Notas iniciais
Primeiramente, mil desculpas pelo atraso do Banner.
Ok... Momento Roli Cruz surtando:
TSUKI HIKARI SUA LINDAAAA!
MUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUITO OBRIGADA PELA RECOMENDAÇÃO!!!
SÉRIO MESMO!
Fiquei pulando que nem uma macaca com excesso de adrenalina, aqui em casa XD
Minha mãe pensou em me mandar pra um psiquiatra =p
Muito, muito, muito, muuuuuuito! Obrigadaaa!
Esse capítulo é dedicado à você, minha linda!!!
Aliás, minhas leitoras fofas, o Jonathan (meu noivo) disse obrigada à todas vocês, que elogiaram o capítulo que ele fez =D
Sério, ele ficou muito feliz.
Mais uma coisinha básica, antes de deixar vocês lerem XD
VINCENT DE LEÓN! MEU IRMÃO MARAVILHOSAMENTE PERFEITO *----* Esse capítulo também é dedicado à você, o JJ da minha vida :3
Te amo muito, maninho ♥ Obrigada por ter voltado ao Nyah =) Senti saudades...
Bom... É isso XD
Aproveitem!
Beijos!
♥

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Já faz uma semana que me mudei para o apartamento das irmãs Greham.

Nunca mais falei com minha mãe, o que eu não acho nem um pouco ruim, ou com meu pai.

O médico que JJ arranjou para cuidar de mim, me deu um atestado que, graças à qualquer divindade que tenha me ouvido, me livrou de toda essa semana na escola.

Consequentemente, meu encontro com o Brendon está sendo adiado.

Não sei como devo me sentir... Feliz? Por não ver aquela figura morena na minha frente? Ou triste? Por ter que adiar o soco na cara que ele vai levar?

Dúvida cruel...

Aliás, só quero ver a ceninha que o indivíduo vai fazer quando souber que é pai. Quando eu mostrar para ele os cinco testes feitos.

Sim! Cinco!

Não conseguia acreditar que estava grávida. Fiz então cinco testes para confirmar REALMENTE! Aproveitando que já faz duas semanas desde o... Estupro.

Pai...

Estranha essa palavra. Ainda mais quando é juntada com o nome daquele infeliz.

E eu…? Mãe!

De um ESTUPRO!

Coisa ruim só acontece comigo, é impressionante...

– Hey... – Ouvi uma voz na porta.

– Oi, July. – Cumprimentei, sentando-me na cama.

– Acabou de acordar? – Ela perguntou, entrando e se sentando ao meu lado.

– Faz uns cinco minutos. – Dei de ombros.

– A Mirella vai chegar hoje. – Ela disse, me fitando com os olhos claros.

– Finalmente vou conhecê-la. – Sorri.

É verdade que já fazia uma semana que eu morava ali. Mas nunca consegui encontrar com minha colega de quarto.

No dia em que cheguei com minhas coisas, a garota viajou. Alicia me disse que não era por minha causa, diretamente.

Não me senti lá muito satisfeita com isso...

A ruiva disse que a garota só precisava de tempo para si mesma. Falou também que a responsável pela cama vaga no segundo quarto do apartamento era a Mirella, pois ninguém conseguia aguentar suas reclamações.

Sorri com a ideia de existir, no mundo inteiro, alguém mais teimoso que eu.

– Delilah. – July chamou, tirando-me de meus devaneios.

– Hn?

– Eu e a Alicia estávamos pensando se você não quer ir dar uma volta com a gente.

Aceitei e observei a ruiva balançar os longos cabelos antes de sair para o corredor.

~♥~

As irmãs Greham haviam me levado para uma parte de Londres que eu nunca tinha visto.

Era uma rua de comércio diferente de tudo que eu conhecia, extremamente longa.

Várias lojas se estendiam pelos dois lados, parecia ter milhares delas. Algumas com letreiros de neon, outras mais simples, apenas com uma placa, e ainda havia aquelas que tinham vários dos produtos pendurados no teto, bem visível para quem caminhava na calçada.

– Onde estamos? – Perguntei, parando na frente de uma vitrine cheia de CDs.

– No coração de Liverpool, meu amor. – Alicia sorriu.

– Mas... – Juntei as sobrancelhas. – Liverpool não é a 400 quilômetros daqui?

July riu ao meu lado, observando a vitrine.

– É. Mas eu e a Alicia, quando viemos aqui pela primeira vez, estávamos perdidas. E por causa de um erro meu ao ler o mapa, achávamos que estávamos em Liverpool.

– E como nunca descobrimos o nome desse bairro, ficou como Liverpool mesmo. – A outra deu de ombros.

– Queria ter histórias emocionantes assim para contar também. – Sorri, voltando a andar pela rua com as duas.

– Fique mais duas horas conosco, e terá. – Alicia piscou.

Continuamos passeando pela rua que, aliás, não parecia ter fim.

– Então, aqui é a loja de roupas mais esquisita que já vimos. – A mais nova, July, disse, apontando para uma vitrine cheia de manequins mais ou menos vestidos. Tinha um que estava faltando uma perna, e só ficava ereto por causa de uma pilha de caixas em baixo da coxa cortada.

– Mas não julgue pela aparência. – Alicia disse, observando minha cara de espanto. – Mais da metade do meu guarda roupa, eu comprei aí.

– É realmente bom? – Perguntei, ainda fitando o manequim aleijado.

– Mais do que parece. – Ela riu.

– Ali é a melhor loja de sapatos do mundo. – July disse, indicando uma pequena porta rosa entre duas lojas grandes de ursos de pelúcia.

– E ali, serve o melhor café que já provamos. – A outra ecoou, olhando para uma vitrine mais na frente.

– Mas tá escrito ferragens... – Murmurei, chegando mais perto do local.

– É. Nunca entendemos o porquê, mas, confie em nós, é uma lanchonete. – A mais velha deu de ombros.

– Continuem por aí. – July disse, de repente. – Vou dar uma passadinha na loja de acessórios. Nos encontramos na lanchonete?

– Ok. Ah... Delilah, esqueci de te falar. – Alicia me olhou, meio encabulada. – Tenho que comprar algumas coisas. Tudo bem por você?

– Claro. Te vejo na lanchonete, então. – Dei de ombros.

– Obrigada. – Ela sorriu. – Não é difícil de achar. A rua é uma reta só, e lá no fim não tem saída. Aliás, essa é a única lanchonete aqui com “Ferragens — Ferramentas e Parafusos” em cima da porta.

E, sorrindo, observei a ruiva desaparecer entre a multidão.

Andei por alguns minutos, vendo todo o tipo de loja que havia ali.

Era bem estranho. Cheguei a ver fones de ouvido para ouvir no banho, Livro de Diferenciação de Raça de Gatos, celulares com pequeninas mãos e até um vibrador que tocava músicas natalinas.

Fala sério... O povo não tem mais o que inventar?

Continuei andando até achar algo que me chamou a atenção.

Era uma loja relativamente pequena, com vitrines estreitas, mostrando alguns equipamentos de áudio e vídeo, e o interior menor ainda. Tudo parecia bem antigo.

– Boa tarde. – Um velho senhor disse, assim que entrei no local.

– Boa tarde. – Respondi, dando uma olhada nas prateleiras lotadas de câmeras de vídeo e fotográficas. – Quanto custa cada uma?

– Em torno de cinquenta libras. – O velho disse, saindo de trás do balcão e vindo até mim.

– Que barato. – Me espantei, pegando uma das câmeras de vídeo que não pareciam ter quarenta anos. – Acho que vou levar essa.

– É a mais moderna de todas. – Ele disse, com um tanto de orgulho.

De fato, já tinha visto um modelo parecido com aquele em uma loja, no shopping perto da minha antiga casa. Só que essa parecia mais velha por conta do pó.

– E porque tão barata? – Perguntei, colocando o objeto perto da caixa registradora.

– Aqui, todas as coisas são usadas, minha jovem. – Ele sorriu, batendo nas teclas da máquina. – E, como essa loja é quase invisível ao lado das outras, que têm logros e tudo mais, meus preços não podem exigir tanto.

Assenti com a cabeça, paguei-lhe os cinquenta e saí com o objeto nas mãos.

Encontrei com as garotas mais tarde, na lanchonete.

As duas gostaram da câmera, embora admitissem que nunca tivessem reparado a tal loja.

Foi um dia legal aquele. Mas eu, com a incrível sorte que venho tendo nas últimas semanas, não fiquei feliz por muito tempo.

Na verdade, minha alegria passou na hora em que vi minha colega de quarto sentada no sofá do apartamento.

– Oi Mirella. – Alicia disse, ignorando a cara feia que a morena fazia.

– Pensei que tinha sido clara. – Ela disse, cruzando os braços.

– É. Você foi. – A ruiva retrucou. – Quando disse que ia aceitar, mas não gostava da ideia. Independente disso, aqui está ela. Mirella, essa é Delilah. Deli, essa é Mirella.

– Oi. — Disse, um tanto sem graça.

– Então... Você é a garota grávida?

Bufei, irritada. O que só serviu para fazê-la fechar a cara mais ainda. Se fosse possível.

– Que ótimo. – Reclamei, me jogando no sofá. – Agora sou conhecida como a grávida. Acho que vou mudar meu sobrenome. Delilah, a grávida.

– Senhoras e senhores, eu apresento-lhes a rainha do drama. – July disse, sorrindo, enquanto ia para seu quarto.

– Vejo que já arrumou suas coisas. – A morena disse, ignorando a outra.

– É. Arrumei. – Dei de ombros. – Não ia deixar minhas coisas jogadas por aí.

– Então você vai ficar. – Ela levantou uma sobrancelha.

– Vou. – Fiquei de pé e fiz menção de ir para o quarto. – Aliás, não vai ser teimosia, resmungos ou cara feia que vão me tirar daqui. Fui clara?

Ela permaneceu imóvel, ainda me fuzilando.

– Ótimo. – Sorri. – Boa noite, coleguinha.

Ok. Posso ter sido um pouco dura e grossa demais, admito, mas, pelo o que as garotas me falaram, se eu for boazinha demais... Bom, aí terei que parir o bebê na rua...

~♥~

“Querido... Bebê...”


Suspirei. Aquilo era somente para agradar a Samantha e o Jason.


“Estou fazendo esse documentário, para dizer que... Bom... As coisas são difíceis. Sabe? Não é nada fácil ter dezesseis anos e estar grávida. E o pior de tudo isso, estar grávida de um cara que me estuprou.”


Pensar era difícil. Mas falar em voz alta o ocorrido... Era como uma faca fumegante atravessando meu coração. Doía tanto pensar em ser invadida por aquele idiota, que senti meus olhos encherem de lágrimas.


“Aliás... A ideia de gravar todos os dias, como está indo a gravidez, não foi ideia minha. Foi da Sammy e do JJ. Lembre-me de irritá-los depois...”


Sorri, pensando que estava falando com aquele ser, menor que uma cabeça de alfinete, dentro da minha barriga.


“Faz apenas uma semana que eu estou fora de casa... Fui expulsa de casa”


Sorri novamente, vendo o quanto aquilo parecia ridículo.


“Expulsa. Pela minha própria mãe. Olha... Eu sei que estou apenas com duas semanas de gravidez, mas você pode ter certeza de uma coisa; Serei uma mãe mil vezes melhor do que a minha. Darei à você tudo o que estiver ao meu alcance, em vez de te trancar em uma casa e jogar a chave fora.”


Suspirei.


“Vou desligar agora porque a Mirella, minha colega de quarto, vai dormir agora. Ela já não gosta muito de mim... Não quero dar mais motivos para a Vossa Alteza se irritar.”


Ia desligar, mas olhei para a câmera uma última vez e disse:


“Primeira gravação do documentário, dia 15 de agosto de 1996.”

Notas finais
"Cheguei a ver fones de ouvido para ouvir no banho, Livro de Diferenciação de Raça de Gatos, celulares com pequeninas mãos e até um vibrador que tocava músicas natalinas."
Nota básica: os fones e o vibrador foram ideias do meu noivo.
O livro foi da Paula (a Samantha da minha vida)
E o celular foi da Helô, moderadora do Sunset Poison Editions, minha chefe XD
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Não sei se perceberam, mas o "Dear Sophia" veio do começo desses vídeos. Onde a Delilah começa com "Querido, bebê". Ela ainda não sabe o sexo, então fala isso.
Enfim... Só queria que soubessem da origem do título XD
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O "15 de agosto de 1996" tem a sua explicação. Sim, é um documentário de 15 anos atrás, mas isso tem o seu 'porquê'. A pergunta é, quantas de vocês estarão aqui ainda, para descobrir o porque de uma data tão longe?
Espero que tenham gostado!
o/
Beijos!
♥
Tsuki Hikari, eu sei que você odeia, maaaaas...
Até sábado!
XD