliz comigo Brendon. EU juro que poderia. Mas depois de tanta merda, eu aprendi. – Cheguei mais perto dele e, com voz fria e cortante, disse: — Nunca. Mais. Ouse. Chegar. Perto. De mim. Novamente.

Dei a volta nele e andei para longe do imbecil e de toda aquela gente que se formou ao nosso redor. Antes de sair da escola – sob gritos e resmungos – ouvi Sarah gritar em alto e bom som:

— COMO ASSIM ELA FALOU FILHOS?

Notas finais
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