Deadly Sins Profile
3 Arquivo 1.3-Luxúria-A Terra Perdida dos Nefilins
Notas iniciais
Arquivo 1.3 – A Terra perdida dos Nefilins.
“Quando uma raça domina uma área, ela se torna a ordem, a lei e tudo que está em relação à sociedade da área dominada. Em Edom, os Anjos e Demônios estão completamente empatados, quase o mesmo número de cidades e territórios dominados. Os Anjos, porém, vencem por uma cidade. Existem dois territórios em Edom que não foram dominados pelos anjos, nem os demônios. O centro, onde Kedar residia e uma área próxima ao templo dos Anjos. Porém, além de toda a compreensão, existe ainda um terceiro território, uma cidade onde nenhuma das três raças, humanos, anjos e demônios conseguiram conquistar. A cidade que aparece quando quer e desaparece quando quer. Conhecida como o túmulo dos Anjos ou apenas, Terra Perdida dos Nefilins. Um paradoxo para todos aqueles que não têm uma compreensão divina.”
Kedar, Alberta e Múcio estavam andando em um grande deserto lentamente, nos limites Nortes de Edon. Este deserto não era comum, não possuía dunas, era plano, porém tinha muita areia. Alberta e Múcio demonstravam um grande cansaço, junto com suas montarias, mas Kedar e Yudas, não demonstravam sequer um pingo de suor.
Alberta – Kedar, você não quer parar um pouco para descansar, beber uma água?
Kedar – Bem, estou com um pouco de pressa, estou tentando ao máximo andar no ritmo de vocês dois, mas pelo visto. Vocês estão empacando a minha missão.
Alberta – Sei que sim, mas só um pouco, pelas montarias, estão muito cansadas. Se você continuar, é capaz de ficarmos sem as mesmas, isso nos atrasaria muito mesmo.
Kedar fez um gesto para Yudas fazendo o mesmo parar, depois olhou com um ar sério para Alberta.
Kedar – Ok.
Alberta e Múcio pararam e desceram pegando reservas de água nas mochilas de pano que os Cavalos carregavam enquanto Kedar descia e olhava.
Alberta – Não vai beber?
Kedar – Não estou com sede.
Alberta bebendo água.
Alberta – Você me impressiona!
Kedar – Me surpreende você. Uma “filha de anjo” que mal andou alguns sopros de dragão e já está cansada?!
Alberta – Meu tutor falava que eu por ser jovem, teria problemas.
Kedar olhou para Múcio.
Kedar – Estamos andando há horas e ele não disse uma palavra.
Alberta – É por que ele é mudo.
Kedar arregalou os olhos.
Alberta – A sim, me desculpe por não ter falado.
Kedar – Tudo bem.
Kedar olhou um pouco para trás e viu de repente uma distante imagem de uma cidade enorme à frente.
Kedar – “Como? Essa cidade não estava ali quando parei aqui”
Alberta – O que foi Kedar?
Kedar apontou para a grande cidade nos limites do deserto.
Alberta – Não vimos quando chegamos aqui, como pode?
Kedar – Ela me parece familiar, mas não lembro.
A imagem da grande Cidade Ondulava como se fosse uma miragem.
Kedar – Ela surgiu do nada.
Kedar olhou para Alberta e Múcio que ainda estavam descansando um pouco.
Kedar – Acabou o descanso. Vamos até lá.
Alberta – Mas, Kedar, mal paramos. Vamos descansar...
Kedar – Você não entende. Vamos Logo.
Alberta deu um olhar de preocupação para Múcio e respondeu com um tom sério e de desaprovação.
Alberta – Certo.
Múcio só respondeu balançando a cabeça positivamente.
Ambos subiram em seus cavalos e foram galopando rápido naquelas areias em direção da cidade misteriosa.
...
Depois que Kedar, Alberta e Múcio sumiram ao longe do deserto, as areias onde eles estavam começaram a girar para todos os lados formando dois seres, Abaddon e Nergal. Abaddon estava com seu elmo que cobria até metade do seu rosto, era da cor da armadura, púrpura escura, liso acima da cabeça fazendo uma curva, deixando apenas sua boca amostra e seus cabelos brancos amarrados em um rabo de cavalo. Por incrível que pareça, o elmo estava liso na frente, não mostrando os olhos de Abaddon. Nergal, porém, não usava elmo nenhum. Estava com duas espadas embainhadas, uma em cada lado de sua cintura, diferente de Abaddon que só levava uma espada enorme prateada.
Nergal – (risos) – Interessante, ela apareceu na hora certa.
Abaddon – Sim, a Terra Perdida dos Nefilins, a cidade sem volta (risos). Uma espécie de cidade fantasma. Bem, vamos continuar com o plano. Deixaremos o resto com eles.
As areias do deserto começaram a se agitar e a formar guerreiros de areia com espadas, armaduras e escudos de ferro, porém literalmente tendo seus corpos de areia. Eram treze no total e possuíam mais de dois metros de altura.
Nergal – Pensei que você invocaria os Cães do Inferno.
Abaddon – Colossos de Areia são mais fortes que esses demônios medíocres de baixo nível e em uma área desértica são bastante eficazes.
Nergal – Você pretende deixar seqüelas então?! (risos)
Abaddon – Sim, muitas, a morte deles seria bem conveniente, porém, impossível com aquele Trimegistus liderando. Agora vamos à segunda parte do plano. Temos que aniquilar este Trimegistus para que não nos atrapalhe no futuro, em relação aos Arquivos.
Nergal – Pelo que você disse os Colossos de Areia não darão conta.
Abaddon – (risos). Pelo menos os atrasaram lá dentro, quando a cidade sumir.
Nergal e Abaddon deram risos em coro e depois sumiram mágicamente nas areias, enquanto o exército de Colossos ia em direção da cidade que se ondulava como uma miragem.
...
Alberta e Múcio estavam um pouco distantes de Kedar que seguia concentrado para a Cidade, onde esta já se aproximava, tornando-se enorme. Alberta deu um grito de longe.
Alberta – Kedar... Pode talvez ser uma miragem.
Kedar continuou sem falar nada. Demonstrava pressa e um pouco de desespero.
Kedar – “Agora me lembro. A Terra Perdida dos Nefilins... Onde vocês supostamente estão Úri, Jiodon. Meus amigos. Espero que estejam bem.”
O grande muro da cidade já era visto e a mesma não se ondulava mais, estava bem concreta. Os grandes portões estavam abertos, mostrando o caminho para uma enorme cidade. Kedar se aproximou e parou com Yudas, olhando para Alberta e Múcio que ainda se aproximavam.
Quando Alberta e Múcio chegaram, Kedar rápidamente atravessou os portões e paro na travessia.
Kedar – Vocês dois, fiquem aqui.
Alberta – Mas, temos que ir com você. Nós estamos na missão juntos.
Kedar – Isso não tem haver com a missão. Fiquem aqui, é uma ordem.
Alberta sem contestar e nem falar nada ficou, junto com Múcio.
Kedar atravessou a entrada e viu que realmente era o que temia. Não havia uma pessoa sequer na mesma, estava vazia. Possuía várias residências, lojas e grandes, enormes construções. Era uma cidade enorme, que surgiu do nada.
Kedar – Tenho que ser rápido. Não tenho noção de quanto tempo ela ficara aqui.
Yudas parou rapidamente. Kedar olhou para trás e viu um vulto. Kedar segurou na sua espada que ainda estava embainhada por precaução. Novamente o vulto passou agora na frente de Yudas.
Kedar – Apareça logo, não tenho tempo para brincadeiras.
Os vultos pararam então, Kedar continuou andando por aquela enorme cidade, estava analisando as construções de pedra com detalhes arcanos.
Kedar – Interessante, nunca tinha entrado na Terra dos Nefilins. Mas o que está me incomodando são esses vultos... Droga. Isso só me atrasa.
Kedar continuou andando quando Alberta veio ao longe com Múcio correndo em suas cavalarias.
Alberta – Kedar... Kedar...
Kedar olhou para trás e os viu.
Kedar – Não mandei eles ficarem?
Kedar já ia reclamar bem alto quando viu ao longe três guerreiros de areia de mais de dois metros de altura.
Kedar – Colossos de Areia? Como?
Alberta e Múcio conseguiram chegar perto de Kedar.
Kedar – O que vocês fizeram?
Alberta – Nada, eles simplesmente apareceram do nada.
Kedar – Droga. Eles estão bloqueando a saída. Não podemos ficar aqui.
Alberta – Por quê?
Kedar – Já ouviu falar nas Terras Perdidas dos Nefilins?
Alberta – Bom já li em um pergaminho sobre elas e...
Kedar – Estamos dentro delas agora.
Alberta – Não pode ser...
Kedar – Sim, e se formos azarados, ela quando desaparecer nos levará com ela.
Alberta – E quando irá acontecer isso?
Kedar – Adivinha? Não sei.
Kedar desceu de Yudas, Alberta e Múcio fizeram o mesmo.
Kedar – Só sei de uma coisa. To querendo muito acabar com eles.
Os três Colossos de Areia já estavam próximos, quando mais dois os estavam seguindo.
Kedar – Têm quantos?
Alberta – Eu contei treze.
Kedar – Treze? Hoje é o nosso dia de sorte.
Alberta – É, que sorte.
Kedar desembainhou a espada e se preparou. Múcio tirou sua espada de Prata e começou a brandir a mesma. Alberta simplesmente foi até as suas coisas e tirou um chicote das mesmas.
Kedar – Você esta pretendendo acabar com Colossos de Areia com um chicote?
Alberta começou a bater o chicote e o mesmo começou a pegar fogo.
Kedar – Uma salamandra?
Alberta – Te apresento Vulcar.
Kedar – Sem apresentações, por favor...
O primeiro Colosso levantou a grande espada de ferro e a desceu contra Kedar. Kedar logo defendeu a mesma com a Madre, tendo dificuldades.
Kedar – Droga.
Alberta veio por trás de Kedar e deu um grande pulo sobre o colosso que atacava Kedar, Alberta com força levou a salamandra flamejante até a face o colosso dissolvendo a mesma, depois Alberta completamente pousou no chão batendo mais e mais o chicote no chão, quando o segundo colosso veio com a enorme espada, Múcio apareceu subitamente cortando a grande cabeça de areia.
Alberta – Obrigada.
Múcio só fez um sinal de positivo com a cabeça sem deixar de mostrar sua cara séria. Os dois colossos que tiveram suas cabeças aniquiladas começaram a reconstituir as mesmas.
Alberta – O que?
Kedar – Esqueci de avisar. Você tem de destruir o núcleo solido que está dentro deles. É o único jeito.
Alberta – Droga.
Os dois colossos, mesmo que lentos já tinha reconstruído ambas as cabeças enquanto os outros lentamente se aproximavam e cercavam o trio.
Kedar – Agora é a minha vez.
A espada Madre de Kedar começou a brilhar com uma coloração vermelha escarlate.
Kedar – Acorde!
A espada ficou fixamente com uma coloração escarlate brilhante. Kedar estava mostrando um pouco dos seus poderes demoníacos de força. Enquanto Kedar segurava a espada que brilhava intensamente, seus olhos mudavam a cor da Iris, eram pretas agora estavam com a cor do brilho da espada. Seu corpo estava ganhando mais forma, Alberta olhava aquilo com um tom de medo.
Kedar – (risos). Vamos lá.
Kedar rapidamente levou sua espada para o primeiro colosso, acertando-o na região do coração onde começou a derreter uma espécie de núcleo de ferro. Depois Kedar removeu a espada e o Colosso se dissolveu e voltou a forma de areia.
Kedar – Vamos seus idiotas... No núcleo de ferro.
Alberta ficou um tempo imóvel, mas não contestou.
Alberta – Certo.
Alberta bateu seu chicote de fogo, a salamandra contra o peitoral de ferro do mesmo abrindo uma espécie de fenda, em seguida, Múcio veio ferozmente com a espada de prata e partiu ao meio o núcleo de ferro, fazendo aquele colosso se dissolver e voltar a forma de areia.
Kedar – Vamos, ainda faltam onze.
Alberta – São muitos e eles já estão próximos demais.
Kedar – Hum.
Kedar correu até o terceiro Colosso que estava à frente, o mesmo veio com fúria com sua espada contra Kedar que desviou e pulou pisando no braço onde o mesmo estava segurando a espada, o direito, e depois desviou encravando por cima a espada no ombro esquerdo, na direção do núcleo de ferro, derretendo o mesmo fazendo aquele colosso voltar à forma de areia. Enquanto isso, Alberta e Múcio já estavam no quarto, enquanto Alberta com seu enorme chicote de fogo segurava o braço direito do colosso, Múcio veio com grande velocidade e rompeu em um único golpe a armadura e o núcleo de ferro.
Kedar – Nove. Não vai dar.
Cinco colossos já estavam muito perto de Kedar enquanto outros quatro estavam completamente grudados com Múcio e Alberta, eram lentos, mas fortes, já estavam levantando suas espadas contra os mesmos.
Alberta – Droga.
Kedar – Agora to ferrado, literalmente.
...
Enquanto isso, na mesma sala onde Kedar estavam acorrentado e conversando com Gabriel, o mesmo estava a frente para uma espécie de mesa quadrada, em pé, logo, três paladinos entraram na sala.
Paladino – Sim, mestre Gabriel.
Gabriel – Você supostamente não sabe o motivo por eu ter te chamado aqui. Certo?
Paladino – Sim mestre.
O único paladino que estava curvado a Gabriel era o paladino do meio, enquanto os outros dois estavam de pé.
Gabriel – Você também supostamente nunca falou pessoalmente com um oficial superior da arcada dos anjos, certo?
Paladino – Sim mestre, mas não entendo o motivo que me chamou aqui.
Gabriel se virou para os paladinos e olhou com um olhar de piedade para o paladino ajoelhado.
Gabriel – Mesmo aqueles que nunca viram um Oficial superior sabem que, curva-se para o mesmo não é válido. O único ser que deve ter seus servos curvados a ele é El. Você acha que me engana?
O paladino se levantou rapidamente.
Paladino – Mas mestre, eu não sabia, eu sou novo aqui.
Gabriel – Não botaríamos um Paladino novo para guardar a porta por dentro da sala. Você não é novo, simplesmente não pertence a nós.
Os outros dois paladinos removeram suas espadas, enquanto o do meio estava com um olhar desesperado por trás do seu elmo que cobria todo o rosto, comumente para os paladinos. Gabriel simplesmente acenou para os dois pedindo calma.
Gabriel – Para quem você trabalha?
Paladino – Não estou entendendo.
Gabriel – (risos) – Ok. Vou descobrir da forma mais difícil.
Gabriel ergueu seu braço direito contra o Paladino desesperado jogando com um golpe telepático o mesmo contra a parede, prendendo o mesmo.
Gabriel – Vamos lá? Diga.
O paladino preso perdeu o olhar de desespero, ganhando um olhar maligno e cruel. Sua armadura prateada perdeu a coloração prateada ganhando uma armadura negra, seu elmo sumiu revelando um rosto com enormes barbas negras com um grande cabelo.
Gabriel – Bem que eu desconfiava de um demônio.
Demônio – Essa é uma das principais fraquezas dos anjos. Nenhum é onisciente. (risos)
Gabriel – Diga agora, quem te enviou.
Demônio – Não há tempo, já transferi todas as informações para os meus mestres.
O demônio abriu a boca revelando sua língua, a mesma começou a pegar fogo e se desintegrou.
Gabriel – Maldito, desintegrou a própria língua só para não nos revelarmos quem é o mandante, mesmo com tortura. Então não serve mais para mim. Morra!
Demônio – Haaaaaaaaaaaaaaaaaaaaarrrrrggggg.
O demônio se desintegrou em fogo.
Gabriel – Tenho que descobrir quem os enviou. Se eles já sabem do plano, a missão corre grande perigo.
Gabriel pegou o seu elmo majestoso que estava acima da mesa e saiu da sala rapidamente.
The End
Notas finais
Kedar é salvo por seus antigos mestres de batalha e Abaddon se revela para Kedar e a equipe, tentando deter a saida deles da cidade.
Nota Bônus:
Uma brincadeira que fiz com o nome Múcio, o personagem é mudo. O significado do seu nome que no, Latin, Mucio significa mudo.
Nergal na verdade é um Deus do submundo segundo a mitologia sumita/babilônica, porém, em alguns livros de demonologia ele é citado erroneamente como um demônio, assim como Baal, que segundo a mitologia do panteão cananeu, é apenas um Deus da chuva e prosperidade que governa junto com El Elyon.
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