Dead Whisper
1 Conheça o novo mundo...
Notas iniciais
POV Alice
Acho que tem tempos que eu não sei o que é ter uma vida normal, normal que eu digo é caminhar no parque com alguns amigos, ir no shopping, ter um almoço em família, sorrir atoa só por estar rodeado por gente que você ama, que sonho... Mas sabe o por que de eu não fazer isso? Zumbis... Um apocalipse zumbi.
Estava tentando arrombar uma porta de uma casa, o que era bem suspeito, por que uma casa estaria trancada no meio de um apocalipse zumbi? Estava tão vidrada nessa fato até que meus pensamentos foram interrompidos por um desses desgraçados, saquei minha arma e mirei na cabeça do tal, mas ela estava sem munição, havia esquecido disso droga tive que correr alguns metros até que consegui carregar e mirar na cabeça dele, foi um tiro certeiro, eu estava ficando boa nisso. Mas um zumbi me atacou. Peguei minha adaga e cortei sua cabeça, por sorte o tal era bem lento se não já haveria me infectado, e ah esqueci de me apresentar sou Alice!
Quando matei o zumbi me senti protegida então entrei na tal casa, primeiro olhei por todos os cômodos da casa não podia correr o risco de um zumbi me atacar novamente, a casa estava limpa, precisava de um banho. Após o ato, entrei em um quarto, feminino por sinal, peguei uma roupa qualquer, calça jeans, blusa e coloquei minha jaqueta.
Deve estar se perguntando o porque de eu estar tão calma! Na verdade também não sei... Voltei para a rua, escutei um barulho quando olho para trás vejo dois zumbis, na verdade não aguento mais ficar matando zumbis, esqueci de dizer sou uma pessoa sozinha, complicada e com mágoas no coração. Ah meu deus os zumbis, saquei minha arma mas quando me dei por si um garoto já havia feito o trabalho por mim, um garoto muito bonito por sinal. Oh quanto tempo que não tenho contatos com humanos..
– Quem é você e o que faz aqui? Por que me salvou?
– Nossa não é assim que se trata alguém que acaba de te salvar.
E o que ele dizia era verdade, mas de onde ele havia saído? Nunca mas vi humanos nessa cidade, não que eu havia saído a procura de algum, pensei que acharia mais zumbis. Na verdade acharia...
– Sou Jake, prazer. — ele disse com um sorriso no rosto
– Sou Alice — tentei dar um sorriso simpático, mas estava muito cansada e acho que ele reparou.
– Você parece estar cansada, não esta em condições de se proteger. Quer que eu à leve a sua família?
– Se eu tivesse uma talvez. — eu disse com um olhar triste porém seca.
– Desculpe. — o garoto disse tentando amenizar o ato
Acho que não deveria ter sido tão seca com o menino mas quando lembro da minha família me sinto mal e angustiada. Problemas que prefiro não me recordar.
Quando dei por si vários zumbis nos rodeavam, não aguento mais isso, enquanto eu morria em meus pensamentos Jake atirava em zumbis.
– Vai ficar ai sonhando ou vai me ajudar? — ele perguntou com um leve sorriso brincalhão
Então fui ajuda-lo. Matamos todos ate que um surgiu do nada e empurrou Jake e foi pra cima dele, num ato de rapidez dei um tiro certeiro no tal. Mas Jake havia se machucado não sei muito bem o que era mais entrou bem perto do coração, fiquei desesperada. Então comecei a golpear o zumbi num ato de raiva, mesmo o tal morto eu continuava, isso até me assustava, estava me preocupando demais com o tal garoto.
– Ele ja esta morto. Pare! — Jake segurava minhas mãos
Mesmo não querendo o escutei. Então sai de cima do tal zumbi e fiquei observando o cadáver no chão.
– Pode me ajudar a chegar até minha família?
Não acredito que ele tem família! Não acredito que vou me comunicar novamente com seres humanos. Me dei conta que agora acharia uma família para estar junto a mim mesmo com esse Apocalipse zumbi, acho que eu poderia ser feliz. Ou tentar. Então fiz sinal que sim com a cabeça e nos dirigimos a tal casa do garoto.
POV Hazel Riddle
Os pesadelos mais medonhos e sombrios foram realizados, o mundo estava em caos, pessoas corriam com medo da própria sombra. Mortos vivos vagavam pela Terra em busca de um pedaço de carne, morte, violência e massacre eram coisas normais. Mas o que se torna normal ou anormal em um apocalipse zumbi?
Acordei pela manhã, e em seguida deslizei minha mão para debaixo da rocha dura que eu chamo de travesseiro, puxei a "pequena" faca que eu apelidei de Shasta. Não havia nenhum zumbi no local, pelo menos por enquanto. Despi o pijama que estava posto em meu corpo ficando apenas com peças intimas, puxei uma blusa velha e cinza junto com uma calça preta e surrada.
Vesti as peças com certa rapidez, eu ainda sentia frio, e isso me incomodava. Eu temia pela minha família, os walkers estavam em grande maioria e cada dia se tornava mais difícil a convivência entre eles. Ou você matava ou você morria, não preciso mencionar o lado que eu escolhi. Depois de vestida puxei minha jaqueta de couro preta, eu havia saqueado de uma loja, e cá entre nós. Eu amava tanto ela, me lembrava sobre os filmes seriados de aventura.
– Hazel? — Escutei a voz de minha mãe, eu precisa abastecer minhas armas.
– Estou terminando de me arrumar. — Gritei de volta escondendo algumas balas entre meu sutiã, minha avó guardava dinheiro, por que não posso guardar balas? Ajustei e comecei a lustrar minhas armas, eu gostava de mante-las limpas, eu amava ir caçar com o Jake. Meu irmão mais velho, depois que meu pai morreu ele cuidou de mim.
Minha mãe costumava chorar o dia inteiro, parecia não ligar para o que estava acontecendo lá fora, saímos de Atlanta antes do caos tomar conta, achamos uma casa no campo e cuidamos dela, há muito tempo não sofremos um ataque, eu sentia falta da emoção. Sentei na cama me olhando no espelho, há muito tempo eu me importava com a aparência, hoje em dia não, afinal eu poderia morrer a qualquer hora.
Puxei um papel surrado e comecei a rabiscar e, céus como eu amava isso. Eu me sinto tão completa, sinto que posso esquecer tudo o que está acontecendo lá fora, mas não passo. Agora eu vivo no mundo real, e pessoas reais não tem mais o direito de sonhar, não com monstros tentando te devorar.
– Hazel! — Minha mãe gritou.
Aquele não era um grito normal, puxei um pequeno revolver e minha faca e corri em direção á cozinha, estávamos no campo, e dificilmente ocorria ataques. Esqueci de contar quem eu sou, Hazel Riddle, uma garota que está morta por dentro.
– Mãe? São zumbis? — Perguntei desesperada.
– Não! Seu irmão... — Ela murmurou chorona. — Está ferido.
Não... Jake... Você não.
POV Dante
Eu já estava cansado e não aguentava mais correr, minhas pernas doíam e o machucado no meu ombro esquerdo não parava de sangrar, se continuássemos correndo por aquela trilha esburacada não chegaríamos a lugar algum, eu só via mato para todos os lados e lugar algum onde coubesse mais de uma pessoa para se esconder, eu não podia deixar a pequena Zoe sozinha ela iria se apavorar e acabar se dando de bandeja para aqueles monstros, mas eu sabia que precisava tomar uma atitude, então peguei Zoe e a coloquei no meio de um arbusto frondoso onde ela pudesse se esconder bem.
– Minha querida, fique aqui e não saia por nada nesse mundo, tá me ouvindo?
–Mas Dante...
–Só fique aqui, eu volto pra te buscar, eu prometo.
Eu podia ver em seus olhos que ela estava assustada, mas eu precisava fazer algo, não podíamos ficar correndo pra sempre. Saí de perto do arbusto onde estava Zoe e procurei por um bom lugar onde me esconder, encontrei uma árvore grande com raízes aéreas onde larguei minhas coisas, então puxei a gola da minha camiseta deixando exposto meu ombro machucado e sujei minha mão com um pouco de sangue que esfreguei em alguns arbustos e matos que eu conseguia observar estando em meu esconderijo.
Me acomodei entre as raízes aéreas da arvore e esperei. Não passou muito tempo já se podia ouvir os resmungos daquelas criaturas nojentas, comecei olhar ao redor e logo pude avistar três deles, eles estavam indo em direção aos arbustos marcados por meu sangue, meu plano estava funcionando! Esperei mais algum tempo para ter certeza e quando os três estavam agrupados procurando pela presa que haviam perseguido eu respirei fundo e lentamente fu caminhando em direção a eles, quando já estava bem perto retirei minha machadinha da cintura e ataquei o primeiro, quando o acertei na nuca ouvi Zoe dando um grito de pavor e automaticamente o monstro que estava mais afastado correu em sua direção, tentei ir atrás mas a segunda criatura estava muito perto, então dei um chute em seu peito afastando-a e cravei a machadinha em sua testa deixando o instrumento lá, rapidamente corri atrás do monstro que havia seguido a voz de Zoe, quando o alcancei ele estava quase chegando até ela, então pulei em cima dele derrubando-o e caindo em cima do mesmo.
A criatura ficou tentando me morder de qualquer maneira mas coloquei uma mão em seu queixo e usei toda minha força para afasta-lo de mim enquanto com a outra mão eu tateava o chão a procura de algo que pudesse usar para me defender, comecei a me desesperar por que não achava nada, eu já estava cansado e não ia aguentar por muito tempo, acho que Zoe percebeu isso pois ela saiu do arbusto com um toco de madeira em mãos, a menina fez enorme esforço mas conseguiu chegar até mim e me entregar a madeira, em questão de segundos eu segurei o toco com as duas mãos e esmaguei a cabeça do monstro.
Juntei minhas forças para levantar e abraçar Zoe.
– Você está bem? Não está machucada? – Eu disse revistando toda a menina.
– Não, eu estou bem – Cheia de lágrimas nos olhos.
– Vamos sair daqui, precisamos encontrar um abrigo.
Peguei a pequena no colo e saí dali em busca de algum lugar para nos abrigarmos.
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