Dear Devil - Broken
3 Capítulo Segundo
Notas iniciais
hey gente so uma coisa
eu estou meio q... MUITO sem ideias pra essa fic... tipo, eu tenho um plano e tlas, mas tenho medo de eu estar travando em dear devil... entao, bem, se puderem me mandar ideias e comentar dizendo q odiaram, amaram ou q brigadeiro e mto bom, podem manda oks? kkk boa leitura aii
O verão fazia com que o dia começasse cedo. A manhã começava assim que o sol nascia, mas este estava sempre atrasado em relação ao casal. Naquela manhã em especial, Ellie acordou ainda antes do que costumava, preparando-se para o que viria a seguir. Alongava as asas, regularizava a respiração e os batimentos cardíacos. Já ele demorou-se a acordar. O tronco negro estava despido e suas pernas cobertas por uma leve calça de tecido. Elliana logo parou suas atividades ao vê-lo.
– Estou pronta. – afirmou. – Acredito que posso suportar seu peso e há algumas ilhas no intermédio de nosso destino.
A expressão do homem não se modificou, parecendo o rosto de uma escultura de pedra: imutável.
– Não vai precisar me levar para lugar nenhum, Elliana.
Ela odiava que ele a chamasse pelo nome.
– Mas você disse que... – não terminou. Melhor não contesta-lo, ela sabia. – E o que pretende fazer para viajar para o Continente Baixo* sem asas? – perguntou. Apesar de não contestá-lo, não podia conter sua curiosidade.
– Não iremos para lá ainda minha querida.
Ele apanhou alguns dos poucos pertences que podia levar consigo e atirou uma das bolsas ao anjo. De uma das bagagens que levava, retirou a caixa de fósforos, acendendo um deles e atirando ao resto do acampamento.
Em um movimento ele estava pronto. As asas negras se materializaram e ele voou, deixando que Ellie tomasse a decisão de ir. Mas ela não podia tomar decisões. Seu estado não permitia nem mesmo que ela se movesse. Piscou algumas vezes, sentindo o calor ao seu redor aumentar, mas sem ser queimada pelas chamas.
– Nephilim. – sussurrou para si mesma antes de alçar voo.
***
Ele não tinha visão. Algo ali fazia que seu mundo se tornasse inteiramente negro. Não podia sentir nenhum cheiro ou gosto. Era apenas como se nunca antes tivesse sentido algum, não lhe fazia falta. Não tinha tato. Parecia estar tocando o nada, apenas um vácuo infinito do qual nunca sairia. Apesar disso, possuía outras sensações e sentidos que jamais experimentara.
Sentia uma dor. Não parecia ter um corpo. A dor atingia a alma, queimando-a lentamente e fazendo lágrimas simbólicas escaparem de seus olhos. Se ele tivesse olhos. Porém sentia que o fogo de algum modo surgia dele mesmo. Era como um fósforo que fora esquecido aceso acabava queimando seu próprio corpo e deixando apenas as brasas que causavam ainda mais dor.
Por um bom tempo, ficou apenas ali sentindo-se ser queimado. Era estranho. Diferente. De algum modo, podia identificar de onde a dor vinha. Algumas vezes das memórias, outras de seus princípios básicos, que, aos poucos, iam sumindo.
Mas Derek ainda não havia perdido a audição. Alguns sussurros vindos da realidade em que se encontrava, de todas as direções, ficavam cada vez mais altos, claros e compreensíveis. Palavras que faziam a dor se acentuar.
– Ah, quem diria... Um erro. – disse uma das vozes. – Não sabia que L. era capaz de errar...
– Podemos fazer muito com isso, J. – respondeu a outra. – Você não sabe o quanto.
***
A dupla de senhores caminhava por entre as filas.
O ambiente era pesado. O céu negro com leves partes de tons cinza-avermelhados tornava o ambiente escuro. As pessoas estavam deitadas no chão. Milhares delas, dispostas em duas filas desorganizadas, imersas em um sono profundo e turbulento. Em suas feições, expressões de dor e agonia denunciavam os pesadelos que elas tinham. Estavam sujas. O fedor era forte, acentuado pelos inúmeros urubus que voavam sobre os corpos.
– Desistiu. – disse um dos muitos homens que estavam vestidos nas túnicas brancas, as únicas luzes daquele lugar, apontando para um dos corpos que aos poucos assumia uma feição mais tranquila. Estava definitivamente morto. – Perdeu a vontade de viver.
Saindo de perto dali para não precisar assistir à cena, ele saiu a tempo. Alguns segundos depois da declaração do velho senhor, os pássaros malditos desceram até ali em um mergulho do ar, apontando seus bicos para a carne fresca. Foram dezenas de pontas dos bicos furando a senhora morta em milhares de pontos, espalhando o sangue para todos os lados e aumentando o cheiro fétido. Nenhum dos homens de túnica se dignou a ajudar o corpo. Não havia mais sentido, a vida não voltaria.
Logo, as aves se afastaram com as penas sujas do sangue rubro e de restos da carniça, o que restara era apenas um esqueleto de ossos também manchados de vermelho. Alguns chegaram a atacar os companheiros, mordiscando a carne que se prendera à sua penugem.
Um dos senhores mais velhos, que caminhava entre duas das filas de pessoas que dormiam suspirou. Aquele era um lugar triste. Um abrigo mal estruturado de corpos que esperavam as almas decidirem se viveriam ou não: não sabia-se se ter direito àquela escolha era uma bênção ou uma maldição, mas ocorria apenas em casos especiais.
Este mesmo senhor e seu companheiro pararam de frente a um dos corpos. O rosto era belo e sereno. O mais velho se abaixou, tocando sua testa.
– Esta na hora de ela ser acordada. – declarou. Poucos segundos depois, ela abriu os olhos azuis. – Bem vinda de volta, querida. Sua alma fica.
Com dificuldades o corpo se levantou, a cabeça girando e o cansaço perceptível. Mas ela sorriu. Finalmente pudera voltar.
Notas finais
gente, essa parte ai da pessoa acordando e inspirada no livro Os Mensageiros... dps vcs entendem emlhor
espero q tenham gostado ;)
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