Dear Sophia
8 VII
Notas iniciais
Estive o dia inteiro ocupada e cheguei quase agora em casa. Por isso, achei que atrasaria o capítulo. Entããão, fui pedir para meu noivo postá-lo pra mim.
Acontece que eu cheguei mais cedo que o esperado e aqui estou eu, postando. Mas logo digo que o capítulo foi feito 99,99% por Jonathan Bemol XD
O 0,01% é o final... :3
Ah é! E está em terceira pessoa. Reclamações? Falem com ele u.u kk'
Desculpa, você sabe que eu te amo, amor =)
Bom... Espero que gostem!
Beijos!
♥
“A Mirella não vai gostar” pensava Alicia, enquanto tomava seu chá.
Delilah, uma moça grávida viria morar ali com elas. Parecia ser uma garota bem legal e interessante. Seria ótimo ter mais companhia ali. Mas Mirella (uma das colegas de apartamento de Alicia – a outra era sua irmã July) não iria gostar, Alicia tinha certeza. Mirella era do tipo... “solitária” por assim dizer.
A garota ouviu a porta batendo. Olhou para ver quem era, e era July, sua irmã. July era ruiva como Alicia, e era linda.
— Boa tarde irmãzinha – disse ela, deixando sua bolsa no sofá, e indo para a cozinha pegar uma xícara.
— Boa tarde, como foi hoje?
— Ah, fui bem, a mesma coisa de sempre – respondeu ela.
July trabalhava em um pequeno mercado perto dali. Tinha começado a não muito tempo, e não era o trabalho perfeito. Tinha várias coisas que July não gostava lá.
— Uhum... – Alicia resmungou, olhando para seu chá.
July sentou na mesa para tomar chá também. Puxou assunto com a irmã:
— O vizinho de cima continua ouvindo Elvis?
— Sim, aquele velho não escuta outra coisa durante todo o dia.
Ficaram em silêncio por alguns minutos, até que Alicia disse:
— Consegui uma colega de quarto para a gente.
July olhou com uma cara indecifrável para Alicia, e falou:
— Alguém se interessou pela gente? Tantos apartamentos bons...
— Olha, eu sei que você não queria, mas agora não dá pra voltar atrás.
“Agora não dá pra voltar atrás”. Alicia sabia que suas colegas não iam gostar da ideia, então pensou nesse argumento. Era imbatível.
— Quem é?
— Uma garota que precisa urgentemente de um lugar pra morar.
— Pois é, pra querer este apartamento, só estando desesperado mesmo.
— Ela é da nossa idade, bem simpática.
— Portanto que não cause problemas nem incomode...
— E está grávida.
— O que?! – July derramou seu chá nesse momento
— Não se preocupe porque... – Alicia ia explicar mas July a interrompeu:
— Você sabe o trabalho que dá cuidar de uma grávida?! E se ela começar a pedir pra gente ir buscar pizza ás 3 da manhã? E se ela começar a dar a luz aqui?! E se...
— Calma July! Ela não completou nem 1 mês de gestação ainda. Foi expulsa de casa e não tem onde ficar.
— Há, se minha filha desse pra um cara e engravidasse também a expulsaria de casa – disse July, limpando a bagunça que tinha feito.
— Ela não “deu” pra um cara.
— A é? Como engravidou então?
— Foi estuprada.
July ficou pensativa, e só conseguiu dizer um “ah”. As duas ficaram em silêncio por mais tempo, e depois que July limpou tudo, disse à irmã:
— Bem, agora não tem jeito de voltar atrás mesmo.
— Isso que eu disse.
— E... a Mirella não vai gostar.
— Isso mesmo.
July se levantou e foi para o quarto. Alicia tirou as xícaras da mesa, simplesmente jogou tudo na pia, e sentou novamente na mesa, para ler seu livro de Clarice Lispector.
Depois de cinco minutos, ouviu a porta batendo novamente. Mirella havia chegado.
Ela tinha olhos e cabelos castanhos, um belo corpo, e sempre andava vestida super-bem. Amava usar anéis, pulseiras, colares, jóias em geral. Onde passava deixava os garotos “animados”. Mas não dava bola pra nenhum deles, pois era lésbica. Ironicamente, quando os garotos descobriam que Mirella era lésbica, isso os deixava mais animados ainda.
— Boa tarde – disse Alicia, sem tirar seus olhos do livro.
— Ah, não tinha visto você ai, boa tarde – Mirella respondeu indo para o quarto.
Mirella era pavio curto e bastante grossa às vezes. Mas era uma garota legal e amigável mesmo assim. Alicia escutou ela e sua irmã tendo uma pequena conversa. Quando viu que Mirella estava demorando, gritou:
— Mirella, vem aqui!
— Tô indo! – a garota gritou de volta.
Ela apareceu na cozinha e perguntou “o que é?” pegando um pacote de biscoitos.
— Trocou os sapatos que não serviram? – essa era uma forma de descobrir se ela estava de bom humor.
— Troquei sim, o mesmo modelo só que menor. Você quer ver?
— Não, não quero...
Alicia não sabia como contar para Mirella. Tentava falar com bastante calma sem tirar os olhos de seu livro.
— Mirella, conseguimos uma colega de quarto nova.
— O que?! – ela disse, e já ficou com cara fechada- eu disse que não queria ter mais alguém aqui com a gente!
— Mas ela é bem legal e simpática, e estava desesperada procurando um apartamento.
— Existem milhões de apartamentos em Londres, por que ela veio aqui? Alicia, você sabia que eu não queria mais gente aqui.
— Mas...
— Por que não recomendou outro lugar para ela?
— Ela estava desesperada! E não podia ficar indo de um lugar para outro – ok, Delilah não estava desesperada, mas uma mentiria não faria mal a ninguém.
— Ela tem duas pernas não é? Por que não podia ficar andando de uma lado pra outro?
— Porqueelaestágrávida – Alicia disse aquilo muito rápido.
— Hã?
— Ela está grávida – “pronto, falei”.
Mirella chegou perto da mesa, pegou o livro de Alicia e o jogou para qualquer lugar. Fez a ruiva olhar para ela.
— Como assim você arranja uma garota grávida pra morar com a gente?!
— Ah, em vários dias ninguém apareceu, ela foi a primeira e tenho certeza que seria a única que viria aqui.
— Eu não vou cuidar de nenhuma grávida!
— Mas agora não tem mais jeito – “o argumento”.
— Dane-se! Eu não quero uma menina aqui na nossa sala comendo como uma doida, e tendo... tendo... contrações! – disse Mirella apontando para o tapete da sala.
— Ela não está nem no primeiro mês de gestação, garanto que até os nove ela não vai estar mais aqui.
— Mas o que acontece em nove meses? Tudo pode acontecer em nove meses!
July de repente saiu do quarto, e disse à Mirella:
— Mirella, não se preocupa, de acordo com o que Alicia disse, a garota parece ser bem legal, e não vai causar problema.
— Não vai é?
— É! – disse Alicia – e você não precisa fazer nada, pode deixar que eu e July cuidamos dela.
Mirella fez uma cara ruim, mas acabou concordando com tudo.
— Ok, ok – ela falou indo para o quarto. E de lá, falou bem alto – mas ainda não gostei dessa ideia!
~♥~
Pov. Delilah
Prometi a mim mesma que nunca mais apareceria aqui.
É... Acho que minha palavra não vale muito.
— Vai ficar aí na porta? – Samantha perguntou, levantando uma sobrancelha. – Entra, criatura.
Hesitei bastante antes de obedecer.
Ali estava eu novamente. Após o acidente, como minha mãe gosta de chamar.
Isso era o fim... Porque minhas coisas não poderiam estar em qualquer outro lugar?
— Ela está em casa? – Perguntei à Jill, a empregada da casa.
— A Sra. Phelps? – Ela perguntou, enquanto guardava meu casaco.
— É, chame do que quiser... – Retruquei, mal-humorada.
— Não. Ela saiu. – Jill respondeu, ignorando minha frieza e voltando para a cozinha.
— Ok, então... Vamos começar? – JJ sorriu, me puxando escada à cima. – Já deixei algumas caixas separadas. Vai ser rápido, prometo.
Revirei os olhos.
Bom, se iria sair de casa, pelo menos tinha que fazer direito, certo?
— Ok. – Disse por fim. – Mas lembre-se que eu só estou aqui por suborno.
— Mexa-se e eu juro nunca mostrar seu álbum de fotos de quando era bebê, para a escola inteira. – Samantha piscou um olho, fazendo-me fechar a cara.
— Vamos logo com isso. – Retruquei, ignorando-a. – Quanto mais rápido fizermos, menos terei que respirar o ar poluído dessa casa.
Notas finais
E então?
Que acharam da incrível escrita do meu noivo? kkk'
Até quarta!
Beijos!
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