De volta as origens
40 Plano em ação
Notas iniciais
Regina acorda com Emma praticamente em cima dela, murmura algo e tenta se desvencilhar da loira, com certeza sem sucesso algum. Emma cada vez a abraça mais.
–Ems, sai de cima. Ela murmura, mas obtém apenas um resmungo como resposta.- Emma você tá pesada. Reclama tentando novamente.
É quando Emma abre os olhos arregalados e a olha, que Regina vê que a loira estava o tempo todo a provocando. Mas assim que tenta dar uma bronca vê a loira com uma expressão irritada
–Amor. Chama ela, mas Emma apenas se levanta da cama e se tranca no banheiro. – Ems. Tenta novamente. – Emma, o que foi. Pergunta ficando irritada, com certeza essa gravidez de Emma a estava deixando a beira de um ataque.
Emma nada diz, toma um rápido banho e sai, destranca a porta e passa pela Regina. Troca de roupa por uma de ginástica, tudo aos olhos atentos da morena. Anda até a porta e vira-se para a morena que ainda a olhava sem entender.
–A gorda aqui, vai dar uma caminhada, para ver se não fica muito pesada. Diz e bate a porta.
Regina olha a porta e franze a testa, ok, Emma estava sensível demais. Bufou e jogou as mãos para o alto, foi ao banheiro tomar seu banho, tentando se acalmar da furação que era Swan grávida, pensou até em não correr atrás da loira, mas a frase de Emma “Vamos dar um tempo”, voou por sua cabeça a deixando insegura. Logo pensamentos invadiram sua cabeça. “Emma indo embora e nunca mais voltando”, “Emma fugindo dela”, “Ela sem Emma”, as possibilidades eram tantas que ela correu para fora do quarto e desceu as escadas apressadamente, seu coração estava acelerado. E quando ia até a porta sente cheiro de comida e risadas. Respira ou pelo menos tenta e vai até lá.
–Não Henry, não quero torta eu quero bacon e ovos. Resmunga Emma. – Vocês não concordam que ovos e bacon é o melhor? Pergunta pra duas.
–Claro. Diz Elsa.
–Não. Responde Anna. – Bom mesmo é chocolate.
–Com canela? Se for com canela eu quero. Emma diz animada. – Mas quero bacon também e ovos. Choraminga.
–Eu faço. Regina resolve aparecer na cozinha. – Eu faço o que você quiser comer amor. Fala a morena e se aproxima com cautela.
–Acho que quero só uma fruta então. Emma diz com biquinho nos lábios.
–Mas até agora queria chocolate, ovos e bacon. Comenta Anna. – Você também é bipolar? Questiona curiosa.
–Anna. Repreende Elsa. – Regina, desculpe a invasão logo cedo, mas Henry pediu para nós encontrar cedo e acabamos saindo rápido de casa. Justifica-se Elsa.
–Tudo bem. Regina não estava preocupada com elas duas, apenas com o fato de Emma ainda está de bico. –Vou preparar seu café está bem? Beija a testa da loira esperando aprovação.
–Não. Murmura Emma. – Não quero ficar obesa e você me abandonar. Diz com os olhos vermelhos.
–Não diga besteiras amor. A morena se aproxima novamente. – Não te largaria por nada no mundo. Diz beijando delicadamente seus lábios.
–Jura? Pergunta a loira.
–Juro. Responde a morena e sorri, indo até a geladeira para pegar as coisas.
–Eu ainda queria entender. Anna solta. – Vocês são tão melosas juntas, nem parece aquelas duas que Elsa falou, bem que ela disse que tinha uma tensão sexual entre vocês. A ruiva fala como se conversasse sozinha. – Bem que dizem que sexo resolveu muita coisa.
–Anna. Grita as três mulheres ao mesmo tempo.
–Isso foi muita informação. Henry diz vermelho.
–Qualé garoto. Anna continua a falar. – Até parece que com essa idade não sabe da onde veem os bebês. Fala dando um empurrãozinho nele.
–Não ele não sabe não Srta Frozen. Regina ameaça com o olhar.
–Eu vou indo nessa. Henry resolve não responder. – Preciso ainda encontrar meus avos. Fala e olha pra as mulheres.
–Nãoooo. Choraminga agora a ruiva. – Quero comer o bacon que ela está fazendo. Diz cruzando os braços.
–Anna quando você vai crescer? Pergunta Elsa a puxando.
–Eu já sou grande. Retruca.
–Só de tamanho. Rebate.
Anna mostra a língua e rouba um bacon que Regina coloca no prato, saindo atrás dos dois, Henry ri dela e Elsa apenas balança a cabeça.
–Eles estão aprontando. Emma quebra o silencio.
–Estão. Regina responde enquanto coloca os bacons no prato e começa a fazer ovos mexidos.
– Não quer saber o que? Questiona Swan com um pedaço de bacon na mão.
–Não. Regina responde e termina o prato de Emma, levando até ela e sorrindo. – Tenho preocupações demais já, Henry está envolvido, não deve ser nada grande demais. Afaga os cabelos. – Agora coma sua primeira refeição do dia e alimente nosso bebê. Diz enquanto passa a mão na barriga da loira.
–Está bem. Emma sorri lindamente para ela e começa a comer sua refeição.
Logo a campanhinha toca e Regina vai atender a porta.
–Hood. Pergunta tentando entender o que ele faz ali, naquela hora da manhã e depois do que Emma fez.
–Regina. Ele fala com nostalgia o nome. – Eu preciso que me responda se fez o ritual de casamento. Diz ele fazendo cara de coitado.
–Robin. É a voz de Emma que é ouvida.
–Ems. Chama já ficando na frente dela.
–Responde Regina. Pede o homem.
–O que você quer aqui? Com minha mulher? Interroga Swan.
–Só me responda. E aquele sotaque irritava tanto Emma. – Diga se fez o não o ritual e eu saiu da sua vida para sempre
–Sim fizemos um ritual. Ela solta, não queria prolongar aquela discussão, não queria mais problemas.
–Então eu te perdi de verdade. Ele soa desapontado.
–Você é louco? Ela já não era mais sua. Exaspera Emma.
–Eu tenho tentado ser legal. Robin soa irritado. – Mas você não ajuda não é. Agora ele grita com Emma. – Ela é minha, só está com você por causa desse maldito ritual, tenho certeza que se ele não existisse ela não hesitaria de estar comigo. Fala apontando o dedo para Emma.
Swan ri alto, na verdade gargalha. – Se é o que quer acreditar. Ela solta com desdém.
–Parem os dois. Pede Regina já puxando Emma para dentro. – Vai embora Robin. Pede a morena.
–Eu vou descobri um jeito de quebrar este ritual Swan, ai vamos ver se ela te ama ou é sua prisioneira. Ele fala e começa a se afastar. – Ela já me escolheu uma vez, e não será diferente. Sorri de lado e vai embora.
Emma olha para ele e respira fundo, pelo menos tenta respirar, não era verdade era? Não claro que não era, Regina a amava, Regina a ama, não tem nada haver com a celebração de casamento, não é um ritual é uma celebração. Mas já era tarde, já estava implantada a duvida em Emma e ela não sabia o que fazer.
–É mentira não é? Pergunta para a morena. – Você me ama não ama? Suplica com o olhar.
–Emma é claro que te amo. Regina a puxa e a abraça. – Ele está apenas irritado, como Hook, não consegue aceitar as coisas, vem vamos entrar, você não pode ficar nervosa.
–Eu preciso que você prometa, não que jure, jure pelo que você mais ama que não é pelo ritual, não é obrigação que você me ama e não vai me abandonar. Pede a loira.
–Eu juro. Regina a segura pela cintura e a olha nos olhos. – Juro, por você, pelo Henry e por nosso bebê, eu juro que te amo. Fala sorrindo e selando os lábios. – Agora venha, você tem que se acalmar.
–Aquele feio. Resmunga Emma limpando uma lagrima. – Tinha que ser aquele feio, ainda não te entendo como ficou com ele. Continua resmungando.
–Já falamos sobre isso meu amor. Regina estava calma, pelo menos aparentava essa calma.
Ela estava com medo, se Robin tinha razão, talvez Swan também estivesse com ela por isso, então ela poderia perde tudo novamente, seu coração ficou pequeno com isso. Regina a guiou até o sofá, para que ela sentasse.
–Admita então. Pede Emma fazendo biquinho e a puxando para si. – Diz que ele é feio, muito feio e que aquele sotaque é ridículo. Pede a loira e a aperta mais.
–Ems. Regina sorri e levanta a cabeça beijando seus lábios. – Não vamos mais falar dele, por favor. Pede a morena e beija o pescoço de Emma.
–Já nem lembro mais. Fala a loira e cheira o pescoço de Regina.
Na mesma hora, Regina se desvencilha dela e corre para o banheiro. Emma levanta e vai até ela.
–O que foi? Pergunta fazendo círculos e segurando os cabelos da morena.
–Perfume. Disse e colocou novamente para fora o que havia comido. –Acho que o bebê não gostou do cheiro do sabonete esta manhã. Sorri fraco para a loira e vai lavar a boca.
–Mas eu gosto. Emma segura ela pela cintura, na intenção de inalar novamente o cheiro da morena.
–Mas ele não. A morena diz sorrindo e se solta. – Vem vou ter que tomar banho novamente, ai já uso o seu. Fala sorrindo e puxando a loira.
–Banho? Juntas? Pergunta a loira. – Não. Ela volta a realidade rapidamente. – Você toma banho e eu te espero na cama. Fala sorrindo de lado.
–Por quê? Regina pergunta enquanto para no caminho para olhar ela.
–Só não quero. Ela responde e sorri e agora a loira sai na frente para ir para o quarto.
Regina franze a sobrancelha e não entende, mas segue a loira. Emma a empurra para o banheiro e vai para a cama. Senta nela e espera a morena sair do banho.
Na opinião de uma Emma impaciente a morena demora muito, então ela resolve deitar, e sem que ela percebesse adormece ali, com certeza a gravidez a estava fazendo ficar sem energias.
–Amor, agora nós podemos.... Regina nua para a falar assim que percebe que a loira estava dormindo. Olha para si mesmo e pensa no quanto estava excita, mas que a visão de Emma dormindo era maravilhosa demais para ser desfeita. Coloca uma calcinha e um sutiã e deita ao lado dela, beija a barriga da loira e sussurra “eu te amo”, deita a cabeça no ombro da loira e se aconchega, ela não sabia que estava cansada, até que seus olhos fecharam. Talvez não fosse o cansaço mesmo, era só a paz que Swan a trazia.
Na casa dos Charming.
–Eu acho muito arriscado. Comenta Elsa olhando para o casal, Rumple, Belle e sua irmã.
–Concordo. Diz Anna. – Emma está meio bipolar, e se ela machucar o rapaz com sotaque chato ou o cara afeminado? Pergunta tentando mostrar sua seriedade.
–Mas é necessário. Rumple diz. – Precisamos que elas enfrentem isso logo, o bebê não pode nascer com essas constantes mudanças de humor das duas. Explica-se.
–Acho que o vô tem razão. Agora Henry fala. – Não podemos deixar minhas mães desequilibradas magicamente, vai ficar pior. Ele comenta com medo.
–E vamos está lá o tempo todo para garantir tudo. Diz Snow.
–Eu concordo com Elsa e Anna, hoje mesmo Rumple quase fez Emma perde o controle. Diz David, também era contra essa loucura.
–Mas ela não perdeu. Quem falou foi Mary. – Querido, sei que não gosta disso, mas é necessário. Diz segurando suas mãos.
–Ok. Bufa ele sem saber como debater mais.
–Qual o próximo passo? Pergunta Belle, não concordava com aquilo também, mas sabia que era o certo.
–Regina. Responde Gold sorrindo. – Precisamos desestabilizar ela agora. Sorri já pensando no plano que faria.
–Qual seria? Pergunta Elsa animada. – Gosto quando o afeminado entra em campo. Sorri para todos.
–Por isso gosto dela. David gargalha alto para todos.
–Anna, o que falamos... Elsa iria repreender, mas caiu na gargalhada também. – Ok, ele realmente é engraçado. Solta uma risada alta.
–Concentre-se. Chama Rumple a atenção. – Nós vamos.... Gold começa a explicar todo o plano detalhadamente a todos que estavam fazendo parte daquela missão de trazer a tona todos os medos das duas mulheres.
–Agora me fala uma coisa muito importante. Anna chega perto do Gol o olhando. –Você consegue se transforma naquele cara de coitado. Ela constata e Rumple sorri e acena a cabeça como se fosse sim. – Então não é difícil você fazer chocolate? Ou não, não você pode ser qualquer um? Pergunta mudando o foco do nada.
–Todos que eu quiser. Ele responde com desdém.
–Agora como vou saber quem é de verdade? Oh meu deus e se você se transforma em Kristoff? Ou no Olaf para me enganar? Até em chocolate você pode virar? Pergunta parecendo muito confusa.
–Ok. Gold diz alto. – Tirem ela de perto de mim, se não você vai ser filha única. Sorri maldosamente enquanto balança a mão no ar.
–Venha Anna. Elsa rapidamente puxa a ruiva.
–Ele me ameaçou, vocês viram? Ele me ameaçou, como se ele não fosse assustador sozinho, com essa cara dele. Murmura ela.
Rumple ergue a mão com a intenção de fazer algo, mas para quando sente a mão de Belle em seu ombro.
–Você tem sorte Dear. Gold diz entre dentes e some em uma fumaça.
–Por pouco. Murmura Anna.
–Assustador com a cara. David gargalha novamente.
–Incentiva mesmo. Elsa olhou feio para Charming que parou na mesma hora.
–Ok. Solta Henry. – Eu vou indo, preciso ver como elas estão. Anuncia e se despede.
–Também vamos. Diz Elsa. – Preciso conversa com Anna sobre limites. Fala séria e a empurrando para fora da casa.
David olha para Mary e sorri de lado, vai até a esposa e beija delicadamente seus lábios.
–Vai dá tudo certo, pode ter certeza. Diz ele baixinho e a abraçando.
–É tudo o que eu mais quero. Responde e o aperta contra ela.
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