Deadly Sins Profile

2 Arquivo 1.2 - Luxúria - O Prisioneiro - Parte 2


Notas iniciais
Bem, nesse capitulo como é uma continuação pretendo dar uma introdução do verdadeiro objetivo e entendimento da mesma.

Kedar estava sentado em uma enorme cadeira em cima de um grande circulo com sete tochas ao redor e a frente de cada tocha um guerreiro de armadura dourada com um elmo que cobria seu rosto o mesmo segurando apenas uma espada apontada para o chão. Um guerreiro de cabelos brancos de armadura prateada com detalhes de diamante circulava aquele circulo onde Kedar estava acorrentado com uma corrente que não mostrava ser um metal qualquer, era muito brilhante.

Gabriel – Vejo que essas correntes o seguram bem.

Kedar – Engraçado, usando correntes de Calydon para prender um mero mortal. (risos)

Gabriel – Não tente me enganar, Kedar. Você não é um mero mortal. Sei que você gostaria de ser sujo e imundo como esses fracos humanos, mas, infelizmente você nasceu como nós. Só correntes e laminas de Calydon podem prender e ferir você.

Kedar – Entendo, mas, qual o motivo de me prender aqui? Vou a julgamento? A, diz que sim, que vou, quero morrer dignamente. (risos mais sarcásticos)

Gabriel – Você não vai a julgamento e nem pretendo te matar.

Kedar – Então vou ficar preso aqui para sempre?

Gabriel – Quem sabe, mas, posso mudar isso se você nos fizer um favor.

Kedar – Vindo de Anjos ou Demônios eu recuso.

Gabriel – É do seu interesse.

Kedar – Por que seria?

Gabriel – Vou lhe explicar. A dez eras Solares atrás você presenciou um acontecimento que te marcou por todo a sua vida.

Kedar -.......................

Gabriel – Você presenciou com os seus pobres e nus olhos sua mãe sendo morta por um ser.

Kedar – Como você sabe disso?

Gabriel – Sei de muitas coisas. Mas, continuando. Aquele ser era meu irmão, seu pai.

Kedar – Lúcifer.

Gabriel – Exatamente. Me estranha não chamá-lo de pai. (risos)

Kedar permaneceu quieto e todo aquele sarcasmo que ele apresentara tinha sumido.

Gabriel – Ele queria uma coisa.

Kedar – Minha alma.

Gabriel – Você é inteligente. Podemos dizer que Lúcifer não é onisciente e a dezenove eras solares ele pensou que sua mãe era uma prostituta Maculada, ela mal tinha começado na profissão, estava perdida no mundo, familiares mortos e por ai. Porém, ele sofreu um grande engano, sua mãe era virgem, ainda.

Kedar continuou imóvel e calado.

Gabriel – Você foi um erro para seu pai. Sua mãe então decidiu sair daquela vida para poder cuidar de você. Cuidou bem, mas quando você completou dez anos, no dia do seu aniversário ocorreu aquela tragédia. Seu papai quis levar a sua alma, pois ele foi corrompido por uma virgem. Foram milênios de tentativa do Filho Primogênito de Lúcifer e nenhuma prostitua anterior suportou o poder desse Hybrido. Somente a sua mãe e, mesmo assim, a tentativa foi falha de criar o primogênito dele. Você nasceu de um ventre outrora virgem. Você é a maldição de Lúcifer, ele teria que te matar para poder cumprir novamente a missão de criar um primogênito, um ser tão poderoso capaz de com apenas um piscar de olhos, ele poderia desintegrar toda a existência.

Kedar – Meu pai então quer me ver morto? Novidade.

Gabriel – E sua sentença se completa daqui a um tempo. Você completará vinte eras Solares. Em questão de meses e por incrível que pareça você caiu bem a isso. Uma coincidência ocorreu.

Kedar – Que coincidência?

Gabriel – Você completa vinte eras solares no mesmo dia em que o mundo entra em sua Primeira Era Lunar.

Kedar – Isso ocorre de três mil em três mil eras Solares.

Gabriel – Estamos na 299ª era solar. Na virada para a era Lunar, seu papai (risos) pretende subir já que ele só poder sair lá da residência bem quente dele de dez em dez eras. Porém, esse ano será diferente, ele subirá com poder total, pois a Lua representa sua verdadeira conjugue. A Rainha e Mãe de todos os Demônios.

Kedar – Lilith.

Gabriel – Você é muito inteligente.

Kedar – O que você quer me propor?

Gabriel – Sabia que você iria se interessar. Nesta virada de era, os seis principados do inferno irão se preparar para montar uma coisinha para seu pai. Cada principado, a duzentas e noventa e nove eras solares atrás foram aprisionados, porém, não conseguiram tirar deles peças importantes para a vitória de Lúcifer.

Kedar – O que seriam essas peças?

Gabriel – Chamamos de Arquivos. Os Arquivos dos Sete Pecados Capitais ou simplesmente Arquivos Capitais.

Kedar – Pensei que essa coisa de pecado capital era uma fachada para por medo nas pessoas.

Gabriel – Eles existem, e suas encarnações também. Cada um deles guarda um arquivo que completa o sétimo arquivo.

Kedar – O sétimo arquivo seria?

Gabriel – A armadura do seu pai, a que o tornaria invencível se completa. Armadura do Orgulho. Ele a forjou após sua queda do céu e para que não pegassem com ele, entregou a seus leais servos e principais príncipes do inferno uma parte da armadura, que aguardam o seu retorno, os outros seis principados, não conseguimos extrair essas peças, pois só conseguiríamos com a morte dos mesmos.

Kedar – Ha, então vocês querem que eu pegue. Nem vocês conseguiram matá-los, imagine eu.

Gabriel – Você pode, sabe por quê? Você é um trimegistus. Você tem poderes acima de anjos, demônios de humanos, só saber usar. Cada principado possui uma fraqueza, encontre-a. Você é uma junção de ambos. Nós, anjos e arcanjos, somos inúteis contra esses principados, mesmo utilizando estas fraquezas, o mesmo para Demônios de Arcdemonios, pena que eles não sabem. (risos)

Kedar – Entendo. Então vocês querem minha ajuda para isso?

Gabriel – Sim.

Kedar – O que eu ganharei em troca?

Gabriel – Duas coisas que você deseja muito. Vingar a morte da sua mãe, matando seu pai e com a morte do seu pai, essa guerra com certeza acabaria e os humanos enfim viveriam sem a intervenção sangrenta de nós, anjos e daqueles demônios.

Kedar – Hum.

Gabriel – Então?

Kedar – Por minha verdadeira raça. Eu aceito. Mas, como será possível matar o meu pai?

Gabriel – Com a morte suprema dos outros principados e utilizando a armadura dele, já que você possui o sangue dele, você poderia usá-la.

Kedar – Certo, eu aceito. Quando partirei para matar o primeiro?

Gabriel – (risos) – Calma, Kedar. Você ainda não conheceu a sua equipe.

Kedar – Minha equipe? Pensei que faria isso sozinho. Não quero trabalhar junto de anjos mesquinhos.

Gabriel – Quem disse que são anjos?

Gabriel olhou para uma porta onda estava um guerreiro de guarda.

Gabriel – Podem entrar.

A porta se abriu e por ela passaram uma bela mulher que aparentava dezenove anos e ao lado dela um grande rapaz que aparentava uns dezessete ou dezoito anos. A mulher possuía um cabelo preto e longo e um belo rosto, usava uma calça medieval, incomum para mulheres daquela época, mas sua calça era bem feminina. Usava uma blusa saia preta com rendas que chegava a seus joelhos, era bela, muito bela. O rapaz ao lado usava uma pequena armadura, não completa, prateada e na cintura apenas uma enorme espada embainhada, era parecido com a mulher em aspectos de rosto, possuía uma cara séria e firme.

Gabriel – Conheça Alberta e seu irmão, Múcio

Kedar – Isso só irá me atrasar.

Gabriel – Nada, isso irá te adiantar e muito.

Kedar – Não. Em batalha eles devem ser dois medrosos.

Gabriel – (muitos risos) – Você que pensa Kedar. Vamos, irei te mostrar.

As correntes que circulavam Kedar foram desaparecendo deixando apenas uma pulseira prateada no braço esquerdo.

Gabriel – Esta livre.

Kedar – O que é isso?

Gabriel – Nada demais, apenas uma pulseira inibidora. Ela irá inibir metade dos seus poderes de demônio. Você com essa taxa não será capaz de matar nenhum anjo.

Kedar – Você não confia em mim?

Gabriel – Não.

Kedar – Então como você quer que eu mate meu pai: Já que ele é metade anjo.

Gabriel – A armadura te dará o poder necessário.

Kedar – “Maldito”

Gabriel – Siga-me, e não tente nada. Sou mais experiente em batalha que você.

Gabriel foi mostrando uma papelada de pergaminhos para Kedar e este foi se surpreendendo no caminho.

...

Numa sala tenebrosa com muitas tochas nela, parecia uma espécie de caverna, estava nela uma mesa enorme redonda com três guerreiros sentados nela. O primeiro guerreiro estava de costas para a grande porta de madeira que era guardada por dois guerreiros de armaduras escuras. Este guerreiro vestia uma armadura escarlate muito brilhante, sua face cheia de cicatrizes demonstrava sua vasta experiência em batalha. Seu olhar era cruel e impetuoso, seus cabelos negros curtos, um pouco bagunçados demonstravam seu estilo. No lado esquerdo deste guerreiro estava outro, porém, este vestia uma armadura púrpura escura brilhante, estava também sem elmo. Seu rosto era albino como a neve, sinal de misericórdia, mas, seus longos cabelos brancos que voavam ao leve vento que percorria aquele lugar fechado. O homem a direita do principal usava uma armadura acinzentada, seu rosto era barbudo, cabelos grandes e volumosos, seu rosto e seu olhar demonstrava clareza e ao mesmo tempo impiedade.

Homem de Armadura Escarlate – Segundo informações, nosso inimigo se aliou a um grande problema, para ambos, mas eles decidiram arriscar.

Homem de Armadura Cinzenta – Kedar Egoferum, filho bastardo de Lúcifer.

Homem de Armadura Escarlate – Sim, um humano com poderes além dos poderes demoníacos e angelicais. Temo por nossa segurança e ao mesmo tempo, a derrota dos demônios, definitivamente.

O homem de Armadura Púrpura riu.

Homem de Armadura Púrpura – Não importa quem ele seja, um exército completo de Cães do Inferno mais alguns Generais o transformariam em pó. Não temos que temer a esses anjos ou a esse humano metido a “Deus”.

Homem de Armadura Escarlate – Realmente, porém, segundo informações, foi lhe dada uma missão em oferta para acabar com a sua pena diante dos anjos.

Homem de Armadura Cinza – Qual seria essa missão tão importante?

Homem de Armadura Escarlate – Uma missão onde se ele a cumprisse com êxito, a raça dos Demônios estaria aniquilada.

Homem de Armadura Cinza – Fale logo.

Homem de Armadura Escarlate – Foi lhe dada a missão de tomar os Sete Arquivos Capitais de seus Guardiões, onde o sétimo arquivo, completo pelos outros seis, daria poderes onipotentes para este humano.

Homem de Armadura Púrpura – Você quer dizer que o estão propondo ir atrás desses arquivos para dar mais poder aos anjos? Isso seria, hum, como podemos dizer? Um pecado mortal para os anjos. O próprio sétimo arquivo representaria a eles um senso de Pecado Capital onde, o Orgulho não é permitido, segundo as doutrinas dos Anjos.

Homem de Armadura Cinza – Eles sofreriam um castigo do próprio El.

Homem de Armadura Escarlate – El? Este não liga mais para nossa guerra. Está a nossa mercê. Vence quem tiver mais poder, seja anjo ou demônio.

Homem de Armadura Púrpura – Qual sua idéia então, Belial?

Belial – Abaddon meu irmão. Quero propor a você e a Nergal a chance de superar o nosso querido Pai, Lúcifer.

Nergal – Não me diga que, você quer tomar a armadura do Orgulho para então destroná-lo? Genial. Mas, como eu e Abaddon ficamos nessa história? Se Astaroth souber, estamos aniquilados.

Belial – Astaroth não saberá o nosso acordo. O quanto antes nós formos atrás de Kedar, mais cedo o poderemos deter, sem que este obtenha qualquer espécie de poder proveniente dos arquivos. Temos de matá-lo

Abaddon – E quando você enfim obtiver a armadura do Orgulho? O que será de nós?

Belial – Simplesmente vocês serão meus dois braços que governarão o mundo, os humanos enfim serão não mais servos de El e sim de Belial, Abaddon e Nergal. Nós.

Nergal – Hum. (risos) Trato feito, porém, ouse nos trair e você receberá o gosto da minha espada.

Abaddon – Faço das palavras de Nergal as minhas.

Belial – Perfeitamente, faremos então um acordo de sangue, nenhum de nós poderá trair o outro, satisfeitos?

Nergal e Abaddon acenaram positivamente com as cabeças.

Cada um deles fez um corte nas mãos e as encostaram fazendo uma luz escarlate aparecer rapidamente e logo desaparecer.

Belial – Está feito.

Os três começaram a rir em coro.

...

Alberta saiu primeira do grande Templo Branco no meio de um deserto seguida de seu Irmão Múcio e logo atrás do mesmo Kedar com um bracelete na mão esquerda.

Alberta – Será bom você do nosso lado, Kedar.

Kedar – Não espere amizade minha, estou fazendo isso completamente obrigado.

Alberta – Não fique assim. Vingança só gera transtornos.

Kedar levemente notou o som de ternura que saia da voz de Alberta.

Gabriel saiu logo com uma espada em mãos.

Gabriel – Kedar, você está na liderança, tome de volta sua espada Madre e tome este Mapa. O primeiro Principado fica nos Limites Nortes de Edon.

Kedar – Onde estão os outros?

Gabriel – Fora de Edon. Regiões que você jamais viu em sua vida, assim como Alberta e Múcio.

Kedar pegou o mapa e saiu andando onde a frente esperava três cavalos.

Gabriel – Kedar...

Kedar olhou para Gabriel.

Gabriel – Não queira descontar sua raiva em Alberta e Múcio por causa dos Anjos, eles simplesmente querem ajudar, eles possuem habilidades para isso.

Kedar – Me impressiona você se preocupar com humanos, porém são da minha raça, não farei nada contra eles, ao contrário, os protegerei com a minha vida. Mas, o acerto de contas contra os anjos por me fazerem isso, chegará.

Gabriel – Veremos.

Kedar estava descendo as escadas quando viu os cavalos.

Kedar – Não vou montar nessas coisas.

Alberta – Você vai como?

Kedar – No meu cavalo.

Kedar assoviou e do nada surgiu um cavalo negro correndo com as crinas e rabo brancos. Vinha muito rápido, mais rápido que a própria poeira que deixava.

Logo ele chegou e parou se aproximando de Kedar.

Kedar – Yudas. Sentiu saudade?

Kedar começou a acariciar sua crina branca e depois montou nele.

Alberta montou em um cavalo marrom e Múcio em um cavalo acinzentado.

Kedar – Vamos? A viajem será muito longa.

Kedar deu a ordem para Yudas e este começou a andar rapidamente, seguido de Múcio de Alberta. Logo, se perderam na poeira do deserto deixando aquele enorme templo para trás.

THE END

Notas finais
No próximo capitulo, Kedar, Alberta e Múcio encontram uma cidade, considerada uma cidade fantasma, chamada de Terra Perdida dos Nefilins ou vulgarmente dita de, Cemitério dos Anjos. Kedar junto com os dois irmãos entram enfim na sua primeira batalha, juntos.
Notas Bônus:
Mensão à Lilith - Segundo o Cabbalah, ou Kabalah, Lilith foi a primeira mulher de Adão, criada igualmente do barro por Deus. A mesma porém, não queria se submeter a ser inferior nas relações sexuais com Adão, onde ela teria de ficar embaixo. Lilith não foi expulsa do paraiso, saiu por vontade própria e se juntou a Lucifer, onde o mesmo não se importava sobre a posição da mulher (sem machismo). Outros nomes são dados a ela como Babalon, Naamah. Ela é igualada a Sophia, a Deusa suprema dos Aeons, onde a mesma se fantasiou de Serpente para libertar o homem da ingenuidade que Javé, Deus, ou apenas um Demiurgo (filho malcriado e autoritário) filho de Sofia, o mantinha.