Dear Sophia
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Notas iniciais
M-E P-E-R-D-O-E-M!
Sério, quarta feira, eram dez horas da noite e eu escrevendo o capítulo. Mas aí eu tive que sair e não pude postar. (Sério, culpa da Monique -.-)
Beleza, prometi pra todo mundo que ia postar ontem XD
Só que aconteceu de dar um Black Out aqui no meu condomínio, e eu tive que esperar até hoje pra poder postar. A luz só voltou agora -.-'
MIL PERDÕES.
Pelo atraso E porque eu sei que vocês vão me matar por causa desse capítulo... Mas sejam bonzinhos na minha morte, ta? *-*
Aliás, MUUUUUUUUUUUUUUUITO OBRIGADA ÀS TRÊS LINDAS LEITORAS QUE DEIXARAM RECOMENDAÇÃO!
Séério... Jee Fernande, AnnieKath & Ana Luiza Romanov :3 Muito obrigada!
E muito obrigada também à todas que adicionaram a Delilah e a Sammy no msn. Soube até de uma lista de castigos que o Brendon merecia NÉ SAMANTHA E BRUNA?!
Enfim...
Aproveitem o capítulo, e eu juro que faço de tudo pra isso (o atraso) não acontecer de novo.
Beijos!
♥
Intervalo... Geralmente, era minha hora favorita no dia.
Sim. Era.
Porque não é mais?
Simplesmente porque parece que sou alvo de olhares, além da fofoca que deve estar rolando solta com meu nome no meio.
– Posso me sentar aqui? – Ouvi uma voz que fez meu coração palpitar mais rápido.
Não respondi.
– Vou interpretar isso como um “sim”. – Ele disse, puxando a cadeira na minha frente.
Idiota. Idiota. Idiota... Mil vezes idiota.
– Está fazendo um tempo bom hoje, não? – Ele sorriu, colocando as mãos na nuca.
Continuei calada.
– Aliás, quer minhas anotações de história? – Ele perguntou seriamente, fitando meus olhos com um tanto de interesse incomum.
– Que você quer? – Perguntei, irritada.
– Achei que fui bem claro. – Ele riu. – Vim oferecer minhas anotações.
– E falar sobre o tempo? – Perguntei, erguendo as sobrancelhas.
– É. – Ele deu de ombros. – Algum problema nisso?
– Todos. – Retruquei, puxando meu livro e abrindo-o para cobrir meu rosto.
– Tenho tempo para ouvir a lista inteira. – Ele disse, baixando o objeto com a mão.
– Pois eu não. – Fechei a cara, voltando a ler.
– Ok então, eu não me desculpo, você me dá gelo, nós ficamos nessa até nosso filho nascer. – Ele deu de ombros, se preparando pra levantar.
– Espera. – Chamei, suspirando.
– Sim? – Ele sorriu, voltando a se sentar.
– Porque você falou nosso filho? – Estreitei os olhos, tentando achar vestígios de ser uma piada.
– Mas... Você não disse que eu era o pai? – Ele arqueou uma sobrancelha, ainda sorrindo.
– Você não era o pai. – Rebati. – Você é.
– Então... Como nós fazemos? – Ele encolheu os ombros, apoiando os braços na mesa.
– Como nós fazemos? – Repeti, incrédula. – Não tem essa de nós. Sou eu. Eu que decido.
– Ok. – Ele deu de ombros. – Então, o que você decide?
– Sobre o que?
– Vai me deixar ver meu filho? – Ele perguntou, encarando minha barriga.
Me senti desconfortável, puxando a blusa para cobri-la.
– Claro que vou. – Disse, empinando o nariz. – Mas você não vai interferir em nada na vida dela.
– Dela? – Ele sorriu. – É uma garota?
– Hãn? Er... Não, não sei... Não dá pra saber o sexo ainda... Podia muito bem ser um menino. – Respondi, sentindo minhas bochechas corarem.
– Mas você está louca por uma garota. – Ele deu um sorriso torto, cruzando os braços.
– Não! O que? – Ri, me sentindo super sem graça. – Não tenho ambição nenhuma... Quero dizer, por mim tanto faz...
– Ahan. Finjo que acredito. – Ele continuou sorrindo. – Bom... Desculpa.
– Porque está se desculpando? – Arqueei uma sobrancelha, desconfiada.
– Por qualquer coisa que eu tenha feito. – Ele respondeu, dando de ombros.
– Você não lembra o que fez? – Perguntei, incrédula, apoiando meus braços na mesa e chegando perto dele.
– Refresque minha memória. – Ele pediu, com ar sério.
– Você me... – Paralisei. Era extremamente ruim pensar no que aconteceu. Era pior ainda dizer em voz alta. Mas falar isso na frente do causador da... Coisa... Era tortura. – Me...
– Eu te...? – Ele insistiu.
– Estuprou. – Murmurei.
– Estuprei? – Ele sorriu, talvez achando aquilo a coisa mais engraçada do mundo.
– Sim, e...
– Desde quando aquilo é estuprar? – Ele perguntou, ainda sorrindo.
– Desde que...
– Desde quando fazer amor com a namorada é estupro?
– QUE?! – Perguntei, ficando pasma. – Quem disse que eu sou...
– Desde quando duas pessoas que se amam, transando, é estupro? – Ele continuou, sem me deixar responder.
– Mas quem disse que eu te...
– E desde quando... – Ele ia continuar, mas eu me irritei e levantei da cadeira.
– Dá pra calar a boca? – Perguntei, sentindo raiva. – Aconteceu tudo isso sim, você querendo ou não admitir.
– Dá pra se sentar? – Ele perguntou, inabalado.
– Não. – Respondi, juntando as sobrancelhas.
– Ainda não acabei de falar. – Ele disse calmamente.
– Pois eu acho que você já falou muito. – Rebati, sentindo muitos olhares em nós.
– Por favor. – Ele pediu. Cruzei os braços. Era tão teimosa quanto ele. Talvez até mais. – D... – Ele tentou de novo. Permaneci de braços cruzados. – Preciso falar seriamente com você. Uma coisa realmente importante.
– Então, pra você, eu só estava brincando esse tempo todo? — Perguntei, arqueando as sobrancelhas.
– Claro que não. – Ele fechou a cara. – Por favor, senta, preciso te perguntar uma coisa...
– Vá em frente.
– Ok. – Ele deu de ombros. – Só achei que seria melhor se você estivesse sentada.
Continuei ignorando-o.
– Quando nos mudamos? – Ele perguntou.
– Hãn? – Perguntei, sentando lentamente. Estava pasma. O que ele tinha acabado de falar??
– Não quero ficar longe de você e... Do bebê. Quando nos mudamos? Posso arranjar qualquer casa que você queira, confie em mim.
– Não, Brendon... Do que você está falando? – Perguntei, enquanto ele chegava mais perto.
– De vivermos juntos. Aposto que seus pais não aceitaram bem, então... Você não pode morar lá. – Ele disse, meio que esperançoso.
– Já me mudei de lá faz tempo. – Franzi o cenho. – Estou com colegas de quarto, em um apartamento perto daqui.
– Colegas de quarto? – Ele sorriu. – Apartamento? Vamos D, você sabe que não é familiarizada com nada disso.
– Você não sabe de mim.
– Não mesmo. – Ele sorriu, pegando na minha mão. – Nem de você, nem do futuro ser humano dentro do seu útero. Mas se você deixar, posso te surpreender.
Soltei de suas mãos.
– É tarde...
– Quem disse? – Ele perguntou, pegando-as de novo.
– Eu estou dizendo. – Respondi, tentando não olhar em seus olhos o que era muito difícil.
– Virou a dona da verdade agora? – Ele sorriu. Não respondi. – Vamos, D. Me dê somente essa chance, é tudo o que peço. Sei que te magoei, que te machuquei e te feri. Mas estou me redimindo aqui. – E, ficando de joelhos, ele apertou mais minhas mãos. Ok, com certeza, agora todos estão olhando na nossa direção.
– B-Brendon... – Gaguejei, sentindo meu rosto ficar com um vermelho violentíssimo. – Levanta...
– Não. – Ele teimou. – Se é pra pedir perdão, tem que fazer direito. Delilah, não quero ser como meu pai. Sabe? Quero ser um pai presente, que está lá em todos os momentos; bons e ruins. E só vou conseguir se você, a garota que está carregando minha próxima geração, aceitar.
– Que você quer dizer com isso? – Perguntei, ciente das centenas de olhares que me fitavam.
De repente, ele levantou e soltou as minhas mãos, olhando para o círculo que havia se formado ao nosso redor.
– Eu digo aqui, à plenos pulmões, para quem quiser ouvir... – Ele disse, abrindo os braços. – Delilah Lilith Phelps, vem morar comigo, sim? Compramos qualquer casa que você quiser. Faço qualquer coisa para ter você perto de mim, para que você perdoe tudo o que eu te fiz. Por favor, me dê somente essa chance. – Ele sorriu, ajoelhando novamente.
A única coisa que tive certeza naquela hora, foi dos gritos de “Aceita, aceita, aceita!” que ecoavam pelo pátio.
~♥~
– Cheguei! – Anunciei, enquanto fechava a porta.
– DELAAAAAI! – Alícia gritou, vindo até a sala.
– Hn... Oi?
– Que você acha desse garoto? – Ela perguntou, mostrando duas fotos.
– Bonito. – Respondi, entregando-lhe as fotos.
– Não. – Ela sorriu, empurrando-as pra mim. – Fique com você.
– Por quê? – Perguntei, achando aquilo totalmente esquisito. – Quem é ele?
– Seu nome é Michael Levitt, tem 19 anos e estuda na universidade, está fazendo arquitetura. – Ela respondeu, toda animada.
– Hnn... Legal. – Murmurei. – E porque estou segurando fotos dele?
– Bom... – Ela mexeu nos cabelos ruivos, sem graça. – Ele é um amigo do meu primo, sabe...? E...
– Não. – Arregalei os olhos. – Não vá me dizer que marcou um encontro com ele pra mim...
– Bom... – Ela corou. – Eu meio que... Falei algo sobre vocês dois no sábado, sabe...?
– Ai meu Deus. – Bati minha mão na testa. – Deixa eu adivinhar... Vai me encher o saco se eu não for?
– Provavelmente. – Ela sorriu.
– Ok. – Suspirei. – Aliás, falou pra ele que eu to grávida?
– Não, né? – Ela revirou os olhos. – Isso não é algo que se fale para alguém como referência.
Respirei fundo.
– Eu vou, mas não se anime.
Ela soltou um gritinho de animação e me abraçou.
~♥~
“Querido Cusfofo. Sim, outra ideia da Samantha. Enfim...”
Sorri.
“Minha vida parece que está dando um giro... Sabe quando tudo vai bem e, de repente, vira de cabeça pra baixo? Bom... Tá mil vezes pior que isso.”
Suspirei.
“Primeiro; Eu vou... Er... Me mudar... De novo. Eu sei que a Sammy e o JJ, e todas que odeiam o Brendon, vão me matar, mas... ELE FOI TÃO FOFO! PARECIA TER TANTA ESPERANÇA! Eu... E também tinha todas aquelas pessoas falando pra eu aceitar e tudo mais... Eu senti tanta pressão! E... Ele estava na minha frente, ajoelhado e sorrindo tão lindamente... É como se me amasse, sabe? E... Pediu... E gritou pra todos que quisessem ouvir, que ele me queria por perto e... Quando eu aceitei, ele me deu um beijo tão bom que fez meus joelhos quase cederem. Ah, cara...”
Senti lágrimas descerem pela minha bochecha.
“Eu to tão ferrada... A Samantha vai me matar e... Ah meu Deus...”
Comecei a chorar, soluçando uma vez ou outra.
“Eu... Não sei o que fazer...”
Parei um pouco, tentando respirar normalmente.
“Sério... Tenho a sensação que... Seria pior se eu não tivesse aceitado. Penso que fiz a coisa certa, mas... Quem vai acreditar em mim? Samantha fez uma lista ENORME de coisas que poderiam ferir o Brendon e, agora... Se ela souber... Simplesmente vai me matar. Como faço pra fazê-la pensar que estou fazendo o que acho certo?”
Solucei, falhando na tentativa de parar de chorar.
“E o pior... É que a Alícia me arranjou um encontro. UM ENCONTRO! Merda...”
Respirei fundo.
“Hoje é dia 19 de agosto de 1996. Até o próximo capítulo da novela, Cusfofo.”
Notas finais
3
...
2
...
1
...
~♥~
Aliás, quem quiser ver as fotos do Michael, aqui estão os links:
http://www.bleedingcool.com/wp-content/uploads/2011/02/joseph-gordon-levitt.jpg
&
http://images.contactmusic.com/newsimages/joseph_gordonlevitt_1169431.jpg
Fala sério, ele é um japa bonito u.u
Enfim...
Sejam bonzinhos com minha morte, ok? *-*
Beijos!
♥
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