Deadly Games

57 O homem da moto


Notas iniciais
Hey cerejinhas, cá estou eu novamente com mais um capítulo e é só isso mesmo, vão ler... Boa leitura!!

POV- Thalia

Estar na escola não ajudava, estava no fim da sala, Nico estava a uma cadeira de distância de mim e eu me lembrava vagamente do que do que tinha acontecido na festa, mas sabia que tinha aceitado voltar com ele e eu realmente queria, mas a sensação de culpa também existia a probabilidade de acontecer alguma merda com ele era real e eu não queria que nada de mal acontecesse.

Eu acho que o destino está de brincadeira comigo, a algum tempo atrás eu o mataria, sem problemas ou melhor falando sem remorso, pois problemas eu teria, não saberia dos meus poderes e muito menos do que eu era capaz de sentir pelo filho da morte, agora meu mundo estava de cabeça para baixo e eu não tinha como voltar ao normal e eu não queria.

Assim que o sinal da troca de aula bateu eu me levantei com a intensão de sair da sala, mas fui impedida por Nico que se levantou em um movimento rápido e parou na minha frente.

Seus olhos negros me encararam sérios, vi as pessoas saírem da sala, alguns até nos encararem por alguns segundos antes de seguir seu caminho. Cruzei os braços respirando fundo e depois que a sala finalmente estava vazia ele se pronunciou.

— Descobri o que aconteceu na festa.- Disse ele e eu levantei uma sobrancelha.

— Seu pai de novo? — Perguntei e ele sorriu de leve.

— Em partes sim, se importa de matar aula? — Perguntou e eu quase ri, quando vou me importar de matar aula?

Puxei ele pela mão indo em direção a biblioteca para meu doce e tranquilo cantinho no chão entre as estantes. Me abaixei me sentando com ele ao meu lado garantindo que ninguém nos veria ali.

— O que tem a me dizer? — Perguntei e ele respirou fundo.

— Como sabe eu tenho um acordo com a Bianca e ela disse que meu pai entregou indiretamente a Anne para os conselhos das bruxas.- Ele disse e eu fiquei surpresa.

— Pera... foi uma bruxa que fez aquilo? — Perguntei lembrando da grande explosão que tinha acontecido.

— Sim, aparentemente elas não tinham a intensão de deixar que a Annabeth saísse viva.

— Elas queriam que meu pai a matasse.

— E provavelmente a Atena e o Malcolm afinal uma bruxa nasce bruxa, não se torna.- Disse Nico me olhando.

— Seu pai aparentemente ainda não desistiu da ideia de atingir as pessoas próximas a mim para me ferir.- Disse e ele assentiu.

— Meu pai não vai desistir até te ver morta.- Disse Nico e eu respirei fundo apoiando a cabeça na estante.

Fiquei um tempo em silêncio ouvindo apenas o barulho de nossas respirações calmas, até que por fim senti a mão do Nico me puxando para ele me fazendo ficar deitada em seu corpo.

— Você tá estranha.- Ele comentou e eu ri.

— Eu fico pensando se algo acontecer com você por minha culpa...

— Thalia.- Nico puxou meu rosto fazendo com que eu o encarasse.- Não vai acontecer nada comigo e nem com você ok?

Assenti e ele selou nossos lábios em um beijo calmo.

POV- Jason

Entrei na casa da Annabeth, Luke e Clarisse estavam comigo e eu não gostava da ideia de ter que investigar alguém como a Anne, mas eu tinha ordens a seguir. A casa dela estava aberta o que facilitou mil vezes a entrada. Clarisse desceu em direção ao quarto da loira enquanto Luke foi para o segundo andar e eu me encarreguei do primeiro.

Comecei pelo escritório da Atena, que era bem simples, uma grande janela de vidro ficava logo atrás da mesa do computador, duas estantes repletas de livros e até alguns espalhados pela mesa ou em cima de uma cadeira.

Abri o computador da Atena o ligando e tentando pensar em qual senha a loira poderia ter posto, mas a mente da mulher era muito complexa para ele simplesmente adivinhar qual senha ela poderia ter colocado.

O computador tinha uma tela branca com detalhes em dourado na tela de bloqueio, apertei e uma foto da mulher apareceu e o pedido da senha, respirei fundo decidido a levar o computador para minha casa, teria os equipamentos necessários para poder hackear com calma o eletrônico.

Comecei a remexer nas gavetas, mas claramente não tinha nada que eu pudesse usar, não que eu saiba o que meu pai procura, o que ele acha? Atena deixaria o endereço de onde ela vai para ele ir atrás.

POV- Poseidon

Parei ao lado do muro branco e esperei na moto, um tempo depois o muro começou a se mexer e os tijolos a saírem do lugar, Atena saiu pelo portão que foi feito e logo o muro voltou ao normal.

A loira tinha os braços cruzados, e ela estava claramente com frio, estava semi encolhida ela andou até mim e respirou fundo.

— Pela sua cara suponho que Zeus não tenha aceitado.- Ela disse fraco e eu assenti.

— Vou continuar tentando Atena, mas ele não pode ter ideia que eu sei aonde você está.- Disse e ela assentiu.

— Ele atacaria todo o complexo.- Ela falou fechando os olhos e respirando fundo.

Raramente se conseguia ver Atena estressada, mesmo quando ela queria te matar ela estava com a cara mais calma possível, sua postura de superior era exercida com sucesso, mas ela agora estava visivelmente cansada, voltar para o complexo não tinha sido bom para ela.

Desci da moto e ela não se mexeu, caminhei até ela e a puxei para um abraço, senti seu corpo ficar tenso, porém ela logo relaxou e retribuiu o abraço.

— Contei para o Malcolm e a Annabeth.- Disse ela com a voz baixa e eu assenti.

— Uma hora ou outra eles teriam que descobrir.- Disse e ela respirou fundo e se afastou.

— Acho melhor você ir ficar tão próximo do complexo pode trazer problemas, principalmente com Anne e Malcolm lá dentro.- Atena falou se alto abraçando, queria dar meu casaco a ela, mas também tinha plena noção que ela não aceitaria.

— Volto em dois dias, nesse mesmo horário e espero que para te tirar daqui.- falei e ela sorriu.

— Também espero.

Sai com a moto a deixando para trais, queria levar ela, meu filho e Annabeth para a cidade novamente, mas era muito arriscado, com as bruxas Atena sabia lidar bem mais do que um bando de caçadores nessa situação.

POV- Morgana

O homem da moto saiu e Atena respirou fundo fechado os olhos novamente, ela se virou para o muro recitando o feitiço para abrir o portal. Ela era uma traidora de mão cheia, tinha trago caçadores não só para dentro do complexo quanto dado a localização a eles, ela não devia ter o direito de circular por entre nós e eu vou garantir que ela não tenha.

Notas finais
- O que acharam? — O que querem que aconteça? — Quero comentários viu.... Beijos e até!