Dead World Assembly - Assembleia do Mundo Morto

19 Capítulo XVIII: A Serenata de Destruição


Notas iniciais
Décimo oitavo capítulo, dedicado à Masumi pela linda recomendação! *--* Obrigada mesmo, eu amei! ... Boa leitura!

Dead World Assembly

“Atrás dele, movendo-se atrás de um banco de neblina, sombras e fumaça, os indesejados se aproximam; estão a 15 metros dali, se arrastando pelos cacos de vidro com movimentos desleixados, arrastados e confusos de lagartos machucados”.

KIRKMAN, Robert. A Ascensão do Governador (pag. 68).

Capítulo XVIII:

A Serenata de Destruição

O primeiro caiu a cerca de três, três metros e meio à frente de Sasuke. Um projétil atravessou a distância com um zumbido agudo antes de penetrar o crânio do errante; o impacto lançou borrifos de sangue arterial através do ar frio da manhã e explodiu metade da massa encefálica que chuviscou sobre o rosto contorcido do homem meio calvo.

Seu corpo dobrou-se em um ângulo humanamente impossível antes de pousar no asfalto com um baque abafado — e definitivo. Tecido cerebral escorreu pelo concreto enquanto a luz medonha por trás dos olhos opacos do zumbi apagava-se rapidamente.

O estampido atraiu a atenção de meia dúzia de errantes que se arrastavam pelas imediações, fazendo-os se virar lentamente enquanto mais gemidos escapavam de suas bocas tortas e negras.

Vestidos com farrapos sujos e ensanguentados, a turba avançou em direção a Sasuke, impelindo seus passos trôpegos através do concreto; a rua larga estava atulhada de veículos abandonados, lixo e corpos inativos se decompondo gradualmente. O cheiro da morte era nauseante e definitivamente insuportável.

No alto do prédio, Sakura recarregou o rifle de caça para um segundo — e certeiro — tiro. Seus dedos, embora trêmulos, trabalharam proficientemente, recordando cada instrução que Sasuke lhe dera. Seu olho esquerdo encontrou a mira acoplada e numa carícia o seu dedo pressionou o gatilho, enviando outro corpo para o chão.

Os errantes avançavam pela rua, os passos delongados e lesionados impulsionando-os adiante; cambaleantes e desorientados, seus olhos mucosos vagavam pelo lixo acumulado, filetes de baba escorriam de suas bocas pútridas e suas mãos já se esticavam, ansiosas, para agarrarem a presa.

Sasuke precipitou-se pelo asfalto sujo, esquivando-se das mãos apodrecidas que tentavam se fechar em torno dos seus braços. Por sorte, errantes eram criaturas extremamente lentas e desajeitadas e iam ao chão ao menor impulso. Além disso, Sakura ainda os tinha na mira, apertando o gatilho a cada vez que um deles se aproximasse perigosamente de agarrá-lo, enviando-os ao chão com orifícios nas laterais dos crânios estilhaçados.

Ela era boa, ele precisava admitir mesmo que apenas para si próprio.

O borbotão de adrenalina aquecia o seu sangue; ele era veloz e sabia disso. Suas longas passadas o conduziram através dos automóveis abandonados e também dos errantes, atiçados pelo seu cheiro limpo. Protegendo os olhos do sol nascente, ele enfim ultrapassou o último deles, não diminuindo o passo por um instante sequer.

Sasuke dobrou uma esquina, analisando a pouca quantidade de zumbis naquele quarteirão e permitindo-se — então — desacelerar um pouco. Uma bruma delgada baixava lentamente sobre os prédios silentes, abarcando a paisagem com uma aura taciturna e tétrica. Apenas os sons de seus coturnos batendo no asfalto e o de sua respiração alterada lembravam-no de onde estava e do quê teria de fazer.

Suor escorria pelo seu rosto e sua garganta estava seca, mas ele não se deteve.

O sol ainda brilhava acima da sua cabeça, tênue e frio, no céu da alvorada circunspecta.

Um letreiro chamativo de um supermercado não demorou a entrar em seu campo de visão, parcialmente destruído e corroído, tanto pelo tempo quanto pelo abandono. Sua mão apertou a alça de sacola com força.

Sasuke avançou em direção à construção. O relógio corria em sua cabeça, seus instintos gritavam para que ele não se demorasse ali e para que fosse o mais silencioso que pudesse.

Aos poucos, seus passos desaceleraram, até que ele tivesse estacado diante do prédio arruinado; um imenso bloco de concreto alongado com janelas planas de vidro que agora se encontravam destruídas. A tinta vermelha descascava nas paredes sólidas e crivadas de marcas de tiros, e lixo se acumulava na entrada principal. Jornais antigos, panfletos, latas vazias, embalagens rasgadas e cápsulas de projéteis (inúmeras delas) eram vestígios inegáveis da passagem de pessoas por ali.

Sua mão alcançou a lanterna em sua mochila ao mesmo tempo em que a outra buscava pela Ruger SR1911 sob a sua jaqueta. Seus dedos ansiosos sentiram seu peso reconfortante e a frieza do metal.

Ele rapidamente posicionou o facho de luz da lanterna sobre a mira da pistola e comedidamente irrompeu no prédio consumido pela escuridão.

Cacos de vidro estrepitaram sob os seus pés, produzindo o mínimo de ruído. A escuridão gotejava para dentro do edifício, impregnando-se nas paredes sujas de sangue como uma moléstia perniciosa. Prateleiras altas de ferro estavam tombadas, emboladas umas às outras em escombros indiscerníveis enquanto caixas de papelão se amontoavam próximo ao piso de linóleo desgastado.

Sasuke moveu-se cautelosamente e logo encontrou uma prateleira ainda de pé e abarrotada com diversos enlatados. Rapidamente, ele levou a lanterna à boca, segurando-a entre os dentes enquanto abria a mochila e apanhava as latas pesadas, colocando-as lá dentro com uma excitação puramente infantil.

Fechou o zíper com certa dificuldade e em seguida moveu-se para a próxima prateleira. Esta estava cheia de garrafas d’água e Sasuke não demorou a encher a próxima sacola com pacotes de macarrão, biscoitos esfarelados e barras de cereais.

Na sessão de produtos de higiene e cosméticos, ele vasculhou as prateleiras até encontrar o que procurava e com um sorriso enfiou-os dentro da outra sacola. Ele sabia que havia outra sessão que poderia conferir, nos fundos do prédio, e não demorou a seguir para lá, apanhando tudo o que precisava. Apesar da escuridão, suas mãos apalparam o objeto, esticando-o a fim de verificar se eram do tamanho certo.

Dobrando tudo, ele colocou dentro da sacola — que já pesava em seu ombro — e seguiu mais para os fundos da edificação. Ainda não havia ouvido nenhum ruído, e isso era um bom sinal.

Sasuke revirava uma prateleira na sessão de bebidas, atrás de uma garrafa de uísque Jack Daniels ou quem sabe um Red Label quando ouviu o som de passos pesados — vários deles — e o ruído de vozes abafadas e risos incontidos.

Praguejando a falta de sorte, ele correu para trás de uma prateleira e apagou a lanterna, segurando firme na Ruger e rezando para que quem estivesse vindo não se demorasse. Através das frestas entre as garrafas de vodka, ele tentou vislumbrar a entrada do edifício — embora soubesse ser impossível — e ver quem eram aquelas pessoas.

O primeiro fato inexpugnável que sua mente registrou foi que se tratavam, em sua maioria, de homens. Os risos roucos e as vozes graves não deixavam espaço para dúvidas. Eles entraram trotando pela porta da frente, esmagando cacos de vidros e chutando latas vazias, como uma manada furiosa de touros. Entre murmúrios abafados e ordens ríspidas, eles se aproximaram; os fachos das lanternas incidindo para dentro da escuridão onipresente e fazendo com que Sasuke se encolhesse em seu esconderijo, um palavrão pendendo de sua boca crispada e de seus dentes encerrados.

Ele viu que os homens vestiam roupas sujas e grossas: calças de brim, regatas encardidas, jaquetas de couro curtido, botas de solado espesso. Tinham a barba por fazer, cabelos oleosos e manchas de sujeira nas bochechas e nos braços musculosos. Alguns empunhavam ferramentas de jardinagem como armas, outros tinham facões pendurados em coldres na cintura e apenas um portava uma arma de verdade: um ameaçador fuzil de assalto, um Heckler & Koch 33 que um homem de cabelos cinzentos, cortados rentes à cabeça, exibia com orgulho. Eram quatro, pelo que conseguiu contar.

— Vamos lá, seus filhos da puta — ditou o homem mais alto e armado, erguendo o fuzil e encaixando-o na dobra do braço musculoso —, espalhem-se e procurem suprimentos.

Um homem calvo com uma barriga protuberante que caía por cima do cós da calça de brim acatou a ordem sem questionamentos, zanzando pelas prateleiras e passando a encher uma mochila com alimentos e garrafas d’água.

Sasuke abaixou-se quando o facho de uma lanterna foi apontado em sua direção.

— Ei, Hidan, olhe só isso aqui! — indicou outro sujeito, barbudo e com o cabelo oleoso castanho penteado para trás. — Temos bebida. — E se aproximou a passos largos enquanto Sasuke recuava mais para as sombras. Feixes pálidos da luz da lanterna permeavam as frestas nos engradados. — E das boas!

O homem armado também se aproximou ao mesmo tempo em que Sasuke deslizou para trás de um balcão na sessão de artigos esportivos. Ele ainda conseguia obter uma visão ampla e privilegiada dos homens. O cara chamado Hidan e o outro barbudo passaram a inspecionar as garrafas de vodka. Não demoraram a abrir uma e a beber direto do gargalo.

— Ei, Kazuo, traga a puta para beber um pouco também — instruiu Hidan, entornando a garrafa outra vez e bebendo com longos e ruidosos goles. — Quem sabe ela não se anima um pouco?

Kazuo deixou-o sem protestos e Sasuke arriscou se mover, sorrindo em seu íntimo por não pisar em nenhum caco de vidro ou por chutar nenhuma cápsula vazia de projétil. Ele passou por cima do corpo de um errante, estirado atrás do balcão com a boca fedorenta escancarada e um buraco de bala na têmpora esquerda. Assim que se posicionou novamente, Kazuo retornou, a mão escorregando para o facão em sua cintura, e desta vez havia alguém com ele.

A julgar pelo peso distribuído em cada passada era uma mulher, Sasuke notou, e não demorou a se comprovar verdade. Assim que ela adentrou sob o facho de luz da lanterna de Hidan, sua cabeleira ruiva e revolta destacou-se. Tinha um corpo franzino e frágil sob a blusa de moletom.

Sasuke sentiu um espasmo de choque ao reconhecê-la.

— Aí está você, sua vadia — murmurou Hidan, cercando-a, e mexendo nas mechas desiguais do seu cabelo escarlate.

A jovem estremeceu sob o toque e gemeu inconscientemente. Ela parecia aterrorizada e tentava desesperadamente se esquivar das mãos de Hidan, que a ignorava e empurrava para ela a garrafa de vodka ainda meio cheia.

— Agora beba — ele ordenou e relutantemente ela o fez, bebendo um curto gole e franzindo o rosto em desgosto (tanto pelo gosto forte quanto pela humilhação).

— Já bebi — sussurrou, alquebrada, mas não era o bastante para o homem, que com seu corpanzil a pressionou de encontro a uma prateleira e agarrando seus pulsos frágeis com uma de suas mãos, usou a outra para empurrar a garrafa contra a boca da mulher ruiva, forçando-a a beber.

— Beba mais então. Beba até que eu esteja satisfeito, sua puta!

Ela engasgou com o choro, mas fez conforme lhe foi dito, emitindo gemidos de desconforto até que Hidan a soltou. A garota encurvou-se, tossindo e chorando, enxugando a boca e os olhos por baixo das lentes dos óculos. O homem apenas descartou a garrafa no chão e fechou o punho ao redor do cabelo dela.

— Brincar com você já foi mais divertido, assim como te foder.

Sasuke cerrou os dentes diante da cena, principalmente porque a garota não conseguia parar de chorar e os homens ao redor dela apenas riam, atiravam provocações e murmuravam termos obscenos. Hidan deu-lhe as costas, pendurando a alça de seu fuzil nos ombros largos, e rumou em direção à saída.

— Peguem tudo o que puderem e vamos embora. — Foi sua última instrução antes de Sasuke ter uma ideia.

Vasculhando o piso de linóleo abaixo de si, ele logo encontrou uma lata vazia e a apanhou, movendo-se para trás de outra prateleira enquanto com um gesto calculado atirava a lata do outro lado do prédio.

Os homens instantaneamente empalideceram e rosnaram, perguntando um ao outro quem havia feito o ruído e se espalharam para verificar os fundos do prédio. Sorrindo, Sasuke apanhou um grande caco de vidro desta vez, moveu-se para outra posição e atirou o caco grande contra a parede, estilhaçando-o em mil pedaços.

— Mas que porra! Quem está fazendo isso?! — questionou Hidan, aproximando-se com seu HK33 e espreitando cada prateleira.

Soltando a trava de sua pistola, Sasuke mirou no homem; o sangue corria gelado agora por seu corpo e a garota havia se encolhido perto da prateleira de bebidas. Por fim, ele puxou o gatilho e o estampido da Ruger preencheu as paredes ocas do prédio, ricocheteando em seus ouvidos.

Hidan urrou de dor e Sasuke praguejou quando percebeu que havia acertado apenas o braço do homem corpulento. Cerrando os dentes, ele levantou-se enquanto os demais homens se espalhavam pelos corredores desocupados, gritando palavrões.

Mesmo deitado sobre o chão e com um braço ensanguentado, Hidan ergueu o fuzil e atirou às cegas, explodindo garrafas de bebidas e engradados e crivando a parede atrás de Sasuke de tiros.

— APAREÇA, SEU DESGRAÇADO! — urrou Hidan, ajeitando-se sobre o chão e usando o fuzil para se levantar. A garota ruiva chorava com os olhos fortemente cerrados e os ouvidos tapados do outro lado da prateleira. — Apareça, seu merdinha, para que eu possa arrancar as suas tripas e depois dá-las às porcarias dos zumbis! CARALHO!

Sasuke se moveu rápida e silenciosamente, postando-se atrás de outra prateleira, atulhada de lixo e caixas vazias de papelão. Hidan ainda ululava seus palavrões quando uma sombra assomou sobre ele.

Munido de um facão, Kazuo, o homem de barba hirsuta e cabelo oleoso avançou em direção a Sasuke, que esquivou do primeiro golpe e golpeou o homem corpulento em retaliação, abaixando-se e lançando seus braços em torno da barriga protuberante. Ele usou todo o seu peso para impulsioná-los e ambos caíram no chão, Sasuke por cima do grandalhão que grunhia e se contorcia, o facão fora de alcance. O impacto bruto tirou todo o ar dos pulmões de Kazuo.

Movendo-se tal qual uma serpente, Sasuke postou-se às costas do homem e envolveu o pescoço grosso e achatado com um de seus braços, pressionando a garganta para impedi-lo de respirar. Em meio a grunhidos, os tiros cegos de Hidan ainda ecoavam, abafando os murmúrios da luta corporal.

Quando notou que ele ainda resistia ferreamente, Sasuke golpeou a lateral da cabeça do homem com socos violentos, atordoando-o o bastante para que ele não mais resistisse ao agarre em seu pescoço. O rosto inchado e vermelho do homem aos poucos se tornou suave e sereno conforme a morte investia com um ímpeto inelutável.

Assim que o corpo de Kazuo relaxou em seu agarre firme, Sasuke deslizou para longe e arrastou-se até outra prateleira, a Ruger pronta para ser disparada novamente. Ele esticou-se e fitou em derredor, ainda tomado pela adrenalina, e foi nesse momento que a jovem ruiva, agachada e encolhida do outro lado, o notou e o reconheceu com um assombro embatucado nos olhos rubros.

— Sasuke — sussurrou ela com um pequeno sorriso de alívio.

Com gestos precisos, ele indicou à garota o que teria de fazer e ela assentiu, ainda que com receio. Átimos de segundos depois, Sasuke emergiu de detrás da prateleira, atirando contra os homens e a cada estampido, eles praguejavam e se abaixavam atrás de estruturas tombadas em busca de refúgio da saraivada de tiros.

A jovem esgueirou-se por trás dos engradados de bebidas, sempre abaixada e sempre atenta à posição de Sasuke para se guiar. Um som suave ouviu-se quando a pistola de Sasuke descarregou e encrespando o rosto ele não se preocupou com mais nada que não fosse escapar ileso do prédio.

Impulsionou seu corpo em direção à luz branda da manhã e correu o mais depressa que conseguiu. Ainda que os músculos de suas pernas queimassem em protesto e seus pulmões afundassem em seu peito como pesos de chumbo, ele não parou até estar a uma boa distância do supermercado e a salvo do alcance de Hidan e dos outros.

— Sasuke, espera! — implorou uma voz quebradiça atrás dele e ele só estacou quando dobrou uma esquina, apoiando-se em uma sólida parede de tijolos, sob a marquise de uma loja de instrumentos musicais.

Ofegando, apoiou as costas e cerrou os olhos, ao passo que a jovem que o seguia estagnou à sua frente, os punhos cerrados sobre as coxas, as cortas curvadas pelo esforço físico.

— Eu... Eu não acredito que você está vivo! E aqui! — ela praticamente exultou as palavras, sorrindo, apesar de estar tão ofegante quanto ele. Ainda havia lágrimas de contentamento por trás das lentes grossas dos seus óculos.

Sasuke a encarou, mas nada disse.

— Onde você esteve esse tempo todo? — ela perguntou, ignorando o silêncio marrento dele. — Pensei que tivesse partido de Komatsushima há meses!

Ele balançou a cabeça e ela emudeceu.

— O que estava fazendo com aqueles caras, Karin? Por que não partiu junto com o Naruto para o centro de refugiados?

— As coisas ficaram complicadas depois de alguns dias, Sasuke — ela lhe disse, sem preâmbulos. — E, de repente, eu estava sozinha e não tinha como deixar a cidade. Mas você... Eu achei que... Quero dizer...

— Posso confiar em você? — ele a interrompeu bruscamente, o olhar severo pairando sobre o rosto descorado da jovem.

Anuindo, ela franziu o cenho, os olhos trementes o fitavam.

— Você sabe que sim. Só... Só não deixe que aqueles homens me encontrem, por favor. Me leve com você, Sasuke! Eu faço o que for preciso! — suplicou e o desespero em sua voz frágil o convenceu.

— Tenho algumas perguntas para você, Karin. Mas mais tarde.

Sasuke virou-se, ajeitando o peso das sacolas nos ombros e guardando a Ruger descarregada no coldre. Mas então, ele apressou o passo, rumando de volta ao condomínio e Karin obedientemente o seguiu.

O sol estava a pino enquanto refaziam o trajeto nas ruas silenciosas e vazias. Muito embora o coro de gemidos viajasse por cima dos prédios e dos telhados das residências e os encontrasse ali como a serenata doentia que era; o prenúncio de uma calma tempestade.

* * *

Está tão calmo aqui

Mas a violência ainda fala

E eu fecho os meus olhos.

Draconian — Trecho de The Quiet Storm.

Notas finais
E o novo personagem... é a Karin. Não se preocupem, não haverá triângulo amoroso, nem nada do tipo por aqui. Sou doentiamente ciumenta quando se trata do Sasuke e só a Sakura tem a minha permissão para tocar no Uchiha. Hahahahahaha ... Karin será a primeira aliada do Sasuke e da Sakura, ao passo que o grupo do Hidan serão os primeiros vilões a aparecer aqui na Fanfic. ... Os episódios de TWD estão me matando *-* Meus feels transbordaram quando a Beth abraçou o Daryl pelas costas (sou fraca com esse tipo de abraço, me lembra de SasuSaku), e quase infartei com o episódio de ontem, principalmente com o preview do episódio 14. Ahhh, Senhor, meu coração não está aguentando! D: ... Enfim, respondo os reviews hoje ou amanhã. Se vocês comentarem, eu volto semana que vem, caso contrário, só em duas semanas de novo. Até.