Notas iniciais
O primeiro livro é bem introdutório. Espero que gostem.

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CAPÍTULO 1

O primeiro choro de uma criança é o símbolo do nascimento, do início da vida.

Era dia de festa em Fantasy Land. A alegria já havia se espalhado até mesmo pelos reinos vizinhos e terras aliadas, por toda Deadline. O nascimento da princesa Valentina era o motivo da festa. O povo enviava presentes e bênçãos à princesa que estava vindo à vida, e seria a herdeira do trono.

Mas toda a alegria foi quebrada por uma noticia: A princesa estava doente. Não chorava, não emitia sons, quase não se movia. Todos os sábios, curandeiros, feiticeiros já haviam tentado de tudo.

A criança mal se alimentava. Abrira os olhos poucas vezes, o que vez todos terem esperança, mas os meses foram passando, e a princesa, que se tornava uma bela criança, apenas piorava. Até que começou a rejeitar o leite da mãe e seus cabelos dourados começaram a ralear. Ela estava magra e sem cor.

Com pouco mais de um ano, a princesa já tinha seus dias contados. Alguns diziam semanas, outros, meses; outros, horas. Não deram nem três dias e a noticia da morte da princesinha se espalhou por Deadline.

Diziam que a rainha chorava tanto que teve de ser tirada de perto do corpo da filha, que foi deixado sozinho por poucos minutos, ainda em seu berço de ouro.

As colunas de fumaça podiam ser vistas de longe. Colunas de fumaça feitas por feiticeiros das mais diversas seitas. Pedindo a bênção da princesa morta. Fogueiras foram acesas em praça pública,e nelas foram atiradas ervas, para trazer paz, prosperidade e esperança.

Era tudo o que aquele povo abalado queria.

CAPÍTULO 2

A rainha dizia que era o fim e era consolada pelo rei, também muito abalado, quando um único som chamou a atenção de todos. O choro de uma criança. O símbolo do nascimento. Da vida.

A rainha foi a primeira a correr para o quarto da filha e vê-la transformada. Havia cor em seu rosto. Ela movia seus bracinhos e pernas pedindo que alguém a pegasse. Mas o mais incrível de tudo eram os cabelos da princesa. Antes ralos e dourados, agora espessos e vermelhos como fogo.

-A princesa está viva! –O rei gritou da varanda para o povo, que ainda aguardava por noticias.

Mais uma vez a alegria se instalou por toda Deadline. Mas ninguém sabia quem havia salvado a princesa, mas todos sabiam que a única explicação era a magia.

Assim a princesa cresceu, sendo amada por todo o povo e treinada para ser uma das maiores governantes que toda a Deadline já viu. Ela seria a Rainha dos Cabelos de Fogo, como todos diziam.

Poucos acreditavam que não havia magia correndo pelas veias da princesa. Feiticeiros das mais diversas seitas tentavam descobrir qual era a origem da magia que a havia salvado.

Testes foram feitos, mas ela não passou em nenhum. Muito diziam que deveria ser magia de alguma seita secreta, ou até mesmo extinta, mas o que a própria princesa pensava sobre isso nunca foi questionado.

A verdade é que Valentina, já com quatorze anos de idade, já havia se aventurado pelos livros da biblioteca do palácio e descoberto tudo o que se sabe sobre as Feiticeiras Elementares,uma antiga seita nômade de mulheres que tinham afinidades com os elementos. Muitos diziam que essa seita estava extinta, mas a garota descobriu sobre a última feiticeira elementar de que se teve noticia: Moonelene, que de acordo com o que diziam, tinha afinidade com a lua e tinha poder da cura. A última vez que essa feiticeira foi vista, foi há cerca de 20 anos. Valentina acreditava que Moonelene foi quem a havia salvado, mas nunca contou nada a ninguém.

A possibilidade de ser uma feiticeira também deixava a princesa elétrica. Ela tinha planos de ir atrás de Moonelene e descobrir a verdade sobre ela, mas sabia que só poderia fazê-lo quando fosse rainha, ou se fugisse de casa, o que ela não faria. Seu povo precisava dela.

Valentina cresceu cercada por tudo aquilo que precisava para governar. Aprendeu sobre vários dialetos e culturas. Aprendeu técnicas de luta e guerra. Aprendeu a lidar com os tributos.

O povo já amava Valentina, confiava nela. O destino dela já estava traçado.

CAPÍTULO 3

Almirante Gray era um homem não muito alto, bem apessoado, de cabelos negros na altura do queixo, lá pelos trinta e poucos anos. Amigo do Rei e líder por merecimento, o Almirante foi convidado para ser o mestre e o segurança pessoal da princesa. Ele sabia que seria uma honra ser aquele que ensinara boa parte do que a futura maior rainha de Deadline um dia saberia e aceitou o convite sem nem pensar.

Não bastava ser amigo do rei, o Almirante logo se tornou grande amigo e confidente da princesa. Ele via um grande potencial naquela garota que ele viu crescer enquanto treinava. A princesa confiava nele, que merecia essa confiança. O homem era jovem, mas muito experiente. Havia salvado a vida do Rei uma vez, e foi quando os dois se conheceram.

Além de excelente lutador e brilhante estrategista, Gray era, sem dúvidas, um bom amigo. Mas ele não era o único a comandar as forças armadas de Fantasy Land. No cargo abaixo dele, de acordo com a hierarquia adotada em toda Deadline, estavam os três generais das tropas reais. No comando da tropa Coroa estava o General Brocke. Homem de baixa estatura, jovem assim como o general, e de aparência tranqüila, o General Brocke não perdia uma batalha. Filho de um dos maiores soldados que Deadline já viu, Brocke enganava com sua aparência. Muitos o subestimavam, poucos o temiam, mas nenhum o vencia. Sua tropa era formada por cerca de 300 homens oficiais e 20 feiticeiros de ambos os sexos. Tinham como lema “força, destreza e agilidade”, e o seguiam a risca.

No comando da tropa Escudo, estava o General Horn. Alto, magro, cabelos castanhos claros. Era um homem quieto, equilibrado, mas sábio no comando de seus homens, que eram cerca de 250, contando feiticeiros. “Sabedoria, equilíbrio e leveza” era seu lema.

Por ultimo, mas não menos importante, havia o General Flietche comandante da tropa Espada. Sempre com os cabelos cacheados presos num rabo de cavalo (mais por conveniência que por gosto) Flietche era o durão quando em uma batalha, mas fora delas, podia até ser uma pessoa divertida. “Força, coragem e lealdade” era seu lema, que ele usava para comandar sua tropa formada por cerca de 350 soldados, dentre eles 35 feiticeiros.

Almirante Gray tornou os três companheiros muito próximos da princesa, que como sempre, cativava a todos que se aproximavam dela. Mesmo nos dias de treinamento intenso, quando Valentina passava o dia de cara emburrada, seus súditos a admiravam. Nesses dias, o Almirante e os Generais armavam emboscadas e armadilhas pelo palácio, e a princesa devia se safar delas. No começo ela se atrapalhava: acabava embaraçada em cordas, ou presa em uma jaula no salão de baile em plena noite de festa. Mas com os anos, as pessoas acabaram se acostumando com aquilo, enquanto a princesa ia aprendendo a localizar e desarmar essas armadilhas. Aos 17 anos, a princesa estava tão afiada que começaram a ser amadas armadilhas fora dos dias de treino.

A princesa aprendeu lutar com espada, lança, punhal e até corpo a corpo, usando apenas seus habilidades físicas e o ambiente ao redor. Ninguém duvidava que a princesa teria inimigos,muito pelo contrario. Acreditavam que muitos já estavam planejando ataques futuros contra ela. Mas sabiam que ela venceria.

Valentina não era somente o futuro de Fantasy Land, mas de toda Deadline. Agora só cabia a ela se preparar para cumprir o seu destino.

FIM DO LIVRO 1

Notas finais
O que está achando? Comentarios e reviews são sempre bem vindos. =D