Notas iniciais
Depois de MUITO tempo, aqui está mais um capítulo. Desculpa pela demora, espero que gostem!! Foi feito com muito carinho. S2

Pov. May

Acordo com o sol batendo no meu rosto, levanto, sinto o cheiro da manhã, respiro fundo e me sinto grata. Posso até não ter tantos motivos assim para estar tão feliz em plena manhã, mas qual motivo pode ser maior do que poder acordar? Do que poder ver novamente as pessoas que amo? Nenhum, não há motivo maior para me sentir tão feliz. E desde que nasci tem sido assim, claro que as vezes acordo irritada, quem não? Mas depois reflito um pouco e percebo tudo isso. Como é bom viver. Coloco minhas pantufas, me arrumo, faço a rotineira trança e caminho pela casa vazia, não sei o que seria de mim sem a família do Dean, não conseguiria viver em uma casa sem vida como a minha.

Durmo quase todo dia na casa da tia Lucy, mas as vezes eu gosto de dormir em casa, talvez pela saudade, talvez pra poder passar um tempinho com as minhas flores que ficam no quintal e precisam de atenção, mas acho que principalmente porque não gosto de dar tanto trabalho para a tia Lucy. Sei que ela nem se importa, mas também sei que ela não tem obrigação de cuidar de mim, já tenho 12 anos, a vida me ensinou a cuidar bem de mim mesma. Mas admito, não consigo ficar um dia sem “importuná-los” um pouco. Como todas as manhãs, saio de casa, fecho a porta e sigo em direção a casa ao lado, que por acaso está sempre aberta, pois a tia Lucy costuma sair cedo para caminhar e como a taxa de criminalidade na nossa cidade é mínima, ela nem se preocupa. Quando eu chego, a casa está aparentemente vazia, porque o Dean sempre aproveita qualquer oportunidade de dormir mais alguns minutos. O Johnny vem em minha direção todo feliz me “cumprimentando” com algumas lambidas e me intimando a fazer carinho nele.

— Ah, May, você já está aí, bom dia – Disse a tia Lucy, cheia de sacolas nas mãos, enquanto entrava em casa.

— Bom dia, tia Lucy! Deixa que eu te ajudo – Disse, enquanto pegava algumas das sacolas que estavam com ela

— Trouxe os ingredientes pra preparar o café da manhã – Ela disse e logo começou a tirar as compras da sacola – Vou fazer panquecas hoje

— Uhuuuuu – Comemorei, gosto muito de panqueca – Ah, você quer ajuda?

— Não precisa florzinha, agradeço, mas sei que cozinhar não é um de seus fortes – Incrível como a tia Lucy consegue ser doce até debochando de mim, mas eu admito que não sou lá muito bom cozinhando não.

— Haha – Ri ironicamente – Mas eu vou aprender e aí vou fazer umas panquecas espetaculares pra vocês – Falei entusiasmada, não me custa sonhar

— Mal posso esperar! – Ela disse, sorrindo pra mim

Bom, algum tempo depois o Dean desce as escadas com a costumeira feição de “Como eu gostaria de ainda estar dormindo, mãe por favor me deixa faltar a aula”. Acredite, a feição dele expressa uma frase tão grande quanto essa. E depois do delay da manhã (Que no caso é aquele momento que depois de acordar você fica um tempinho sem falar nada, apenas olhando para um ponto fixo e não importa o quanto falem com você, você não vai responder nada até o delay passar) ele finalmente disse algo

— Bom... – Disse ele passando a mão no rosto e sendo interrompido por seu próprio bocejo — ...Dia

— Bom dia, bela adormecida – Eu disse em tom de deboche, ele então deita no sofá – Ei, vai se arrumar logo, faltam 30 minutos pra aula começar e você tá aí de pijama – Disse, puxando a orelha dele numa tentativa falha de acordá-lo.

— Relaxa, eu me arrumo rápido – Ele dá a mesma resposta de sempre, se levanta e finalmente percebe que desceu as escadas com os chinelos trocados, pelo menos o efeito do sono já tá passando.

30 minutos depois...

— Tchau, Dean – Disse, enquanto saio de casa.

— Espera aí, May. Só vou calçar o tênis – Disse ele, calçando o tênis o mais rápido que podia. Então ele saiu correndo em direção a porta, com os cadarços ainda desamarrados, mas antes que ele saísse, fecho a porta evitando que saísse.

— May, me deixa sair! – Ele pede, enquanto tenta abrir a porta

— Só se você admitir que eu estava certa e, prometer que de agora em diante, vai passar a me escutar – Disse

— May, a gente vai se atrasar mais ainda – Disse ele tentando fugir do acordo

— Não me importo, já estamos atrasadíssimos e por SUA causa! – Falei já irritada

— Tá, tá. Talvez você estivesse um pouquinho certa – Deixei ele passar, sabendo que com orgulho dele não iria sair mais do que isso

— Ah, e outra coisa, amarra os cadarços, é perigoso – Adverti, ele revirou os olhos, deu um sorriso bobo e abaixou-se para amarrar, finalmente ele me escutou.

Subimos nas bicicletas e corremos o mais rápido que podíamos em direção a escola. Como de costume, chegamos atrasados, corremos para a sala, onde o professor de matemática já estava.

— B-bom dia, Professor William, err... – Pensei na melhor desculpa que poderia dar – O Dean teve uma indigestão terrível essa manhã, nossa quase morreu – Ele me olhou feio (por falar algo do tipo na frente da classe toda), mas depois começou a fazer cara de doente – Eu, como boa vizinha que sou, não podia deixa-lo naquele estado, estão esperei ele. Até que ele tomou um remédio milagroso que o curou magicamente e por isso estamos aqui. Ainda bem que o Professor William é meio bobinho e caiu nessa.

Fomos para os nossos lugares, Dean sussurrou um “Valeu” pra mim do seu lugar lá no outro lado da sala e foi falar com a Susan que claro, tinha que fazer a maior encenação pra mostrar como estava preocupada com a saúde do “ruivinho” dela. Aff

Depois de algumas aulas, que como sempre são maravilhosas, e também depois de algum tempo de “pegajosidade” (Mesmo que essa palavra não exista é a única palavra que define a cena) entre a Susan e o Dean, o sinal tocou e a gente foi para o recreio, geralmente eu fico dentro da sala mesmo comendo o lanche que sempre trago, mas nesse dia eu resolvi ir lá fora tomar um ar (Até porque os nerds que ficavam jogando Dungeons & Dragons na sala, estavam em uma reunião do clube de matemática, portanto não teria companhia), nisso ouvi alguém chamar meu nome

— Senhorita May — era o Charles, meu amigo zelador, sem dúvida o melhor amigo que já fiz naquela escola em dois anos. Nesse tempo nos falamos bastante, ele me deu muitos conselhos ao longo do tempo, principalmente com relação aos meus pais e até mesmo em relação ao Dean e sua “dupla personalidade” na escola, porque comigo ele era uma pessoa, quando na frente dos outros era outra completamente diferente.

— Chaaarles – Falei, abraçando-o – Que bom te ver, pelo menos uma boa companhia.

— O que houve para estar assim? – Ele perguntou, é incrível como o Charles conseguia perceber melhor o que eu sentia do que eu mesma. Então, resolvi compartilhar minha angústia.

— Ah, Charles. É o Dean, acho que estamos cada vez mais afastados, ele não é o mesmo. Quase não fala comigo na escola, como se eu ficasse em segundo plano. Ele sempre preza mais a popularidade dele do que a minha companhia. – Desabafei a espera de mais um de seus sábios conselhos.

— Senhorita May, seu amigo ainda é um garoto imaturo, na verdade, ele está em uma fase mais imatura até do que a infância. Aconselho que não se aborreça com as atitudes bobas dele, se ele não valoriza sua amizade, ele ainda não percebeu que um dos nossos maiores alicerces, são os nossos amigos. Ele preza por essa popularidade justamente como um escudo para as próprias inseguranças dele – Aconselhou Charles e como sempre me fez sentir melhor – Mas não desista dele, a amizade de vocês é preciosa demais pra acabar por motivos bobos. Porém, lembre-se que é importante se preocupar com você mesma também – Finalizou, então eu agradeci e abracei-o

— Ah, me lembrei agora que a Catarina me mandou uma carta para te entregar, ela quer te conhecer — Charles me disse que a Catarina, a esposa dele que também amava flores, queria me conhecer, fiquei muito feliz. Peguei aquela carta tão bonitinha, a cor dela era rosa e não sei como mas tinha cheiro de lavanda. A letra era muito linda também, uma letra como não se vê normalmente, então comecei a ler

“Olá May,

Há tempos tenho ouvido sobre você, sobre como é fascinada por flores, sobre quão doce é e como é uma menina que pensa mais nos outros do que em si mesma. Devo dizer que os bons sofrem nesse mundo, é uma verdade, mas não há quem seja mais feliz do que os que possuem bondade no coração e procuram compartilha-la com os outros. Depois que o Charles me contou sobre todas as suas aventuras, tive uma imensa curiosidade de conhece-la, até porque em você, me vi quando jovem, espero que venha me visitar, pois infelizmente não estou em condições de ir aí visita-la,

Atenciosamente, Catarina Gerstner.”

Aquela carta era definitivamente a mais linda de todos os tempos, confirmei com o Charles que iria sim, se minha mãe e a tia Lucy deixassem haha, mas estava muito ansiosa para conhecer a Catarina.

Depois disso o sinal tocou, me despedi do Charles e voltei para a aula. A aula passou bem rápido, fui procurar o Dean pra que a gente pudesse ir pra casa, encontrei-o no ginásio do colégio, ela estava de uniforme de basquete e praticando alguns arremessos, tinha esquecido completamente que hoje era dia do Dean ficar pro treino do basquete. Porém, como ele estava sozinho, o treino aparentemente não tinha começado, então fui até ele.

— Dean – Corri em direção a ele, então ele parou de jogar e prestou atenção – Você não vai acreditar... – Justo quando tive a oportunidade de falar com ele, fui interrompida pelo treinador e o time de basquete que acabavam de chegar. Os gêmeos explosão logo vieram em nossa direção.

— E aí, Dom Cestinha – Falou o Bomba dando um tapão nas costas do Dean, seguido por seu irmão que sempre repete o que ele faz – Ah e oi, Flower. O treino já vai começar e precisamos do cestinha aqui concentrado, o jogo vai ser amanhã, sabe como é, prioridades.

— É – Concordou o Granada que sempre é mais monossilábico.

— Ah, é... – Olhei para o Dean que deu de ombros e desviou o olhar – Claro, eu já vou, posso falar depois com você, não era muito importante mesmo – Disse um pouco chateada.

— Desculpa, May, eu até queria ouvir, mas o jogo é amanhã e...

— Tudo bem, não precisa se explicar, eu entendo, nos vemos em casa – Falei dando tchau, enquanto o treinador já gritava o nome do Dean

— Até mais – Ele acenou e foi correndo se juntar ao time.

Saí do ginásio e fui procurar o Rich pra voltar pra casa, sim o Rich passou a estudar na nossa escola. Fomos o caminho todo falando as bobagens de sempre, foi divertido, mas concordamos que sem o Dean não era a mesma coisa. Sentíamos falta do nosso amigo. Bom, então cheguei em casa liguei pra minha mãe pra pedir a permissão, ela deixou sem nenhuma cerimônia, até porque conhecia a Catarina há muito tempo (Não sei como só eu ainda não a conhecia), já a tia Lucy ficou mais preocupada, disse que iria me levar até lá pra garantir que o Charles era mesmo um senhorzinho fofo, claro que não tinha dúvida, mas não iria dizer não para ela.

A noite chegou num instante, começo a ficar um pouco preocupada com a demora do Dean, até que, enquanto eu e a tia Lucy jantávamos o Dean chegou, com a feição exausta (que é comum de todo treino), mas cambaleando, se apoiando na parede como se o tornozelo esquerdo dele não sustentasse o corpo.

— Dean! – Fomos preocupadas até ele que rangia os dentes de dor, ajudamos ele a sentar no sofá

— Não precisam se preocupar, eu só aterrissei mal e acabei machucando o tornozelo. – Ele tentou se justificar

— NÃO PRECISAM SE PREOCUPAR? Dean, olha como seu tornozelo tá inchado e você veio andando nesse estado? Seu treinador é louco? – Perguntei exaltada

— Ele não sabe que me machuquei, não ia correr o risco de ele me deixar de fora do jogo, amanhã vou estar bem melhor e vou jogar super bem – Ele sussurrou pra que a tia Lucy, que estava pegando a caixa de primeiros-socorros, não ouvisse e eu não acreditei.

— Então nesse caso, o louco é você!! Dean, isso é no mínimo uma torção, já passei por isso várias vezes, você não vai se recuperar em um dia... – Fui interrompida pela tia Lucy que chegou na sala.

— Você não vai jogar, Dean – Disse a tia Lucy, séria, enquanto colocava a bolsa de gelo no tornozelo do Dean

— Quê? Mas mãe, eu não posso, sou a estrela do time! – Dean argumentou levantando o corpo indignado

— Não me importa o que você é, você não vai jogar, pra mim o que importa é o seu bem-estar! – Disse a tia Lucy passando a ficar brava

— Se quisesse mesmo meu bem, me deixaria jogar! – Murmurou ele, zangado como há tempos não tinha visto, enquanto se levantava do sofá, apesar da dificuldade – Vou pro meu quarto – Ele falou tentando ir sozinho, a tia Lucy não falou mais nada, viu que só iria piorar. Enquanto estava tentando subir a escada cambaleou, quase caindo

— Espera, eu te ajudo – Falei, segurando-o do lado esquerdo para servir de apoio

— Eu não preciso de sua ajuda – Teimou em tom arrogante, mas não tinha forças pra se mover

— Isso não depende de você – Disse e o ajudei a subir devagar. O Dean estava desolado, nem levantava a cabeça. A tia Lucy então, tadinha, o coração dela devia estar tão apertado, é difícil ser mãe, mas ela fez a coisa certa.

— Daqui eu já consigo – Falou o Dean emburrado, se apoiando na parede e sem olhar pra minha cara

— Dean, a tia Lucy só tomou essa decisão porque te ama, você sabe – Tentei colocar algum juízo na cabeça dele

— ... – Ele permaneceu quieto por um momento – Ela sempre faz coisas desse tipo, se fosse o papai, ele me entenderia e me deixaria jogar. – Ele disse bravo, ainda encarando o chão

— O tio Phill nunca deixaria você jogar nesse estado! – Exclamei indignada com a falta de noção dele

— Quem é você pra saber?! – Ele gritou e dessa vez me encarou, mas o olhar dele me deixou sem palavras, toda a vida o Dean me tratou como parte da família e agora eu sou uma estranha pra ele? Ele caminhou se apoiando nas paredes, em direção ao quarto dele e falou o que foi o cúmulo – Se ela me amasse mesmo, não faria isso – nesse momento a raiva tomou conta de mim e eu impulsivamente puxei ele pelo braço fazendo com que se virasse e lhe dando o tapa que estava guardado há muito tempo. Ele ficou parado alisando o rosto com cara de surpreso, enquanto se apoiava na porta

— Você não sabe a sorte que tem – Disse a ele com a voz embargada de quem estava prestes a chorar, então desci as escadas e só nesse momento me lembrei que tinha dado um tapa em alguém que já estava machucado, mas não me arrependi, um babaca como ele, merece.

Ainda das escadas, olhei pra cozinha e vi a tia Lucy aos prantos falando no celular com o tio Phill

— Phill, será que eu fiz certo? Eu sou a pior mãe do mundo – Falava em meio aos soluços, era tão triste ver a tia Lucy assim e por um idiota como o Dean, mas mãe é mãe, a conversa foi longa, então acabei adormecendo lá na escada mesmo. No outro dia, acordei cedo com uma baita dor nas costas, porém bem aconchegada, pois a tia Lucy tinha tido o cuidado de me trazer um cobertor. Olhei pra cozinha e lá estava ela tomando um café, enquanto olhava pela janela.

— Bom dia tia Lucy – Falei abraçando-a ainda de cobertor, pois a manhã estava fria

— Ah, bom dia, florzinha – Ela respondeu e vi que estava com uma cara ainda abatida e cansada, acho que não tinha dormido muito essa noite. – Você deve estar com uma dor nas costas terrível né? Tadinha

— Nada, dormi muito bem – Ocultei minha dor, porque a dela era bem maior — Tia Lucy, sobre ontem, não liga pro que o Dean falou, ele é um tonto. Você é a melhor mãe do mundo – Tentei alegrá-la

— Oh, May, você é um amor, mas não tem como não ligar pra o que o Dean fala, ele é meu filho, o bem mais precioso da minha vida. Mas relaxe, já estou bem, o Phill já está chegando pra cuidar dele hoje, enquanto vamos na casa da Catarina, isso vai alegrar ele – Eu já tinha até esquecido da visita.

— Que bom, ele vai ficar bem feliz – “Apesar de ele não merecer” pensei – Ah e vou me arrumar pra irmos logo, faltam só 30 minutos. — Como era sábado, marcamos para as 8:00, então me apressei pra me arrumar o mais rápido possível, por sorte a casa não era muito longe e o a Catarina me deu a descrição da casa para sabermos como era quando chegássemos a rua. Quando chegamos na rua, não tive dúvidas, havia uma casa com um jardim TÃO LINDO, MAS TÃO LINDO que dava vontade de abraçar. Tinha flores de todos os tipos, das mais tímidas até as mais pomposas, das que possuíam cores quentes e outras frias, era um universo de flores. A casa também era muito fofa, Pintada de um amarelo não muito vibrante nem muito fraco, nem sei explicar. Só que era muito linda. Então, chegamos tocamos a campainha e logo o Charles veio atender.

— Bom dia, May. Seja bem-vinda a minha casa. Ah! E olá, Senhora Williams, May me falou muito sobre você e como é uma mãe maravilhosa — disse ele com a feição sempre fofa dele.

— Bom dia, Charles! – O abracei

— Olá, Sr. Gerstner, obrigada pelo elogio, mas ainda preciso melhorar e muito e aliás a May também me falou muito sobre o Sr. — Eles sorriram e então entramos na casa, era muito linda, com uma decoração repleta de flores, almofadas com capas feitas de tricô, pássaros soltos pela casa, mas mesmo assim bem quietinhos, aparentemente curiosos com as visitas. Entramos aos poucos analisando cada detalhe e finalmente chegamos ao cômodo onde uma senhora com os cabelos grisalhos e fartos, arranjados em um penteado muito elegante e curto, nos observava com uma feição muito amigável, com bochechas rosadas e olhos verdes brilhantes, era definitivamente muito bonita.

— May!! Que alegria finalmente te conhecer! E olá, você deve ser a Sr. Williams, a mãe do Dean, que tesouro você ganhou para cuidar não? — confesso que fiquei envergonhada com tantos elogios, não sou tão maravilhosa assim, na verdade quem é premiada por ter alguém como a tia Lucy cuidando de mim, sou eu.

— Sim, ela é meu presentinho mesmo, sou muito grata por poder cuidar dela e poder vê-la crescer e se tornar uma pessoa melhor a cada dia, é uma filha pra mim! — Ela me olhou e confesso que uma lágrima teimou em descer pelos meus olhos, mas eu a segurei, não era hora de se rebelar. Mas vi, que este seria um encontro repleto de grandes emoções.

Notas finais
Tá aí! Deixem comentários por favor, sendo crítica ou elogio, gosto de ouvir o que acham da fic. Me motiva a escrever mais e mais. Bjs. Até o próximo cap.