Dear Hacker - Duskwood Continuation (Em Revisão)
57 Gatilhos
Notas iniciais
Delegacia de Duskwood 9:22 pm
Naquela noite, Brandon era um dos policiais que fazia o turno na delegacia, o que não era exatamente sua obrigação, mas era necessário para que seu disfarce continuasse sendo inquestionável. Estando recostado na mesa da recepção e distraído enquanto lia um livro, ele tomou um leve susto quando ouviu o telefone tocar. Em seguida, ele bufou e pegou o telefone, aproximando-o do ouvido.
(Brandon) — Delegacia de Duskwood.
(Phil) — Boa noite, senhor policial. Bem, eu não sei como explicar, mas… Alguém invadiu minha rede social e fez uma postagem maldosa a meu respeito. E como consequência disso, estou correndo risco de vida.
Brandon se intrigou.
(Brandon) — Ok, deixa eu ver se entendi… Alguém invadiu a sua rede social e publicou alguma calúnia a seu respeito. E agora, querem matá-lo?
(Phil) — B-Bom… Não é bem uma calúnia… Mas preciso que o senhor envie alguém até aqui para garantir minha segurança.
(Brandon) — Hum… Certo. E qual é o seu nome e endereço?
(Phil) — Me chamo Phillip Hawkins e sou proprietário do bar Aurora, que fica próximo à praça do mercado.
(Brandon) — Ah, eu sei bem onde é. Chego aí em alguns minutos.
(Phil) — Obrigado.
Brandon desligou o telefone e suspirou.
(Brandon) — Enfim, um pouco de ação.
(Carter) — Invasão cibernética, é? – Ele estava sentado em uma das cadeiras de espera e segurava seu celular. — O delegado vai gostar disso. – Ele voltou a olhar para o celular.
(Brandon) — É. Mas peço que não diga nada a ele, afinal, pode se tratar apenas de uma brincadeira de mal gosto feita por um adolescente. – Ele colocou o livro sobre a mesa da recepção e pegou as chaves do carro, que estavam ao lado.
(Carter) — Hum, quem sabe. – Ele o olhou. — Bem, de qualquer maneira, divirta-se, enquanto eu fico aqui imerso no tédio.
Brandon caminhou até a saída.
(Brandon) — Fique tranquilo, vai chegar sua vez. – Ele o olhou de canto, esboçando um sutil sorriso debochado, e saiu.
Carter deu uma leve risada e voltou a mexer em seu celular.
Enquanto isso, no Aurora, Phil deixou seu celular sobre o balcão e foi até a mesa onde as garotas estavam.
(Phil) — Adie, posso falar com você?
Adie o olhou e pensou por alguns segundos, até que olhou para as amigas por um breve momento.
(Adie) — Eu já volto, meninas.
Todas assentiram com a cabeça e ela se levantou, seguindo juntamente com Phil até o balcão. Ao se aproximarem, ele se virou, ficando de frente para ela e era evidente sua aflição.
(Phil) — Acho que você já sabe o que vou dizer.
(Adie) — Sim, mas estou confusa. Você resistiu tanto para me contar sobre aquilo e agora, decidiu expor essa barbaridade em uma rede social?
(Phil) — Eu não fiz isso, Adie, e lhe chamei até aqui para perguntar se você contou essa história para alguém.
Ela arqueou uma de suas sobrancelhas.
(Adie) — Então, você está pensando que eu ou alguém do grupo fez isso?
(Phil) — Não. Eu só preciso saber se mais alguém soube, é só isso.
(Adie) — Não, ninguém mais soube. Mas agora me explique exatamente como isso aconteceu.
Phil suspirou.
(Phil) — Bem, eu… Eu estava mexendo em minhas redes sociais e, de repente, começaram interferências estranhas na tela do meu celular. A princípio, eu ignorei e continuei navegando, até que alguns dos meus aplicativos começaram a ser iniciados sozinhos, como se uma segunda pessoa estivesse mexendo em meu celular. Depois de alguns segundos, minha tela ficou totalmente escura, até que um olho vermelho apareceu.
Adie ficou surpresa.
(Adie) — Olho vermelho?!
(Phil) — Sim, e juntamente com o olho, uma voz estranha disse: Eu avisei! E depois, a tela ficou completamente preta e eu não consegui fazer absolutamente nada em meu celular por alguns minutos, mas quando ele voltou a funcionar normalmente, a publicação já havia sido feita e eu não consegui acessar o meu perfil para excluir, pois a senha havia sido alterada.
Ainda surpresa, Adie desviou o olhar, enquanto Phil ficou cabisbaixo por um breve momento.
(Phil) — Para piorar toda a situação, o Derick viu a publicação e já sabe de tudo. E como se não bastasse, ele está vindo até aqui.
Adie se surpreendeu novamente.
(Adie) — Ah, Deus! – Ela passou uma das mãos no rosto.
(Phil) — Eu chamei a polícia e espero que eles cheguem logo, porque eu sei que essa loucura está longe de acabar.
Adie ficou com o olhar distante por alguns segundos, pensativa.
(Phil) — O lado bom é que você está aqui. Eu posso dizer que ver você foi a melhor coisa da minha noite.
Ela voltou a olhá-lo e franziu o cenho, balançando a cabeça em negação.
(Phil) — Ah, qual é? Eu estou tentando descontrair.
(Adie) — Hum, que bela maneira. – Ela ironizou.
Mesmo que sua aflição ainda estivesse aparente, Phil esboçou um sutil sorriso.
(Adie) — Bem, eu vou voltar para a mesa. Qualquer novidade, me avise.
(Phil) — Certo, princesa.
Ela revirou os olhos, bufou e se dirigiu até a mesa.
Ao se aproximar e se sentar onde estava antes, Adie estava com o olhar distante e claramente preocupada.
(Cleo) — E então, o que ele queria?
(Adie) — Me perguntar se eu contei sobre o caso dele com a Lucy para alguém, pois ele me assegurou de que não foi o autor da publicação. Obviamente, eu disse que não contei a ninguém sobre o caso e peço que vocês guardem esse segredo até o túmulo.
(Lilly) — Fique tranquila, Adie.
(Hannah) — Bom, se não foi ele, talvez tenha sido a Lucy, ou alguém que ela contou sobre o caso.
(Lilly) — O que seria muito mais provável, afinal, sabemos que não foi ninguém do nosso grupo.
(Adie) — É… – Ela ficou cabisbaixa por um breve momento.
(Jessy) — Tudo isso é muito estranho. Ele tentou acessar o próprio perfil, mas não conseguiu, ou seja, tudo indica que o perfil foi invadido por alguém que sabia muito bem o que estava fazendo. Terá sido um… hacker?
Adie a olhou.
(Jessy) — Eu odeio pensar isso, mas… Terá sido o Jake?
(Lilly) — O quê?!
(Hannah) — Não seja precipitada, Jessy! O Jake não teria motivos para fazer algo assim.
(Adie) — A Hannah tem razão. Entenda que o Jake não é o único hacker do mundo e eu não admito que você volte a desconfiar dele como antes, Jessy.
Jessy suspirou e ficou cabisbaixa por um breve momento.
(Jessy) — Vocês têm razão. Me desculpem.
Adie suspirou e desviou o olhar, tentando conter sua preocupação, pois, apesar de defendê-lo, ela sabia a verdade. Depois de alguns segundos estando pensativa e olhando em direção a entrada do bar, ela viu alguém familiar entrando e ficou levemente surpresa.
(Adie) — Ah não...
Todas a olharam e ao notarem para onde ela olhava, olharam em direção e viram alguém se aproximando do balcão, onde Phil estava.
(Jessy) — O que ela faz aqui?! Será que ela não percebe que pode complicar tudo ainda mais?
(Cleo) — Quem é ela?
(Adie) — É a famosa Lucy.
Cleo ficou levemente surpresa e elas continuaram olhando em direção a Lucy, que conversava com Phil de forma alterada.
(Lucy) — Nós tínhamos combinado que nunca falaríamos disso com ninguém!
(Phil) — Entenda, eu não fiz aquilo!
(Lucy) — Então quem foi?! Porque se não foi você, aposto que foi sua namorada para se vingar!
(Phil) — Ela não tem nada a ver com isso! E a propósito, como chegou aqui tão rápido?
(Lucy) — Derick e eu já estávamos em Duskwood. Estávamos jantando com os pais dele e você não deveria estar tão tranquilo, ele está determinado a acabar com você!
(Phil) — E porque só eu levo toda a culpa, como se você fosse uma vítima inocente?!
(Lucy) — Não seja estúpido! Eu só estou aqui porque precisei me afastar o mais rápido possível, pois ele está totalmente descontrolado. E eu aproveitei para vir avisá-lo para fechar o bar e se esconder, antes que ele chegue.
Phil se intrigou e ela suspirou.
(Lucy) — Apesar de tudo... Eu ainda me preocupo com você.
Phil bufou, balançando a cabeça em negação e desviou o olhar em direção a entrada do bar por um breve momento, mas logo se surpreendeu ao ver alguém entrar.
(Derick) — Ah, eu sabia que você ia vir tentar proteger seu amante, sua vadia! –
Os clientes que ainda restavam no local o olharam e Derick seguiu apressado, em direção a Phil.
(Lucy) — Derick, por favor, se acalme! – Ela tentou barrá-lo.
Estando totalmente tomado pela raiva, Derick a empurrou, o que a fez quase cair sobre uma das mesas, e ele se aproximou de Phil, que deu alguns passos para trás.
(Phil) — Cara, por favor, vamos conver... – Derick o interrompeu com um soco no rosto, derrubando-o.
(Derick) — Conversar?! Eu vou acabar com você, seu infeliz!
Ele partiu para cima de Phil, distribuindo diversos socos.
(Jessy) — Oh, Céus! – Ela se levantou e seguiu apressada até o balcão.
Adie fez o mesmo e as duas se aproximaram, vendo Phil em completa desvantagem.
(Jessy) — Parem com isso!
Lucy voltou a se aproximar de Derick e tentou segurá-lo.
(Lucy) — Derick, pare com isso! Eu também sou culpada, não tem porque fazer isso com ele!
Derick a olhou por cima do ombro, furioso, e se levantou.
(Derick) — Você tem razão, amorzinho. – Ele se virou de frente para ela. — Eu também devo acabar com você, sua vadia maldita!
De repente, ele envolveu o pescoço dela com suas duas mãos e começou a apertá-lo. Lucy arregalou os olhos e tentou tirar as mãos dele de seu pescoço, mas foi em vão. Naquele momento, ele começou a empurrá-la para trás, até que a encurralou contra o balcão e continuou enforcando-a. Mesmo estando assustadas, Jessy e Adie se aproximaram e tentaram fazê-lo parar.
(Jessy) — Solte ela!
(Adie) — Solte ela, seu imbecil! – Ela agarrou o braço direito dele.
(Derick) — E você não se meta! – Ele moveu seu braço bruscamente, empurrando-a, enquanto sua outra mão permanecia enforcando Lucy.
O empurrão não foi tão forte e Adie apenas se afastou um pouco, olhando-o com raiva. Phil, estando com o rosto sangrando, se levantou e agarrou Derick pelo pescoço, numa tentativa de aplicar um mata-leão.
(Phil) — Tire as mãos dela, seu covarde!
Derick soltou o pescoço de Lucy, que começou a tossir e Adie se aproximou dela.
(Adie) — Você está bem?
Mesmo respirando pesadamente, Lucy assentiu com a cabeça.
(Adie) — Vem comigo.
Adie a conduziu até próximo a uma mesa vazia, enquanto Derick continuava tentando se soltar dos braços de Phil. Naquele momento, Brandon entrou no bar e Adie logo o avistou e se aproximou dele.
(Brandon) — Adie?!
(Adie) — Que bom que você chegou, porque aqueles dois estão prestes a se matarem! – Ela apontou em direção ao balcão.
Sem dizer nada, Brandon seguiu apressado até lá. Enquanto isso, as garotas estavam de pé, mas ainda próximas à mesa que estavam sentadas antes e olhavam em direção ao balcão.
(Lilly) — Gente, é o policial Brandon!
(Cleo) — Hum! Essa é a sua chance de falar com ele. Depois que ele acabar com essa confusão, é claro.
Apesar do caos, Lilly sorriu sutilmente.
Enquanto isso, Derick, que havia acabado de se soltar dos braços de Phil, se virou de frente para ele e o golpeou com um soco novamente.
(Brandon) — Ei, parem já com isso! – Ele segurou Derick, passando seus braços por debaixo das axilas dele e travando-o pelos ombros.
(Derick) — Me solta, seu idiota! Eu vou acabar com esse desgraçado! – Ele se debateu.
Brandon o soltou, mas agarrou o colarinho de sua camisa e o empurrou contra o balcão, de modo que Derick o olhou de frente.
(Brandon) — Eu mandei parar!
Ao ver que se tratava de um policial, Derick ficou surpreso e parou. Em seguida, Phil se levantou, limpando o sangue que saía de sua boca e Jessy se aproximou dele, enquanto Adie estava do outro lado do balcão.
(Brandon) — Eu acreditava que pessoas da idade de vocês sabiam resolver pendências, sem parecerem dois animais.
Derick se desencostou do balcão e ajeitou sua camisa.
(Derick) — Com todo respeito, senhor policial, mas é muito fácil falar, quando não é você a descobrir que seu suposto melhor amigo, dormiu com a sua esposa.
(Brandon) — E o que você acabou de fazer mudou o que aconteceu entre eles ou apenas serviu para expor os três, ainda mais, ao ridículo?
Irritado, Derick bufou e desviou o olhar por um breve momento.
(Adie) — Na verdade, as ações do senhor Derick, serviram para mostrar que ele não é muito bom em controlar a raiva, o que o leva a cometer atos impensáveis contra qualquer um que tente pará-lo.
Brandon e Derick a olharam.
(Derick) — Afinal, quem é você?! E porque insiste em se meter em assuntos que não lhe correspondem?!
(Adie) — Eu não lhe devo explicações.
(Derick) — Ah, já sei! Para estar defendendo essa vadia, você deve ser igual!
Brandon se enfureceu e, com apenas uma mão, o agarrou pelo colarinho da camisa e o pressionou bruscamente contra o balcão.
(Brandon) — Acho bom você começar a medir suas palavras!
Adie se surpreendeu e Derick ficou assustado.
(Brandon) — Mais uma palavra desrespeitosa e eu irei prendê-lo. – Ele o empurrou novamente contra o balcão, batendo suas costas. — Ouviu bem?!
Acuado e assustado, Derick apenas assentiu com a cabeça. Em seguida, Brandon soltou o colarinho de sua camisa e deu dois passos para trás, encarando-o de forma intimidadora.
(Brandon) — Prossiga no que estava me dizendo, senhorita. – Ele olhou para Adie.
(Adie) — Bem… Em determinado momento, a Lucy tentou acalmá-lo, mas ele a agarrou pelo pescoço e tentou enforcá-la. Acredito que se o Phil não tivesse interferido, ele teria chegado ao extremo de matá-la.
Brandon o olhou novamente.
(Derick) — Ela está exagerando! É claro que eu não chegaria a tal ponto.
(Brandon) — Hum, difícil acreditar, depois do que eu vi.
Derick bufou.
(Brandon) — Sabe qual é o lugar mais adequado para pessoas com dificuldades para controlar a raiva?
(Derick) — Não, eu não sei.
(Brandon) — É na delegacia e, portanto, o senhor virá comigo.
Derick se surpreendeu.
(Derick) — Mas isso não é justo! Eu fui exposto ao ridículo por esses dois! Eu sou a vítima de tudo aqui!
(Brandon) — Independente do que tenha acontecido, isso não lhe dá o direito de ser violento com uma mulher.
Derick bufou, inconformado, balançando a cabeça em negação e Brandon olhou para Phil.
(Brandon) — Senhor Hawkins, você também terá que nos acompanhar.
Phil se surpreendeu.
(Phil) — Eu porque?!
(Brandon) — Preciso saber um pouco mais sobre o ocorrido que desencadeou todo esse caos.
(Phil) — Ah… Certo. Mas, antes, eu preciso fechar o bar.
(Jessy) — Não se preocupe com isso. Eu cuido de tudo por aqui.
Phil a olhou.
(Phil) — Você tem certeza?
(Jessy) — Sim, fique tranquilo.
(Phil) — Obrigado.
Jessy assentiu com a cabeça e Phil se aproximou de Brandon, que olhou para Derick e acenou com a cabeça, ordenando-o a seguir em frente. Derick o olhou com raiva, mas obedeceu a sua ordem e os três seguiram em direção à saída. Enquanto isso, Lucy estava abatida e após ver eles saindo do bar, suspirou e ficou com o olhar distante. Naquele momento, Adie, que a observava, suspirou com pesar.
Do lado de fora, Phil se sentou no banco de trás da viatura e Derick se sentou no banco da frente. Após fechar as portas e deixar uma pequena abertura nas janelas, Brandon se inclinou, de forma que via os dois.
(Brandon) — Eu vou deixá-los sozinhos por alguns minutos, pois ainda preciso resolver um assunto por aqui. Obviamente, as portas estão trancadas, mas se vocês, por um acaso, começarem com brigas idiotas novamente, eu serei forçado a algemá-los. Portanto, é melhor que se comportem como dois adultos civilizados.
Phil, que o olhava, assentiu com a cabeça. Já Derick, estava olhando para frente, ainda inconformado com toda a situação e não esboçou nenhuma reação. Em seguida, Brandon seguiu até o bar novamente e entrou. Naquele momento, só restava Adie, Jessy, Lilly, Hannah, Cleo e Lucy no bar. Ao olhar ao redor, Brandon parou seu olhar em direção a Lucy, que continuava sentada sozinha, e se aproximou dela. Ela, porém, estava cabisbaixa e não notou a presença dele.
(Brandon) — Oi.
Ela logo o olhou e Brandon notou que ela chorava.
(Lucy) — Brandon… – Mesmo com os olhos cheios de lágrimas, ela esboçou um sutil sorriso. — É bom vê-lo de novo, apesar das circunstâncias.
Ele a olhou com pesar e se sentou em uma das cadeiras, ao lado dela.
(Brandon) — Eu sinto muito por tudo que está acontecendo.
Ela ficou cabisbaixa novamente e balançou a cabeça em negação.
(Lucy) — Não… Isso tinha mesmo que acontecer, era inevitável. Talvez, agora, eu… eu realmente aprenda a lição e comece a me valorizar mais.
Naquele momento, ela voltou a olhá-lo e Brandon notou as marcas vermelhas no pescoço dela, deixadas pela agressão de Derick.
(Lucy) — Obrigada por estar aqui.
Ele suspirou com pesar e esboçou um sutil sorriso acolhedor.
(Brandon) — Eu tenho que ir. Espero que você fique bem.
Ela enxugou os olhos.
(Lucy) — Um dia.
(Brandon) — Desejo que seja breve.
Ela suspirou e assentiu com a cabeça, e Brandon se levantou.
(Brandon) — Tchau.
(Lucy) — Tchau.
Enquanto isso, as garotas conversavam, tentando animar Jessy, mas Hannah desviou o olhar por um breve momento e notou algo.
(Hannah) — Gente, o policial está vindo para cá.
Todas logo olharam em direção a Brandon, que estava se aproximando da mesa.
(Brandon) — Boa noite, senhoritas!
(Todas) — Boa noite!
(Brandon) — Se incomodariam se eu me juntasse a vocês por alguns minutos? Prometo não tomar muito o tempo de vocês. Apenas preciso fazer algumas perguntas.
(Lilly) — N-Não seria nenhum incômodo!
(Hannah) — Fique à vontade, senhor policial!
Ele sorriu sutilmente.
(Brandon) — Obrigado.
Brandon pegou uma cadeira da mesa mais próxima, que estava vazia, e se sentou entre Adie e Jessy, tendo Adie à sua esquerda e Jessy à sua direita.
(Brandon) — Bem, eu fui informado vagamente sobre o motivo do caos que presenciamos a pouco e preciso obter mais detalhes de como tudo começou.
(Jessy) — Tudo indica que o celular do meu irmão foi invadido por algum hacker, que pegou informações sigilosas e publicou na rede social dele. Após a publicação ter sido feita, o Phil perdeu o acesso à sua própria conta na rede social.
(Brandon) — Entendi. Alguém poderia me mostrar a publicação, por favor?
Cleo olhou para Lilly.
(Cleo) — Mostre para ele, Lilly.
(Lilly) — Ah… c-claro. Me dê um minuto, por favor.
(Brandon) — Certo.
Ela pegou o celular de dentro da sua bolsa, abriu a rede social, procurou pela publicação de Phil e entregou o celular para Brandon. Ao pegar o celular, ele olhou a publicação por alguns segundos.
(Brandon) — Hum… Está claro que não se trata de uma calúnia.
Ele olhou para Jessy por um breve momento e ela assentiu com a cabeça, constrangida. Em seguida, ele devolveu o celular para Lilly.
(Brandon) — Obrigado, senhorita.
Lilly sorriu sutilmente e pegou o celular.
(Jessy) — Mas o fato de não ser uma calúnia exclui a culpa de quem fez isso?
(Brandon) — Não, senhorita. A invasão de dispositivos informáticos é um crime e vamos investigar sobre quem pode ter sido o autor.
Adie suspirou, incomodada, e ficou cabisbaixa por um breve momento. Brandon notou sua reação e a olhou de canto, mas logo disfarçou.
(Brandon) — Vocês poderiam me informar a hora exata em que o senhor Derick chegou aqui no bar?
Todas pensaram por alguns segundos.
(Cleo) — Não sabemos exatamente.
(Brandon) — O senhor Hawkins ligou para a delegacia por volta de 9:20 pm. Alguém de vocês consegue me dar pelo menos uma média de quanto tempo depois o senhor Derick chegou.
(Adie) — Aproximadamente uns cinco minutos antes da sua chegada
(Jessy) — Senhor policial, porque é tão importante saber o momento exato em que o Derick chegou?
(Brandon) — Acontece que, segundo as informações que eu obtive sobre a Lucy, ficou claro que ela não mora em Duskwood. Ela e o marido, Derick, vivem em Colville, que fica a aproximadamente cinco horas de distância daqui. Se a ameaça foi feita pouco tempo depois da publicação e o senhor Derick chegou aqui tão rápido, posso considerá-lo um suspeito.
Adie o olhou intrigada.
(Brandon) — Pensem comigo… – Ele escorou as mãos na mesa. — E se ele, talvez, tivesse descoberto sobre a traição e tivesse feito a publicação para difamar o Phil? Embora ele também tenha se exposto, as consequências da publicação caem totalmente sobre o Phil e a Lucy. E, sabendo que a invasão de um dispositivo informático poderia incriminá-lo, ele criou um álibi, que o possibilitou estar por perto e vir até aqui bancar o ofendido, apenas para que ninguém desconfiasse. – Ele passou uma breve olhada em todas. — Minha teoria faz sentido para vocês?
(Jessy) — Sim!
(Hannah) — Totalmente.
(Cleo) — Eu também acho bastante plausível.
(Lilly) — Faz total sentido! Ele provavelmente esperava que o Phil chamasse a polícia, mas sendo ele também uma vítima da exposição, ele acreditou que ninguém jamais imaginaria que ele tinha feito tudo.
(Jessy) — Mas se esse era o plano, porque ele agrediu a Lucy? Afinal, isso também poderia incriminá-lo.
(Brandon) — Acredito que tenha sido por descontrole.
(Adie) — Nesse caso, temos que levar em consideração que a Lucy chegou antes do Derick, o que não era esperado e pode ter feito com que ele se enfurecesse ainda mais, já que, além da infidelidade, ela estava claramente do lado do Phil, ao invés de tentar se redimir com o próprio marido.
(Jessy) — Hum… Você tem razão.
(Brandon) — Bem, foi bom poder compartilhar essa teoria com vocês e devo esclarecer que o que me levou a fazer isso, foi o fato de vocês, mesmo não sendo policiais, terem uma certa experiência com investigações. Mas peço que mantenham sigilo sobre esse caso, enquanto eu e os outros investigadores, averiguamos todas as pistas que temos. Eu posso contar com a discrição de vocês?
(Lilly) — Claro. – Ela esboçou um doce sorriso.
(Cleo) — Com certeza, senhor policial.
(Hannah) — Sim, senhor.
(Jessy) — Sim, e conte comigo para qualquer coisa que possa ajudar o meu irmão a sair dessa.
Brandon assentiu com a cabeça.
(Adie) — Conte comigo também.
(Brandon) — Eu agradeço. Bem, não irei tomar mais o tempo de vocês. – Ele se levantou.
(Lilly) — Imagina… É um prazer poder ajudá-lo.
Ele sorriu sutilmente.
(Brandon) — Agradeço pela gentileza.
Lilly sorriu e Brandon olhou para Adie.
(Brandon) — Senhorita Adie, antes de eu ir, poderíamos conversar um minutinho lá fora?
(Adie) — Sim, claro. – Ela se levantou.
(Brandon) — Tenham uma excelente noite, senhoritas! – Ele esboçou um simpático sorriso. — Com licença.
Todas sorriram e assentiram com a cabeça e Brandon e Adie seguiram em direção à saída do bar.
(Hannah) — Hum… Hoje foi o seu dia de sorte! – Ela cutucou Lilly com o cotovelo.
Lilly a olhou, sorrindo sutilmente.
(Cleo) — Sabe o que eu reparei?
(Lilly) — O que?
(Cleo) — Toda essa seriedade e profissionalismo, é o que deixa todos eles ainda mais atraentes.
(Hannah) — É verdade.
(Lilly) — Sim… Você tem razão. – Ela suspirou, esboçando um sorriso bobo.
Do lado de fora do bar, Adie e Brandon deram alguns passos à frente, se distanciando consideravelmente da viatura, de modo que a viam por trás.
(Adie) — Você acha prudente, como policial, deixar aqueles dois sozinhos na viatura?
Ele ficou de frente para ela.
(Brandon) — Ora, qual o problema? Veja só como eles estão calminhos. – Ele esboçou um sutil sorriso debochado.
Adie deu uma leve risada.
(Brandon) — Eu estou mesmo surpreso por tê-la encontrado aqui novamente. Pensei que, depois do que aconteceu naquela noite, você não voltaria mais.
(Adie) — Eu sei que, isso sim, parece imprudente, mas fui convidada por minhas amigas para termos uma noite só de garotas e, convenhamos, Duskwood não tem tantas opções.
(Brandon) — Sim, eu entendo.
Adie suspirou de exaustão.
(Adie) — Sabe… Depois dessa noite, eu pude compreender que o caos sempre estará onde eu estiver.
(Brandon) — Hum… Talvez. Mas eu vou levá-la a compreender algo mais. Sempre que você está envolvida em algum caos, direta ou indiretamente, eu sou designado a estar por perto. – Ele sorriu sutilmente.
Adie sorriu e ficou cabisbaixa por um breve momento.
(Brandon) — Eu entendi perfeitamente tudo o que aconteceu hoje, Adie, e essa atitude pode trazer consequências muito graves.
Ela suspirou.
(Adie) — É… Eu sei.
(Brandon) — Mas fique tranquila. Foi exatamente por isso que eu formulei rapidamente a teoria sobre o Derick e é necessário que todos do seu grupo de amigos continuem acreditando nela, enquanto eu cuido de todo o resto.
Ela o encarou por alguns segundos.
(Adie) — Obrigada.
(Brandon) — Não precisa agradecer. Você conhece bem a minha motivação. – Ele piscou para ela, esboçando um sutil sorriso.
Adie sorriu.
(Brandon) — Bem… Agora eu tenho que levar aqueles dois brigões para a delegacia, porque minha noite está longe de acabar.
(Adie) — É…Tenho que concordar.
Ele a olhou com ternura.
(Brandon) — Se cuida.
Adie o olhava da mesma forma.
(Adie) — Você também.
Brandon assentiu com a cabeça, se virou e começou a caminhar em direção a viatura.
(Brandon) — E me deseje sorte. – Ele ergueu sua mão esquerda, estando com os dedos médio e indicador cruzados, indicando um desejo de sorte.
Adie deu uma leve risada e continuou observando-o se afastar, até que ele entrou na viatura.
Mais tarde, as garotas chegaram em casa e seguiram até o quarto, menos Adie, que parou em frente à porta do quarto de Jake, bateu quatro vezes e esperou alguns segundos até ele abrir.
(Adie) — Oi. – Ela disse ao vê-lo.
Jake estava extremamente sério e não esboçou nenhuma emoção ao vê-la.
(Jake) — Adie… Como foi sua noite?
(Adie) — Bem… Não tão tranquila como eu gostaria, mas foi agradável por alguns instantes.
(Jake) — Hum, eu imagino.
Ambos se encararam por alguns segundos e era estranho como os olhos de Jake pareciam enxergar sua alma naquele momento. Ele estava com um ar distante e misterioso, e lhe trouxe lembranças de quando ela o conheceu por mensagens. Naquela época, embora não pudesse olhá-lo nos olhos, era exatamente assim que ela o imaginava; Frio, indiferente e misterioso.
(Adie) — Eu posso entrar?
(Jake) — Claro. – Ele abriu espaço para que ela entrasse.
Adie entrou no quarto e Jake fechou a porta. Em seguida, ela caminhou para perto da cama e olhou em direção ao computador, notando que estava desligado.
(Adie) — Hum, que estranho. Acho que é a primeira vez que vejo o seu computador desligado.
(Jake) — Eu já o usei o suficiente por hoje.
Ela se virou de frente para ele, que se aproximou.
(Adie) — Porque você agiu dessa maneira?
(Jake) — Depois do que aconteceu no bar naquela noite, não é óbvio?
Adie se intrigou.
(Adie) — Mas quem te contou?
Jake ficou em silêncio.
(Adie) — Já sei… Foi o Dan, não é?
(Jake) — Isso agora não faz diferença, Adie. Apesar de que eu gostaria muito que você tivesse me dito a verdade.
Ela suspirou e desviou o olhar por um breve momento.
(Adie) — Eu não sabia como te contar.
(Jake) — Entendo.
(Adie) — Me diz, o que exatamente o Dan te contou?
(Jake) — Apenas sobre a condição imposta pelo Phillip, de apresentá-la como namorada para a Lucy. Ele disse não saber nada sobre o que aconteceu depois.
Adie franziu o cenho, intrigada.
(Adie) — Então… Você fez isso com o Phil apenas por saber da condição que ele me impôs?!
(Jake) — Não, Adie. Eu sei que não ficou apenas nisso. Pessoas como ele, são totalmente previsíveis.
(Adie) — E o que você supõe ter acontecido?
(Jake) — Que ele tenha tentado se aproveitar da situação.
(Adie) — E… – Ela desviou o olhar por um breve momento. — E o que você supõe que eu tenha feito?
Jake a encarou por alguns segundos, pensativo.
(Jake) — Se o que quer saber é se eu penso o pior de você, saiba que não. Você me ensinou a confiar plenamente nos seus sentimentos por mim e eu a conheço melhor do que qualquer um do seu grupo de amigos.
Ela ficou sem palavras por alguns segundos, até que suspirou.
(Adie) — Jake… – Ela se aproximou um pouco mais e acariciou o rosto dele. — Ainda assim, o que você fez foi muito grave e pode lhe trazer sérias consequências.
Jake ficou cabisbaixo por um breve momento.
(Jake) — Eu sei. E você sabe que eu não costumo agir por impulso e sempre analiso todo e qualquer risco que cada passo possa me trazer, mas… foi mais forte do que eu. Quando eu soube o que ele lhe propôs, comecei a me lembrar de algumas coisas que a tanto tempo evitei, mas as imagens começaram a surgir automaticamente e minha raiva se tornou incontrolável. – Ele se sentou na cama, ficando com o olhar distante.
(Adie) — Do que se lembrou? – Ela se sentou ao lado dele.
(Jake) — Eu finalmente pude compreender o porque não suporto caras como o Phillip… A verdade é que… Ele me lembra o senhor Donfort.
Adie se intrigou.
(Adie) — O seu pai?
(Jake) — Hum, por assim dizer. – Ele suspirou e ficou cabisbaixo. — Eu nunca lhe contei sobre isso, mas… Durante a minha adolescência, eu vi minha mãe chorar algumas vezes e, em todas essas vezes, ela segurava a foto de um homem. Certo dia, eu a questionei sobre o meu pai e ela me disse que ele estava morto, mas me mostrou exatamente aquela foto e me disse apenas seu sobrenome, Donfort. Eu fiquei curioso e não me conformei apenas com aquela informação. Eu queria saber quem ele foi, no que trabalhou e como eles se conheceram e, ao questioná-la sobre isso, ela me contou que eles haviam se conhecido, por um acaso, em um bar. Ele costumava ir lá todas as noites e demonstrou estar apaixonado por ela logo nos primeiros encontros. Apesar de toda intensidade, eles nunca tiveram uma relação formal. Tudo não passava de encontros regados a álcool e com boas conversas, mas ele era bom com as palavras e minha mãe se apaixonou perdidamente. Ela me disse que eles se divertiam muito quando estavam juntos e os encontros haviam se tornado uma rotina, até que, um certo dia, ele não apareceu. Ela estranhou, mas voltou nos dias seguintes e o esperou, mas ele não apareceu mais, o que a deixou arrasada. Porém, alguns meses depois, ela recebeu um telefonema de alguém que se identificou como um amigo próximo a ele, e essa pessoa a informou que ele havia morrido.
Adie se surpreendeu.
(Adie) — O que?!
(Jake) — É… Porém… Dois meses depois, ela descobriu que estava grávida de mim. – Ele a olhou por um breve momento.
Adie se intrigou.
(Jake) — Confesso que, quando ela me contou sobre a morte dele, eu fiquei triste por saber que nunca poderia conhecê-lo, mas não havia outro jeito, se não, me conformar. Um bom tempo se passou e eu me acostumei com a ideia, porém, houve um dia em que eu estava em frente ao meu computador e me veio a curiosidade de pesquisar o sobrenome dele. Por se tratar de um sobrenome incomum, não tive muito sucesso em minhas pesquisas, mas ao insistir um pouco mais, encontrei o perfil da Hannah. Eu logo entrei e, ao olhar cada detalhe que ela havia publicado sobre si mesma, encontrei uma foto dela com a família. Ela, a Lilly, a mãe e o pai… o mesmo homem da foto que minha mãe havia me mostrado. Naquela época, a foto havia sido postada a poucos dias e a legenda deixava claro que também havia sido tirada recentemente. Além da legenda, havia a marcação dos perfis de cada um, incluindo o dele. No perfil dele, evidenciava o casamento com a mãe da Hannah e a quanto tempo estavam juntos. Ao ver a data, comecei a entender o que havia acontecido. Foi aí que eu decidi criar um perfil anônimo e entrar em contato com ele. Quando o contatei, não demorou muito para que eu obtivesse uma resposta. Eu conversei com ele de forma despretensiosa, como se fosse algum amigo do passado que soubesse de alguns detalhes sobre a vida dele, mas que não estava ali para julgá-lo. Não foi difícil conseguir a confiança dele, ele foi bastante simpático, até que eu mencionei o nome da minha mãe. Naquele momento… – Ele suspirou. — A pior verdade que eu podia imaginar, veio à tona. Apesar de ter dito que não vivia mais aquela vida sórdida, ele se gabou por ter sido um galanteador no passado. Ele se descreveu como um cara que tinha facilidade em conseguir o coração das mulheres, embora, o que realmente lhe interessava, eram apenas seus belos corpos. Eu entrei no jogo e fingi ser como ele e foi aí que ele falou um pouco mais da relação que teve com a minha mãe. Ele se referiu a ela como apenas uma diversão, embora tenha sido difícil conseguir o que queria. A essa altura da conversa, eu já estava completamente enojado, mas o que ele disse depois, me revirou o estômago… – Ele balançou a cabeça em negação, estando com uma expressão enojada. — Eu consegui esquecer aquelas palavras por um tempo, mas hoje… Me lembrei como se estivesse revivendo aquele momento, da qual ele me disse: “É para isso que servem as boas bebidas do bar Drinks Harold; quando havia alguma garota muito resistente, bastava apenas alguns drinks para fazê-las amolecer, para que o resto fosse concluído. Foi assim que eu tive aquele belo corpo em minhas mãos e mesmo que ela sequer tivesse condições de se manter acordada, foi uma ótima experiência. Mas, apesar de querer repetir aquilo por outras vezes, infelizmente, meu trabalho naquela cidade havia acabado e eu precisei voltar para casa.”
Adie ficou surpresa, boquiaberta.
(Adie) — E-Está dizendo que… que ele se aproveitou da sua mãe quando ela estava bêbada?
Jake suspirou com pesar e assentiu com a cabeça.
(Adie) — Isso é horrível!
(Jake) — É… Foi aí que eu entendi o porquê da minha mãe ter me contado uma história sem muito sentido. Ela era jovem, ingênua e é provável que só tenha percebido o real motivo do sumiço dele quando descobriu a gravidez, mas eu sei que, quando nasci e conforme fui crescendo, ela sentia muita dor ao me olhar, pois, infelizmente, eu tenho os mesmos olhos e a mesma cor de cabelo que ele. – Ele desviou o olhar por um breve momento.
Adie suspirou com pesar e acariciou a nuca dele.
(Adie) — Eu sinto muito por tudo e imagino o quanto você sofreu ao descobrir a verdade.
Ele suspirou e ficou cabisbaixo.
(Adie) — Acredite… Eu sei muito bem o que é ter que aceitar a realidade de ser filho de um pai assim.
Jake a olhou, intrigado.
(Adie) — Enfim… Ainda tem algo que não ficou claro para mim, Jake… Eu compreendi que o fato do Phil agir o tempo todo como um galanteador, pode ter lhe trazido, inconscientemente, a lembrança do senhor Donfort, mas, porque você teve uma reação tão drástica quando soube da condição que ele impôs?
Ele desviou o olhar.
(Jake) — O problema não está na condição que ele impôs, mas quando eu soube sobre ela e me lembrei da condição em que você chegou naquela noite, tive certeza de que ele, sendo como é, tinha tentado, mais uma vez, fazer com você, o mesmo que o senhor Donfort fez com a minha mãe.
Adie franziu o cenho, confusa.
(Adie) — Espera… E-Eu não entendi.
Ele suspirou e a olhou.
(Jake) — Está na hora de você saber que, no dia em que aconteceu a festa aqui, no momento em que você entrou na casa por estar se sentindo mal, por conta da bebida, quem esteve com você no quarto, trocando beijos e carícias, não fui eu… Foi o Phillip.
Adie ficou extremamente surpresa.
(Adie) — O-O quê?!
Fale com o autor