Dear Butler

2 Capítulo II


Notas iniciais
Oi, pessoal! Estou feliz com os comentários e os favoritos que recebi, muito obrigada. Eu deveria ter postado esse capítulo ontem, porém houveram imprevistos KKKKK Me matem! Espero que eu receba leitores novos e mais favoritos ♥ Adoro saber a opinião de vocês. Pra quem não sabe, eu tive a ideia desta fanfic olhando para a foto da capa, acreditam? Pois é, ela me deu essa vontade de escrever, haha ♥ Recomendações, pode ser? Eu estou à espera! *-* Vamos ver o desenrolar esses dois que, no fundo, se ama? Ou não qqq KKKKKKKKKKK Boa leitura e aproveitem. ♥

“Se soubesses como eu gosto do teu cheiro, teu jeito de flor, não negavas um beijinho a quem anda perdido de amor.” – Tom Jobim

CAPÍTULO 2

–

– ENTÃO O QUE você acha que eu devo fazer, Lucy?

Depois do péssimo reencontro com Gajeel, Levy achou que seria melhor alguma ajuda de sua melhor amiga – que no momento, estava em um passeio romântico com o namorado. Porém, de qualquer maneira, não poderia ficar em seu quarto o dia inteiro por causa de um “amigo” de infância, por isso, precisou ligar para Lucy imediatamente após correr para o quarto.

Contou a ela tudo o que pôde. Sabia que teria de olhar para Gajeel novamente, era óbvio. Não iria sumir da casa por causa daquilo. E no fundo, queria voltar a conversar com ele e saber de sua mãe. Já sabia que ele era filho de pais separados, entretanto, como estava a vida dele depois de todos aqueles anos, não.

Quando correu para o quarto depois de quase morrer de vergonha, se arrumou sem pressa para não ter que sair de lá por um bom tempo. Logo depois telefonou para Lucy, passando quase a manhã toda conversando e dando todos os fatos precisos.

– Ainda pergunta? – suspirou. Do seu lado da linha, dava-se para ouvir o mar. – Vá com a fé, amiga. Você mesma disse que ele estava um gato!

Seu rosto adquiriu uma coloração avermelhada, mesclando-se com o suor do nervosismo.

– Eu-eu nunca disse isso – gaguejou, tossindo com dramaturgia. – Ele apenas está um... homem.

Lucy deu uma risadinha, fingindo concordar.

– Isso que dá, não é? Nunca teve um namorado e está aí, com os hormônios à flor da pele – suspirou. – Vá atrás de alguém que é melhor, tudo bem?

Ela inflou as bochechas, cansada da conversa: – Vai me ajudar, ou não?

– Tá, tá. Então faz o seguinte: viva como sempre e não se importe com o que ele disse.

– Como? Ele acha que eu sou apaixonada por ele, Lucy! Vou andar normalmente pela minha casa, sabendo que um maluco dos meus tempos de criança quer me conquistar?

Piegas, pensou consigo mesmo.

– Olha, Levy, se você está tão nervosa, deve ser porque realmente tem um sentimento guardadinho aí, no seu coraçãozinho. – Levy praguejou ao saber que Lucy não estava ali para poder dar-lhe um soco. Odiava quando Lucy brincava assim.

– Claro, estou muito apaixonada. Meu Deus, nunca me senti tão apaixonada por alguém.

Lucy deu outra risada.

– Não falei? Agora corre para o abraço. Ele deve estar te esperando pra terem uma conversa bem quente. – brincou, rindo alto em seguida.

– O.K, Lucy. Obrigada pelas “ótimas” ajudas. – suspirou.

– Eu sei, amiga. Sempre que precisar, estou aqui. – brincou.

Levy escutou Natsu do outro lado da linha, conversando baixinho com Lucy.

– Depois eu te ligo, Lucy. Fique com o seu anjinho de cabelo rosa.

– Anjinho? Eu chamaria de capetinha mesmo – riu. – Deus, como ele tem fogo.

Ótimo, pensou. De jeito nenhum iria se submeter a escutar aquelas conversas pervertidas de Lucy e seus momentos tórridos com Natsu.

– Tchau, Lucy. – e desligou, mas não conseguindo conter um sorriso.

Levy olhou os arredores e suspirou. Não tinha nada de bom para fazer e estava quase na hora do almoço. Provavelmente Gajeel estava dando um de bom moço – e bom mordomo. Poluchka sempre gostara dele, desde que ele era apenas um pirralho.

Talvez seu pai fosse para casa algum daqueles dias, daí poderia conversar com ele sobre o novo mordomo – ou nem tão novo assim. Poderia até perguntar de sua mãe, visto que jamais perguntaria diretamente para Gajeel.

Passou longos minutos pensando no que poderia fazer, mas chegou às conclusões que enfrentar tudo seria melhor. Respirou fundo, olhando-se no grande espelho. Ela pôs uma sapatilha preta e levantou o queixo. De jeito algum ela pareceria inferior a ele.

Porém travou ao parar de frente para a porta. Estava com ódio ao admitir que sim, estava com vergonha de encará-lo novamente. Precisava se portar naturalmente, como já se vissem há bastante tempo.

Então ela abriu a porta, lentamente, apenas para se certificar que ele estava no andar de baixo. Aliviou-se ao descobrir que estava sozinha ali. Então começou a andar até o primeiro piso, quase suando frio e como se estivesse pisando em ovos.

– Que diabos você está fazendo? – uma voz rouca que ela conhecia já muito bem a assustou, novamente.

Era quase utópico o quanto Gajeel conseguia chegar até ela nos momentos mais ilógico para si. Seu coração perdeu alguns compassos com o susto, porém ela não ousou se virar para dar de cara com o Sr. Estraga-prazeres.

– O gato comeu sua língua? – ela sentiu seu sorriso na pergunta.

Ela engoliu em seco, respirando e inspirando sem fazer muito barulho. Quando soube que já estava mais calma, virou-se lentamente com um olhar quase naturalmente artificial.

Mas perdeu seu olhar quando perceber suas roupas.

Ele usava uma camiseta de mangas, porém dobradas até os cotovelos e da cor vermelha. Com ela, um tipo de blazer creme sem mangas e de botão. Um dos maiores charmes daquela roupa era a bela gravata preta que contornava a camiseta dele. Suas calças eram de um tecido elegante e os cabelos estavam perfeitamente amarrados em um rabo de cavalo, deixando-o com um ar responsável – ou quase.

– Posso saber o que quer aqui? – Levy perguntou, tentando não olhar seu corpo chamativo.

– Bem, só fiz uma pergunta, Srta. McGarden – sorriu. – Poluchka me pediu para avisar que o almoço vai sair daqui a pouco.

Era estranho. Estranho demais. Conversar com Gajeel depois de tantos anos não era como ela imaginaria que fosse. Pensou que talvez pudessem voltar a ser amigos como antigamente e até esperar que ele fizesse todas aquelas brincadeiras ridículas com ela.

– Nem vem com essa – franziu o cenho, intrigada. – Quero que me chame apenas de Levy. Le-vy.

Ele fez um som simpático ao seu lado, mantendo a postura.

– O.K, Le-vy. Não vai almoçar?

– Sim. Estou indo agora... – ela olhou para o chão por um momento, pensando em algo. – Gajeel.

– Sim? – ele a fitou, deixando de sorrir.

Ela tentou perguntar algo a respeito dele, porém a vergonha e o medo foram maiores.

– Ah, esquece – murmurou, corando. – Vou almoçar.

Gajeel observou-a sair e sentiu um leve aperto no coração. Levy virou-se e desceu as escadas, se sentindo uma idiota por não conseguir conversar com ele. Provavelmente teria perdido um grande amigo.

(...)

Na mesa, Levy viu Poluchka pôr seu almoço na mesa, com um rosto compassivo, talvez achando que a “conversa” lá em cima, tinha dado certo. Porém ao perceber o rosto esquisito dela, perdeu todas as esperanças.

Gajeel estava mudado e Levy deveria saber daquilo, era fato. Mas estava triste por vários outros fatores, como não poder ter um amigo para conversar, pois nem sequer saía de casa direito. E também era naqueles momentos que sentia a falta de um irmão – se fosse uma criança, jamais pensaria naquilo.

Enquanto comia, pensando em alguma maneira de parar de pensar em Gajeel. Era estranho ele ter dito aquela frase e agir tão naturalmente? Provavelmente estaria brincando com ela, como fazia antigamente.

Quando se lembrou do pai arregalou os olhos e chamou por Poluchka.

– O que houve, Levy? – ela pareceu preocupada com a altura de sua voz.

Perdeu a fome logo em seguida, levantando-se da cadeira.

– O papai virá amanhã para casa, não é? Hoje é sexta! – seus olhos estavam quase brilhando.

Poluchka pôs a mão no queixo, tentando se lembrar dos horários de Louis. Ao lembrar-se, sorriu.

– Sim, ele virá.

– Ótimo – sorriu. – Não vejo a hora de conversar com ele sobre uns... assuntos.

Sabendo bem qual era o assunto, ela perguntou:

– Pensei que vocês dois tinham conversado bem na piscina.

Levy suspirou, também chateada por ter sido a última a descobrir da estadia de Gajeel. Poluchka entendeu o olhar dela e suspirou, sabendo que tinha que ficar calada.

– Você bem que poderia ter me avisado, não é? Odeio ser a última a saber das coisas aqui. – ela fez um biquinho fofo, mas um pouco chateada.

– Desculpe, querida. Eu realmente queria que vocês dois voltassem a ser como antes, mas parece que não é bem assim.

Ela franziu o cenho, levantando-se da cadeira.

– “Não é bem assim”? O que isso quer dizer?

Suspirando, ela respondeu:

– Acho que vocês devem conversar, tudo bem? Não gosto de me meter em conversar em que não sou chamada – disse, pegando os pratos para lavá-los. – Ou pergunte ao Sr. McGarden.

– Eu só quero saber sobre Talicana – resmungou. – Você sabe que eu a adorava!

– Já avisei, querida, não posso me meter nesta conversa.

Não satisfeita, Levy revirou os olhos. Não tinha dúvidas que perguntaria ao pai sobre Talicana – cujo nome ela preferia chamar assim, como um apelido carinhoso. Gajeel não parecia querer falar no assunto, já que ele sabia muito bem que ela adorava sua mãe.

Poluchka saiu em seguida, levando os pratos e copos consigo e deixando Levy com suas próprias conclusões do que faria. Queria passar o resto do dia, até chegar às 22h, no quarto, para poder pensar melhor no que iria dizer.

Quando se virou para ir para o quarto, viu Gajeel limpando uma mesa. Era incrível como sua postura conseguia ser tão elegante no trabalho, entretanto, seus cabelos garantiam que ele também era um grande playboy.

O que fazer?. Sua mente perguntava a si mesma, apenas até Gajeel se virar e dar de cara com Levy, que desviou o olhar no mesmo momento. Queria apenas correr para o seu quarto mais uma vez, sem precisar conversar. E ao vê-lo se aproximando, foi em direção às escadas, porém foi impedida com uma mão quente e masculina, que segurava seu antebraço delicadamente.

– O-o quê? – gaguejou, olhando onde ele a segurava, logo depois, para seus olhos. – Deseja algo?

Ela percebeu, de relance, que ele parecia nervoso ou preocupado com algo.

– Eu sei que seu pai voltará do trabalho amanhã – suspirou pesadamente. – Também sei que está confusa com meu retorno repentino... Mas queria que tirasse suas dúvidas comigo, Levy. Pensei que, quando eu voltasse, estaríamos próximos como antigamente.

Rubra, ela virou o rosto, olhando para a escada a alguns metros de distância. Era apenas correr e chegar até lá, porém ficaria com um papel de idiota na frente dele. Por que ficava tão constrangida? Era óbvio, por causa da idiotice que ele havia dito a ela.

– Você quer mesmo? Pois bem, da última vez, você só me deixou constrangida... – reclamou.

Ele sorriu, e Levy teve mais vontade de sumir.

– Eu estava brincando – riu baixinho. Ela arregalou os olhos e o encarou. – Não se lembra de quando éramos crianças?

Levy pôde ter certeza que escutou algo dentro dela virar pedra, mas não teve certeza do quê. Gajeel continuava sorrindo, mas um pouco nervoso por dentro.

– Você estava me enganando mais uma vez? – ela puxou seu braço de volta e fechou a cara.

Gajeel não respondeu nada, apenas parou de sorrir e a olhou um tanto confuso. Não imaginou que ela ficaria daquele jeito ao desmentir sobre o que havia dito.

– Não me diga que estava acreditando, Baixinha? – sua voz era um pouco ociosa, porém ele não parou.

Ela queria dar um soco em seu belo rosto, ou simplesmente gritar com ele e sair correndo. Poderia morar sozinha, trabalhar por conta própria. Estava tão humilhada. Havia ligado para Lucy achando que tudo aquilo era verdade.

Tinha ficado chateada? O pensamento a dava calafrios.

– Idiota... – sussurrou, olhando para o chão. – Não vai ser como naquela época.

Ela franziu o cenho, não entendendo bem.

– O quê?

Ela bufou, o empurrando para longe.

– Estou dizendo que chega! Eu estava preocupada com a saúde da sua mãe e queria saber da sua vida! E o que você faz? Fica brincando com a merda da minha cara, achando que tudo isso é uma besteira. Você que se dane!

E correu. Simplesmente saiu, com ódio do que havia descoberto. Não estava acreditando que Gajeel, com aquela idade, ainda continuava o mesmo idiota de sempre. Ele poderia ter mudado, assim seria mais fácil lidar com ele, mas não, era um pesadelo.

Chegou até seu quarto, ofegante e com lágrimas nos olhos. Ela fechou a porta com um baque muito alto e se jogou na cama, sem se preocupar se alguém da casa tinha escutado aqueles gritos.

Levy passou um tempo chorando, se perguntando o porquê de ter ficado tão revoltada com Gajeel. Se fosse há alguns anos, apenas brigaria com ele e voltariam a ser amigos alguns minutos depois. Porém não conseguia se acostumar com ele depois daquele tempo. Era como se algo dentro dela tivesse mudado em relação à Gajeel.

Quando finalmente parou de chorar, teve uma vontade irônica de rir. Seria clichê demais se ele aparecesse batendo em sua porta e pedissem para conversar civilizadamente? Enquanto pensava em tudo aquilo que havia acontecido apenas há alguns minutos, ela adormeceu por horas.

(...)

Do outro lado da casa, em um pequeno quarto de hóspedes. Gajeel arrumava o resto de suas roupas no guarda-roupa, com um rosto pensativo e um tanto preocupado. Precisava colocar as coisas em seus devidos lugares com Levy, principalmente no que havia dito a ela sobre “ser tudo uma brincadeira”.

Não podia adivinhar que Levy ficaria furiosa ao dizer aquilo, tinha certeza que era o adverso. Mas no momento, ele a deixaria sozinha, seria melhor ir atrás dela à noite, para que pudessem ter uma conversa mais calma, assim ele explicaria tudo o que precisava.

Gajeel não imaginava que seria tão complicado conviver com Levy. Ela estava linda e elegante, totalmente diferente de quando era uma criança, assanhada e barulhenta. Havia se tornado uma mulher, mesmo sendo mais baixa do que ele esperava – mas de qualquer forma, adorava chamá-la de Baixinha –, estava muito bonita.

Terminou de arrumar suas roupas e suspirou, sentando-se na beira da cama e pensando em como chegaria até seu quarto. Provavelmente ela jogaria pedras na sua cara pelo constrangimento que ele a fez passar mais cedo.

Precisava descansar um pouco, acalmar os nervos. Os próximos dias de trabalho seriam mais pesados, pois seu pai passaria uns tempos em casa e ele precisaria de muita ajuda, ou seja, passaria o dia inteiro andando para lá e para cá, talvez alguns minutos de folga.

Ficou muito feliz ao saber que Louis o deixou morar naquela mansão que o trazia tantas lembranças. Mas brincar não era o intuito de estar ali, mas sim, trabalhar e conseguir o dinheiro que tanto precisava. Tinha que parar de pensar em Levy, que não era o mais importante – ou era para não ser. Jurou a si mesmo que não ficaria atrás dela, porém estava complicado.

Depois de descansar um pouco, voltou ao trabalho, percebendo que Levy não tinha saído do quarto para o lanche da tarde e o jantar. Poluchka levou-as para seu quarto, sabendo da discussão que haviam tido, entretanto, não quis entrar em detalhes com Gajeel.

– Ela está chateada, não está? – ele perguntou ao vê-la voltando para a cozinha.

Poluchka franziu os lábios.

– Com certeza. Você sabe que Levy sempre foi impulsiva demais com as coisas. Sei o porquê de estar aqui Gajeel, mas eu sabia que essas situações com ela seria inevitáveis.

Gajeel suspirou, passando as mãos pelos negros cabelos.

– É, eu sei. Eu não queria deixá-la assim. Pensei que pudéssemos ser amigos, mas a coisa está feia...

– Você sabe as consequências. Acho melhor não se importar com ela. Pense no trabalho.

Sim, era o que ele mais queria.

– Se eu conseguisse, Poluchka... – riu abafado, sem graça alguma. – Obrigada pelos conselhos. Sempre gostei de falar com você, mamãe também gostava.

Ela sorriu, indo dar um beijo na bochecha da Gajeel.

– Você sempre foi um menino travesso, mas gosto de você. Consegue ser independente quando preciso. – ela riu.

Constrangido, ele respirou fundo. Poluchka continuou:

– E tem mais. Olha só você! Está lindo, com um corpo maravilhoso. Um homem feito, por assim dizer. Já se passaram tantos anos, querido.

– Não fui só eu que mudei. – ele deu um sorriso, lembrando-se de Levy.

Poluchka franziu o cenho, olhando-o com o cenho semifranzido. Antes que ele percebesse, ela apenas sorriu e balançou a cabeça.

– Agora vá, tenho que terminar de fazer o jantar. – piscando um olho, ela se dirigiu até a cozinha, onde foi seguida por Gajeel.

– Mas você acha que a Levy não vai vir jantar, também? – ele franziu o cenho.

– Provavelmente não – ela colocou os pratos na pia e os molhou. – Quando ela está assim, fica o dia todo no quarto.

Ele suspirou, se lamentando.

– Tudo bem. Vou deixá-la pensar – sorriu amarelo. – Obrigada pela conversa, Poluchka.

– Disponha, querido. Bom trabalho pra você. – sorriu, voltando a lavar a louça.

Aquilo tudo foi preciso para que Gajeel tivesse certeza que precisaria conversar com ela na calada da noite. Ela até poderia não abrir a porta para ele, porém tentaria. Seria preciso muita calma para enfrentar Levy e contar o que realmente aconteceu.

O fim de tarde havia sido tranquilo – tirando o fato de não ter visto Levy em lugar algum da casa, apenas trancafiada no quarto. À noite, Poluchka levou o jantar para seu quarto e a deu boa noite logo, pois sabia que ela não sairia dali.

Mais tarde, a casa estava silenciosa, talvez fosse 23h e Gajeel não havia pregado os olhos até conseguir se esgueirar pela casa em busca de alguém acordado. E felizmente, o caminho até o quarto dela estava livre.

No quarto, Levy não conseguia pensar em mais nada além de querer conversar com Gajeel ou esbofeteá-lo até ouvi-lo reclamar. Estava com ódio de si por não conseguir dormir por causa de um amigo de infância idiota.

Chega!, gritou sua consciência. Precisava procurar algo para fazer, um curso, ou alguma outra coisa para sair de casa. Lucy não parava quieta e sempre viajava. Não seria nada correto estragar a vida de “quase noiva” que estava tendo com Natsu. Teria que pensar em algo melhor para si, ou simplesmente encontrar novos amigos em alguma festa. Era maior de idade, poderia arranjar um namorado, ficante, ou qualquer coisa que se chamasse. Queria se divertir, e iria.

Ela praguejou para si mesma e virou-se pela milésima vez na cama, chamando o sono que nunca chegava. Quando finalmente se aquietou na cama, escutou a porta batendo bem suavemente, como se ela fosse de vidro ou algo assim.

Seus pelos se arrepiaram no mesmo momento. Não ia mentir, mas queria que quem estivesse ali fosse um “alguém” em especial. Não demorou muito e Levy já estava indo até a porta e colocando o ouvido a ela para tentar escutar algo.

– Levy... – ela ouviu um sussurro e soube imediatamente quem era.

Em um ímpeto, ela a abriu e viu aquele belo homem a sua frente. Seus cabelos estavam soltos – e naquela penumbra, ele ficava ainda mais sensual com aquela regata vermelha e a calça de algodão. Seus ombros largos e musculosos chamaram sua atenção e ela tentou parecer durona na sua frente.

Era o momento para ela dizer tudo que estava entalado em sua garganta, assim como ele.

“E quando eu estiver triste, simplesmente me abrace.” — Skank

Notas finais
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