Dear Hacker - Duskwood Continuation (Em Revisão)
60 Vivendo um Pesadelo
Notas iniciais
Na casa dos amigos, Jake estava sentado em frente ao computador, com os cotovelos escorados sobre a mesa e com as pernas inquietas. Estando claramente aflito, ele olhava fixamente para a tela, da qual o programa de rastreio estava aberto e tentava localizar o celular de Adie, mas o mesmo mostrava que o aparelho estava indetectável, como se estivesse desligado. Enquanto Jake estava perdido em questionamentos sem respostas, alguém bateu na porta do seu quarto e ele logo olhou em direção. Naquele momento, seu coração se encheu de esperança e ele se levantou rapidamente, foi até a porta e a abriu com expectativa.
(Dan) — Oi. Podemos conversar? – Ele disse à porta.
A expectativa no rosto de Jake logo se desfez e ele suspirou.
(Jake) — Sim, pode falar.
Dan arqueou uma de suas sobrancelhas.
(Dan) — Será que eu posso pelo menos entrar?
Jake pensou por alguns segundos, até que abriu espaço para que ele entrasse. Após entrar, Dan observou o quarto e logo notou a mala de Jake ao lado da cama.
(Dan) — Aquilo é mesmo uma mala?
Estando com as mãos nos bolsos da calça e cabisbaixo, Jake se aproximou de sua mesa novamente.
(Jake) — Sim.
Dan o olhou.
(Dan) — Então, você estava pretendendo ir embora sem dizer nada a ninguém?
Jake o olhou.
(Jake) — O que você acha?
Dan franziu o cenho e balançou a cabeça em negação.
(Dan) — Cara, onde fica a sua consideração por nós?! Principalmente pela Hannah e pela Lilly?
(Jake) — Todos vocês estão cientes da minha realidade. Portanto, eu não tenho que lhe explicar nada.
Dan arqueou as sobrancelhas, surpreso.
(Dan) — Nossa… Eu esperava frieza de você, mas não a esse ponto.
Jake bufou e desviou o olhar.
(Dan) — Espera… – Ele pareceu se lembrar de algo. — A Adie ia com você?!
Jake voltou a olhá-lo.
(Jake) — Será que dá para dizer logo para que veio?
(Dan) — E não é óbvio? Assim como todos do grupo, eu estou extremamente preocupado com a Adie, e você é a única pessoa que pode nos dizer onde ela está.
Jake desviou o olhar por um breve momento e suspirou.
(Jake) — Eu realmente gostaria de saber onde ela está. Mas…
Dan arqueou uma de suas sobrancelhas.
(Dan) — Mas o que?! Provavelmente você já está em busca de informações através do celular dela, assim como fez com a Hannah naquela época, não é?
(Jake) — Sim.
(Dan) — Então me diz o que encontrou! Onde ela pode estar nesse momento? Cara… Ela deveria ter voltado a horas! – Ele desviou o olhar por um breve momento e passou a mão direita na barba, estando claramente aflito.
(Jake) — Infelizmente, eu não consegui nada.
(Dan) — O quê?! Como assim não conseguiu nada?! Você é o cara que sempre consegue alguma coisa através desse computador aí.
(Jake) — Não dessa vez. É estranho, mas… tudo sobre ela simplesmente desapareceu. – Ele suspirou. — Eu… Eu não sei o que fazer… Não sei o que pensar. – Ele se aproximou de sua cama e se sentou, estando com o olhar distante.
Dan ficou pensativo por alguns segundos, também com o olhar distante.
(Dan) — E-Então… Está mesmo acontecendo de novo? Ah, cara, eu não posso acreditar que o pesadelo que tanto demoramos para nos recuperar, está se repetindo. – Ele passou as mãos no rosto.
Jake logo o olhou.
(Jake) — Não! Tem que haver outra explicação, mas, isso, não! – Ele se levantou, se aproximou da cadeira em frente ao seu computador e se sentou.
Dan o olhou.
(Dan) — E você acha que eu quero mesmo admitir isso? Mas, pelas circunstâncias, precisamos ser realistas.
(Jake) — Isso não é ser realista. Isso é ser precipitado.
Com os olhos na tela de seu computador, Jake abriu o chat de seu celular no mesmo e digitou um número de contato na barra de buscas. Após digitar e apertar enter, uma janela de conversa se abriu e o nome no topo era Alan. Dan, que olhava para a tela do computador, franziu o cenho.
(Dan) — Você vai mandar uma mensagem para o delegado?!
(Jake) — Ela provavelmente ainda está com ele.
(Dan) — Pode até ser, mas você não é o mais indicado para entrar em contato.
Indiferente às palavras de Dan, Jake digitou uma mensagem, mas antes que ele apertasse o enter para enviá-la, Dan colocou a mão em seu ombro.
(Dan) — Jake, é sério!
Jake bufou.
(Jake) — Você não entende que eu não me importo com mais nada?! – Ele se alterou, olhou para Dan e tirou a mão dele de seu ombro com rispidez. — Eu só preciso saber onde ela está!
(Dan) — Todos nós precisamos saber! – Ele colocou a mão no ombro de Jake novamente. — Mas se você agir por impulso e o delegado se dar conta de que ela realmente te esconde, ela sofrerá as consequências! É isso mesmo que você quer?
Jake bufou e desviou o olhar.
(Dan) — Deixe que eu mesmo entro em contato com o delegado.
Sem dizer nada, Jake se levantou, passou as mãos no rosto e começou a andar de um lado para o outro, angustiado.
Enquanto isso, Brandon estava sentado em seu sofá e o notebook de Adie estava aberto ao lado. Ele estava com o olhar distante e enquanto perdido em seus pensamentos, segurava um copo com uma dose de whisky e, em sua mente, vinham memórias que ele jamais poderia esquecer.
Flashback on
(Cena do capítulo 58 — O Último Dia)
… Eles se aproximaram da porta do apartamento e Brandon a abriu.
(Brandon) — Me diz que voltará em breve.
Ela se virou de frente para ele.
(Adie) — Eu gostaria muito de dizer, mas... o futuro para mim é sempre incerto.
(Brandon) — Por favor, não diga isso, Adie.
Ela suspirou e assentiu com a cabeça.
(Adie) — Certo, me desculpe. Bem... Então... Até mais.
Brandon se aproximou um pouco mais e deu um beijo na testa dela.
(Brandon) — Até mais e se cuida.
(Adie) — Você também.
Ambos esboçaram sutis sorrisos e Adie se virou e seguiu pelo corredor, em direção ao elevador. Porém, antes de se aproximar do elevador, ela parou e ficou pensativa. Depois de alguns segundos, ela se virou, olhando para Brandon, que continuava observando-a e sorriu. Estranhamente, os olhos dela marejaram e ela caminhou apressadamente em direção a ele novamente. Ao se aproximar, ela o encarou por alguns segundos e ele se intrigou.
(Brandon) — O que foi?
Sem dizer nada, ela o abraçou e, apesar de surpreso, Brandon a envolveu com seus braços e fechou os olhos, sentindo aquele abraço apertado.
(Adie) — Eu... Eu te amo.
Ao ouvir aquelas palavras, Brandon sorriu sutilmente e beijou a cabeça de Adie.
(Brandon) — Eu também te amo, Adie.
Flashback off
Naquele momento, Brandon lutava contra o fato de que, aquilo que ele acreditou ser um lindo começo na relação dos dois, na verdade, se tratou de uma despedida. Os olhos dele estavam cheios de lágrimas, que logo desceram pelo seu rosto e ele virou um gole de whisky, para tentar amenizar sua dor.
Na casa dos amigos, Dan saiu do quarto de Jake, desceu as escadas e seguiu até a sala, onde os demais estavam e aguardavam por notícias.
(Cleo) — E então, alguma notícia?
A expressão de Dan já respondia todas as dúvidas que todos tinham e ele apenas balançou a cabeça em negação, o que fez Cleo suspirar, aflita.
(Lilly) — Mas o Jake está investigando o celular dela em busca de informações, certo?
(Dan) — Ele bem que tentou, mas o celular da Adie está totalmente inacessível, como se nunca tivesse existido.
(Hannah) — O-O quê?!
(Jessy) — Oh, céus… – Ela ficou cabisbaixa e tapou o rosto com as mãos por um breve momento.
(Dan) — Diante disso tudo, só me restou entrar em contato com o delegado Blommgate, mas ele não me respondeu. – Ele suspirou.
(Thomas) — E o que vamos fazer agora?
(Cleo) — Estamos totalmente de mãos atadas!
(Dan) — Bom, eu não sei vocês, mas vou pegar um táxi e vou até a delegacia.
(Jessy) — Mas a essa hora o delegado já não está mais na delegacia.
(Dan) — Sempre tem algum policial por lá e algum deles terá que me dar o endereço do senhor Blommgate. Se essa droga de delegado não me responde por mensagens, vai ter que me dar uma explicação pessoalmente! – Ele caminhou até a porta, saiu e a bateu.
(Cleo) — Espera, Dan! Eu vou com você. – Ela se levantou e também saiu da casa.
(Jessy) — Nesse caso, eu também vou. – Ela se levantou e seguiu os demais.
Hannah também se levantou, mas antes de seguir até a porta, olhou para Thomas e Lilly, que ainda estavam sentados.
(Hannah) — Bem, é evidente que eu também vou, mas… acho que um de nós precisa ficar com o Jake. Provavelmente, ele está arrasado.
Thomas e Lilly se olharam por um breve momento.
(Lilly) — Certo, vocês vão e eu fico com ele.
Hannah assentiu com a cabeça.
(Thomas) — Então… – Ele se levantou. — Vamos lá.
Thomas e Hannah saíram da casa e após eles fecharem a porta, Lilly suspirou e ficou cabisbaixa por um breve momento.
(Jake) — Lilly…
Ele descia o penúltimo degrau da escada e Lilly logo olhou em direção.
(Lilly) — Oi, Jake.
Ele se aproximou, encarando a porta da sala.
(Jake) — É que… Eu ouvi a porta sendo batida e… e cheguei a pensar que fosse… – Ele suspirou e passou as mãos no rosto. — Esquece. – Ele se virou e seguiu em direção às escadas.
(Lilly) — Ei, espera… – Ela se levantou e se aproximou dele.
Jake parou, mas permaneceu olhando em direção às escadas e Lilly se colocou de frente para ele.
(Lilly) — Eu sei que toda essa situação está sendo muito difícil de encarar, mas saiba que você não está sozinho.
Ele desviou o olhar.
(Lilly) — Os outros foram até a delegacia em busca de informações sobre ela.
Ele logo voltou a olhá-la.
(Lilly) — Mas… Se realmente tiver acontecido aquilo que todos tememos…
(Jake) — Não! Será que você não entende que isso não pode acontecer?! – Ele se desviou dela e deu alguns passos em direção às escadas.
(Lilly) — Jake, por favor, espera!
Ele, que estava prestes a subir o primeiro degrau da escada, parou.
(Lilly) — Você tem razão, me desculpe. Temos que pensar positivo. Eu só quero que você entenda que, seja lá o que tenha acontecido, nós estamos com você. Eu quero que você conte comigo e com a Hannah como sua família, para que juntos, possamos encontrar a Adie.
Jake ficou pensativo por alguns segundos, até que suspirou e começou a subir as escadas. Lilly o acompanhou com os olhos e quando ele entrou no quarto e fechou a porta, ela suspirou com pesar.
Delegacia de Duskwood, 11:45pm
Ao contrário do que pensavam, Alan ainda estava em sua sala e também aguardava por respostas. Ele olhava para o seu celular, que estava com uma conversa do chat entre ele e Brandon aberta. Na conversa, as últimas mensagens, que haviam sido enviadas pelo delegado a 30 minutos atrás, sequer chegaram no celular de Brandon, o que o fez bufar, impaciente.
(Alan) — Espero muito que você seja honesto comigo. – Ele bloqueou a tela de seu celular e o deixou sobre a mesa.
Enquanto isso, do lado de fora da delegacia, Cleo, juntamente com Dan e Jessy, chegaram no estacionamento.
(Cleo) — Gente, aquele ali não é o carro da Adie?
Dan, que estava no banco da frente, logo o avistou e se surpreendeu.
(Dan) — Caralho, é ele mesmo! – Ele logo abriu a porta e saiu do carro.
(Jessy) — Ah, Deus! Então, ela está aqui!
Cleo suspirou aliviada.
(Cleo) — Sim!
As duas também saíram do carro e foram até o carro de Adie. Dan, que já estava próximo do carro dela, o observava, apenas para ter certeza de que se tratava do mesmo.
(Cleo) — Bem, podemos respirar mais aliviados agora que sabemos que ela está aqui. – Ela disse ao se aproximar.
(Jessy) — Sim. Mas acho que devemos entrar e pedir para falar com ela, apenas para sabermos se está tudo bem.
(Cleo) — Sim, você tem razão.
Enquanto elas conversavam, Dan permanecia encarando o carro, pensativo. Cleo o olhou e em seguida, olhou na direção em que ele encarava, intrigada e tentando entender o que ele estava vendo de tão curioso. Porém, antes que pudesse questioná-lo, um outro carro parou no estacionamento, o que fez ela e Jessy olharem em direção.
(Jessy) — É o Thomas e a Hannah.
Thomas e Hannah saíram do carro e se aproximaram.
(Hannah) — Não me diga que… – Ela se surpreendeu ao ver o carro. — É o carro da Adie?!
(Cleo) — Sim.
(Hannah) — Ah, graças a Deus!
(Cleo) — Ainda assim, nós vamos pedir informações sobre ela, para sabermos se está tudo bem.
(Thomas) — Ótima ideia.
(Hannah) — Então, vamos. Precisamos falar com ela logo para darmos a notícia ao Jake.
(Cleo) — Sim, vamos. – Ela olhou para Dan, que continuava encarando o carro. — Dan?
(Dan) — O que?
(Cleo) — O que você tanto olha?
(Dan) — Nada.
(Cleo) — Hum... Você não está aliviado por saber que a Adie está aqui?
(Dan) — Não é isso. – Ele a olhou. — É só que... Algo não se encaixa nessa história.
Todos se intrigaram.
(Thomas) — E o que seria?
(Dan) — Se ela está aqui durante todo esse tempo, porque não nos avisou? Porque o celular dela se tornou indetectável? E porque o delegado não me respondeu?
(Jessy) — O celular dela deve ter ficado sem bateria. E provavelmente ela e o delegado estão ocupados cuidando dos assuntos do interrogatório, o que fez com que ele sequer visse sua mensagem.
Ele olhou para Jessy por um breve momento e suspirou.
(Hannah) — Ao invés de ficarmos aqui criando teorias, porque não entramos logo?
(Jessy) — Sim, vamos entrar.
Hannah logo começou a caminhar em direção a entrada da delegacia e Jessy, Cleo e Thomas a seguiram. Dan encarou o carro de Adie novamente por um breve momento, até que os seguiu.
Na sala do delegado, ele acabara de servir uma xícara de café para si e após virar um gole do mesmo, ele caminhou até a janela e começou a observar a linda noite que estava lá fora. Enquanto admirava a beleza do céu estrelado, Alan continuava tentando entender o que havia acontecido com Adie.
(Alan) — Qual seria o motivo de sua ida para Washington? Será que o Brandon estava certo sobre você estar falando a verdade e, de repente, você decidiu entregar as provas sobre aquele hacker diretamente ao FBI? Hum… Não. Acho pouco provável.
Ele tomou mais um gole de café e enquanto continuava observando o céu através da janela, alguém bateu na porta. Alan olhou em direção a porta por cima do ombro e se virou.
(Alan) — Entre.
A porta foi aberta por Jason, que era um dos policiais fazendo o turno daquela noite.
(Jason) — Com licença, senhor Blommgate. Há algumas pessoas aqui fora pedindo para falarem com a senhorita Folsham, mas quando eu lhes informei que ela não estava, eles insistiram em falar com o senhor.
Alan suspirou e deixou sua caneca de café sobre a mesa.
(Alan) — Eu já esperava por isso. Mande-os entrar.
(Jason) — Sim, senhor.
Jason se virou e saiu. Alguns instantes depois, a porta foi aberta por ele novamente e Dan, Jessy, Cleo, Thomas e Hannah entraram na sala do delegado.
(Alan) — Boa noite, senhoritas e senhores! Em que posso ajudá-los?
(Hannah) — Boa noite, senhor delegado. E que nossa amiga, a Adie, saiu já a muito tempo e, por acreditarmos que ela ainda estava com o senhor, viemos procurá-la para saber se está tudo bem.
(Jessy) — Nos disseram que ela não está aqui, mas o carro dela está lá fora e… Por favor, nos diga que há uma explicação para isso.
Estando com os braços cruzados, Alan ficou cabisbaixo por um breve momento.
(Alan) — Eu lamento muito, mas tenho que dizer que também estou buscando uma explicação para isso.
Todos se intrigaram.
(Dan) — Isso quer dizer que… que ela já foi embora?
(Cleo) — Mas porque ela deixaria o carro?
Alan pensou nas melhores palavras para dizer o que realmente havia acontecido, mas era em vão, não havia melhor jeito para dar aquela notícia e ele suspirou.
(Alan) — Sinto muito em ter que dizer isso a vocês, mas… Eu não vi a senhorita Folsham hoje.
Todos ficaram extremamente surpresos.
(Hannah) — O-O quê?!
(Alan) — Ela não apareceu para me acompanhar no interrogatório e, por conta disso, fui em busca de uma explicação. Eu decidi ir até a casa onde vocês estão vivendo, mas, depois de fazer parte do percurso, encontrei o carro dela no meio da estrada, estando com a porta aberta, com a chave e com alguns pertences, incluindo aquela mala. – Ele apontou para a esquerda, onde havia uma cadeira que estava com a mala de Adie em cima.
Naquele momento, todos ficaram em choque. Cleo, que ficou boquiaberta, tapou a boca com uma das mãos, enquanto Jessy, que estava com os olhos cheios de lágrimas, ficou cabisbaixa, balançando a cabeça em negação. Thomas também ficou cabisbaixo e Hannah ficou com os olhos arregalados, atônita. Já Dan, que estava inconformado, se virou de costas por um breve momento, balançando a cabeça em negação e passou as mãos no rosto.
(Alan) — Eu lamento muito, mas, aproveitando que estão aqui, gostaria de fazer uma pergunta que pode nos ajudar a entender melhor a razão do sumiço dela.
(Cleo) — Pergunte o que quiser, senhor Blommgate. Estamos dispostos a ajudar.
(Alan) — Que bom saber disso. Bem… – Ele abriu a gaveta de sua mesa e pegou uma passagem aérea. — Isso aqui foi encontrado juntamente com os pertences da senhorita Folsham.
Dan logo se aproximou e pegou a passagem da mão do delegado.
(Jessy) — Isso é uma passagem aérea?!
(Dan) — Sim… Com destino para Washington, Estados Unidos.
(Cleo) — O quê?!
(Alan) — Vocês estavam cientes dessa viagem que a senhorita Folsham pretendia fazer?
(Jessy) — Não! Ela nunca mencionou que pretendia viajar.
Hannah e Cleo apenas balançaram a cabeça em negação.
(Thomas) — Ela não disse nada disso a nenhum de nós do grupo, senhor Blommgate.
Dan permanecia encarando a passagem e se lembrou de algo.
Flashback on
(Cena do Capítulo 58 — O Último Dia)
(Adie) — … Só me surpreende você não conseguir imaginar minha ausência, quando que, na verdade, ela é inevitável.
Ele a olhou.
(Dan) — Como assim?!
(Adie) — Dan, eu estou ao lado de um hacker procurado pelo governo. Eu pensei que ao saber disso, você entenderia que nada é absoluto para nós.
(Dan) — Mas vocês já estão aqui há quase um ano e nada aconteceu.
(Adie) — Você tem certeza disso? O retorno do homem sem rosto não conta?
(Dan) — Sim, conta. Estou dizendo que nada foi descoberto sobre o Jake, até então.
(Adie) — A questão é: Até quando?
(Dan) — Certo... Então, está tentando me dizer que um dia terá que ir embora daqui com o homem hacker?
(Adie) — Ou, talvez, sozinha.
Flashback off
Naquele momento, o delegado, que o observava, já havia notado que, possivelmente, Dan sabia de algo.
(Alan) — Senhor Anderson?
(Dan) — Hum? – Ele o olhou.
(Alan) — O senhor sabia que ela faria essa viagem?
Dan suspirou e entregou a passagem para Alan.
(Dan) — Não, senhor. Eu… Eu não sei o que dizer sobre isso.
Alan o encarou por um breve momento, como se duvidasse de suas palavras e pegou a passagem de volta.
(Alan) — Hum… Sendo assim, só nos resta esperar e torcer para que ela apareça.
Era evidente o desespero no rosto de cada um, mas nenhum sentimento se compararia ao que eles sentiriam se soubessem onde Adie realmente estava.
Naquela linda noite estrelada, no meio daquela floresta tão extensa, da qual os sons predominantes eram das folhas das árvores sendo agitadas pelo vento, aquela cabana velha, conhecida como cabana do desafio, estava fechada, como sempre. Porém, dentro dela, havia um segredo, um precioso segredo para muitos.
Adelynn POV
Eu me vi saindo da cidade de Duskwood, mas, de repente, tudo ficou confuso. Tudo ficou escuro, até que, ao abrir meus olhos e ver tudo embaçado, eu comecei a compreender que aquilo não passou de um sonho. Estranhamente, agora que estou retomando a consciência, sinto algo pressionando a minha boca e fico ainda mais confusa ao perceber a posição em que estou… Eu dormi sentada?! Conforme minha visão se esclarece e observo a minha volta, o meu estranhamento só aumenta… Onde eu estou?! Como se não fosse possível piorar, tento me mexer, mas percebo que minhas mãos estão amarradas para trás. Assustada, percebo que a parede ao lado, está repleta de fotos minhas, fotos tiradas sem o meu consentimento. De repente, um flash de luz surgiu em minha memória e arregalo os olhos ao me lembrar do exato momento em que alguém me agarrou pelas costas e me fez adormecer.
Flashback on
(Cena do capítulo 59 — As Faces do Mal)
Ao tentar virar a cabeça lentamente para olhar para trás, aquela pessoa a agarrou pelo pescoço e ela imediatamente soltou seu celular, que caiu no chão do carro. … e antes que Adie pudesse gritar, ele, que segurava com a outra mão um lenço umedecido com um líquido sedativo, o pressionou no nariz dela.
Flashback off
Naquele momento, Adie começou a compreender o que aconteceu e entrou em pânico. Ela começou a se sacudir, tentando se soltar, mas todo o seu esforço seria em vão, pois ela estava amordaçada e muito bem amarrada a uma cadeira.
Enquanto ela estava em completo desespero tentando se soltar, do cômodo ao lado, um homem saiu e caminhou lentamente em direção a ela. Quando ele parou a sua frente, Adie notou sua presença e levantou o olhar lentamente. Ao ver aquele “rosto”, ela arregalou os olhos.
(Homem sem rosto) — Hum… – Ele suspirou. — Você não faz ideia de quanto trabalho nos deu. Mas, veja só… – Ele deu uma leve risada. — Do que adiantou tentar fugir? Seu pior pesadelo, se tornou real.
Ele tinha razão. Ela estava diante de seu pior pesadelo e, estando com a respiração acelerada, seus olhos marejaram e ela voltou a se sacudir desesperadamente, tentando se soltar.
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