Notas iniciais
Não tenho tempo para escrever muita coisa aqui... Espero que gostem!
Capítulo dedicado à todas as lindas leitoras que adicionaram a Delilah, o JJ e a Sammy no msn!
Beijos!

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Confirmado. A sorte não está nem aí pra minha vida.

– Desculpe. – Nathaniel disse, se afastando de mim subitamente. – Preciso resolver uma coisa. Desculpa mesmo, Delilah, mas é urgente. – E, descendo do palco com pressa, foi embora.

Fiquei paralisada.

Como assim? Pensei. Acontece todo esse momento romântico, com direito à serenata e tudo mais... E ele simplesmente vai embora?

Desci de lá, peguei minha bolsa e saí do bar/karaokê.

~♥~

Dez dias depois

Três de setembro.

Nenhum telefonema, nenhuma notícia, nenhuma satisfação... Nem vi o Nathaniel desde aquele dia.

Suspirei,

– Que acha? – Brendon perguntou, tirando-me de meus devaneios, enquanto jogava alguns anúncios recortados de jornais e revistas em cima da minha carteira.

– Que eu acho? – Repeti, olhando o moreno. – De que?

– Olha os recortes. – Ele disse, me espremendo na parede, enquanto sentava ao meu lado na cadeira.

Peguei um dos papéis e reparei que havia a foto de uma casa. Uma linda casa.

– O que é isso? – Perguntei embora já soubesse a resposta, virando o rosto pra ele.

Brendon sorriu e me beijou.

– Nossa futura casa.

– Sério? – Levantei as sobrancelhas, olhando os papéis novamente. – São muito caras...

– E daí? – Ele deu de ombros?

– E daí que não temos dinheiro. – Fechei a cara.

– Quem disse? – Ele riu.

– Vai roubar um banco, por acaso? – Arqueei uma sobrancelha.

– Por acaso, não. De propósito. – Ele respondeu, me abraçando.

– Brendon! – Repreendi, enquanto ele ria.

– Eu to brincando, guria.

Revirei os olhos.

– Escolheu?

– Queria algo menor... – Encolhi os ombros. – Essas casas mais parecem pensões, de tão grandes.

– Ah... – Ele murmurou. – Ok. Se é o que você quer... Daqui uma semana eu te mostro outros.

– Você levou uma semana pra juntar esses anúncios? – Perguntei, pasma.

– Fazer o que? – Ele deu um sorriso amarelo.

Recebi um beijo e o observei indo embora.

Suspirei.

Sim. Ainda gosto dele, mas... Nathaniel não sai da minha cabeça. E agora a música Hey There Delilah não sai dos meus pensamentos...

A aula começou e eu nem prestei atenção. Minha cabeça girava com tantas coisas, e meu coração parecia tão confuso quanto um cachorro cego que caiu do carro de mudança no meio de um tiroteio.

Ok. Vamos ignorar meu momento Samantha, ok?

Quando o sinal finalmente bateu, levantei da cadeira e fui até o estacionamento. JJ havia me prometido uma carona até o apartamento.

Desconfio que uma ruiva esteja envolvida nessa gentileza também.

– Qual o seu problema? – Ouvi dizerem, enquanto uma garota me empurrava. Senti uma dor aguda no meio das costas. Na certa, havia batido na fechadura de algum armário.

– Qual o meu problema? – Repeti, a visão meio embaçada. – Eu não saio por aí batendo em quem eu vejo.

– Você acha que eu não sei do seu joguinho, Phelps?

Demorei um pouco pra registrar o que ela falou, estava tonta e minhas costas doíam horrores.

– Que você quer com ele? – Ela perguntou novamente, enquanto eu tentava fazer minha visão voltar ao normal. – Responde! – A tal garota agarrou minha cabeleira loira e me fez levantar à força. Tenho a impressão que ela come mais feijões que o necessário no almoço. – Que você quer com ele?

– Ele quem? – Perguntei, sentindo meus olhos se encherem de lágrimas.

– Não se finja de ingênua. – Ela disse, enquanto eu olhava pela primeira vez para a garota.

Ela tinha a pele morena, os olhos amendoados, castanhos, e o cabelo encaracolado, também castanho. Eu a conhecia. Aliás, a escola inteira a conhecia.

– Não deveria estar ensaiando para o jogo de hoje à noite? – Perguntei, enquanto ela puxava ainda mais meus cabelos.

– Não mude de assunto. – A líder de torcida fechou a cara, chegando mais perto. – O que você quer com o Brendon?

– Brendon? – Repeti, revirando os olhos na medida do possível. – Nada.

– Ele terminou nosso namoro. – Ela disse, com raiva visível na voz. – E eu sei que você está atrás disso.

– Eu não mandei aquele idiota parar de te namorar, Sarah. – Retruquei, tentando tirar seus dedos de cima dos meus cabelos.

– Ah é? E porque vocês estavam tão juntinhos lá na sala de aula? – Ela levantou uma sobrancelha bem definida.

– Não é da sua conta. – Fechei a cara, empurrando a morena.

– Você pode se achar esperta, Phelps, mas eu sou mais. – Ela disse, com os dentes trincados.

– Sério? – Dei um meio sorriso de escárnio. – E como consegue essa proeza? Sendo tiete de futebol?

Senhoras e senhores, Delilah Lilith Phelps e seus comentários inúteis!

– Que disse?! – Ela cerrou os punhos.

– Ah, me desculpe... Você é surda? Ah... Eu não sabia. – Coloquei a mão no coração. – Eu disse t-i-e-t-e. Conhece essa palavra, ou seu vocabulário não chega a ser tão inteligível?

– Retire imediatamente o que disse! – Ela disse, acho que se preparando pra me bater.

– Vai querer me enfrentar? – Perguntei, ainda com voz de quem fala com um demente. – Cuidado para não quebrar as unhas.

Ela nem se deu ao trabalho de responder, veio direto para cima de mim.

Fechei os olhos e esperei, mas não fui atingida. Muito pelo contrário, ouvi um barulho longe de mim.

Desgrudei os olhos lentamente e vi a morena estatelada contra os armários.

– Mas o que...? – Ia perguntar, mas fui pega pelo braço.

– Anda logo. – A voz da minha irmã soou, fazendo meu coração se acalmar. – Não acredito que fiz isso... Certo, sempre odiei a Sarah, mas empurrá-la e deixar a bichinha desacordada? Olha, acho que só fiz isso porque sou sua irmã... Aliás, porque fez aquilo Delilah? Não sabe o quanto aquele garoto é idiota? Ah, se o JJ não tivesse me segurado, você já estaria igual à Sarah...

Sorri, enquanto palavras saíam de sua boca sem parar.

Paramos na frente do carro do JJ, ela me largou e olhou no fundo dos meus olhos.

– ...E não venha me fazer essa carinha de cachorro abandonado, Lilah, eu...

– Você me chamou de Lilah. – Sorri.

– E daí?

Não respondi, abracei Samantha e impedi que ela começasse a falar novamente.

– Te amo tanto, Sammy. – Disse, enquanto ela me abraçava de volta.

– Eu sei. – Ela riu. – Mas você me decepciona bastante...

– Eu sei.

– Aliás – Ela disse, me encarando. – que aquela coisinha queria com você?

– Falar sobre o Brendon. – Dei de ombros, mordendo o lábio inferior.

– Mas que coisa! – Ela bufou, fechando a cara. – Sempre que acontece algo de ruim, esse idiota tá metido no meio?

– Acho melhor você começar a chamá-lo de cunhado... – Sorri, irritando-a.

– Nem. Morta. – Ela retrucou, enquanto eu sorria mais ainda. – Ah é... Soube que você saiu com um amigo da Alícia... Como foi?

– Um fracasso. – Respondi, encostando no carro.

– Sério?

– Juro. – Dei de ombros. – Mas a noite foi salva... Encontrei com o Nathaniel lá.

– Oh... – Ela sorriu, esquecendo que estava com raiva de mim. – E como foi?

– Cada um cantou uma música no karaokê... – E contei, resumidamente, tudo o que acontecera no encontro.

– Estou falando que ele está perdido por ti. – Ela fechou os olhos, com ar de convencimento.

– Mas já faz dez dias que não tenho notícias... – Olhei para o céu azul de verão.

– E você queria o que? Mil e uma cartas de amor com perfume e tudo? – Ela riu. – Espera um tempo, Lilah...

– Vamos? – JJ se fez ouvir, enquanto eu abria a porta do carro e entrava. – Aliás, vi a Sarah, aquela líder de torcida morena, sentada no chão do corredor. Alguma de vocês sabe o que aconteceu?

Olhei para Samantha e ela fez o mesmo.

Essa é a melhor parte de ter uma melhor amiga que também é sua irmã. Só com um olhar você consegue entrar em um acordo.

– Não sabemos de nada. – Respondi.

– Nadinha. – Ela ecoou, enquanto ele dava partida no carro.


Notas finais
♥