Notas iniciais
Aeeee, mais um capítulooo pra vcs ♥ Espero que gostem! Por favoor deixem comentários, ficarei muito feliz. :)

Pov. May

— Minha filhinha!!! – Ouço uma voz familiar atrás de mim – Que saudade de você! – Então me viro e – Ai... Meu... Deus... Mamãe?!

— Claro! Acabei de voltar de viagem e estava morrendo de saudade de você – Ela me abraçou e depois apertou minhas bochechas, dizem que eu sou a cara da minha mãe, só a cara mesmo, porque somos completamente diferentes em personalidade, ela tem um cabelo curto da cor do meu, ou seja um castanho beem claro, na verdade acho que loiro, um loiro meio castanho, ela é meio hippie, no visual e também no jeito, ela é doida, mas eu amo ela – Como você ta grande!!

— É né.. pra você eu devo estar mesmo, já que faz quase um ano que não vem pra casa – Cruzo os braços e olho pro lado ressentida. Ela faz uma cara triste.

— Me desculpe filha, mas é que o seu pai sempre tem que viajar por conta do trabalho e... – A interrompo.

— E você não pode deixar ele sozinho e blá blá blá, mas a sua filha você pode deixar – Falo começando a ficar um pouco irritada porque ela sempre dá a mesma desculpa.

— Mas filha, você tem a Lucy e o Phill! Ah e tem o Dean também, você não iria conseguir ficar longe deles. – Ela diz

— Eu sei, mas bem que você podia ficar comigo – Começo a ficar triste de novo.

— Chega disso, Mayllibel! Vamos lá que seu pai quer te ver – Ela vai andando e eu a sigo.

— Aham, tenho certeza de que meu pai quer me ver! — Reclamo

— May! – Me repreende – É claro que ele quer.

Fomos pra casa do tio Phill e da tia Lucy, a tia Lucy conversava com o meu pai, enquanto fazia um café e o Dean tava sentado no sofá, provavelmente decepcionado por não ser o pai dele quem havia chegado.

— Oi, pai. – Falei com ele

— Ah, oi May.. – Ele fala meio ríspido e frio como sempre, meu pai não é nem um pouco amoroso, ele é um pouco mais velho do que a minha mãe, possui um cabelo preto só que quase cinza, por conta dos fios grisalhos, é um homem grande, tem 1,80, e uma feição que combina bastante com sua personalidade indiferente aos demais, ele sempre trazia presentes legais das viagens pra ver se conseguia suprir a falta deles, mas do que adiantava, prefiria mil vezes ter a presença deles comigo sempre. – Como você cresceu. – Ele veio até mim, me dando um abraço “seco”. Depois disso ficamos sem assunto, então a tia Lucy veio até nós.

— E... May, acho que hoje não vamos precisar abrir a floricultura não é? Já que é um dia especial. – Concordei com a cabeça, apesar de não estar muito a fim de ficar naquele clima com os meus pais.

— May, trouxemos presentes! – Minha mãe falou me entregando uma almofada em forma de flor que achei linda e um tênis que nem cabia no meu pé.

— Eita, seu número não é mais esse? – Minha mãe perguntou.

— Claro que não, tenho 10 anos, tô em fase de crescimento e em UM ANO, com certeza que meu pé iria crescer.. – Falei reclamando do tempo que eles demoraram. Mas os dois me ignoraram.

— Filha, eu já te disse, não temos culpa.. e a gente troca o tênis e mandamos pelo correio, ok? – Ela me diz sorrindo, na maior cara de pau.

— Como assim pelo correio?! Vocês já vão voltar? – Perguntei incrédula, já que achava que eles iriam ficar pelo menos um mês.

— May, eu não posso ficar tanto tempo longe do trabalho – Meu pai fala enquanto toma o café, sem olhar pra mim.

— Trabalho, trabalho, sempre trabalho... agora longe da SUA FILHA você consegue ficar até 10 anos de boa, né? Ah eu vou voltar pra floricultura, não aguento mais ficar aqui! – Fiquei muito irritada e sai de lá “bufando”.

Pov. Dean

A May saiu lá de casa super irritada, acho que nunca tinha visto ela assim, quer dizer só quando eu chamava ela pelo segundo nome. Mas ela tem razão em ficar assim, os pais dela erraram feio, se eu tivesse no lugar dela, iria ficar tão irritado quanto. A tia Ellie, mãe da May, já ia saindo atrás dela.

— Espera.. é melhor eu ir falar com ela, acho que se você for lá só vai piorar a situação. – Falei pra tia Ellie.

— É, talvez seja melhor, Dean. – Ela disse, então fui em direção a floricultura. Chegando lá a May, tava regando algumas plantas com a maior cara de brava. E era engraçado, porque aparentemente ela não tava prestando muita atenção, já que tava encharcando algumas plantas e deixando outras completamente secas. Pobres plantas.

— É... May? Quer conversar? – Perguntei enquanto entrava.

— Não! – Ela respondeu com um tom não muito amigável.

— Eita, o que foi que eu te fiz? Haha – Perguntei

— Nada, Dean. Desculpa, é que to com a cabeça quente por causa dos meus pais – Reclamou ela

— Bom, então não precisa descontar nas plantas, né? – Ela fez cara de quem não entendeu, então apontei pras plantas.

— Meu Deus! Desse jeito minhas plantinhas vão acabar morrendo! – Dizia enquanto tirava o excesso de água de algumas plantas e regava outras. – Realmente, acho que não adianta eu tentar fazer outra coisa pra passar a raiva.

— Na verdade adianta sim, conversar é uma boa opção pra passar a raiva. – Eu falei me sentando próximo do balcão da floricultura. Então ela concordou, deixou o regador no chão e sentou na outra cadeira que fica atrás do balcão.

— Sabe, é claro que fico muito feliz com a visita dos meus pais. Quem não ficaria, não é mesmo? Afinal eu passo muito tempo sem vê-los... E esse também é justamente o problema, eles nunca me visitam, e quando vêm ficam muito pouco tempo... e isso me magoa, porque... – A voz dela começou a ficar trêmula – porque parece que eles... que eles não ligam pra mim e que ficam mais felizes quando estão longe de mim.. – Aparentemente, a raiva se transformou em tristeza, porque ela começou a chorar, e parecia que esse choro estava sendo “preso” há muito tempo, pois chorou feito um bebê.

Fui até ela e a abracei, parecia que o que ela mais precisava naquele momento era de um abraço, então ela continuou a chorar no meu ombro, parecia até que eu tinha voltado no tempo, pra quando éramos bem menores e a May via que alguma de suas flores tinha morrido, ela chorava o dia todo haha e eu tentava fazer graça pra ela rir, porque não gostava de vê-la chorando, não sabia que muitas vezes o choro era necessário, pra que ficássemos mais felizes depois. Depois de algum tempo ela parou de chorar, então saiu do abraço e eu voltei a sentar.

— Vamos pra casa, preciso falar com meus pais. – Ela limpou as lágrimas e sorriu. Não entendi como ela conseguiu, perdoar os pais tão rápido, sendo que eu não falei nada, mas é a May né? Ela não precisa ter lógica. Então fomos até a minha casa e lá estavam seus pais apreensivos, na verdade sua mãe, o pai dela tava como sempre, sério e centrado.

— May, minha filhinha! – A mãe dela veio em nossa direção e abraçou a May.

— Pai, mãe, me desculpem por ter saído daquele jeito, eu fui muito birrenta. Eu sei que ao trabalhar, vocês também estão pensando em mim e no meu futuro.. – A may diz e a mãe dela sorri e pela primeira vez, eu vi o pai da May sorrir, mesmo que tenha sido um sorriso tímido e fechado, mas foi um sorriso.

— Filha, eu sinto muito pela minha ausência, sei que sou uma péssima mãe e que você não me merece, mas acredite, eu te amo muito! E prometo que nas suas férias, eu volto e vou passar o tempo que você quiser! – Depois da tia Ellie dizer isso, a May a abraça, logo o pai dela também vai até elas e sem dizer nada as abraça.

— Eu amo vocês dois – A May diz. Foi uma cena tão emocionante que minha mãe já tava chorando e confesso que também escorreu uma lágrima do meu olho. Em meio a essa cena, ouvimos um barulho de motor de carro do lado de fora e vejo que um carro estacionou na frente, fui lá pra fora.

— É aqui que mora um tal de Dean e uma tal de Lucy?

— PAIII! – Gritei animadamente e fui correndo abraçá-lo. Meu pai é um cara muito legal e lógico um pai fantástico, apesar da ausência por conta do trabalho. Ele é um homem ruivo, sim foi dele que puxei esse traço, magro e tem uma feição muito amigável. Assim como sua personalidade.

— Filhão!! Que saudade! – Ele diz mais animado do que eu

— Phillip! – Minha mãe veio também

— Lucy! Meu amor. – Eles se beijam

— Phillip – Falou o pai da may, enquanto o cumprimenta, visivelmente feliz, já que são amigos desde a faculdade. Em seguida a mãe da May fala com ele também.

— Tio Phill! — A may abraça meu pai também, já que ele é como um 2º pai pra ela e eles se dão super bem.

— Menina May!! Que saudade! — Meu pai fala.

Depois disso nós fomos jantar todos juntos, o que é raro, porque são todos muito ocupados, então aproveitamos bastante esse momento. Após o jantar, nossos pais foram conversar, então fui falar com a May que tava sentada no sofá assistindo.

— May, como foi que você chegou à conclusão de que devia perdoar seus pais? Eu nem falei nada... Eu só – Falei e fui interrompido por ela.

— Me abraçou, e quando você me abraçou eu vi que tinha sido muito egoísta, que apesar de eu não ter a presença da minha família de verdade o tempo todo, eu tinha vocês e isso já me fazia muito feliz. É claro que sinto falta deles, mas também sou grata por eles me deixarem com vocês que me fazem tão bem, seria bem pior se eles me levassem com eles. – Então ela sorriu e eu sorri de volta, feliz pelo mesmo motivo que o dela. Por ela fazer parte da minha família.

Notas finais
Pronto, espero que tenham gostado! Bjs e até o próximo capítulo. :)