Notas iniciais
Olá!
Como vão?
Sei que muitos de vocês queriam me matar (NÉ SAMANTHA AGATHA PHELPS?????)...
Minha irmã me ameaçou com um bicho papão ¬¬'
Enfim...
Mas aqui está um capítulo que eu tenho C-E-R-T-E-Z-A que vocês vão A-M-A-R!
Principalmente meu noivo, Né Jonathan?
kkkkkkkkk'
Aliás... Esse capítulo tá bem grandinho, já que eu fiquei me martirizando por causa do atraso...
Espero REALMENTE que gostem!
Aliás, Snapelicious, esse capítulo é dedicado à você, fofa!
NHAA! Ela é minha autora favorita aqui no Nyah, e me colocou nos melhores leitores da semana XD
♥♥ :3 ♥♥
Ah, sim!
E meu irmão, JJ, pediu para vocês adicionarem o msn dele: jason_j_phelps@hotmail.com
Aproveitem para adicionar a Delilah e a Sammy também? *-*
delilah.phelps@hotmail.com
&
sammyagatha@hotmail.com
Já vou avisando que quem tem os personagens no msn, ganha spoiler e a chance de ajudar a criar a fic u.u
BEIJOS!
♥

\"\"

– Você está linda. – July sorriu.

– Obrigada. – Respondi, sem conseguir sorrir de volta.

– Vamos, Delai... Se anime. – Alícia disse, sentada na cama. – Não é sempre que conseguimos um encontro desses. Ainda mais com um cara tão bonito.

– É... – Disse, distraidamente.

– Ok, estou saindo agora e só volto amanhã! – Mirella disse, pegando sua bolsa e saindo do quarto.

– Mande lembranças pra Tracy! – Gritei, agarrando a oportunidade de desviar o assunto.

– Sonha! – Ela retrucou.

Sorri. Sim, ela era irritante. Mas era bom tê-la por perto. Mirella sempre viu as coisas de um outro ponto de vista. É difícil de explicar, mas é isso...

– Bom. Daqui a pouco ele chega. – July disse, estendendo para mim um par de brincos dourados.

Peguei o objeto e os coloquei.

– Sua animação poderia encher um enterro inteiro. – Alícia fechou a cara. – Até os defuntos sairiam dançando se te vissem assim.

– Uhun... – Murmurei, colocando uma bota preta no pé.

Depois de argumentarem bastante sobre e contra meu estado, as duas ruivas saíram do quarto, me deixando sozinha.

Fiquei sentada, olhando para o chão.

Estava tão desanimada... Meu encontro com meus irmãos foi um pouco pior do que eu imaginei... Mas isso eu sei que qualquer um vai saber, quando eu encontrar com a Samantha e o JJ. Principalmente a Sammy.

Levantei lentamente da cama e me coloquei de frente para o espelho.

Virei de lado e mirei minha barriga.

Todos afirmavam com todas as letras que eu estava grávida.

Mas... Então, quando a barriga começaria a crescer?

O som da campainha me tirou de meus pensamentos.

– Oi. – A voz de Alícia soou, seguida do barulho da porta sendo fechada.

– Oi, Alícia. – Outra voz, até então desconhecida, respondeu.

– Ela já está vindo. – A ruiva disse um pouco mais alto, como se fosse minha deixa para fazer a entrada triunfal.

Arrastando os pés, peguei meu casaco e fui até a sala.

– Delilah, esse é Michael Levitt. – July apresentou, enquanto eu sorria cordialmente e apertava a mão do garoto. – Mike, essa é Delilah Phelps.

Ele era muito bonito, tenho que dizer. Embora eu não estivesse nem um pouco ansiosa para passar o resto da noite com ele, em vez de assistir “P.S: Eu Te Amo” pela vigésima terceira vez de chorar litros de águas no fim, minha animação se elevou um pouco.

Ele era alto, com os olhos meio puxados e os cabelos castanhos. Estava com roupa casual, o que me fez sentir melhor; Afinal, não estava nem um pouco afim de jantar em algum restaurante chique. Não. Já bastava o que tive que aguentar por quinze anos.

– Prazer em conhecê-la. – Ele sorriu. – Vamos?

Assenti e me virei para olhar as duas ruivas uma última vez.

“Arrasa” Alícia moveu os lábios, enquanto eu fechava a cara e fazia uma reta com a mão no pescoço, dando a entender que ela estava morta.

~♥~

– Quantos anos você tem, Delilah? – Ele perguntou, enquanto eu olhava para a rua com um interesse um tanto desnecessário.

– 16. – Respondi.

– Parece mais velha.

– Obrigada.

– Sempre tão gentil assim?

– Principalmente com desconhecidos. – Sorri fracamente, virando o rosto para encará-lo.

– Imagino. – Ele continuou sorrindo.

– Então... – Suspirei, reconhecendo que o encontro seria muito pior se eu não ajudasse, pelo menos, quanto ao assunto. – Você é amigo da Alícia?

– Do primo dela. – Ele corrigiu, virando o carro em uma curva extremamente fechada.

– Ah... – Murmurei, encarando minhas botas.

– Chegamos. – Ele anunciou.

Saí do carro e olhei para o lugar.

Parecia um bar.

– Ainda sou menor de idade. – Disse, enquanto ele me levava para dentro.

– Eu sei. – Ele riu. – Porque acha que eu te trouxe aqui, e não para um bar de verdade?

– E aqui é...? – Perguntei, enquanto entrávamos no tal lugar.

– Um karaokê com um letreiro falso. – Ele riu. – Atrai muitos jovens que estão na universidade, como eu.

Não pude deixar de sorrir.

– Vamos sentar no balcão? – Ele perguntou, enquanto eu olhava tudo.

Sentamos na frente de um barman que ficava fazendo malabarismos com sucos.

Estranho...

– Então, agora podemos conversar direito. – Ele sorriu. – O que quer saber?

– Porque estamos aqui? – Perguntei, colocando alguns amendoins na boca.

– Porque você é menor de idade. – Michael sorriu, enquanto pedia dois sucos de abacaxi para nós.

– Não... Digo... – Corei um pouco. – Nesse encontro...

– Porque eu gostei da definição que fizeram de você. – Ele deu de ombros, comendo alguns amendoins também.

– E... Antes que tudo comece a se desenrolar... – Disse, fazendo círculos com o dedo no balcão. – Já quero te dizer de antemão que eu tenho um problema...

– Qual? – Juntou as sobrancelhas.

– Eu meio que estou... Er... Grávida... Sabe? – Respondi, me sentindo muito sem graça.

Ele arregalou os olhos.

– Sério?

Assenti lentamente.

– De quantos meses? Nem dá pra perceber... – Ele disse, voltando os olhos para minha barriga, como Brendon havia feito lá no refeitório da escola.

– Nem um. – Fechei a cara, enquanto puxava a blusa pra cobrir a barriga. – Estou de três semanas.

– E quem é o pai? – Ele perguntou, ainda pasmo.

– Brendon Dailey... Você não deve conhecer. – Dei de ombros, olhando o copo que o garçom havia acabado de colocar na minha frente.

– B-Brendon? – Ele pareceu se assustar mais ainda. – Mas... Sério?

– É. Por quê? – Estreitei os olhos.

– Ele é meu amigo. – Ele disse.

Um turbilhão de pensamentos passou pela minha cabeça...

Mas a única coisa que eu consegui manter foco foi uma ideia meio maluca...

Alícia e July são primas do Brendon.

Era só o que me faltava...

– Com licença, preciso ir. – Michael disse, se levantando subitamente e me deixando com cara de idiota.

Bufei.

– Garçom, tem algo com álcool aí? – Perguntei, pensando que uma dose só não faria nenhum mal à mim, nem ao Cusfofo.

Ele não respondeu, fez uma batida de maracujá e colocou na minha frente.

Encarei aquela mistura amarela e cremosa por um tempo, mas quando aquele ato encheu o saco, peguei o copo e estava praticamente com o beiço colado no vidro, quando senti o objeto ser levado de mim.

– Tsc. Tsc. – Uma voz veio de trás de mim, enquanto eu olhava para o ser que havia tirado minha salvação de minhas mãos.

– Mas o q... – E então parei, vendo a figura morena na minha frente.

– Uma garota grávida não pode beber, dona moça. – Ele sorriu, enquanto jogava o líquido na pia do bar.

– E o que o senhor moço faz aqui? – Perguntei, levantando uma sobrancelha e abrindo um sorriso.

– Vim espairecer. – Ele deu de ombros, sentando ao meu lado.

– Num bar? – Sorri ainda mais.

– Não. – Ele sorriu, com ar de obviedade. – Num karaokê.

Ri com o jeito que ele falou.

– Que faz aqui, burguesinha? – Ele perguntou, atirando amendoins na boca de um jeito bem engraçado. Ele jogava pro ar e tentava pegar com a boca.

– Vim num encontro fracassado. – Dei de ombros, imitando-o. Pena que meu amendoim bateu no meu dente e caiu no chão.

– Tem que ter muita prática pra fazer isso. – Ele piscou, atirando outro e abocanhando com a boca. – Um encontro fracassado, é? Ah, sim! Aquele garoto meio playboyzinho que saiu daqui com cara de quem viu um fantasma?

– Ele mesmo. – Sorri.

– Que você fez pra assustar o cara desse jeito?

– Nada! – Respondi, fingindo estar ofendida. – Ele saiu porque soube da minha situação... Aliás, como você sabe que eu estou grávida?

– O JJ me contou. – Ele deu de ombros.

– JJ? – Repeti, observando ele se preparar pra lançar outro amendoim. – Meu irmão? Desde quando vocês se falam?

– Nos esbarramos algumas vezes. – Ele deu de ombros. – Bom, aqui está chato, vamos ali?

– Ali onde? – Perguntei, olhando pra onde ele apontava. – Hãn? No palco? NEM PENSAR!

– Eu sei que você não é tímida, Delilah. – Ele riu, se levantando do banco.

– Não subo naquele palco. Não mesmo. – Teimei.

– Ok. – Ele deu de ombros. – Vai ser à força mesmo. – E, me pegando pela cintura, me puxou para o karaokê.

– Nathaniel! – Gritei, tentando me soltar dele. Pena que era bem mais forte que eu... Aliás, qualquer um é mais forte que eu...

– Uma música só. – Ele pediu, me dando um dos microfones.

– Então eu escolho. – Fechei a cara, empinando o nariz.

– Ok. – Ele levantou os braços, como se estivesse se rendendo.

Depois de olhar a lista inteira daquela maquininha, escolhi a música que eu mais gostava dali;

Tão perto...

Comecei a cantar baixinho.

Um início perfeito

Assim, inegável

Desmoronou

Sim, era óbvio, para todos que conhecem minha história, que eu estava cantando aquilo para uma pessoa. Uma pessoa que não estava ali, e que vinha me surpreendendo continuamente.

Tão certo que veio do errado

Tão bonito

A verdadeira definição

Tão difícil deixá-lo

Nathaniel sussurrava, dizendo que não conhecia a música, então foi sentar no banquinho que fora colocado perto do palco.

Ele está sempre bloqueando os meus pensamentos...

Eu não quero amá-lo

Eu não o quero em minha vida

Eu não quero tê-lo perto de mim

Mas ele já está tão aqui dentro

Eu não quero amá-lo, não

Eu só quero voar

Mas asas quebradas não voam

Vi muitas pessoas pararem de conversar para me observarem.

Ele pegou um céu azul

Virou à chuva

Ele tomou a liberdade pura

Transformou a dor

Não quero sua prisão

Não quero seu veneno

Não quero seus jogos, sua jaula

Nem a bola e a corrente

Ele está sempre bloqueando os meus pensamentos...

Eu não quero amá-lo

Eu não o quero em minha vida

Eu não quero tê-lo perto de mim

Mas ele já está tão aqui dentro

Eu não quero amá-lo, não

Eu só quero voar

Mas asas quebradas não voam

Laços não rompidos

Estão me desviando do caminho

Palavras não ditas

Estão me deixando louca

Minha mente está presa

De um coração fora de controle

Eu não...

Parei, pensando em minha irmã. Eu a amava tanto... Porque tudo tinha que ser difícil?

Eu não quero amá-lo

Eu não o quero em minha vida

Eu não quero tê-lo perto de mim

Mas ele já está tão aqui dentro

Eu não quero amá-lo, não

Eu só quero voar

Mas asas quebradas não voam

Terminei a música e sorri com os aplausos. Agradeci brevemente e olhei para Nathaniel. Ele, com absoluta certeza, era a pessoa que mais aplaudia ali.

– Obrigada. – Disse, quando desci do palco e encontrei os olhos verdes do moreno. – Por ter salvado minha noite.

– Disponha. – Ele piscou um olho, subindo no palco.

– Que vai fazer? – Ri, vendo-o pegar um dos microfones.

– Acha que só você é louca o suficiente para cantar? – Ele perguntou, arqueando uma sobrancelha.

Revirei os olhos e sentei no mesmo banquinho que ele estava, minutos atrás.

Olá Delilah

Como são as coisas aí em Nova Iorque?

Eu estou a mil milhas de distância

Mas menina, esta noite você está tão bonita

Ele cravou seus olhos em mim, fazendo minhas bochechas corarem.

Sim, está sim

Ele sorriu com meu jeito.

Times Square não consegue brilhar tanto quanto você

Eu juro que é verdade

Tentei olhar para os lados, mas várias pessoas haviam percebido que a música era pra mim. Ou seja, todos encarando a dona Phelps aqui.

Olá Delilah

Não se preocupe com a distância

Eu estou bem aí, se você se sentir sozinha

Ouça esta canção novamente

Feche seus olhos

Escute minha voz, ela é o meu disfarce

Eu estou ao seu lado

Ele piscou, enquanto eu tentava não corar mais ainda.

Oh é o que você faz comigo

O que você faz comigo

Olá Delilah

Eu sei que os tempos estão ficando difíceis

Mas apenas acredite em mim, menina

Um dia eu pagarei as contas com este violão

Ele cantou animadamente, olhando de propósito para um violão depositado perto da parede.

Nós vamos ter tudo de bom

Nós vamos ter a vida que sabíamos que teríamos

Minha palavra é boa

Revirei os olhos, porque ele cantou aquilo com um tom de convencimento.

Olá Delilah

Eu ainda tenho tanto pra dizer

Se cada simples canção que eu escrevi para você

Pudesse tirar seu fôlego

Eu ia escrever tudo

Ainda mais apaixonada por mim você ficaria

Nós teríamos tudo

Abri um sorriso enorme, embora ainda estivesse querendo cavar um buraco e me enfiar dentro. Como assim ainda mais apaixonada por mim você ficaria?

Oh é o que você faz comigo

Mil milhas parecem bem longe

Mas eles têm aviões e trens e carros

Eu andaria até você se não houvesse outra maneira

Eu sei que aquilo era só uma música que calhou de ter meu nome. Mas Nathaniel cantava de um jeito, que... Parecia que ele havia escrito aquilo para mim.

Estou ficando louca?

Todos nossos amigos iriam rir de nós

Mas nós vamos rir junto porque nós sabemos

Que nenhum deles já se sentiu assim

Ele sorriu novamente, estendendo a mão para que eu subisse no palco.

Neguei com a cabeça, mas o garçom que havia feito batidas de suco estava me empurrando.

Delilah eu posso te prometer

Ele cantava, enquanto me puxava para o palco novamente.

Que pelo tempo que passamos juntos

O mundo nunca mais será o mesmo

E você é a responsável


Ele piscou, me fazendo cruzar os braços e lhe dar as costas.

Olá Delilah

Seja boa e não sinta minha falta

Mais dois anos e você terá terminado a escola

E eu estarei fazendo história como eu faço

Virei para ele com uma sobrancelha arqueada.

– História, é? – Sorri, enquanto ele piscava e pegava em minha mão, me conduzindo a dar uma volta em torno de mim mesma.

Você sabe que tudo isto é por sua causa

Nós podemos fazer o que quisermos

Hey Delilah aqui está pra você

Essa é pra você

Ele sorriu, pegando em minha cintura e me puxando para mais perto.

Oh é o que você faz comigo

O que você faz comigo

A música havia acabado, todos aplaudiam, mas eu só conseguia pensar na respiração dele. O jeito como ele me olhava... Como nossas bocas estavam próximas e...


Notas finais
Falei que tava grandinho >
Espero que tenham gostado.
Beijos!
♥
Aliás, as músicas foram:
I Don't Wanna Love Her, do Niels Brinck - Que eu, gentilmente, mudei para I Don't Wanna Love HIM. Ou seja, eu somente mudei o pronome para que ficasse mais a cara da fic ;)
E
Hey There Delilah, do Plain White T's. Foi dessa música que eu tirei o nome "Delilah".
Fãs do Nathaniel, espero que tenham gostado!
Beijos!
♥