Notas iniciais
Olá a todos! Trago mais um capítulo para vocês e espero que gostem ♥ Tenham todos uma ótima leitura!

A madrugada havia chegado, e com ela, veio a inquietação, misturada com indignação. Adie estava na cozinha, sentada próxima ao balcão, escorando seus braços no mesmo e segurava um copo que continha o resto do que havia sido uma dose de whisky. Enquanto tentava assimilar a informação que acabara de receber, seu olhar estava distante e ela estava imersa em lembranças que, por mais que tentasse evitar, não conseguia.

Flashback on

(Cena do capítulo 51 — Um Brinde aos Corações Partidos)

(Phil) — Me perdoe por fazer as coisas dessa maneira, meu amor. Eu só... não aguento mais ter que me conter. – Ele disse bem perto dos lábios dela, sentindo sua respiração pesada. — Eu sinto tanta saudade do seu beijo.

Ela se intrigou extremamente e o empurrou.

(Adie) — Como assim sente saudade?!

(Phil) — Me deixe te fazer lembrar daquela noite. – Ele tentou beijá-la, mas Adie virou o rosto e ele beijou sua bochecha.

Na noite da festa, enquanto sentia aquela sensação de desconexão ocasionada pela bebida, Adie tentava encontrar uma roupa na cômoda, mesmo que mal conseguisse enxergar. Obviamente, ela se lembrava do momento em que alguém se aproximou de suas costas e ela tentou olhar por cima do ombro, mas foi surpreendida por aquela pessoa, que se encostou nela e sussurrou em seu ouvido.

(Cena do capítulo 16 — A Manifestação do Desejo)

— Shiii, não se assuste.

Dali em diante, ela se lembrava de cada sensação prazerosa que lhe tirou o ar. Porém, agora que ela soube a verdade, as lembranças surgiram acompanhadas de flashes de luz, mudando completamente sua percepção daquela noite, da qual a imagem de Jake, foi substituída por quem realmente esteve com ela, Phil.

(Flash de luz)

Cena do Capítulo 16 — A Manifestação do Desejo)

…Com um dos dedos, Phil afastou o cabelo dela para o lado e lhe deu um beijo no pescoço, o que a fez respirar fundo e se arrepiar…

(Flash de luz)

…Phil se afastou um pouco e a virou de frente para ele, mas antes mesmo que ela pudesse olhá-lo, ele a beijou, um beijo intenso e cheio de desejo. Ela logo correspondeu ao beijo e envolveu seus braços no corpo dele…

(Flash de luz)

…Ao chegarem em frente, ele parou o beijo para deitá-la na cama e ficou sobre ela, entre suas pernas, voltando a beijá-la em seguida. Com uma de suas mãos, ele acariciou a coxa dela, depois deslizou a mão para a cintura e foi subindo-a devagar, por dentro da blusa.

(Flash de luz)

…Após desabotoar a calça dela, Phil desabotoou a sua própria calça, mas antes de tirá-la, ele se inclinou, levantou a blusa de Adie até a altura dos seios e começou a beijar sua barriga, subindo devagar. Conforme os beijos dele subiam, ela se contorcia de prazer e mordiscava o lábio inferior.

Flashback off

O mais novo desafio era aceitar que, mesmo sem querer, ela havia dado falsas esperanças para Phil naquela noite. Após essas lembranças, ela suspirou e era evidente o tamanho incômodo que lhe acometia. Numa tentativa de aliviar aquela sensação, ela virou o resto de whisky que havia em seu copo e o deixou sobre o balcão. Em seguida, fazendo uma sutil careta enquanto engolia a bebida, ela se levantou e seguiu até a saída da casa. Após fechar a porta atrás de si, ela se aproximou de uma das pilastras da varanda, recostou seu corpo na mesma, passou as mãos no rosto e suspirou. Depois de alguns segundos, ela olhou para o céu, que estava estrelado, e permaneceu encarando-o.

(Adie) — Cada dia tudo só piora… Eu estou cansada.

(Dan) — É, eu também.

Adie tomou um baita susto e se virou rapidamente, olhando em direção a voz de Dan e notando-o sentado à mesa, bebendo uma dose de whisky.

(Dan) — Está tudo uma merda mesmo.

Ela respirou fundo, se recuperando do susto, e seguiu em direção a porta da casa.

(Dan) — Aí, espera...

Ela parou.

(Dan) — Não quer conversar sobre o que tanto lhe incomoda?

Adie o olhou com o cenho franzido.

(Adie) — Com você?!

(Dan) — Porque o espanto? Nós sempre fizemos isso, não? – Ele a olhou.

(Adie) — Sim, até você se dar conta de que eu era a pior pessoa do mundo, já esqueceu? – Ela cruzou os braços. — E como se não bastasse suas ofensas, você ainda abriu essa boca grande e contou para o Jake o que aconteceu no bar Aurora.

Ele desviou o olhar e suspirou.

(Dan) — Eu sei que fiz merda, mas, em minha defesa, foi o Jake que ficou prestando a atenção em conversas alheias.

Adie se irritou.

(Adie) — Ah, você continua sendo o mesmo idiota de sempre, que sequer consegue assumir seus erros! – Ela abriu a porta da casa para entrar.

(Dan) — Adie, por favor, espera.

Ela parou e revirou os olhos.

(Dan) — Me desculpe se te causei problemas, eu juro que não foi minha intenção.

Ela bufou.

(Dan) — E, respondendo sua primeira pergunta, eu não me esqueci de nada do que lhe disse. Mas você, com sua incrível capacidade filosófica, me fez ficar pensativo depois de nossa última conversa, a ponto de nem mesmo a bebida estar ajudando. – Ele olhou para o copo de whisky e virou mais um gole.

Ela se virou, olhando-o, e arqueou uma de suas sobrancelhas.

(Dan) — Você falou algo sobre o amanhã ser incerto e isso me fez lembrar de uma coisa.

(Adie) — Nossa, uma lembrança que o fez deixar o orgulho de lado, deve ter sido realmente algo muito poderoso.

(Dan) — Bom, eu não sei para os demais, mas para mim, foi o suficiente para reconsiderar minha atitude com você.

(Adie) — E do que você se lembrou?

(Dan) — De quando eu sonhei que você tinha partido para sempre.

Adie ficou levemente surpresa.

(Dan) — Me lembrei exatamente de como me senti durante o sonho e isso foi o suficiente para me fazer pensar melhor sobre perdoar você.

Ela desviou o olhar por um breve momento.

(Dan) — E então… – Ele a olhou. — Você está perdoada.

Ela arqueou uma de suas sobrancelhas.

(Adie) — Nossa, obrigada. – Ela disse em um tom irônico

(Dan) — De nada. – Ele virou um gole de whisky.

Adie revirou os olhos.

(Adie) — Eu só não entendo o porquê de você ter mudado de ideia por um motivo tão bobo.

(Dan) — Bobo?! Então você considera bobagem o fato de eu não conseguir imaginar sua ausência?

(Adie) — Sim!

Ele franziu o cenho e desviou o olhar, balançando a cabeça em negação.

(Dan) — Pelo visto, você não me entende mais. – Ele virou o último gole de whisky que havia em seu copo e o deixou sobre a mesa.

Adie suspirou, se aproximou e se sentou à mesa, ao lado dele e de costas para a direção em que os carros estavam.

(Adie) — Eu entendo sim, Dan. Só me surpreende você não conseguir imaginar minha ausência, quando que, na verdade, ela é inevitável.

Ele a olhou.

(Dan) — Como assim?!

(Adie) — Dan, eu estou ao lado de um hacker procurado pelo governo. Eu pensei que ao saber disso, você entenderia que nada é absoluto para nós.

(Dan) — Mas vocês já estão aqui há quase um ano e nada aconteceu.

(Adie) — Você tem certeza disso? O retorno do homem sem rosto não conta?

(Dan) — Sim, conta. Estou dizendo que nada foi descoberto sobre o Jake, até então.

(Adie) — A questão é: Até quando?

(Dan) — Certo… Então, está tentando me dizer que um dia terá que ir embora daqui com o homem hacker?

(Adie) — Ou, talvez, sozinha.

Ele franziu o cenho, extremamente intrigado.

(Dan) — O quê?!

Ela ficou cabisbaixa por um breve momento.

(Adie) — Entenda… Todos nós já fomos egoístas pelo menos uma vez nessa vida e agimos visando apenas os nossos próprios sentimentos. Mas as coisas mudam quando descobrimos ter uma ligação emocional muito forte com as pessoas que, infelizmente, também sofreram as consequências dos nossos atos impensados.

Dan continuava intrigado.

(Dan) — Eu não entendi nada.

(Adie) — Bem, em outras palavras… existem culpas que apenas a renúncia, seja ela até mesmo do amor verdadeiro, pode aliviar.

Dan parecia continuar confuso, até que se surpreendeu com algo.

(Dan) — Cara, não me diga que o Jake não te perdoou pelo lance com o Phil?! Porque, mesmo que estávamos brigados, eu defendi você. Eu disse a ele que você não seria maluca de ter aceitado ficar com o Phil em troca de informações. Eu estou certo, não estou?

(Adie) — Sim, você está certo. O que eu disse não tem nada a ver com essa história, fique tranquilo. – Ela suspirou. — Um dia você vai entender tudo.

(Dan) — Bem… Então, resumindo… Meu sonho foi uma premonição e eu tenho que me acostumar com a ideia de que realmente chegará o dia de você partir?

Adie o olhou com pesar.

(Adie) — Eu gostaria de dizer que não, mas…

(Dan) — Hum… – Ele desviou o olhar, balançando a cabeça em negação.

(Adie) — Ei… – Ela tocou na mão direita dele, que estava sobre a mesa.

(Adie) — A partir de hoje, vamos apenas viver cada dia como se fosse o último. – Ela estendeu o punho fechado para ele e esboçou um sutil sorriso. — Combinado?

Dan olhou para o punho dela e depois a olhou nos olhos.

(Dan) — Não. Me desculpe, mas eu não posso lhe prometer isso. – Ele desviou o olhar, se levantou e seguiu até a porta da casa, entrando em seguida.

Adie o acompanhou com os olhos e após ele entrar, suspirou com pesar.

Alguns minutos mais tarde, Adie entrou no quarto de Jake, que já estava deitado. Com passos cuidadosos, ela seguiu até a cama e se sentou na ponta, estando pensativa. Jake, que estava deitado de lado, a observou por alguns segundos e se virou de barriga para cima, ainda olhando-a.

(Jake) — Pensei que não voltaria para dormir comigo.

(Adie) — Sinceramente, eu não sei se vou conseguir dormir.

Ele se sentou na cama.

(Jake) — Por favor, me perdoe por ter escondido essa informação de você. Eu não fiz por mal.

(Adie) — Eu sei que não, Jake. Eu só… não sei o que pensar. Me sinto violada… é confuso. Eu passei todo esse tempo acreditando que era você e nunca entendi o porquê o Phil insistia tanto em tentar algo comigo. – Ela suspirou. — Mas, agora, tudo ficou claro.

Jake se levantou, se aproximou e se sentou ao lado dela.

(Adie) — Me diz uma coisa… – Ela o olhou. — Como você conseguiu ficar comigo sabendo disso?

Ele se intrigou.

(Jake) — Porque está falando como se tivesse alguma culpa pelo que aconteceu?

(Adie) — Ah, Jake… – Ela desviou o olhar.

(Jake) — Adie, não seja injusta consigo mesma. Assim como aconteceu com a minha mãe, você não estava em condições de decidir algo e, no seu caso, por acreditar que era eu, você se deixou levar.

(Adie) — Mas esse é o problema! – Ela voltou a olhá-lo. — Eu me deixei levar!

(Jake) — Mas você não teve culpa! Ele se aproveitou da sua situação, o que o torna o único culpado.

Ela ficou cabisbaixa por um breve momento e passou as mãos no rosto.

(Jake) — Infelizmente, eu não posso aliviar o que você está sentindo agora, mas me ouça… – Ele acariciou o rosto dela. — Eu sei que fui imaturo e descuidado pelo que fiz com o Phillip, mas, por outro lado, me sinto aliviado por ter revelado quem ele realmente é. E eu fiz isso por você, meu único ponto fraco e minha única razão para ainda existir.

Adie o encarou por alguns segundos e, na falta das palavras, ela tomou a iniciativa de beijá-lo. Seus lábios permaneceram encostados por um breve momento, até que ela se afastou e voltou a encará-lo.

(Adie) — Você pode sim me ajudar a aliviar o que estou sentindo.

(Jake) — Então me diz o que posso fazer por você e eu farei.

(Adie) — Basta me deixar mostrá-lo como eu gostaria que aquela noite tivesse sido. – Ela passou a mão pela coxa dele, deslizando-a para perto de sua virilha.

Jake ficou surpreso com a proposta e olhou por um breve momento para a mão dela que o acariciou.

(Adie) — Você me permite?

(Jake) — Bom… É claro que sim.

Olhando em seus olhos, Adie acariciou o rosto dele e começou a se aproximar devagar, até que fez com que seus lábios se tocassem novamente. O beijo começou lento, mas logo foi aumentando a intensidade e, conforme eles se envolviam, suas respirações ficavam um pouco mais pesadas. Jake desceu sua mão direita até a cintura dela, dando uma leve pressionada e naquele momento, Adie parou o beijo e voltou a encará-lo por alguns segundos, até que começou a levantar a camisa dele. Enfeitiçado por aquele olhar que demonstrava desejá-lo intensamente, Jake apenas ergueu seus braços e ela tirou sua camisa por completo. Em seguida, ela se levantou, ficou de frente para ele e se sentou em seu colo. Naquele momento, Adie voltou a beijá-lo e Jake deslizou suas mãos pelas costas dela, descendo até seus glúteos e apertando-os. Em meio ao beijo, Adie deu uma leve mordida no lábio inferior de Jake e pressionou seu corpo ao dele, sinalizando para que ele se deitasse. Jake logo entendeu e se deitou e ela começou a distribuir beijos por seu pescoço, intercalando leves mordidas, até que desceu até a barriga e começou a distribuir mais beijos. Ele fechou os olhos e mordiscou o lábio inferior, se deliciando com aqueles beijos que foram subindo devagar e, ao chegar no pescoço novamente, Adie ergueu o corpo e tirou a blusa, enquanto ele a admirava. Após jogar a blusa na cama, ela se inclinou sobre ele novamente, olhando-o, e deslizou sua mão direita pelo peito, barriga, até chegar na calça dele e desabotoar. Após abrir o zíper da calça de Jake, ela esboçou um sutil sorriso malicioso e começou a descer, distribuindo beijos novamente pelo peito, barriga, até chegar em baixo. Jake a acompanhou com os olhos e enquanto sentia seus beijos quentes por seu corpo, fazia expressões de quem estava tentando conter suas reações de prazer, mas, depois de alguns segundos que ela havia chegado em baixo, as carícias dela, o fizeram fechar os olhos, respirar fundo e soltar um gemido discreto.

Mais tarde, os dois estavam deitados de frente um para o outro, ainda sem roupa, cobertos apenas com o edredom. Jake dormia profundamente, mas Adie estava acordada e olhava-o, enquanto acariciava os cabelos dele. Apesar dos últimos minutos terem sido prazerosos e marcantes, ela aparentava estar triste e seu olhar estava distante. Depois de alguns instantes, ela suspirou e virou de barriga para cima, encarando o teto.

Duskwood City, 9:19am

Naquela manhã, Brandon, que havia finalizado um longo turno às 6:00, acabara de acordar de um cochilo de três horas. Estando ainda com seu pijama, calça moletom preta e camiseta branca, ele estava na cozinha e preparava um café. Após servir o café em sua xícara, ele a pegou, caminhou em direção a sala e se sentou no sofá. Em seguida, ele virou um gole de seu café e ligou a TV em um canal de esportes. Enquanto assistia o programa e virava mais alguns goles de sua bebida quente, a campainha de seu apartamento foi tocada e ele olhou em direção a porta, intrigado. Depois de alguns segundos, a campainha tocou novamente e ele se levantou, indo até a porta. Ao se aproximar e olhar pelo olho mágico ele se surpreendeu e logo abriu a porta.

(Adie) — Oi. Incomodo?

(Brandon) — Não… É claro que não. Eu só… não esperava receber sua visita.

(Adie) — É, eu sei. – Ela desviou o olhar por um breve momento. — Me desculpe por vir sem avisar.

(Brandon) — Você não tem que se desculpar, Adie. Por favor, entre. Eu acabei de fazer um café. – Ele mostrou sua xícara de café e abriu espaço para que ela entrasse.

Adie sorriu sutilmente e entrou. Enquanto Brandon foi até a cozinha para lhe servir uma xícara de café, ela notou o que parecia ser um álbum de fotos em cima do rack, próximo a TV, e ficou observando com curiosidade por alguns instantes.

(Brandon) — E então… – Ele retornou da cozinha, segurando duas xícaras de café e Adie o olhou. — Ao que devo o prazer de sua visita? – Ele entregou uma das xícaras.

Adie pegou a xícara e ele estendeu a mão em direção ao sofá, convidando-a a sentar-se. Em seguida, ambos caminharam para mais perto do sofá e se sentaram lado a lado.

(Adie) — Bem, eu… – Ela olhou por um breve momento para a xícara que segurava.

(Brandon) — Já sei. Você está preocupada com o que aconteceu ontem.

(Adie) — É, por assim dizer. – Ela bebeu um gole de café.

(Brandon) — Bom, devo dizer que acho improvável que o Phil recupere a reputação, mas ele está seguro. O Derick recebeu uma ordem de restrição e afastamento, tanto dele quanto da Lucy.

Ela franziu o cenho.

(Adie) — Espera… Nessa história, não é exatamente o Phil que me importa.

Brandon se intrigou.

(Brandon) — Eu sei, mas… pensei que já soubesse que a publicação foi excluída durante a madrugada pelo próprio autor, e que o acesso a conta do Phil foi recuperada.

Adie ficou surpresa.

(Adie) — É sério?!

(Brandon) — Sim. Tudo aconteceu por volta das 2:00 da manhã. Você realmente não sabia?

(Adie) — Não, eu não sabia.

(Brandon) — Isso quer dizer que já estava dormindo a essa hora?

(Adie) — Não. Eu estava ocupada pensando em outros assuntos, que não vem ao caso. – Ela desviou o olhar por um breve momento.

(Brandon) — Hum… Bem, o lado bom de você não ter tomado consciência disso, é ter decidido vir me visitar. – Ele sorriu sutilmente.

Ela o olhou com ternura e tomou um gole de café.

(Adie) — Hum… E quanto ao delegado, ele soube de alguma coisa?

(Brandon) — Vagamente. Ele leu os depoimentos do Phil e do Derick, mas como não havia mais vestígios da publicação, ele não insistiu muito em buscar evidências. Ele está mesmo focado no interrogatório de hoje.

A expressão de Adie mudou de repente, se tornando extremamente séria, e ela desviou o olhar, o que intrigou Brandon.

(Brandon) — Algum problema?

(Adie) — Não. Eu só queria esquecer desse interrogatório, até que chegue mesmo a hora de ir. – Ela voltou a olhá-lo.

(Brandon) — E porque? Tem algo relacionado a isso que está incomodando você?

(Adie) — Não, Brandon. Mas será que podemos apenas conversar um pouco sobre qualquer outra coisa?

Brandon estranhou a evitação e a encarou por alguns segundos.

(Brandon) — Tudo bem.

(Adie) — Obrigada. – Ela tomou outro gole de café.

(Brandon) — Então… Você não veio aqui por conta do que aconteceu ontem, certo?

(Adie) — Em parte, sim.

(Brandon) — E a outra parte?

Ela suspirou.

(Adie) — Bem, eu… – Ela ficou cabisbaixa por um breve momento. — Eu só queria… passar um tempo… com você.

Ele, que havia tomado um gole de café, ficou surpreso.

(Brandon) — Passar um tempo comigo?! Está falando sério?!

Ela assentiu com a cabeça.

(Brandon) — Então… Isso significa que você finalmente aceita…

(Adie) — Sim… É tolice continuar evitando, Brandon. Está na hora de reconhecer que o seu amor é real, mesmo que eu ainda não entenda como ele surgiu… Pelas circunstâncias.

Brandon ficou surpreso novamente.

(Brandon) — Nossa… – Ele desviou o olhar por um breve momento e sorriu, desacreditado.

(Adie) — Eu sei que fui uma idiota e gostaria que você me perdoasse pelas palavras duras que…

(Brandon) — Eu não tenho nada que perdoar, Adie. Eu sempre estive ciente de que as circunstâncias que nos uniu, não eram as melhores e nos sujeitou a muitas emoções difíceis de lidar. Nesse momento, tudo o que importa é que você está aqui. – Os olhos dele marejaram e ele sorriu sutilmente, com ternura. — Eu esperei muito por isso.

Os olhos de Adie também marejaram e ela ficou cabisbaixa por um breve momento.

(Adie) — Ai, é sério que nós vamos chorar? – Ela enxugou os olhos.

(Brandon) — Não… – Ele também esfregou os olhos, enxugando-os. — É claro que não! Não temos tempo para isso. Temos que começar nosso tempo juntos! – Ele disse com um leve entusiasmo.

Adie esboçou um sutil sorriso.

(Brandon) — O que você quer fazer?

(Adie) — Ah, bom…

(Brandon) — Quer ver um filme? Ou… Cozinhar?

(Adie) — Hum… Que tal os dois?

Ele sorriu.

(Brandon) — Está perfeito!

Adie também sorriu.

(Brandon) — Vem… – Ele se levantou e estendeu a mão para ela. — Vamos até a cozinha.

Adie pegou na mão dele e se levantou e os dois seguiram até a cozinha.

Ao chegarem lá, ele abriu a geladeira e enquanto os dois decidiam qual seria o prato que iriam preparar, ele procurava ingredientes. Porém, a falta de ingredientes, limitou eles a poucas opções de pratos, já que na geladeira só havia ovos, água, leite e um pedaço de queijo. Depois de alguns instantes, eles pareciam ter tido uma ideia do que fazer e, sobre o balcão, havia uma tigela média, 4 ovos, o pedaço de queijo e um pote de sal. Adie começou a receita quebrando os ovos, porém, sendo um pouco atrapalhada, ela quebrou um deles de forma errada, o que fez com que a gema e clara caísse no chão. Brandon, que estava ao seu lado assistindo tudo, não se conteve e deu risada, o que a fez olhá-lo e também sorrir. Depois de alguns instantes, ele voltou de sua área de serviço segurando um pano e limpou a sujeira que Adie fez, enquanto ela misturava os ingredientes do que parecia ser de uma omelete com queijo. Depois de alguns instantes, ela já estava manuseando a omelete na frigideira e se preparou para lançá-la para cima. Brandon aguardava o lançamento com expectativa e depois de se concentrar, Adie lançou a omelete, que girou e voltou para a frigideira, o que fez com que os dois comemorassem como se tivesse sido uma importante manobra de um esporte olímpico, digna de uma alta pontuação. Após finalizar o preparo da omelete, Adie a serviu em um prato que estava sobre o balcão e Brandon logo cortou um pedaço com o garfo e experimentou. Adie olhava-o com expectativa, até que a expressão dele indicou uma grande aprovação, o que a fez sorrir. Em seguida, ele cortou mais um pedaço da omelete e deu para que ela experimentasse. Ao abocanhar e mastigar por alguns segundos, ela também fez uma expressão de aprovação, acompanhada de mais um sorriso.

Alguns minutos mais tarde, os dois estavam sentados no sofá e Brandon folheava um álbum de fotos antigas. Adie, que estava ao seu lado, olhava cada foto atentamente, com uma expressão de ternura. Porém, ao chegar na foto de um homem carregando um bebê, sua expressão mudou, se tornando séria e Brandon, que parecia não se lembrar que aquela foto estava ali, se desculpou e logo passou para a próxima, que era de um bebê. Bastou apenas olhar para aquela foto e o sorriso de Adie logo voltou, o que fez Brandon também sorrir.

Depois de alguns instantes, após olharem as fotos, Brandon estava abraçando-a pelos ombros, enquanto ela estava com a cabeça escorada no peito dele e ambos assistiam um filme na TV. Em determinado momento, Adie pegou seu celular, que estava em cima do sofá e olhou as horas, o que a fez se assustar.

(Adie) — Nossa! – Ela se desencostou de Brandon, que a olhou.

(Brandon) — O que foi?

(Adie) — Eu tenho que ir embora.

(Brandon) — Mas já?

Ela o olhou com pesar.

(Adie) — Eu sinto muito.

Ele suspirou.

(Brandon) — Tudo bem, eu entendo.

Ela se levantou e ele fez o mesmo.

(Brandon) — Eu te levo até a porta.

Eles se aproximaram da porta do apartamento e Brandon a abriu.

(Brandon) — Me diz que voltará em breve.

Ela se virou de frente para ele.

(Adie) — Eu gostaria muito de dizer, mas… o futuro para mim é sempre incerto.

(Brandon) — Por favor, não diga isso, Adie.

Ela suspirou e assentiu com a cabeça.

(Adie) — Certo, me desculpe. Bem… Então… Até mais.

Brandon se aproximou um pouco mais e deu um beijo na testa dela.

(Brandon) — Até mais e se cuida.

(Adie) — Você também.

Ambos esboçaram sutis sorrisos e Adie se virou e seguiu pelo corredor, em direção ao elevador. Porém, antes de se aproximar do elevador, ela parou e ficou pensativa. Depois de alguns segundos, ela se virou, olhando para Brandon, que continuava observando-a e sorriu. Estranhamente, os olhos dela marejaram e ela caminhou apressadamente em direção a ele novamente. Ao se aproximar, ela o encarou por alguns segundos e ele se intrigou.

(Brandon) — O que foi?

Sem dizer nada, ela o abraçou e, apesar de surpreso, Brandon a envolveu com seus braços e fechou os olhos, sentindo aquele abraço apertado.

(Adie) — Eu… Eu te amo.

Ao ouvir aquelas palavras, Brandon sorriu sutilmente e beijou a cabeça de Adie.

(Brandon) — Eu também te amo, Adie.

Lágrimas desceram dos olhos dela e depois de alguns segundos, os dois se afastaram e ela logo as enxugou, numa tentativa de escondê-las. Brandon a olhava com ternura e ela, que também olhava-o, começou a se afastar devagar, sem dar as costas, até que se virou, seguiu apressada até o elevador, o chamou e entrou.

Na casa dos amigos, Cleo, Hannah, Lilly e Jessy chegaram na hora do almoço e todas carregavam sacolas. Todas pareciam entusiasmadas e seguiram até a sala de jantar. Alguns instantes depois, Thomas também chegou em casa e, ao ouvir a movimentação na sala de jantar, seguiu até lá.

(Thomas) — Olá.

Hannah logo o olhou.

(Hannah) — Oi, meu amor!

Ele se aproximou dela e lhe deu um breve beijo.

(Cleo) — Que bom que você chegou, Thomas. Estamos mesmo precisando de ajuda para arrumar a mesa.


(Thomas) — É, eu percebi.

(Lilly) — E o que está esperando?

Ele a olhou.

(Thomas) — Bom… Eu acabei de chegar.

(Hannah) — Não temos tempo a perder, amor.

(Thomas) — Hum, certo. Eu só vou lavar as minhas mãos.

(Lilly) — Vê se não demora.

Ele olhou para Lilly, que também o olhou.

(Lilly) — Ah, e quando voltar, traga os pratos, por favor.

Ele arqueou uma de suas sobrancelhas.

(Thomas) — Certo. Mais alguma coisa?

(Lilly) — Por enquanto não, cunhadinho. Obrigada.

Ele esboçou um sorriso forçado e seguiu até a cozinha. Após ele virar as costas, Lilly esboçou um sutil sorriso debochado e voltou sua atenção para a arrumação da mesa.

No andar de cima, Jake saiu de seu quarto e seguiu em direção às escadas. Enquanto descia, ele não pôde deixar de notar a movimentação na sala de jantar e se intrigou, pois não era comum que todos estivessem em casa naquele horário, durante a semana. Ele se aproximou de forma receosa da entrada da sala de jantar e viu as garotas, juntamente com Thomas, colocando a mesa. Enquanto ele os observava sem ser notado, a porta da casa foi aberta e ele logo olhou em direção, notando ser Adie, que carregava algumas sacolas e também o notou. Em seguida, ele deu alguns passos em direção a ela.

(Adie) — Oi, meu amor. – Ela o beijou.

(Jake) — Você demorou. Fiquei preocupado.

(Adie) — Bem, é que o supermercado estava bastante cheio e...

(Jessy) — Oi, gente! – Ela saiu da sala de jantar e se aproximou.

Adie se intrigou.

(Adie) — Jessy?!

Jake se virou, olhando-a.

(Jake) — Oi, Jessica.

(Adie) — O que faz aqui a essa hora?

(Jessy) — Primeiramente, me digam, vocês não almoçaram ainda, certo?

(Adie) — Não. Eu fui ao mercado comprar algumas coisas para preparar o nosso almoço.

(Jessy) — Ah, fique tranquila, você não terá mais que cozinhar. As meninas e eu compramos comida para todos e vamos ter um almoço em grupo.

Adie ficou levemente surpresa.

(Adie) — Sério?

(Jessy) — Sim! Venham comigo, a mesa já está pronta. – Ela sorriu com entusiasmo, se virou e foi para a sala de jantar.

Adie e Jake se olharam por um breve momento e a seguiram. Ao chegarem na sala de jantar, os dois se surpreenderam com a mesa que lhes aguardavam e as garotas e Thomas, que estavam sentados à mesa, os olharam.

(Hannah) — Ah, oi! Que bom que vocês desceram. Sentem-se conosco.

Adie, apesar de surpresa, sorriu sutilmente e se sentou à mesa e Jake se sentou ao lado dela.

(Adie) — E esse banquete?! O que estamos comemorando?

(Lilly) — Bom, exatamente hoje, faz oito meses que encontramos a Hannah e, embora essa data tenha passado despercebida nos meses anteriores, decidimos comemorar hoje esse acontecimento por nos darmos conta de que nem todas as pessoas que passaram pelo mesmo que nós, tem a mesma sorte que tivemos de encontrá-la.

Hannah suspirou e sorriu.

(Cleo) — Além disso, acho que nós finalmente conseguimos aceitar e superar a realidade de que um de nossos amigos foi capaz de tal coisa e isso nos trouxe essa reflexão. Mas, além disso, temos que reforçar, mais uma vez, que nós não teríamos encontrado ela sem a ajuda de vocês, Adie e Jake.

Jake esboçou um sutil sorriso e ficou cabisbaixo por um breve momento, tímido. Já, Adie, suspirou e sorriu sutilmente.

(Thomas) — E eu te devo desculpas, Adie. Ninguém sabe, mas… Eu e ela tivemos uma pequena discussão depois daquela catastrófica reunião e peço perdão por ter sido tão idiota.

(Adie) — Você realmente foi um idiota, mas está perdoado. – Ela esboçou um sutil sorriso debochado.

Ele também sorriu com deboche.

(Thomas) — Obrigado.

(Dan) — Vejam só, que bonito… – Ele estava na entrada da sala de jantar, com os braços cruzados. — Sequer me esperaram.

Todos o olharam.

(Cleo) — Ah, deixe de drama e sente-se logo. Nós ainda nem tocamos na comida.

(Dan) — Hum… – Ele resmungou, seguiu até uma das cadeiras e se sentou ao lado de Jake.

(Hannah) — Bem, agora que estão todos presentes, devo ressaltar que a comemoração do dia de hoje tem um outro objetivo. Adie ainda precisa de nós e precisamos nos comprometer, de verdade, em estar ao lado dela sem exigir nada, como confissões ou qualquer outra coisa, em troca.

(Cleo) — Eu concordo plenamente e proponho um brinde para que isso fique firmado entre nós.

Ao lado dos pratos e talheres de cada um, havia uma taça com vinho e Cleo foi a primeira a erguer a sua para brindar.

(Jessy) — Eu me comprometo totalmente. – Ela também ergueu sua taça.

(Lilly) — E eu também.

Lilly e os demais, também ergueram suas taças, sobrando apenas Jake e Adie que, após se olharem por um breve momento, também ergueram suas taças e o brinde foi feito por todos. Em seguida, esboçando lindos sorrisos, o grupo de amigos começou o almoço, que foi repleto de boas conversas e risadas, assim como no primeiro dia em que eles se sentaram à aquela mesa para fazerem a primeira refeição juntos, naquela casa.

Mais tarde, Adie estava se aprontando para ir ao interrogatório e enquanto fazia uma maquiagem leve em frente ao espelho do banheiro, estava pensativa, com o olhar distante. Depois de alguns segundos, Jake entrou no banheiro e ela o olhou pelo espelho. Ele esboçou um sutil sorriso e ficou admirando-a, enquanto ela finalizava o blush. Após finalizar, ela deixou o pincel sobre a pia e se olhou no espelho mais uma vez.

(Jake) — Tenho certeza de que se o espelho pudesse falar, ele diria que você está perfeita.

Ela sorriu.

(Adie) — Obrigada, meu amor.

Jake se aproximou, a abraçou por trás e cheirou o perfume no pescoço dela. Ela fechou os olhos e sorriu novamente.

(Adie) — Desse jeito fica ainda mais difícil sair de casa. – Ela se virou de frente para ele, abraçando-o pelo pescoço.

(Jake) — É só não ir. – Ele encostou a testa na dela.

Adie suspirou com pesar.

(Adie) — Quem me dera poder fazer essa escolha.

Jake suspirou.

(Jake) — Minha linda… me perdoe.

Ela se intrigou.

(Adie) — Pelo que?

(Jake) — Eu sei que você está mal por termos que partir amanhã. Ainda mais depois de todos do grupo estarem tão comprometidos em ajudá-la.

Ela desviou o olhar por um breve momento.

(Jake) — Eu queria muito poder te oferecer uma vida estável, sem mudanças repentinas, mas…

(Adie) — Jake… Eu nunca fui tão feliz em toda a minha vida, como fui durante esse tempo, mesmo com todo o caos. E isso se deve ao fato de que você esteve comigo. – Ela acariciou o rosto dele. — Você me apresentou o verdadeiro amor. Aquele que não se importa com o passado e está sempre pronto a se sacrificar. Sou eu que devo pedir perdão por não ter encontrado as melhores palavras, até então, para lhe dizer isso, mas saiba que eu te amarei eternamente, em qualquer circunstância e em qualquer lugar.

Ele sorriu sutilmente, olhando-a com ternura.

(Jake) — Adie… Eu te amo tanto. – Ele acariciou o rosto dela e aproximou seus lábios.

Adie fechou os olhos e o beijou, mas havia algo de diferente naquele beijo. Ele os envolveu de uma maneira mais intensa e expressou sentimentos tão profundos, que poderia-se dizer que era o primeiro beijo deles, ou, o último. Depois de alguns instantes, eles pararam o beijo devagar e se olharam, ainda estando bem perto.

(Adie) — Eu tenho que ir.

Ele suspirou.

(Jake) — Que pena.

(Adie) — A partir de hoje, jamais se esqueça das minhas palavras, Jacob Hartmann.

Jake assentiu com a cabeça e ela lhe deu um breve beijo. Em seguida, ela começou a dar passos para trás, se afastando dele. Ao parar do lado da cama, ela pegou seu celular e sua bolsa, que estavam sobre ela e, em seguida, o olhou novamente.

(Adie) — Tchau.

(Jake) — Tchau, minha linda. – Ele manteve um sorriso apaixonado.

Já ela, o encarou por alguns segundos, como se hesitasse sair, e seus olhos marejaram, mas antes que perdesse o controle de suas emoções, ela se virou e saiu do quarto. Ao chegar do lado de fora e fechar a porta atrás de si, ela se recostou na mesma e aquelas lágrimas contidas, desceram de seus olhos, molhando seu rosto. Depois de alguns segundos, ela olhou em direção ao corredor. Parecia que olhar naquele ângulo já não lhe causava mais tanto receio, pois, pior seria, não poder mais vê-lo. Após um suspiro entristecido, ela enxugou o rosto e desceu as escadas. Ao passar em frente a sala de jantar, ela parou e olhou por um breve momento, até que voltou a andar e, ao passar pela sala, observou tudo, a TV, o playstation, os sofás e se aproximou da porta. Ainda olhando ao redor, ela aproximou sua mão da maçaneta, mas antes de abrir a porta, parou seu olhar em direção às escadas.

(Adie) — Espero que um dia todos vocês me perdoem…

Novamente, lágrimas desceram pelo seu rosto e ela abriu a porta e saiu da casa. Ao fechar a porta atrás de si, ela também fechou os olhos, como se aquilo lhe causasse uma dor imensa. Em seguida, ela olhou em direção aos carros por alguns segundos, até que começou a caminhar lentamente até o seu. Ao se aproximar, ela abriu a porta do motorista e entrou. De dentro do carro, ela observou a casa, enquanto mais lágrimas desciam de seus olhos. Sejam lá quais eram seus planos a partir dali, tudo indicava que ela estava agindo contra sua própria vontade, pois, assim como no passado, a mesma cena se repetiu. Havia uma pequena mala no banco do carona e sua dor era tão evidente, como naquele dia em que ela deixou aquela pousada.

Notas finais
Obrigada por chegarem até aqui ♥