De volta as origens
38 Duvidas
Notas iniciais
Logo de manhã Emma ouve sua esposa no banheiro, já imaginando que ela deveria está com enjoo matinal, se levanta e vai ao seu encontro, olhando a namorada ajoelhada ao lado da privada, encostando a testa nos joelhos, a loira pega uma toalha de rosto, molha e se ajoelha ao lado dela.
Passa delicadamente na nuca de Regina e ergue seu queixo para passar em sua testa e boca.
–Obrigada amor. Diz Regina olhando para a sua loira e sorrindo fracamente. – Pelo visto nosso bebê acordou muito mau humorado. Diz se referindo aos enjoos.
–Talvez ele não tenha gostado do lanche da madruga. Comenta a loira e Regina franze o cenho. – Acordei com fome e comei um pedaço de torta da gelada. Faz cara de culpada e ao se referi a torta a morena volta a colocar tudo para fora.
Depois que consegue tirar o rosto de lá olha para a loira. –Com certeza foi a... faz sinal com a mão e Emma assente.
–Será que ele não gosta de M.A.Ç.A. Soletra Emma para que o bebê não entenda.
–Não sei. Diz a morena e olha para a barriga da loira, passa a mão pela barriga e pergunta cautelosamente. – Anjo você não gosta de maça? Pergunta rapidamente e fecha os olhos, mais acaba não sentindo nada. – Não é maça. Declara a morena
Emma faz uma cara de quem pensa e olha para a morena pende a cabeça para o lado e tenta outra palavra. – biscoitos da vovó Mary. Diz Emma e nessa hora a morena coloca tudo para fora novamente. – Descobrimos nosso bebê não gosta dos... E antes que terminasse Regina tapa a boca da loira.
–Ele é meu orgulho. Diz a morena sorrindo. – Não tem que gostar da comida da sua mãe mesmo. Diz Regina rindo da cara de ofendida de Emma.
–Para seu governo ele gosta. Diz se levantando e saindo do banheiro para na porta e sorri travessamente. – Apenas dos biscoitos de aveias da minha mãe que ele não gosta. E sorri contente quando Regina volta a passar mal.
Assim que sai do banheiro vai ao quarto e pega uma toalha e roupas, ia tomar um banho em outro lugar, afinal o banheiro principal tinha uma Regina enjoada nele.
Após se sentir melhor, Regina resolve relaxar com um banho, como demorou mais do que pensou, encontrou Emma sentada na cama chorando.
–Emm, o que ouve? Pergunta a morena preocupada.
–Nada. Responde uma loira chorosa.
–Como nada? Está chorando. Diz a morena fazendo carinho em seus cabelos.
–Você não gosta da minha mãe, talvez o bebê não goste também. Diz a loira soltando soluços. — Se não gostam dela como gostam de mim? Pergunta afundando o rosto nas mãos.
–Em, uma coisa não tem haver com a outra. Explica, ou pelo menos tenta explicar.
–Eu sei. Confessa a loira. -Mais eu não consigo parar de chorar e queria muito que vocês gostassem dela. Explica a loira e volta a soluçar.
–Amor, o bebê gosta. Diz com firmeza. -É a vovó dele. Tenta novamente. -E quanto a mim? Eu te amo e vou saber conviver com seus pais. Diz a morena fazendo carinho nas costas da loira.
Emma sorri e depois que absorver o que a morena fala chora novamente.
–Emma o que foi agora? Pergunta um pouco mais firme, descobriu que teria que dá seu melhor para acompanhar o humor da esposa.
–Você também não gosta do papai? Pergunta feito criança.
–Não disse isso. Se defende a morena. — Por que não fazemos assim: você se arruma e eu faço panquecas com chocolate e chocolate com canela? Pergunta desviando do assunto.
–Não. Fala a loira e se joga na cama. -Por que não deitamos aqui juntinhas? Pergunta cessando o choro.
–Por que preciso trabalhar. Fala a morena. -E você também. Esclarece.
Emma não responde, apenas se levanta e coloca uma roupa. Sua jaqueta e sai do quarto.
A morena acompanha sem entender nada. Só percebe o que aconteceu quando ouve o barulho da porta de entrada sendo fechado com força.
Regina suspira e se levanta, bufa e desce as escadas. No andar de baixo vê seu filho olhando para a entrada como se não b entendesse o que houve.
–Emma só está nervosa sobre a gravidez. Diz Regina tentando tranquiliza o filho. -Logo ela volta. E dessa vez era com ela mesmo que falava.
Henry olha para a mãe. -Ela está bem não está? Pergunta olhando para ela.
–Sim querido. Responde mostrando um sorriso amarelo.
Henry olha mais um tempo a sua mãe e volta para cozinha, mas Regina permanece lá, olhando para a porta se perguntando se havia feito algo errado.
Emma andava rápido, queria correr mais não faria. Não entendia o que estava sentindo, só queria que acabasse logo toda essa confusão em sua cabeça. Todos esses sentimentos confusos.
Sentiu raiva por Regina preferi o trabalho a ela, sabia que estava sendo infantil, mais não conseguia para de sentir assim. Respirou várias vezes e por fim parou de andar. Olhou para frente e viu que estava na porta da cada dos pais. Sorriu era isso que precisava. Quando foi dar um passo viu seus pais com Neal no colo e ficou admirando a cena, desejando que fosse assim com ela e Regina. Que a cumplicidade entre o pai, a mãe e seu irmãozinho fosse igual ou maior entre ela a esposa e seu bebê.
Logo Emma sente uma mão em seu ombro.
–Lindos não é? Pergunta Elsa sorrindo.
–Hurum. Responde Emma olhando a cena. E fica em silencio.
–Logo você estará com seu bebê no colo também. Tenta puxar assunto novamente.
–Eu sei. Diz a loira e logo imagens dela rejeitando Henry aparecem em sua cabeça, do sofrimento e de tudo que passou, tentou mudar mais simplesmente não saia. E uma vontade de sumir, ir embora e fugi a dominou e Emma apertou os olhos com força e estava quase correndo quando uma voz atrapalha tudo aquilo e a traz para a realidade.
–Emma! Chama a voz aveludada que tanto conhecia.
Emma abre os e encontra os olhos castanhos da esposa a fitando. -Oi?! Saiu mais como uma pergunta do que uma fala.
–Se veio contra a vontade sabemos no que pensava. Diz a morena em tom triste. Se aproxima e abraça a loira de forma apertada. -Quando vai parar de querer fugir. Fala Regina e como resposta recebe um abraçado abraço apertado.
Por um tempo as duas não falam, Emma recosta a cabeça no ombro da esposa e funga, não queria ficar fugindo, queria poder viver com a esposa, o filho e seu bebê tranquilamente, mais parecia que não ia ser fácil fazer isso. Livrar-se de quem se é ou era, parecia uma missão quase impossível.
Regina afagou mais um tempo as costas da loira e logo a soltou e a puxou até o sofá e a fez sentar nele.
–Vou ligar na prefeitura e na delegacia, vamos ficar em casa hoje, acho que você e eu precisamos desse tempo não é? Pergunta a morena. Emma não responde, apenas abaixa mais a cabeça e se encosta-se ao sofá suspirando.
Tinha tanto medo de estragar tudo que não sabia o que fazer, o medo a dominava e sabia que nada nem ninguém a faria mudar de ideia, precisava de um tempo sim, mais um tempo só para ela, um tempo que pudesse pensar e analisar com calma tudo que estava acontecendo.
Regina voltou a sala com um sorriso nos lábios, não o seu melhor sorriso, mais um sorriso de companheirismo, sentou ao lado da loira, mas antes que falassem algo Emma a cortou.
–Preciso de um tempo. Disse rápida e prendendo o ar.
Regina não a respondeu apenas ficou lá a encarando.
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David e Mary estavam na frente da loja de Gold, olhando para dentro da loja, com cara serias.
Gold havia acabado de dar a noticia mais complicada que eles poderiam ter nesse momento e não sabiam como resolver a situação, precisariam com certeza da ajuda de Elsa e Anna que estavam ao seu lado brincando com Neal, na verdade Anna estava tentando fazer o pequeno cantar que queria brincar na neve e Elsa a repreendendo dizendo que ele era novo para isso.
–Qual o problema Elsa? Pergunta a ruiva contrariada.
–Já disse ele é pequeno demais e aqui não vi neve Anna. Responde no mesmo tom. – Deveria esquecer isso. Fala resmungando baixinho, não gostava dessas lembranças, de quando precisava se fechar de tudo e de todos.
–Ao que parece essa musica não é boa mesmo. Murmura de volta, afinal lembrava-se da recusas de Elsa de brincar com ela, a pequena discussão só se desfez por que ouvi Mary repeti as ultimas palavras de Gold.
–Então elas precisam voltar as origens? Pergunta temendo a resposta.
–Sim. Diz Gold sorrindo idiotamente para os dois. – Tanto Emma como Regina precisa lidar com elas para poder lidar com qualquer outra pessoa. Diz o mago e se vira. –Agora se me dão licença. Diz caminhando não antes de dizer. – Anna deixe os doces onde os encontrou, não lhe farão bem. Diz dando sua risada mais louca possível.
Anna joga tudo no chão e encara Elsa que está balançando a cabeça de um lado para o outro em reprovação.
Mary segura a mão do marido e suspira, precisava fazer Regina e Emma lidarem com elas e pensou o quão trabalhoso poderia ser fazer as duas pessoas mais teimosas fazerem isso, sem ameaçar ela de morte, no caso sua nora e se sentir julgada no caso de sua filha.
David sabia que seria algo difícil e complicado, mais também sabia que tanto sua filha como Regina saberiam como lidar com isso, só precisavam do incentivo e do momento certo para tal ato.
Saem da loja os quatro juntos e vão em direção a mansão, pelo visto o dia seria mais longo do que imaginaram.
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