Dear Sophia
3 II
Notas iniciais
Como vão?
Espero que gostem do capítulo, a partir do próximo as coisas vão esquentar ;D
Beijos!
♥
- Eu... – Estava tentando reunir coragem para falar pausadamente dessa vez, quando a campainha soou. Senti meu sangue gelar nas veias. – Eu atendo.
Corri até a porta e a abri.
— Olá. – Ele sorriu. Cara... Como o Brendon era lindo.
— Oi. – Respondi, automaticamente, sem retribuir o sorriso. – Você tá adiantado.
— Não... – Ele levantou uma sobrancelha. – To atrasado, até. São seis e dez, D.
— Ai que merda. – Olhei para dentro da casa. – Era pra você me esperar ali. – Apontei com o queixo para um banco escondido pelos arbustos, onde sempre nos encontrávamos nas férias de verão.
— Eu falei que ia aparecer na sua casa. – Ele cruzou os braços, ainda com o sorriso no rosto.
— Pensei que você estava brincando. – Retruquei.
— Porque eu brincaria? – Ele tentou, sem sucesso, fechar a cara, enquanto avançava um passo para mais perto de mim.
— Porque você brinca com tudo? – Respondi, em tom óbvio.
— Sabia que você fica ainda mais linda, quando tá irritada? – Ele sorriu novamente, passando os nós dos dedos na minha bochecha.
— Brendon... – Repreendi, mas fui cortada por uma voz fria vinda de trás de mim.
— Porque essa demora a voltar, Delilah? – Minha mãe havia entrado no hall. – Quem está aí?
— Ninguém. – Olhei para o moreno com súplica, tentando avisá-lo para me esperar no bendito banco. Fui fechando a porta, mas minha mãe foi mais rápida.
— Quem é você? – Ela perguntou, olhando para o garoto do lado de fora da soleira.
— Eu... Er... – Ele balbuciou, olhando-me como quem quer ajuda.
— Esse é um amigo meu. – Respondi, enquanto minha mãe mirava-o de cima à baixo.
Graças a Deus, Brendon não estava tão casual e desleixado como de costume.
— Amigo, é? – Ela levantou uma sobrancelha bem definida. – E o que ele faz aqui fora, Delilah?
— Eu... Vim pegar umas anotações de álgebra. – Ele sorriu, mais confiante que antes.
— Entre. – Minha mãe mandou, abrindo mais a porta.
Ele a obedeceu, hesitante, olhando impressionado para os arredores do cômodo.
— Vamos... Então... Pegar as anotações? – Propus, atraindo a atenção de ambos.
— Ah... Claro. – Ele assentiu, me seguindo pela casa.
Atravessamos a sala, subimos a escada, andamos pelo corredor, onde havia os quatro quartos (o do JJ, o meu, o da Sammy e o quarto de hóspedes) e o banheiro.
Passamos pela porta do quarto da Samantha, que prendeu a respiração ao ver o moreno, e do JJ, que nem ao menos estava lá, até chegarmos ao meu.
— Bonito. – Ele disse, mirando as paredes rosadas e os móveis brancos que haviam sido colocados sem o meu consentimento.
— Não acho. – Respondi, sentando na cama.
— Mas não é o seu quarto? – Ele se sentou ao meu lado.
— Sim... Mas não sou eu que escolho o que por ou tirar daqui. – Dei de ombros.
Ele sorriu e me encarou com seus grandes olhos castanhos.
— Me encheram o saco hoje, sabia? – Ele disse, enquanto colocava uma mecha loira atrás da minha orelha.
— Por minha causa? – Perguntei, me perdendo em seus olhos.
— Uhum. – Ele deu de ombros. – Mas eu nem ligo. Gosto de você sim, e daí?
Sorri, aproximando meu rosto do dele.
— Sabe... – Ele disse, sorrindo e encostando seu nariz no meu. – Eu me enganei.
— Hãn? – Fui pra trás com a cabeça, meio em choque. – Se enganou? Como assim?
— Calma. – Ele riu, me puxando para perto. – Eu me enganei quando disse que você fica ainda mais linda quanto tá irritada.
Juntei as sobrancelhas.
— Você fica linda irritada. Mas eu me sinto o homem mais sortudo do mundo quando você sorri. – Ele disse, mirando minha boca, que chegava ainda mais perto da dele.
— Hem, hem. – Um pigarro veio da porta. Paralisados, viramos a cabeça na direção do barulho e eu soltei um suspiro de alívio ao ver que era apenas a Samantha parada ali. – A mamãe tá falando pra você descer, Lilah. – Ela anunciou. – Papai chegou.
— Acho melhor eu ir. – Brendon disse, levantando da cama.
— Acho melhor não. – Samantha sorriu.
— Por quê? – Estreitei os olhos.
— O recém-chegado gostou da ideia de ter um convidado especial à mesa. – Ela deu de ombros. – Vejo os pombinhos lá em baixo. – E, com uma última piscadela pra mim, saiu andando pelo corredor.
— D... – Ele se virou pra mim. – Não sei se é a hora de eu conhecer seu pai.
— Confia em mim. – Disse, passando a mão no rosto. – Melhor você ficar.
— Que você acha disso? – Ele pegou minha mão, depois de verificar se o corredor estava vazio.
— Sinceramente? – Perguntei. Ele assentiu. – Fodeu.
— É... Isso não encoraja muito. – Ele sorriu, tomando meus lábios com os seus antes que eu pudesse ter tempo para pensar. – Isso sim encoraja. – Ele sussurrou, quando nos separamos.
— Preciso me trocar. – Disse, empurrando-o para sair do quarto.
— E o que eu faço lá em baixo? – Ele arregalou os olhos.
Sorri.
— Samantha! – Chamei, enquanto ele me olhava sem entender.
— Que? – Ouvi sua voz vinda do quarto ao lado.
— Tá se trocando? – Perguntei, chegando perto de seu quarto.
— Não. – Ela abriu a porta. – Por quê?
— Adivinha. – Sorri metidamente, encostando-me à parede.
Ela desviou seus olhos castanhos para o moreno ao meu lado.
— Medo? – Ela tentou.
— Uhum. – Continuei a sorrir. – Tem como deixá-lo ocupado até eu ficar pronta?
— Com prazer. – Ela sorriu, saindo do quarto.
~♥~
A melhor parte era que, depois que o jantar acabasse, eu e o Brendon poderíamos passar um tempo juntos.
A pior parte era... Bom... Provavelmente o jantar inteiro.
— Você está linda. – Ouvi a voz grossa do meu pai no andar de baixo, enquanto eu acabava de amarrar a sandália. – E esse? Quem é?
— Brendon Dailey, senhor. – Ouvi o moreno dizer.
Desci apressadamente as escadas e encontrei minha família — mais o Brendon — reunida no sofá.
— Olá, papai. – Disse, andando até ele. Meu pai era alto, corpulento e um pouco acima do peso. O cabelo castanho – igual ao cabelo do JJ e da Sammy – sempre bem arrumado e os olhos igualmente castanhos – o qual os três filhos puxaram, embora a mais nova tenha pegado um pouco do verde de nossa mãe – brilhando de ambição, como sempre brilharam.
— Delilah. – Ele sorriu por entre o bigode e abriu os braços para me abraçar.
— Estava com saudades. – Disse, quando nos separamos.
— Eu também, minha filha. – Ele respondeu, um tanto distraído.
— Onde está o Jason? – Samantha perguntou, olhando ao redor da sala, enquanto eu ia, disfarçadamente, para perto do Brendon.
— Ainda não desceu. – Minha mãe respondeu. – Querido – Ela se virou para o cantor. – Não quer fazer o favor de ir chamá-lo, enquanto arrumamos a mesa?
— Ah... – Ele me olhou com apreensão. – Tudo bem.
Fui até a mesa, onde meu pai e minha irmã estavam absortos em uma conversa, e sentei em uma das cadeiras laterais.
Quantos minutos até o inferno subir à essa mesa de jantar?
Notas finais
:3
♥
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