Notas iniciais
Aí está o segundo XD
Pequeno, mas importante!!!
Beijos!
♥

Cinco de setembro.

Havia acabado de sair do laboratório, quando meu bolso tremeu.

Peguei o celular e abri a mensagem que havia acabado de chegar.

“Achei. É a casa perfeita!”

Suspirei.

O resultado do exame só sairia dali a três dias.

Como falar pra ele, que eu talvez não estivesse grávida? Que tudo o que eu falei, talvez fosse mentira? Ah... Eu ia morrer se tivesse que falar isso.

“Que ótimo.”

Respondi, enquanto andava na calçada.

“Quando você vai estar livre?”

A mensagem chegou, enquanto eu atravessava a rua.
“Hoje.”

Respondi.

“Para de andar”

A mensagem chegou, enquanto eu passava por um ponto de ônibus.

Franzi o cenho e sentei no banco.

Não fazia nem dez segundos que eu estava ali, e um carro preto parou no ponto, buzinando.

Não levantei.

O vidro do banco passageiro abaixou e o rosto de Brendon surgiu, sorrindo.

— Como você sabia onde eu estava? – Perguntei, enquanto entrava no carro.

— Alícia. – Ele respondeu, dando partida no carro.

— Porque não me contou que ela era sua prima? – Perguntei.

— Porque, até ontem de manhã, eu não fazia ideia que vocês estavam morando juntas. – Ele respondeu, sorrindo, enquanto fazia uma curva.

Fiquei em silêncio, olhando a calçada.

— Onde estamos indo? – Perguntei.

— Ver a casa. Aliás, o que você foi fazer naquele laboratório?

— Exame de rotina. – Dei de ombros. Não era mentira. Mas também não era a verdade plenamente dita.

Ele sorriu mais e colocou a mão esquerda na minha barriga.

Estremeci com seu toque.

— Vai nascer com saúde. Não se preocupe. – Ele disse.

Não respondi, e nem esbocei emoção. Não queria contar o que o doutor falou. Era capaz até de ele bater o carro, se duvidar.

— Chegamos. – Brendon anunciou, parando com o carro na frente de um sobrado.

Desci do carro e esperei por ele.

— É pequeno. Confortável... Acho que você vai gostar. – Ele encolheu os ombros, pegando na minha mão e me puxando para subir os três degraus.

Ele abriu a porta e me puxou para dentro.

Era do jeito que ele havia descrito.

Pequeno e confortável.

Tinha dois quartos, uma cozinha, uma lavanderia, uma sala e um banheiro.

— É perfeito. – Eu disse, indo para a janela. Dali, dava para ver a roda gigante e a imensidão de prédios e casas que compunham Londres. – Ai meu Deus... Como aqui é lindo. – Sorri, olhando através do vidro.

A janela era bem grande, não tinha grades nem redes, e pegava praticamente a parede inteira, horizontalmente.

— É como você queria que fosse, não? – Ele perguntou, fazendo eco pelo apartamento vazio.

— É. – Respondi, virando para ele.

— Quando nos mudamos? – Ele perguntou, pegando na minha cintura.

— Não sei... – Respondi, olhando o imóvel.

— Podia ser... Sei lá... Amanhã? – Ele fez cara de inocente.

— Mas temos que acertar um monte de coisas ainda. Aluguel, pagamento, móveis... – Retruquei.

— Bom... Nós damos um jeito. – Ele sorriu, me puxando para um abraço. – Além do mais, não quero alugar essa casa...

— Então porque me trouxe aqui? – Perguntei, olhando seus olhos castanhos.

— Porque eu quero comprar a casa. – Ele sorriu, beijando minha testa.

— Não temos dinheiro... – Murmurei.

— Vamos dar um jeito. Eu prometo. – Ele disse. – Além do mais o bebê...

— Cusfofo. – Interrompi. – Samantha deu um apelido. É Cusfofo.

— Enfim... – Ele sorriu. – Cusfofo merece o melhor.

— Uhun... – Respondi.

Só conseguia pensar em como eu estava ferrada.

E se eu não estivesse grávida?

Notas finais
^^'