De volta as origens
37 Cena no granny's
Notas iniciais
Emma estava do lado de fora do Granny’s parada na pequena cerca na rua, estava tentando entender o que sentia um misto de ciúmes, raiva, decepção e medo veio a tona para ela e parecia multiplicado por mil vezes agora. Suspira alto.
–Difícil né? Pergunta Elsa encostando ao seu lado;
–Muito. Responde ainda olhando para frente.
–Mais você entende que é passado certo? Pergunta a loira a olhando. – E que Killian jogou isso por que está magoado com toda a situação.
–Eu sei, mais ela não me contou. Diz a loira olhando para a amiga agora. – Não me disse nada e pior quase me matou varias vezes por ele e mesmo assim estava... a loira não termina a frase a raiva trava sua garganta.
–Emma entenda que as coisas mudaram, já está mais que provado que vocês são amor verdadeiro uma da outra, por que essa insegurança agora? Pergunta Elsa a encarando.
–Por que se for um engano? E se tudo não passar de um engano? Já aconteceu uma vez, não é difícil acontecer novamente. Diz Emma. – Ela é importante para mim, mais já foi provado varias e varias vezes que no final acabo sozinha. Diz a loira com os olhos já marejados.
Elsa que tinha notado Regina atrás de si, resolveu entrar para a lanchonete deixando as duas sozinhas.
–Não é assim, não mais. Ouve-se a voz da morena. – Eu sei que devia ter te contado, alias, não acho que deva não. Muda a resposta. – Por que não tem significado, não traria nada para a nossa relação, ele foi uma escolha no passado e para mim é tão longe que nem lembrava mais Emma, entenda que agora tudo mudou e a única pessoa que quero para mim é você. Diz a morena se aproximando e enlaçando a cintura da loira. – Você é meu final feliz, os outros só me guiaram até você não vê? Foram pontes que me trouxeram exatamente para aqui, para esse momento para o meu final feliz para sempre. Continua a morena. – Final não, para o meu feliz para sempre. Completa e beija a loira.
–Fácil falar. Diz a loira ainda se fazendo de difícil. – Regina ele é tão feio. Fala com a voz manhosa.
–Amor pare com isso. Diz a morena segurando seu queixo. – Esquece isso, estamos tão felizes, não estamos? Pergunta a morena para ela.
–Sim. Responde Emma. – Mais concorde que ele é feio e que eu sou melhor.
–Sem sombras de duvidas. Diz Regina rindo da implicância da loira com o ex, de repente algo passa pela cabeça da morena, Regina limpa a garganta e pergunta, já odiando a resposta que pode vir. – E você e o pirata? Pergunta olhando para Emma.
Emma pensou em mentir, depois pensou na em dizer a verdade, até que veio a sua mente uma forma simples de uma pequena vingança pela morena ter se entregado, para o ladrão feio. – Não vou lhe dar essa resposta. Fala rindo e se solta da morena. – Vamos comer que estou com fome. Fala a loira e entra na frente da esposa.
–Como assim não vai me responder? Pode falar eu aguento. Diz Regina indo atrás dela. – Qual é Emma me diz. Fala ficando seria e preocupada que a amada já tenha se entregado para o pirata. – Em, me responde. Diz já sentando na mesa.
–Não quero. Diz simplesmente Emma. – Não foi você quem me contou, então respeite isso. Fala a loira e coloca uma batata na boca.
Regina bufa e cruza os braços. Emma sorri e começa a comer, depois de um tempo a morena cede, afinal também estava morrendo de fome.
Terminam de almoçar entre risadas e algumas piadas. Emma podia ter entendido que era passado, mais ainda sentia um incomodo de pensar que Regina já tinha cedido ao ladrão feio, como ela gostava de chamar a deixava a irada, de imaginar ele com as mãos em sua mulher.
Regina mesmo fingindo esquecer queria saber, apesar de está na mesma situação que Emma, não queria e implorava para que Emma não tivesse avançado o sinal com Hook, não queria imaginar aquelas mãos imundas tocando sua loira, mais seu ciúmes era maior e já tinha imaginado a cena o que fez seu estomago revirar e ter que correr para o banheiro da lanchonete colocar tudo para fora.
–Você tem sorte. Diz a ruiva para Emma. – Você come e ela coloca para fora. E faz um joia para Emma. – Conheço uma musi...
–-Não quero saber. Responde Emma rispidamente. – Quero ir para casa. Declara parecendo irritada, seu humor tinha mudado, ficou imaginando a cena de Regina e Robin, varias e varias vezes em sua cabeça e isso estava afetando seu humor.
–Uol, parece que alguém não está mais feliz. Disse Ana olhando disfarçadamente para a loira.
–Cadê a Regi... Parou de falar quando olhou para a entrada e viu Hood parado ali na porta da entrada da lanchonete, olhando para a sua mulher sair do banheiro.
Emma por segundos perdeu o controle e mandou o para fora, transportou-se junto e o ergueu com magia.
–Fique longe dela. Disse entre dentes. – Não quero você nem a olhando. Falou o encarando e se via a o olhar malvado e um sorriso estranho em seu rosto.
–Eu...Não...Fiz... Tentava se defender Robin, sendo sufocado pela loira.
–Emma... Emma, amor me escuta. Grita Regina que tinha olhado a cena e corrido para impedir que sua mulher fizesse algo que se arrependesse. Emma a olha. – Solta ele, você não é assim. Dizia Regina tentando se aproximar da loira.
–Vai defender ele? Pergunta ficando mais irritada ainda. – Ele continua lhe seguindo, mesmo sabendo que está comigo se ele não respeita, vou ensina-lo isso. Diz ela e o sorriso malvado em seus lábios gelou a ex-rainha má.
–Emma Swan Mills solte-o agora mocinha. Grita David, atraindo a atenção da loira e com isso perde a concentração fazendo o ladrão cair no chão.
A loira perde o equilíbrio e é amparada por Regina que a segura em seus braços a apertando contra ela. Emma afunda a cabeça na morena e Regina sem pergunta ou se preocupar com os outros as transporta para a mansão.
Hood é socorrido pelos Charmings e Henry acha melhor deixa suas mães conversarem e se entenderem.
Regina aparece com a loira grudada a si na sala da mansão, segura Emma até sentir que a loira se solta dela aos poucos.
–Eu perdi o controle. Diz a loira ainda se escondendo em Regina. – Eu não sei como, mais perdi. Diz a loira quase choramingando.
–Relaxe querida. Diz Regina tentando entender. – Pode ser a mistura das nossas magias. Fala fazendo carinho. – Só pode ser uma mistura. Fala com mais convicção. – A gravidez é imprevisível lembre-se disso.
–Eu queria Regina. Diz a loira e se solta. – Você não entende. Fala a loira se virando de costas para ela.
–Claro que entendo. Fala Regina a abraçando por trás. – Você queria machuca-lo, queria ferir e causar dor, a mesma dor que sente. Eu entendo perfeitamente. Diz a morena a apertando com força. – Foi um imprevisto, mais vamos lidar com isso ok? Vamos pensar em um jeito dessas alterações de humor não serem tão... fala a morena procurando uma boa palavra.
–Extremas? Pergunta Emma segurando as mãos da mulher que se encontrava na sua cintura.
–Isso. Falou a morena suavemente. – Imagina se fica braba comigo assim. Diz Regina tentando brincar.
–Não Regina. Fala a loira e se vira para a esposa. – Jamais machucaria você ou Henry, alias qualquer pessoa, não sou assim, não posso ser assim. Exclama a loira e se joga no sofá.
–Ei! Eu acredito em você. Fala Regina se ajoelhando a sua frente. – Confio a minha vida a você, não se preocupe. Fala e abraça a loira.
Emma aconchega-se nela e relaxa. Precisava disso, precisava saber que Regina a entendia e estava do seu lado. Precisava saber que tudo ficaria bem e que nada mudaria as cosias entre elas.
Regina se levanta e senta ao lado da loira e a trás para si. Deita com a esposa encostada nela e ficam nessa troca de carinho e acabam dormindo nesta posição.
Logo chegam os charming’s e Henry, veem a cena e resolvem deixar as duas dormindo tranquila, combinando de ter uma conversa com elas depois, sobre a explosão de Emma. David decide que iria deixar a conversa ser de mãe e filha e vai com o pequeno Neal para a casa deles, deixando Branca e Henry na mansão.
Na casa de Rumple ele ficou sabendo da “cena” que Emma causou, sorriu com isso. Tinha uma teoria sobre o que poderia acontecer com a gravidez e com este acontecimento confirmou. A salvadora estava carregando não só o bebê das duas, mais com este feito e como a magia sempre vem com um preço, Emma estava sofrendo a influencia da magia negra de Regina, sabia que isso não corromperia o coração da salvadora ou faria mal a ela e ao bebê, mais causariam cenas inusitadas e alguns “feridos” pelo caminho. Pelo jeito a salvadora agora tinha um pouco da Evil Queen em si e isso seria extremamente interessante.
Emma acorda ainda por cima de Regina. Prefere não se mexer muito, apenas se ajeita minimamente para poder admirar a esposa. Sentia-se feliz por finalmente ter achado alguém que a fazia feliz e principalmente a entendia.
O momento é quebrado pela barriga da loira roncando. Emma coloca a mão sobre o ventre ainda plano e murmura.
–Nem apareceu direito e já tá querendo comer. Diz com a mão na barriga.
–Ele com certeza é seu. Diz a morena assuntando a loira. – Oi. Sussurra quando ganha atenção da loira.
–Meu só né? Pergunta a loira com um sorriso no rosto.
–Não. Diz Regina e leva sua mão para a barriga da loira. – Nosso. Diz sussurrando para não quebrar o clima.
Emma se abaixa e a beija, Regina passa a mão pela cintura da loira e a puxa para mais perto. Emma se acomoda entre suas pernas e o beijo fica mais intenso. A loira já passa a mão por dentro da blusa de Regina.
Regina solta um gemido baixo, e faz o mesmo com a loira, desce a mão na bunda da loira e a aperta, sobe para dentro da blusa, quase alcançando os seios da loira.
–Mães! Grita Henry ao mesmo tempo em que Mary grita. – Filha!
As duas se largam no mesmo tempo.
–Que pouca vergonha é essa na sala? Pergunta Snow indo até elas e fazendo Emma corar.
–Onde? Pergunta Regina. – Na minha sala? Fala sarcástica.
–Pode ser sua sala, mais é minha princesa não acho que seja... Começou Mary
–Emma o que? Pergunto Regina. – Como acha que ela ficou grávida? Pergunta arqueando a sobrancelha.
–Muita informação. Diz Henry e sobe a escada repetindo a mesma frase. — Muita informação. Grita da ultima escada.
–Acha que o traumatizamos? Pergunta Emma olhando a Regina ainda envergonhada pela conversa dela e de sua mãe.
–Não querida, Henry é maduro. Diz olhando de soslaio para Mary, como que para provoca-la.
–Sabe. Diz a morena indo até a filha, beija seu rosto e vai para a porta.- Ficaria grata de não presenciar essas cenas mais. Termina e sai da mansão.
–Só não entrar sem ser convidada. Grita Regina para ela.
–Achei que tinham parada com isso. Reclama Emma. –Ainda estou com fome. Anuncia para a morena toda manhosa.
–Parado com o que? Diz Regina indo para a cozinha. – Sua adorada mãe que não tem educação. Declara a morena. – O que deseja? Pergunta sorrindo para a loira.
–Bolo. Diz Emma com os olhos brilhando. – De cenoura. Anuncia e Regina sorri pela escolha peculiar. –Mais não foi você quem a educou? Pergunta ela, viviam fazendo isso, dois assuntos em uma conversa.
–Adoro o fato de mesmo ser algo não saudável você escolha a cenoura. Diz a morena rindo, pelo fato de não ter ouvido ela fazer esse pedido antes. – E eu não eduquei sua mãe, foi seu avó e não é um assunto que queira conversa com você. Declara a morena.
–Não posso fazer nada. Fala a loira. – Seu bebê gosta dessas coisas saudáveis. Reclama a loira. – Ok, mais podemos falar sobre você adorar ela quando era pequena? Nessa época? Pergunta Emma sentando em um banco da cozinha.
–Não podemos falar nada sobre eu e sua mãe na mesma frase. Declara Regina encerrando o assunto, ou pelo menos achando que enceraria.
–Quero torta de maça também. Declara Emma. Depois de uns minutos em silencio Emma tenta novamente. – Nem do fato de você ficar pedindo colo e brincando de boneca só com ela? Pergunta sorrindo e serra um pouco os olhos para a bronca que iria receber.
–Vou providenciar. Diz a morena e para por um minuto para ser bem clara. – Não vamos falar nada sobre nada, Regina e Snow não podem ficar na mesma frase ok? Pergunta Regina.
Emma acena que sim. Fica mais um pouco em silencio e solta. – E se eu pergunta assim “Mesmo quando você brincava de a maquiar e também quando queria dormi com ela nos dois primeiros dias? Mesmo quando ela te pegava no colo? Você sabe quem cuidou de você”. Diz Emma já esperando a resposta negativa.
–Emma eu sei o que está querendo. Diz a morena. – Não é só para me provocar, você quer que eu e ela se deem bem, mais precisa dá um tempo para isso, as coisas aconteceram rápidos demais, não vamos ser como antes, mais podemos melhorar. Diz Regina e olha para a esposa. – Vou tentar isso por você, por que sei que é importante ok? Pergunta.
Emma se anima e vai até ela, beija sua bochecha. – Por isso te amo. Confessa baixo, arrancando um sorriso bobo da esposa.
A tarde termina assim, entre risadas e brincadeira, logo Henry se junta a elas. A noite termina entre muitas declarações e carinhos.
No loft dos charming’s
–Vamos conversa com ela amanhã. Declara David. – Não fique com essa carinha preocupada.
–Não tem como, você viu como ela ficou e se você não a tivesse distraído ela teria feito algo grave. Fala Snow.
–Querida, iremos cuidar disso. Fala ele e a puxa para perto. – Ela é uma boa menina e tenho certeza que conversando tudo ficará bem, confio nela, além do mais, tenho certeza que foi algo isolado. Declara o loiro.
–Eu confio também. Diz Snow e relaxa nos braços do marido. – Você tem razão, foi apenas um caso isolado. Diz a morena e se aconchega mais no loiro e fecha os olhos. Rezando para ser isso mesmo.
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